Silent Love

1 Capítulo 1 - Business


Notas iniciais
Vou postar esse capítulo como teste para ver o feedback. Espero que gostem, caso não me aposento como escritora, juro! ♥

Woodkid — Run Boy Run

Noite de sexta feira, toda família reunida para conhecer meu futuro marido, marido esse que nem eu mesma conhecia. Meu pai, Andrew Prior era muito importante na cidade de Chicago, dono da P.R.I.O.R empresa mais influente no ramo de advocacia do país, pensava no futuro da empresa sem pensar muito em como isso ia afetar aos outros mas apesar de todos seus defeitos, não era uma má pessoa mesmo que eu o odeie no momento. Minha mãe, Natalie Prior, no entanto, era um doce de pessoa e até tentou tirar essa ideia maluca de casamento arranjado da cabeça do meu pai sem muito sucesso, ela acreditava no amor, não queria me ver casando somente por negócios.

A casa estava muito bem arrumada, ainda com vários enfeites e luzes natalinas destacando bem e dando um ar aconchegante, só esperando a campainha tocar. Apesar de estar totalmente contra o que meu pai estava tentando fazer acabei cedendo, mas tendo em mente que faria da vida do meu “marido” um inferno que iria implorar pelo divórcio, assim eu poderia ficar livre e decidir minha vida por mim. Ser filha única tinha seus pesares quando se tratava de negócios e dinheiro, eu sabia disso, sabia que minhas decisões interferiram no futuro da empresa mas eu queria ser feliz acima de tudo, dinheiro não comprava isso... Eu estava muito bem arrumada – por ordens de meu querido pai – assim como ele e minha mãe.

Estava arrumando meus cabelos loiros em uma trança no espelho da sala quando ouvimos um carro chegar, logo música tomava conta do lugar proporcionando um clima mais agradável, mas mesmo assim tenso.

– Por favor, se comporte. – disse meu pai com um olhar desconfiado, provavelmente pelo fato da minha falta de aversão quando me avisou de seus planos, mal sabia ele.

Logo a campainha tocou e minha mãe foi até a porta cumprimentar os convidados. Pela porta vinha um homem de idade, não tão alto e cabelos brancos, seguido por um garoto de minha idade que me fez encara-lo tamanha sua beleza enquanto o mesmo olhava fixamente para o chão desinteressado. Marcus era o dono da NOTAE, também no ramo da advocacia, porém menor que a P.R.I.O.R mas quase tão grande e influente quanto.

– Boa noite, Marcus! Como vai? – perguntou meu pai com um sorriso no rosto.

– Andrew. – disse antes de responder num tom não muito agradavel — Muito bem e vocês? – disse mudando de tom não esperando resposta e se virando para mim – É sua filha?

Eu me levantei e fui até eles.

– Prazer, Beatrice. – estendi a mão para Marcus que a apertou, trazendo em seguida o garoto para frente.

– Esse é meu filho, Tobias. – pela primeira vez Tobias fixou os olhos em mim e pude ver de perto o que tinha constatado antes, era muito bonito. Ele esticou a mão para me cumprimentar e eu apertei sentindo um arrepio quando o ouvir dizer “Prazer”, tinha uma voz linda.

Terminados os cumprimentos, sentamos todos à mesa. Meu pai e minha mãe de um lado, Marcus na ponta e Tobias ao meu lado, à frente de meus pais. “Estrategicamente posicionados.”, pensei.

– Então, Andrew, acredito que já tenha conversado com sua filha e explicado tudo a ela. – vi meu pai assentir e baixei os olhos, estralar os dedos parecia muito mais interessante agora. Senti os olhos de Tobias em mim. – Podemos ser mais práticos e somente ver datas para apressar tudo isso.

– Não achar melhor dar um tempo ao menos para que os meninos se conheçam um pouco? – perguntou minha mãe com um ar de preocupação, agradeci mentalmente, queria adiar esse casamento o quanto pudesse. Olhei para ela, Marcus estava analisando a situação.

– Quanto tempo? – perguntou olhando para mim e Tobias. – O que vocês acham?

– Vai nos deixar decidir agora? – soltei sentindo o olhar de reprovação de meu pai e voltei a abaixar a cabeça e mexer nos meus dedos.

– Seis meses? – Tobias se pronunciou notando meu nervosismo, Marcus negou e ele insistiu. – Cinco? – outra negação. – Quatro? – Não – Três? – Marcus pensou um pouco, olhou para meu pai.

– Dois meses. – disse meu pai pondo um fim a discussão, com “todos” de acordo ficou estabelecido que eu iria me mudar para o apartamento de Tobias por dois meses. Eu suspirei querendo sumir dali, um silencio se fez no local.

– Vamos jantar então. – disse minha mãe tentando quebrar um pouco da tensão. Meu pai e Marcus falavam algo em baixo tom, virando-se para mim.

– Antes vá arrumar suas malas. – ordenou, o olhei atônita. Como assim?

– Pai, eu não acho que- — fui interrompida.

– Agora. – olhei para minha mãe com súplica mesmo sabendo que ela não poderia fazer nada.

– Suba, depois venha jantar. – ela disse tentando sorrir.

