Silente Devoção
19 Nelumbo nucifera
Notas iniciais

♈ *** ♍
Já passava das cindo da tarde quando Mu finalmente encerrou seu trabalho de jardinagem na pracinha de Rodório. Cansado e com os músculos doloridos ele caminhava sem pressa rumo ao Santuário. Queria muito ir para seu Templo, mas antes precisava devolver as ferramentas que pegara emprestado. Por isso quando adentrou o perímetro do solo sagrado em vez de rumar para as Doze Casas, se desviou para o almoxarifado que ficava próximo ao campo de treinamento dos aprendizes.
Distraído abraçava o cesto com as ferramentas dentro com apenas um dos braços enquanto a mão livre enxugava o suor de seu rosto com um lenço, já que o calor mesmo ao fim da tarde ainda o castigava. Pensava no quanto um delicioso banho refrescante viria bem a calhar quando um vento suave, porém travesso lhe acariciou o rosto, agitou seus cabelos e quase fez voar o chapéu de palha em sua cabeça, sendo preciso segura-lo para que não fosse jogado longe.
A brisa agradável e repentina trazia consigo o cheiro doce de flores e esse fenômeno capturou a atenção imediata do lemuriano o fazendo parar de andar no mesmo instante. Atento, Mu fechou os olhos e inalou suavemente aquele perfume delicioso e sorriu assim que identificou o aroma.
Lótus.
Como não reconhecer aquele cheiro tão peculiar? Sentiu-se aquecer por dentro e com o coração batendo forte, abriu os olhos e notou que o seu redor havia um pequeno balé de pétalas de flores cor de rosa que, faceiras, rodavam embaladas pelo vento formando um redemoinho. Sentiu também o Cosmo quente e acolhedor do responsável por aquela manifestação sobrenatural lhe abraçando.
Virgem.
Mal concluiu o pensamento e as pétalas de lótus voaram agitadas dispersando-se com o vento como crianças ao serem pegas fazendo traquinagem. Porém, ao olhar atentamente ao seu redor, Mu avistou surpreso que alguns metros a sua frente no solo arenoso surgia uma trilha de flores de lótus que milagrosamente desabrochavam diante de si. Sorriu como o tolo apaixonado que era e com o coração aos pulos de ansiedade se pôs a seguir o caminho de flores, atraído por elas da mesma forma que uma abelha é atraída pelo néctar na primavera.
Mu esqueceu-se completamente de ir ao almoxarifado. Sorridente caminhava pela trilha florida seguindo as flores de lótus que se dissolviam quando passava por elas, deixando apenas seu perfume no ar, enquanto novas flores brotavam feito mágica mais adiante, o conduzindo para longe do campo de treinamento e na direção das antigas construções abandonadas do Santuário.
As flores desapareceram completamente tão logo o lemuriano adentrou as ruínas milenares do que um dia foi um suntuoso dormitório, e antes que pudesse olhar ao redor a procura do Cavaleiro de Virgem, sentiu as mãos dele rodearem sua cintura em um abraço íntimo e carinhoso que não lhe assustou, ao contrário, desde que vira as primeiras pétalas de lótus a brincarem consigo esperava ansiosamente por aquele contato acolhedor.
Completamente entregue ao abraço, Mu deixou o cesto de ferramentas levitar graciosamente de seus braços até o chão. Com um suspiro de prazer, tombou ligeiramente a cabeça para o lado dando aos lábios febris de Shaka acesso ao seu pescoço, enquanto corria os dedos pelos braços dele, apertando-os com força e abraçando a si mesmo no processo.
— Hmm... — gemeu baixinho e fechou os olhos ao sentir todos os pelos de seu corpo arrepiados mediante os beijos quentes que recebia próximo a nuca — Então é assim, Shaka de Virgem? Me atrai para um lugar ermo e me ataca sem nem ao menos me dar chance de defesa ou me dizer um oi? — brincou ao virar o rosto na direção do loiro oferecendo os lábios entreabertos.
