Notas iniciais
Bem, o capítulo pareceu-me curto, mas nem tanto (eu acho).
A história terá mais descrição dos locais e coisas do que falas, mas não resisto a um diálogo! :D
BOA LEITURA!

Eu não sei como vim parar aqui, não sei como me machuquei, não sei que lugar é este, muito menos... Quem eu sou! Apenas lembro-me de meu nome: Samuel Mason. Não sei de onde sou, mas sei onde estou!

Acordei num sofá verde de um hospital. Estava aparentemente vazio, apesar de ser dia. Levantei-me com calma e arrumei meu cabelo loiro. Trajava uma camiseta verde-escura e minha jaqueta preta por cima, com uma calça jeans e tênis brancos.

Andei vagarosamente até a janela e olhei para o lado de fora. Uma rua enevoada e com poucos carros estacionados. Não dava para ver nada, além dos carros por perto. Achei estranho isso, pois era dia, mesmo não vendo o céu nem o Sol.

A porta estava ali, hesitei um pouco para sair. Então escolhi ir. Tentei abrir a porta, mas esta não abria. Chutei-a, fiz de tudo, mas não abria. Havia ali um balcão e revirando algumas coisas, consegui achar uma chave com a inscrição:

Porta da Frente

Coloquei-a na fechadura e girei até abrir. Empurrei-a e passei, mas para meu azar, ainda não estava totalmente fora. Quando olhei pela janela perto do sofá, via a rua, mas ali era um tipo de área para os pacientes, havia algumas árvores e uma fonte de água, sem falar de algumas cadeiras de roda jogadas no chão ou paradas sem ninguém. Estava com sede e por sorte, achei uma garrafa d’água perto da fonte. Estava fechada e quente, mas eu precisava molhar a boca.

Tomei um gole e me senti melhor.

Segui até o portão de metal que dividia a área dos pacientes com a rua deserta e cheia de névoa. Segurei nas barras e tentei abri-lo, forçava e empurrava, mas não deu. O que eu vou fazer?

- Mas que droga! – Gritei.

Resolvi bolar um plano. Todo hospital devia ter um lugar por onde entram as ambulâncias, que trazem os pacientes. Então eu devia ir atrás desse lugar!

Sai de lá, entrei e fechei a porta, trancando-a novamente. Coloquei as chaves no balcão e corri por um corredor longo e sai num tipo de sala de espera, um pouco maior que a recepção. Havia plantas em vasos, cadeiras e poltronas e dois elevadores. Mas não era o que eu queria, o que eu almejava, era uma porta ao lado dos elevadores.

Chegando perto dela, abri-a e me deparei uma virada para a esquerda e outro corredor. Segui por ele até um para e olhar para o lado. Era uma porta aberta que dava ao banheiro... Masculino, tinha algo lá dentro que me chamou a atenção, era como se ele me chama-se e dissesse: “Venha...”.

Entrei, apenas por curiosidade e vi um símbolo estranho na parede, lembrava um daqueles pentagramas de magia. Era vermelho, com uma escrita estranha em volta e um olho, era muito detalhado com três círculos dentro e outros símbolos.

- Que merda é essa? – Disse confuso. – Parece sangue.

Ao tocar o símbolo, senti-me tonto e tinha vontade de dormir. Caí e me sentia como se estivesse com uma baita dor de cabeça, causada por uma ressaca!

Depois da algum tempo, acordei, mas percebi que, depois de acordar e ver tudo em volta, algo estava errado. As paredes estavam escuras e com manchas vermelhas, parecia que muitas pessoas tivessem morrido ali e o sangue delas eternizado nas paredes!

A porta desta vez estava escancarada e quase quebrada, as paredes do lado de fora também estava escuras com manchas. Saí de vagar para ver o que tinha lá. Por aonde eu vim, percebi que a porta que eu havia passado quando estava... No lugar normal, havia sumido, ao invés dela, havia pedaços de madeira e concreto bloqueando a passagem.

O único lugar por onde eu poderia passar era por onde eu queria ir. Segui por lá. O corredor me dava mais medo conforme eu seguia em frente, virei à esquerda e vi uma mulher... Ela não parecia nada bem, seu corpo parecia muito ferido, havia sangue pelo corpo todo e usava uma roupa de enfermeira pequena e suja. Parecia ter algo em sua cabeça e não era o chapéu.

- Você... Você está bem? – Perguntei olhando para ela que se escondia na sombra no final do corredor, que, infelizmente não era muito grande. – Você... Trabalha aqui?

Ela mexia a cabeça estranhamente e seu corpo era um pouco torto. Eu já não sabia mais se era humano ou se era um ser dos confins do Inferno. Não me movi, apenas olhava ela sair da sombra e se revelar...

Se antes disso, para mim a visão do Inferno foi ver meu tio numa festa de natal perder as calças... Realmente, essa tal “enfermeira” era bem pior. Seu rosto era desfigurado e estranho, não pude distinguir nada nem olhos, nem boca.

Recuei vagarosamente e voltei o caminho que fiz, ela vinha caminhando um pouco mais rápido que antes. Voltei até o banheiro onde estava e vi que o símbolo havia sumido.

- Merda! Mas que merda! – De relance, não vi nada. Olhei nos boxes e vi um pedaço de cano caído. Peguei-o e saí para o corredor, pronto para lutar. – Vem, seu monstro!

Ela não parava mesmo eu estando com aquele cano nas mãos. Corri e desferi um golpe em sua cabeça estranha. Ela retesou e tentou me abraçar, mas eu desviei e golpeei-a mais uma vez, porém numa área mais abaixo da cabeça, ela cambaleou e não caiu.

Tentou me abraçar e conseguiu. Debati-me muito e por isso ela não me machucou, livrei-me de seu abraço maligno e acertei-a mais uma vez com o cano. Desta vez o monstro caiu e golpeei-a com o cano pisei em seu tórax. A mesma parou de se debater e ficou ali. Observei-a por um tempo e constatei que estava mesmo morta.

Um pouco confuso e com medo, optei por sair o mais rápido possível daquele hospital maluco. Segui pelo corredor de onde a enfermeira veio. Vi duas portas, uma à direita e outra logo à frente. Pensei em tentar uma por uma.

A da esquerda não abria. Só podia ser a da frente. Abria-a e vi-me num tipo dee “L”, que estava para a esquerda, no canto um corpo caído e sangrando, parecia morto e não era nenhuma enfermeira-demônio. Vi uma porta logo à frente, passei por ela e haviam vários quartos dos lados, tentei abri-los, mas não pude. Todos trancados. No final, havia uma porta dupla, que abri e saí numa área, onde havia um carro, porém todo manchado e quebrado e uma ambulância, que por sinal estava no mesmo estado que o outro veículo.

E finalmente pude achar a saída. Um portão de metal estava logo à minha frente, ou melhor, o que sobrou dele. Um lado do portão estava jogado no chão e outro estava entortado, mas preso no devido lugar.

Agora eu ia sair e ver o que poderia encontrar nesse lugar maluco!

Notas finais
Espero que tenham gostado e espero reviews!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.