Silent Hill Inocência
1 Inocência
Notas iniciais
Inocência
Camila estava meio tonta. Tinha batido de carro, mas não sabia como. Tudo havia acontecido tão rápido que ela não tinha conseguido entender. O sangue em sua testa escorria freneticamente por todo o rosto, tocando sua boca e caindo na roupa. Abriu a porta do carro e conseguiu se jogar para fora.
Quando sentiu o choque de seu corpo batendo no chão gelado, sentiu uma dor terrivel em torno de sua perna esqueda. Reparou e se assustou com o que viu. Um pedaço de ferro tinha atravessado a sua coxa. O sangue escorria e sua respiração estava fraca.
- Droga! — Conseguiu dizer em meio toda a dor que sentia. — O que... — Fez uma pausa para respirar fundo e voltou a tocar o ferimento. O pedaço de ferro não era grande, devia ter uns 30 centimetros, mas mesmo assim estava fazendo com que Camila perdesse muito sangue. — Certo... — Camila respirou fundo novamente e começou a puxar, mas a dor era tão latejante que a deixava sem reações. Uma dor tão insurpotavel e tudo por causa de um acidente que nem ela lembrava como havia ocorrido. — Eu vou conseguir! — Puxou novamente e viu que o ferro estava se mexendo, o barulho do sangue borbulhando com os movimentos em sua carne, era bizarro. — Droga! — Gritou quando o ferro caiu no chão com um baque.
Sua mente começou a dar voltas e sua visão ficou turva. Sentia a dor latejante e o sangue escorrendo rapidamente. Ou ela ia morrer pelo sangramento ou pelo frio que estava sentindo. Fechou os olhos e desmaiou.
******
Era manha. Camila oberservava toda a sala e os alunos não fazendo nada de interessante. Começou a desenhar em seu caderno e criou um desenho nada interessante. Algo meio bizarro e assustador. um simbolo das trevas. Amassou o papel, mas ficou tentada com o simbolo.
- Camila Carten, o que esta fazendo? — O professor perguntou meio espantado com a reação da menina. — O que tem nesse papel e que cara é essa? Você esta bem?
- Profe... — Camila não estava conseguindo falar, suas mãos tremiam e seu corpo estava tenso. — Preciso ir lá fora.
- Certo! Se não estiver se sentindo bem vá a enfermaria e descanse um pouco. — O professor se virou para a turma e Camila se retirou. Quando Chegou até o corredor sentiu sua cabeça doendo muito, estava tonta e com vontade de vomitar. O que estava acontecendo? Como aquilo estava acontecendo?
- Camila? — Uma menina parou Camila enquanto andava até o banheiro. — Você esta bem?
- Andy, preciso que me dê licença. — Camila caiu, mas Andy a segurou com toda a força que podia. — Por favor... — As duas começaram andar até o banheiro.
- Por que você esta queimando em febre Camila? Não andou usando drogas ou algo do tipo, não é? não é? — Andy balonçou seus cabelos pretos enquanto dava sermão em Camila, usava a camisa da escola e uma calça Jeans, aparentava ter uns 17 anos. — Responda!
- Não! — Camila disse gritando. Estava cada vez mais lenta e não conseguia respirar. — Eu...
- Camila? — Andy não estava entendendo nada. — Camila?
Camila caiu no chão e bateu com a cabeça. Sentiu uma dor terrivel e fechou os olhos, mas os abriu alguns segundos depois de ouvir um barulho. Levantou-se e viu a porta de seu quarto escancarada. Seu irmão estava na porta e segurava uma faca de cozinheiro.
- Micke, pra que isso? — Camila estava com medo. — Micke? Você esta bêbado?
- Suzana! — Micke gritou. — Eu vou te matar!
- Quem? Quem é Suzana? — Camila tentou correr, mas Micke a segurou pelos cabelos, seus cabelos eram pretos e compridos, quase iguais aos de Andy, mas os de Camila eram mais compridos. Seus olhos verdes brilhavam quando as lágrimas começaram a escorrer.
- Eu quero o seu coração para mim! — Micke disse segurando a faca e a apontando para o peito de Camila. — Eu quero o seu eterno amor pra mim!
- Não sou essa Suzana! Para! — Camila tentou soltar-se, mas seu irmão era muito mais forte. Tinha cabelos curtos e castanhos. Era forte e estava usando uma camisa branca suja de sangue. — Você tem que parar com isso!
- Não! Eu preciso de Suzana! — Micke disse com prazer. — E para isso eu preciso matar você, uma virgem de 17 anos! — Micke fez uma pausa e encarou Camila com ódio.