Oferta aceita no ato. Sem demoras Shaka tomou a boca de Mu em um beijo languido e sensual, aproveitando para vira-lo de frente pra si e lhe retirar o chapéu de palha da cabeça. Virgem corria as mãos pelas costas largas e fortes de Áries, deliciando-se ao sentir os músculos firmes e a textura macia da pele suada. Mu, que também não perdia tempo, passou os braços por cima dos ombros do indiano, abraçando-o pelo pescoço, enquanto bebia inebriado o néctar da paixão direto dos lábios dele. Logo foram obrigados a apartar o beijo, ofegantes demais para continuar.
Shaka abriu os olhos devagar causando uma breve lufada de ar e admirou por alguns segundos o rosto corado do ariano a sua frente, como se quisesse ter certeza de que não era um sonho. Somente quando sua mente e seu coração tiveram plena convicção de que Mu era real, Shaka quebrou o silêncio.
— Oi. — disse quase em um sussurro.
— Oi. — Mu respondeu sorrindo e encostou sua testa na dele, encaixando o bindi vermelho de Shaka entre suas pintinhas — Uma trilha de lótus? — indagou curioso e apaixonado como nunca.
— Não tinha nenhum pão por perto, e mesmo que tivesse, corria o risco de você se distrair tentando comer as migalhas e se perder. — Shaka brincou ao aperta-lo junto ao corpo.
— Provavelmente! — riu bagunçando os cabelos do indiano ao acariciar-lhe a nuca. — Mas eu gostei das flores, foi romântico.
Shaka corou um pouco envergonhado
— Não exagere. Eu só queria te trazer aqui sem chamar atenção.
— Como se lindas lótus perfumadas surgindo no chão fosse um fenômeno comum. — Mu riu mais uma vez achando graça do modo acanhado do loiro — Poderia ter me chamado por telepatia.
— Poderia. Porém foi muito mais divertido observar o carneiro serelepe seguindo as flores até cair nas garras do lobo. — ao dizer isto arranhou de leve a lateral da cintura de Mu e lhe mordeu o queixo de modo instigante.
— Lobo é? Convencido! — Áries respondeu com voz rouca de excitação, roubando um beijo profundo — Shaka de Virgem... Hmm... Não conhecia esse seu lado travesso e abusado.
— Pois saiba que tenho muitos outros lados que você não conhece Mu de Áries! — provocou ao empurrar o ariano contra a parede de pedra em ruínas e pressiona-lo com força.
— Pelos deuses! Mal vejo a hora de conhecer... — foi tudo o que o lemuriano conseguiu murmurar antes de ser calado pelos lábios famintos de Shaka.
Era difícil conversar com o desejo transbordando dentro de ambos.
O cheiro do suor masculino de Mu misturado ao perfume de lavanda, o sabor doce da sua boca e a textura macia da sua pele em contraste com os músculos fortes e definidos, instigavam Shaka de tal maneira que logo se engalfinhara com Áries em um amasso que faria inveja a qualquer casal adolescente.
— Achei que não conseguiríamos nos encontrar hoje. — Mu murmurou excitado ao beijar o rosto do indiano e erguer uma das pernas, dobrando ligeiramente o joelho, para acariciar a coxa dele com a parte interna da sua — Meu dia foi cheio... Hmm... E pensei que você estaria ocupado até mais tarde com os aprendizes da Marin.
— E eu estava... Estou. Quando eu te vi chegar ao Santuário, usei uma desculpa qualquer para dar uma pequena escapada. — Shaka respondeu ao agarrar com uma das mãos a coxa levantada do lemuriano, arranhando-a com as unhas e lhe atacar o lóbulo da orelha, sugando-o delicadamente — Eu precisava te ver, nem que fosse ao menos um pouquinho. Logo tenho que voltar.
— Já? Mal acabamos de nos encontrar...
— Eu sei, mas é melhor redobrarmos os cuidados. Hoje encontrei com Milo e Saga e eles tentaram me assuntar.
Mu abaixou a perna no mesmo instante e puxou o rosto de Shaka, que lhe beijava os ombros, para que pudesse olhar em seus olhos.
— Como assim? — perguntou exibindo uma ruga de preocupação na testa.
— Mais cedo eu desci até Rodório na intensão de te ver usando a desculpa de te levar um lanche e...
— Lanche? Que horas que eu não te vi? — interrompeu.
