Silent Hill Sonhos
2 Semelhante a um felino.
Notas iniciais
Decidi andar novamente pela obscura cidade abandonada, mas tudo estava ficando, cada vez mais, estranho e sombrio deixando aquela silenciosa e pacata região obsoleta. Eu, então, comecei a escutar gemidos femininos nos quais emitiam em todos os prédios semelhantes a miados felinos.
Minha cabeça latejou ate me deixar inteiramente no chão, sem poder fazer nada eu me sentia tão fraco quanto. Os flocos cinzentos, agora, estavam doloridos nas regiões de minha face na qual eu notava descascar ate se tornar apenas um crânio vazio, sem vida e sem alma.
-Não!-eu gritei, meus lábios estavam secos, pensando tudo aquilo ser real... ainda estava sonhando e só agora eu havia acordado, novamente, na movimentada cidade fantasma.
Olhei em todos os lugares possíveis e, como na vez anterior, ninguém notara minha presença a não ser a pequena jovenzinha na qual abraça, sentada em minha frente, suas pernas brancas como gesso. Ela, também, me fitou, mas seu cabelo escuro não demonstrava direito sua misteriosa face, esta parecia ter cicatrizes violentas.
-Quando o relógio bater, na outra dimensão você ira voltar, novamente ela estará lá... cuidado com as doze badaladas.-não entendi nada do que ela disse naquele pouco tempo, mas compreendi que depois de suas palavras eu havia sonhado novamente. A reação do meu corpo me fez vomitar no tapete de um quarto, eu estava, agora, em um hotel e tudo parecia, como anteriormente, abandonado.
O cheiro do carpete centenário coçou meu nariz, senti algo gelado escorrer por meus dedos frios. Não queria olhar, mas não tive escolha, pois estava tomado pela curiosidade.
-A Meu Deus!-um corpo, esquartejado, jogado ao chão despejava o liquido vermelho por todo lugar, era de uma criança... como? Quem havia feito isso?
Levantei, depois de muito tempo assustado, percebendo, então, o papel dentro do crânio decepado... já estava me acostumando com a sensação de nojo criada por esta cena bizarra. Lentamente estendia minha mão ate seu crânio, ao lado da perna cortada brutalmente, internamente senti a folha branca e então, sem hesitar, puxei aquele pedaço rasgado com o numero de um andar, eu me encontrava no mesmo lugar.
O quarto, agora eu podia perceber, detinha de uma cama, junto a um velho espelho preso ao guarda-roupa do lado esquerdo da janela tomada por cortinas rasgadas. Os pedaços daquele frágil corpo desapareceram no momento em que tornei a rodara maçaneta para assim abrir a porta de entrada.
-Realmente estou em um hotel.-não tinha tanta certeza na primeira vez, mas agora vendo os demais quartos notei minha afirmação estar certa perante tal fato obscuro. O gemido feminino, voltei a se lembrar dele, não voltara a se expor como naquela hora antes de embarcar em mais um, possível, sonho.
Meu tênis velho criava sons desagradáveis sobre a madeira velha. Cada corredor fazia meu coração bater mais forte e com isso, somente isso, já era suficiente para eu ter um acesso de medo, mas algo, alguma coisa, me fazia continuar, devia ser a tal esperança em humanos.
-Uma saída... uma saída... tenho que achar uma saída!-comecei a sentir medo ao me deparar com o único corredor aceso. Vários quadros se destacavam no meio de tantos acessórios charmoso, porém alguma coisa surgiu no teto e tudo, tudo mesmo, se tornou podre como resto, aquilo vinha em minha direção.
O gemido feminino, semelhante a miados de um felino, saiam por cada quadro no qual não detinha mais de gravura e sim de um fundo tão preto quanto a própria luz da noite. Aquele individuo se aproximava na minha direção e eu só me via em uma escolha, correr para me salvar.
Após atravessar o corredor notei estar no centro da cidade novamente e aquele gemido me envolveu deixando minha cabeça tão dolorida quanto antes. Vários seres estranhos compostos de apenas braços femininos se aproximaram, eu tinha de sair daquele lugar o mais rápido possível.
Deixei aquela nevoa me envolver e então me vi parar naquela mesma cidade, agora, movimentada, mas para a minha surpresa meu corpo se chocou com uma linda garota, ela, por mais incrível que pareça, conseguiu me ver.
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