– Vá com ela, Tobias, ajude. – Marcus ordenou ao filho.

Subimos até meu quarto no segundo andar em silêncio, só sabia que ele me acompanhava por ouvir seus passos fortes atrás, quando passamos pela porta ele se pronunciou.

– Você não está muito feliz com isso né? – ele sorriu pela primeira vez me olhando, que sorriso!

– Acredito que você também não deve estar. – sorri – Um casamento arranjado nos dias de hoje é ridículo. – ele assentiu.

– É, eu sei mas – ele pareceu um pouco tenso. – Espero que a gente se dê bem ao menos.

– Eu também espero. – tornar a vida dele um inferno parecia uma ideia ruim agora, ele estava sendo simpático demais pra tanto. – Veremos... Senta aí – apontei pra cama – Eu arrumo tudo aqui rapidinho, mas também não precisa ficar em pé! – eu ri

– Não precisa de ajuda? – eu neguei. Ele começou a analisar meu quarto enquanto eu colocava tudo que julgava útil para dois meses longe de casa em algumas malas que eu tinha.

– Fã de Harry Potter então? – ele disse com o livro que estava no meu criado em mãos

– Só um pouco... – eu ri. – Se eu te mostrar uma coisa promete não contar pra ninguém? – ele assentiu curioso e eu me aproximei tirando meus sapatos, recebendo um olhar confuso em troca – Meus pais não fazem ideia. – disse mostrando a pequena tatuagem das relíquias da morte no pé, ele olhou e deu um sorriso.

– Acho que fazemos um par então. – olhei sem entender e ele levantou a camiseta para que pudesse ver suas costas, era totalmente tatuada e no meio de tantos símbolos estava as relíquias. Eu passei a mão involuntariamente nela, senti a pele fria dele em contato com minha mão quente. Tirei a mão logo em seguida envergonhada.

Ele abaixou a camiseta e sorriu pra mim. Num movimentou rápido me puxou pela mão, eu desequilibrei um pouco e quanto dei por mim, estava sentada na cama ao lado dele. Sua boca colada na minha e eu correspondendo, um misto de sensações novas me invadiram me aquecendo por dentro, o beijo ia se aprofundando quando eu me afastei.

– Eu não acho que devíamos fazer isso.

– Eu espero você querer. – falou na maior naturalidade piscando e sorrindo pra mim, que no momento me encontrava vermelha da cabeça aos pés – Terminou?

– Já sim, podemos descer. – ele se levantou e me ajudou levando duas malas e eu segui com outra e a nécessaire. Descer as escadas com malas foi um parto, mas conseguimos com sucesso. Chegando na sala, todos estavam conversando sobre algum assunto — que eu presumi ser bem desinteressante — enquanto tomavam um café. Pigarreei e minha mãe veio até nós.

– Desculpe os maus modos. – disse se referindo a não nos ter esperado para jantar. – Comam vocês dois que logo devem ir.

Eu e Tobias fomos nos servir e sentamos à mesa já com o prato em mãos.

– Seu prato é quase maior que o meu! – ele disse baixinho rindo.

– Estou em fase de crescimento, me deixa! — respondi no mesmo tom e ri

– Desculpa, mas não ta dando certo. – ele colocou a mão na minha cabeça insinuando minha baixa estatura, porra, ta abusando esse garoto já enhim? Eu dei um soco leve no seu braço e rimos.

Terminamos de comer e meu pai nos chamou enquanto Marcus e minha mãe se despediam.

– Se comporte, não dê trabalho para Tobias. – disse olhando para Tobias. – Releve seus possíveis maus modos, sim? – meu pai estava queimando meu filme antes que eu mesma o fizesse, que beleza. Tobias assentiu enquanto eu olhava indignada, eu não era nenhuma menininha mais! Meu pai se virou para se despedir de Marcus e minha mãe veio até mim se despedir.

– Qualquer coisa pode me ligar, sabe que tem alguém para conversar, não sabe? – eu assenti, minha mãe era uma das minhas melhores amigas realmente. Nos abraçamo e enquanto ela se despedia de Tobias, Marcus nos chamou para ir.

Entramos no carro preto após guardamos as malas e pude notar o clima tenso na hora, Tobias e Marcus pareciam totais desconhecidos para si no interior do veículo. Silencio constrangedor até que o carro parou na porta de um luxuoso prédio, desci juntamente com Tobias que me ajudou com as malas novamente, acenei para Marcus que saiu rapidamente com o carro em silencio. “Okay.” pensei.

– Não liga. – Tobias disse me fazendo sair dos meus devaneios – Vamos subir. – sorriu.

Entramos no elevador enquanto ele apertava o botão para o último andar, subimos e chegamos até a porta do apartamento, que eram um por andar. Tobias passou o cartão na porta e entramos. Enorme, era a única descrição que me vinha a cabeça no momento, decoração impecável, tudo perfeito.

– Que lindo.

– Bem vinda a sua nova casa por pelo menos dois meses. – ele disse sorrindo.

Notas finais
É isso, um capítulo de "teste" para saberem o que acham. Espero que me falem nos comentários, estou aberta a sugestões caso tenham gostado. Um beijão