— Calma, ariano apressado, deixe-me contar o que houve.
— Tá bom.
— Continuando. Eu pretendia te ver, porém quando eu desci quase esbarrei com Touro e...
— Inferno! — Mu interrompeu novamente com um resmungo e procurou as mãos do loiro segurando-as com força — Aquele mala foi me importunar hoje... De novo. Acredita que ele achou que eu e você estávamos brigados? E que sem a sua “influência” para atrapalhar eu estaria mais receptivo?
Shaka deu um longo suspiro e trouxe a mão de Mu próximo aos lábios, depositando ali um beijo paciente.
— Acredito! E é sobre isso que estou tentando falar. Posso?
— Pode!
— Então, como eu dizia, para evitar algum confronto com ele eu acabei me esquivando e entrei em um bar, aquele perto da pracinha. Lá encontrei Gêmeos e Escorpião, e pra despista-los acabei ingerindo uma dessas bebidas alcóolicas fermentadas e conversando um pouco com os dois.
Mu arregalou os olhos surpreso e escondeu a boca aberta com uma das mãos.
— Shaka de Virgem! Você tomou cerveja no boteco? — tentava conter o riso.
— Mu! — o loiro cruzou os braços e fechou os olhos não achando nenhuma graça — Vai me deixar falar ou não?
— Desculpa. E não faz essa cara.
Áries puxou Virgem e lhe abraçou carinhosamente, distribuindo pequenos beijos pela face rabugenta até que ela se tornasse serena novamente.
— Enfim. Eles me perguntaram justamente sobre o nosso suposto desentendimento, Mu. Eu desmenti, obviamente, mas é o que esse bando de espíritos maledicentes desocupados estão futricando por aí. — Shaka abriu os olhos novamente e acariciou a face do lemuriano — Sabe o que significa, não é?
Mu deu um longo suspiro chateado e inclinou a cabeça roçando o rosto na palma da mão que lhe tocava.
— Sim. Que todo mundo está reparando em cada passo nosso e para evitar outro escândalo, mais do que nunca, temos que agir com “naturalidade” e manter as aparências. Eu sei. Fui eu que te pedi sigilo, mas... — encarou Shaka lhe transmitindo através dos belos olhos verdes todos os sentimentos presos dentro do seu coração, o que fez o virginiano ofegar diante da intensidade daquele olhar — Eu confesso... É difícil ficar longe e agir apenas como um bom amigo quando tudo que eu mais quero é beijar você.
Shaka arregalou os olhos ligeiramente e sentiu o coração disparar dentro do peito. Há se Mu soubesse quantos anos o amara em segredo sem nem poder sonhar com beijos, muito menos ansiar por encontros furtivos de consolação como estavam tendo agora.
— Você não faz nem ideia do quanto é realmente difícil... — Virgem murmurou e não resistindo mais tomou os lábios do homem que amava com toda a força do seu sentimento.
O lemuriano, que não esperava um beijo tão intenso, revirou os olhos sentindo o mundo girar e as pernas vacilarem, sendo necessário agarrar-se mais uma vez ao loiro pra se manter de pé. Os efeitos que os toques e beijos de Shaka causavam em Mu eram avassaladores. E pelos deuses! Esse não era um beijo condizente para alguém que nunca havia beijado ninguém até poucos dias, muito menos vindo de um religioso.
Shaka devorava Mu com os dentes, o engolia com os lábios e o invadia com a língua enquanto, parecendo possuir mil braços, o agarrava e apertava pondo o lemuriano louco. Os longos meses de abstinência sexual do lemuriano não ajudavam em nada, e quando se deu conta, Mu já havia invertido as posições e agora era ele quem atacava e pressionava Shaka contra a parede de pedra de tal maneira que os pés do loiro mal tocavam o chão.
Não que isso incomodasse Virgem, que disposto aproveitar tudo ao seu alcance, já embrenhava as mãos atrevidas por dentro da regata surrada do ariano se deliciando ao delinear e arranhar cada vinco das costas largas e dos ombros sarados dele.