- O que? O que? — Camila estava chorando muito, seu coração estava disparado. O seu irmão estava sádico e maluco. — Micke para! Para!
- Não! Eu vou te matar, eu preciso da Suzana! — Micke foi para cima de Camila e desferiu o golpe, mas a faca caiu no chão e Micke começou a rir que nem um retardado. — Não... Eu não... — Micke não parava de rir. — Haha, caramba Camila! Nossa!
-Seu desgraçado! O que é isso? — Quando Camila viu, Jonathan e Antonie sairam de trás das cortinas e estavam rindo muito. Eles estavam segurando cada um uma câmera de video. — Seus filhos das pu...
- Opa opa opa! — Micke intemrropeu. — Nada disso! Sem palavrões, mas eu adorei a sua cara irmãzinha! Foi tão... — Micke parou de falar qundo Camila lhe acertou um soco bem no Nariz e o fez sangrar. — Mas que droga!
- Ae! — Jonathan gritou rindo e comemorando. — Eu consegui pegar essa! Muito Boa Camila! Essa vai para o Youtube!
- Estão comentando no Facebook, mais de 30 curtidas! — Antonie se virou para camila e fez um joia com o dedo. — Parabéns Camila!
- Saiam do meu quarto agora! — Camila gritou e os tirou do quarto rapidamente. — Desgraçados!
Enquanto desciam as escadas Antonie, Micke e Jonathan riam muito. Quando viram Andy chegando pararam de rir e fizeram cara de sério. Andy olhou para eles com cara de nojo e prosseguiu. Quando entrou no quarto de Camila viu que ela segurava uma faca e estava com a lâmina em cima do pulso esquerdo.
- Camila! Pare! — Camila percebeu que Andy estava ali e deixou a faca cair no chão. — O que você estava fazendo?
- Eu vi um simbolo. Assim que peguei a faca ouvi uma vez e essa só disse uma vez "Silent Hill" E então eu vi uma imagem distorcida em minha mente. Eu preciso desenhar para não esquecer. — Mas Camila não se lembrava de como era a imagem. — Droga! Eu esqueci.
- Uma hora você lembra... — Andy só conseguiu dizer isso, então tudo ficou escuro.
*****
Quando Camila abriu os olhos viu que estava deitava em algo fofo. Percebeu o teto branco da enfermaria e ficou mais calma, mas ainda sentia uma dor de cabeça terrivel. Seu bolso formigava e estava pesado. Olhou para o lado e viu Andy sentada com o rosto inchado de tanto chorar.
- Amiga! — Andy disse abraçando Camila. — Você gritou muitas coisas, você ficou louca e começou a arranhar o chão e a gritar "Silent Hill" Repetia muitas vezes isso.
- O que? — Camila não estava entendendo nada. Não conseguia se lembrar de nada. O que tinha acontecido? — Andy, você esta bem?
-Estou, mas você em meio ao seu ataque me arranhou e cortou minhas costas, mas estou bem. A menina se levantou e pegou um copo de água e um canudinho e levou até a boca de Camila. — Beba é melhor você descansar.
- Cadê meu irmão? — Camila bebeu um pouco da água e encarou os olhos brilhantes e azuis de Andy. — Onde esta o Micke?
- Acho que na sala de aula, ninguém pode entrar aqui. O professor Carlon queria mandar você para um hospital, mas a senhorita Cindy lhe deu algo e você adormeceu.
- Muitas pessoas viram?
- Camila, você não estava bem. Foi algo fora do normal. Você gritava como uma louca. Seus olhos estavam vermelhos, você tinha uma força surpreendente! Eu fiquei com medo de você!
- Me desculpe. — Camila fechou os olhos e bebeu mais um pouco de água. — Me perdoe amiga.
- Esta tudo bem... — Andy disse mais uma coisa e Camila escutou, mas não muito bem. — Vamos para Silent Hill. — E então tudo ficou escuro e gelado.
- Não! — Camila gritou ao ver que estava na estrada e com a perna sangrando. — Não! Não! Não! — Quando chegou até o carro viu que tinha sangue na parte de trás do carro todo. E ela sabia bem de quem era. Pois naquele dia, depois de sair da enfermaria as duas pegaram o carro da mãe de Andy e tinham ido juntas para Silent Hill.
Camila se levantou e começou a mancar enquanto seguia a estrada. Quando viu a placa verde e mal iluminada "Bem Vindo A Silent Hill" Seu corpo gelou e ficou tenso.
-Eu vou te encontrar Andy! — E então foi em direção a cidade e se perdeu na escuridão.
Continua...
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