Silver Lining.
1 Prólogo.
Notas iniciais
Depois de ler muitas fics que tinham esses links eu aderi ao Polyvore. Devo admitir que estou me divertindo muito montando looks ahaahah enfim, enjoy!
Eu estava deitada em minha cama ouvindo Kacey Musgraves – é, eu tenho esse lado country – e estava pensando na única razão que me fazia ficar desse jeito estranho. Como posso descrevê-lo? Angústia, tristeza? Amor?
Ainda não havia descobrindo um significado pra isso. Só sabia que Jason estava nesse momento com Piper. Não que eu não goste dela, pelo contrário; aprendi á aceitá-la depois de uns meses – longos meses, aliás. O problema é o Jason.
Eu conheço ele há muito tempo. Desde que nós tínhamos sete anos. Ainda me lembro direitinho de quando e como nos conhecemos. Primeiro dia de aula, ele sentava na minha frente. Ambos não tínhamos amigos então ficamos as primeiras semanas andando juntos.
Mas tudo mudou no começo desse ano quando ele conheceu Piper. No começo ele hesitou, mas quando um de nossos amigos, Frank, o encorajou, ele se "jogou de cabeça". Agora não há nada que faça ele se desgrudar dela.
E é aí que a Kacey entra em cena. Desde que Jason me abandonou me sinto mais sozinha do que nunca. Então, só me resta ficar o dia inteiro deitada na minha cama e ouvindo músicas country.
-Reyna? – a voz de Hazel se misturava com Merry Go 'Round.
Levantei-me da cama e destranquei a porta. Hazel Levesque é uma das melhores pessoas do mundo. Apesar de não preencher o meu vazio por completo, ela é uma grande amiga.
Ela olhou com desgosto pro meu notbook – de onde estava tocando a música.
-Você nunca vai parar né? – ela disse, cruzando os braços.
-Aaah, Hazel! – eu desabei na cama. – O que eu faço?
Ela foi até o meu notbook e pausou a música, "fechando-o" logo em seguida.
-Parar de escutar essas músicas ajuda muito, sabia? – então ela se sentou na cama. – São 6h40 e você está de pijama. Acredite, até a sua mãe está ficando preocupada.
Não veio nada em mente para poder protestar. Ela estava certa. Eu estava horrível. Sentei-me na cama e a encarei.
-O que você propõe, então?
-Vamos fazer uma daquelas noites de garota! Lembra?! – ela sorriu para mim. Balancei a cabeça. – Reyna, é sexta-feira. Quantas meninas de 16 anos ficam em casa choramingando em plena sexta-feira?
-Muitas! – eu protestei.
-Não, ninguém faz isso. Vamos lá, eu até conversei com a sua mãe.
-Conversou com a minha mãe?
Ela deu de ombros.
-Eu sabia que você não ia querer.
Nossa, que choque de realidade. Naquele momento eu aprendi que, quando sua mãe e sua amiga conspiram para te deixar feliz, é que você está muito mal.
Esfreguei os olhos. Mas acabei cedendo.
-Tá, tudo bem! – então ela abriu um largo sorriso. – O que você propõe?
-Sua mãe deixou o cartão dela. O limite dele é bem pouco, tipo de 100 reais, e ela achou que você precisava deles mais do que ela.
-Minha mãe? Não é possível, você não pode estar falando sério.
Ela sorriu.
-Sim! Então, nós vamos ao shopping, e você vai comprar algo na sua loja favorita. Lembra-se dela?
Sorri. É claro que eu lembrava. Desde que eu tinha 12 anos eu ia com Hazel uma vez por mês lá e nós comprávamos alguma coisa. Qualquer coisa. Essa era a graça da loja: qualquer coisa caía bem.
-Lembro.
-Depois nós vamos ao BK e você vai comer o seu lanche favorito. Lembra também?
-É claro que sim. Continue.
-Então nós vamos até a livraria e vamos comprar um livro que vá te animar. Eu sei que você está paquerando "A Culpa é das Estrelas" á algum tempo. – eu assenti. – E voltamos para cá. Vamos virar a noite assistindo nossos filmes favoritos e comendo Hershey's.
Se eu estava animada? Mais ou menos. Mas assenti, mesmo assim, para alegrá-la.
-Vou me arrumar! – eu disse, me levantando. – Vamos escolher uma roupa, então?
Depois de muitas discussões e várias roupas jogadas no quarto, eu decidi. Apesar de ainda não estar muito animada, quem sabe um BK e algumas compras não pudessem mudar tudo?
-Hazel, ande mais de vagar! – eu disse, andando mais rápido atrás dela. – Sério, meus pés estão doendo.
-Pare de reclamar! – ela disse, sorrindo, para mim. – Estamos quase chegando.
-Chegando aonde? – eu disse, finalmente conseguindo chegar até o seu lado e encará-la.
-Enquanto você sofria no seu quarto, uma loja abriu aqui. Lembra-se daquele espaço vazio e branco? – eu assenti. – Bem, hoje é isso.
-Não pode ser!
Olhei, admirada. Era a extensão da minha loja favorita, Girls. Mais brilhante e mais rosa do que nunca.
Uma rápida observação sobre a Girls: antes ela ficava no primeiro andar. Agora, ela ampliou e está no primeiro e no segundo, uma loja embaixo da outra. Não é maravilhoso?
Puxei Hazel e nós entramos. Foi como se todos os meus problemas tivessem desaparecido.
Ah! Paredes com tons de rosa, um lustre, música calma. Alguns sofás de couro, milhares de provadores e araras com roupas separadas pela cor. Aquilo era o paraíso.
Antes que eu pudesse ficar mais feliz do que já estava, Piper chegou perto de nós. Estava com três sacolas da Girls na mão e com um sorriso no rosto.
-Olá, meninas – ela sorriu.
-Oi – Hazel tentou ser gentil. Mas acontece que as duas não se bicam.
-Fazendo compras? – eu perguntei, sorrindo, tentando ser simpática.
-Oh, sim! Eu ia ligar pra vocês. Vou dar uma festa amanhã, e queria muito que vocês viessem.
-Na sua casa? – Hazel perguntou.
Ela assentiu.
-Nós estaremos lá, então – eu respondi.
Hazel olhou para mim, assustada.
-Ótimo! Ás 9 horas, não esqueça!
Então ela saiu da loja.
-Nós vamos? – Hazel olhou para mim, levantando a sobrancelha.
-Hazel, se eu quero Jason de volta, eu preciso agir.
Até eu me assustei com as palavras. Impulso? Posso dizer que sim. Mas eu precisava me arriscar um pouco.
-Isso está vindo mesmo da menina que estava deprimida no quarto?
-Oh! Não. Essa daí não existe mais.
Hazel sorriu.
-Então vamos comprar algo bem lindo pra essa nova Reyna.
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