Em sua nada modesta opinião o corpo de Áries era perfeito. Forte e másculo na medida certa, os músculos dele eram marcados naturalmente por horas e mais horas de trabalho braçal na forja celestial sem exageros e contrastavam harmoniosamente com o rosto belo e delicado.
Mu era um tesão.
Foram muitas as noites em que delirante, dera prazer a si próprio fantasiando em segredo estar exatamente onde estava agora: aos beijos tórridos com ele enquanto tocava, apalpava e marcava aquele corpo gostoso. Mas queria mais, por isso enfiou o nariz próximo a nuca de Mu, entre seus cabelos presos, e aspirou fundo o perfume inebriante da pele dele.
— Por Buda! O seu cheiro...
Shaka tentou falar algo, mas a voz enrouquecida pelo desejo falhou causando o efeito contrário do desejado, pois Mu se afastou ligeiramente constrangido.
— Me desculpe. Trabalhei a tarde toda e você me chamou antes de eu tomar banho.
Shaka riu divertido o puxando de volta pra si e novamente enfiou o rosto no pescoço de Mu, dessa vez lambendo a pele salgada do ombro até a base da orelha.
— O seu cheiro, Mu de Áries... é uma delícia. — sussurrou ao pé do ouvido do lemuriano recebendo um longo gemido em resposta.
— Ohhhhhh... Pelos deuses! Não faz isso comigo. — Mu implorou, pois estava a ponto de cometer uma loucura — O seu cheiro também é maravilhoso.
Virgem sorriu satisfeito e procurou mais uma vez a boca do ariano.
Porém mal haviam retomado o beijo apaixonado, Shaka interrompeu abruptamente o contato.
— O que foi? — Mu perguntou confuso.
— Shhhh! Fica quieto. — sussurrou ao tapar a boca de Mu com a mão— Tem alguém vindo.
Nesse momento, com os olhos arregalados e coração disparado, o lemuriano conseguiu ouvir passos perigosamente perto de onde estavam e as vozes de dois guardas a se aproximar.
— “Tem certeza?”.
— “Certeza eu não tenho, mas eu acho que ouvi uns barulhos quando passei agora a pouco a caminho da arena. Não custa voltar e conferir. Depois sobra pra gente”.
— “Tem razão.”
Logo as vozes se calaram à medida que seus portadores adentravam as ruinas e para extrema surpresa e estranhamento de ambos o que encontraram ali não fazia o menor sentido: o guardião da Sexta Casa Zodiacal sentado no chão na posição de lótus aparentemente meditando.
Os guardas se entreolharam confusos e depois voltaram a observar o Cavaleiro de Virgem sem entender nada. Shaka estava com roupas de treino, cabelos bagunçados, rosto corado e perto dele havia um chapéu de palha e um cesto cheio de ferramentas. O cenário era tão improvável e absurdo que não souberam como reagir.
— O que ele faz aqui? — cochichou o guarda aparentemente mais novo, notando que Virgem permanecia imóvel como uma estátua.
— Como eu vou saber? — o mais velho respondeu também aos cochichos.
— A gente deve falar com ele?
— Sei não...Talvez... Ele parece em transe.
— E o que eu devo falar?
— Como assim o que deve falar? Você não é o vigilante responsável pela ronda nessa área? Pergunta o que ele tá fazendo aqui! Porque ele tá no meio dessa ruina abandonada.
— Você também é o responsável pela ronda nessa área! Fala você!
Antes que os dois entrassem em um acordo foram mais uma vez surpreendidos, agora pela voz potente e ameaçadora do virginiano a lhes falar diretamente na mente.
“Vocês! Até quando pretendem ficar aqui feito dois espíritos famintos zombeteiros atucanando minha meditação?”— Shaka os repreendeu com a seriedade e a imponência do homem considerado o mais santo e perigoso de todo o santuário.
Assustados os dois guardas se entreolharam e o mais novo tentou se desculpar.
— Nos perdoe senhor, é que meu amigo ouviu algo e não pensamos que...
“Calados! Lógico que não pensaram ou não estariam aqui atrapalhando minha paz de espírito. Não me isolei nessas ruínas para ser perturbado, portanto saiam daqui por suas próprias pernas agora mesmo. Ou será que preferem que Shaka de Virgem os mande direto para um dos seis infernos do samsara?”
