Silver Bell

2 Prólogo - Começo do fim.


Notas iniciais
Agora sim algum diálogo. xD Boa leitura pessoas.~

Creck – Por alguns instantes, o estalo do vidro do tubo de ensaio rachando-se foi o único som presente na sala de conferências do Palácio Governamental. Um homem de jaleco branco e cabelos negros presos em um rabo-de-cavalo era o centro da atenção do local; ele segurava em uma de suas mãos o tubo de ensaio, agora trincado, alto, para que todos os presentes pudessem ver. “Vêem? Mesmo apesar de ser apenas um experimento ainda em fase de testes, ele conseguiu esse resultado em alguns poucos milésimos de segundo.” Ele sorriu, orgulhoso de sua criação; com uma rápida olhada pela sala, parecia que ele havia conseguido o interesse dos representantes.

“Dr. Ano,” uma das representantes interrompeu o clima denso da sala, sua voz calma e firme. “Eu possuo uma pergunta. Qual é a garantia que esse seu...’experimento’ não vá oferecer riscos a integridade física de seus aliados futuramente?” ela indaga, observando solenemente o ‘experimento’ em questão; uma máquina pode ser programada, porem, seres humanos possuem encravado em sua genética a auto-reação de se rebelar contra qualquer tipo de ordem, seja ela beneficente ou não. E um exemplar ainda em desenvolvimento faz essa característica parecer ainda mais forte.

“Exatamente,” Outro representante sentado em uma plataforma mais elevada concorda, sua voz arrogante ressoando entre as enormes paredes de mármore. “Como nós podemos aprovar o desenvolvimento de algo cuja probabilidade de se rebelar contra seus criadores é extremamente alta?”

“Sim,” Uma voz grave e autoritária vinda da plataforma mais alta da grande sala faz todos os demais mergulharem em silêncio. “Dr. Ano...Quais são as suas garantias?”

Entregando o tubo de ensaio para um de seus assistentes, Dr. Ano puxa uma criança, um garoto de aparentemente 7~8 anos, que estava em pé ao seu lado, pelos seus cabelos, chegando quase a suspende-lo; porem, o rosto da criança continuou uma completa máscara de indiferença, seus olhos fixos a sua frente, sem qualquer traço de rebeldia. Com a sua outra mão, ele pegou um canivete entregue por outro de seus assistentes, e com um rápido movimento, ele desferiu um corte na bochecha esquerda da criança, criando em seu encalço uma listra rubra em sua pele pálida. Alguns segundos passaram-se, uma fina linha de sangue escorrendo e pingando no chão do local; e mesmo assim, a criança continuava sem demonstrar nenhuma reação, nem de dor, e nem de tentar se soltar da mão do cientista. Porém, não é como se ele estivesse em alguma espécie de transe, ou sob os efeitos de algum medicamento; seus olhos eram focados e limpos: ele estava plenamente consciente. O Doutor então derrubou propositalmente o canivete no chão. Soltando as longas melenas incolores da criança, ele ordenou, apontando ao objeto inerte no chão. “Pegue.” Sem hesitação, a criança abaixou-se e pegou o canivete. Porém, antes mesmo de ela levantar-se, Dr.Ano desferiu um chute em sua barriga, jogando-a a alguns metros de onde estava. Dessa vez, o garoto esboçou certa reação, tossindo com a falta de ar causada pelo golpe; porém, ele recuperou seu folego rapidamente e, sem pestanejar, levantou-se e foi em direção ao cientista, segurando o canivete, sujo com seu próprio sangue, em suas mãos pequenas. Dr.Ano bruscamente arranca o canivete de suas mãos, e a criança volta ao local em que estava em pé antes, o sangue que estava escorrendo em seu rosto agora já começando a endurecer. O cientista sorriu de forma maliciosa. “Isso é garantia suficiente, meus senhores?” ele disse enquanto entregava o canivete de volta para seu assistente. Por alguns segundos, podiam-se ouvir somente os murmúrios de espanto, interesse, horror, satisfação, e indecisão dos ali presentes.

“Muito bem então. Que a votação comece.” A voz grave de antes anunciou, e um enorme monitor foi exibida no centro da sala, com diversos cubos cinza flutuando em sua tela. Lentamente, um a um começaram a ganhar cor; alguns vermelhos, porém, grande maioria verde. Depois do que parecia uma eternidade para Dr.Ano, todos os cubos estavam com suas cores, e a mesma voz autoritária se pronunciou novamente. “Muito bem, Dr.Ano. Por vantagem de cerca de 89% dos votos, seu projeto foi aprovado.” Apesar de seu rosto não estar visível, era possível perceber que o dono da voz estava sorrindo. “Meus parabéns.”

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Notas finais
Então, o que acharam? Não está devidamente revisado, pois não tenho alguém disponível para faze-lo por mim nesse exato momento, então deve ter alguns erros. :c O prólogo original era um pouco...violento de mais, então preferi por modificar essa área também. Críticas construtivas, duvidas, sugestões, e correções são extremamente bem-vindas. O próximo capitulo vai finalmente ser o capitulo um, que no momento estou terminando de modificar algumas coisas para postar. Até mais.~ ;P