Apavorados diante da tão terrível ameaça, os dois guardas deram meia volta e se retiraram quase aos tropeços do local. Tão alarmados estavam que até se esqueceram do detalhe do chapéu, do cesto e das ferramentas de jardinagem.
Quando teve certeza que os dois já estavam bem longe Shaka soltou um suspiro aliviado ao abrir os olhos e relaxar a postura.
— Por Buda! — murmurou pra si mesmo e logo elevou voz ao tom normal — Eles já foram, Mu!
Ao risos o lemuriano saiu de traz da enorme coluna de mármore que usara para se esconder e foi ao encontro de Shaka lhe estendendo a mão para auxilia-lo a se levantar.
— Pelos deuses, foi por pouco... — disse divertido ao puxa-lo para cima.
— Foi. Mas o susto que lhes dei deve ser o bastante para afastar da mente deles qualquer suspeita.
Logo o clima descontraído foi embora e adquirindo um semblante sério Áries fez um pequeno carinho no rosto do indiano.
— Me desculpe por fazê-lo passar por isso Shaka. Não quero que pense que desejo escondê-lo e...
— Ei! Não precisa se explicar. — Virgem o interrompeu sereno — Eu tenho plena ciência do escândalo que seria se descobrissem o envolvimento do Cavaleiro de Áries, ainda casado legalmente, com o Cavaleiro de Virgem, o homem mais próximo de Buda e os deuses.
— Eu sei que sabe, mas é que toda essa situação faz parecer como se estivéssemos fazendo algo errado.
Shaka beijou carinhosamente os lábios de Mu e pousou suavemente uma das mãos em seu peito, exatamente sobre seu coração.
—É isso o que você sente? Que estar comigo é um erro? — indagou olhando profundamente dentro dos olhos verdes.
Mu ofegou por um segundo diante da intensidade daquele olhar e daquela pergunta.
— Jamais. Pelos deuses! Ao contrário, sinto que estar com você é meu único acerto nesses últimos anos Shaka. — respondeu sem nenhuma sombra de dúvida a pairar sobre sua mente.
— Então se não há pecado não há culpa. — Virgem disse com tranquilidade ao passar os dedos pela face de Áries — Acalme esse seu coração ariano impaciente. Vamos dar tempo ao tempo, que tudo irá se resolver no momento certo.
Mu soltou o ar com uma bufada, mas logo sua face se tornou serena também.
— Você está certo, como sempre. Apenas me incomoda termos que nos esconder como se fossemos amantes.
Shaka deixou escapar um sorriso um tanto malicioso ao enlaçar o pescoço do ariano.
— Realmente, é um pouco triste só poder te ver assim, à surdina. Porém a ideia de me tornar seu amante... Hmm! Me agrada deveras Mu de Áries.
O lemuriano arregalou os olhos, surpreendido com aquela resposta e logo sorriu beijando mais uma vez o loiro apaixonadamente. Porém não se demoraram dessa vez.
Depois do susto que eles mesmos haviam tomado pelo aparecimento dos guardas, decidiram que já era hora de partir, Shaka precisava voltar para onde estavam os aprendizes e Mu tinha que devolver suas ferramentas. Deram apenas mais alguns beijos de despedida e em poucos minutos cada um havia tomado seu rumo ao saírem sorrateiramente das ruínas com alguns minutos de diferença.
♈ *** ♍
Já no Templo de Áries, enquanto livrava-se das roupas sujas e se dirigia ao banheiro pra finalmente tomar o seu tão almejado banho relaxante, o lemuriano lembrava-se do encontro recente e refletia seriamente sobre tudo o que havia acontecido nele. Foi ao pensar nos beijos tórridos e no quase flagra que levaram que um sorriso bobo surgiu em seus lábios e um comichão interno lhe agitou as borboletas no estômago. Provavelmente Shaka estava certo mais uma vez. Estavam fazendo um loucura e correndo muitos riscos sem aproveitar tudo o que tinham direito. Talvez fosse hora de torna-lo seu amante de fato.
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Grupo no face com as minhas fics — Fics trio ternura
Grupo do Mushakismo, espaço reservado apenas para Mu x Shaka
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