Silene De Claire: O Retorno
7 Capítulo 7 - A Função de Silene é Decidida
Notas iniciais
Silene
Desde que conheci o Nico não paro de pensar nele, mesmo tendo só se passado uma semana, já conversei muito com ele, todo o tempo livre que eu tenho eu passo com ele, conversamos sobre todos os tipos de assunto, eu às vezes dava conselhos a ele, ou às vezes ele me aconselhava, também conversamos sobre os nossos passados, ele também era da época da guerra.
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– Então é uma coisa que temos em comum – comentei, estávamos andando pelos campos de morango, tinha chovido há pouco tempo, o cheiro de terra molhada preenchia as minhas narinas, eu adorava.
– Aham?? – disse Nico confuso, o que me fez rir.
– Não conte para ninguém, mas eu morri no final da segunda guerra mundial, fui trazida de volta graças ao seu pai – falei olhando para os meus pés, não queria encarar ele. Nico não falou nada por dois minutos, acho que estava chocado demais, para falar alguma coisa.
– Por que meu pai te trouxe de volta? Ele não costuma ressuscitar semideuses – falou desconfiado.
– Outro segredo, ele me trouxe por causa de uma espada, ela tinha sido roubada, o ladrão corria em minha direção no Elísio, eu simplesmente o fiz cair e me dizer o que ele fazia ali, como sou muito grata e Leal a Hades eu capturei o ladrão e o levei até Hades, que já se encontrava no Elísio junto com Thanatos. – quando terminei de falar ele tomou um susto, ficou mas pálido que o normal – Nico você está bem? – perguntei preocupada
– Errr...Sim,estou sim – ele colocou suas mão em cima dos meus ombros – Essa espada,você não pode falar nada,com ninguém,ninguém pode saber! – falou apressado me deixando preocupada.
– Não se preocupe, jamais irei trair Hades – falei convicta.
– Por que você é tão leal a Hades? Os outros semideuses costumam temê-lo – perguntou Nico com uma cara inocente.
– Hades participou do meu julgamento, foi por causa dele que eu fui para o Elísio – disse recomeçando a andar – Mas mesmo antes de morrer eu era leal a Hades.
– Humm – resmungou Nico me acompanhando
– Só ganhei um lugar no Elísio por que morri no lugar de um filho dele – disse chutando uma pedrinha do chão.
– Entendo – disse com voz baixa
– Ele era o meu namorado – comentei levantando a minha cabeça, doía falar sobre ele, mas eu tinha que superar.
~
Depois daquele dia Nico conversava comigo, trocávamos informações e contávamos os nossos segredos.
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– Não acredito! – disse espantada, estávamos no seu chalé, era de madrugada, graças as nossas longas conversas eu não percebi a hora, para não receber uma bronca do Quiron e nem ser comida, o Nico me convidou para passar a noite no chalé dele. Estávamos sentados na cama dele, um de frente para o outro.
– Não conte isso a ninguém, por favor! – falou Nico implorando.
– Mas quanto desperdício! – falei, dava para ver uma gota na cabeça dele [N/A: que nem nos animes] – Um filho de Hades gay! Onde esse mundo foi parar – falei dramática.
– Eu não sou Gay! – disse Nico irritado – Eu posso ter gostado do Percy, mas não sou gay, eu gosto de garotas! – falou mas do que apressado.
– Ainda bem! – disse pondo minhas mãos no meu coração em forma dramática.
– Rsrsrs – começamos a rir
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Estava treinando esgrima com o Nico na arena até que um barulho de espada batendo no chão foi ouvido, eu e o Nico olhamos para ver.
– Vish! Clarisse deve estar de TPM – comentou Nico, eu olhei para a garota que ele chamou de Clarisse. Ela tinha olhos negros e cruéis, cabelos castanho escuro, preso em uma bandana vermelha, era grandalhona e cheia de músculos, vestia roupas militares e a blusa do acampamento. Apontava uma lança para um garoto que estava caído no chão.
– Você tem muito que aprender! – falou Clarisse arrogante, ela olhou para as pessoas de quem ela chamou a atenção – Tão olhando o que? Vão cuidar das suas vidas!!! – realmente, ela estava muito irritada.
Depois de treinar com o Nico, fui procurar a Clarisse, talvez eu pudesse ajudar. A encontrei na floresta, onde os campistas jogam a caçada a bandeira, ela estava perto de um lago.
– Clarisse? – a chamei, ela me olhou e me lançou um olhar de ódio.
– O que quer? – falou com ignorância
– Achei que poderia ajuda-la – respondi
– Me ajudar? – falou sínica – Se enxerga garota!
– Clarisse – comecei calmamente – Sabe se precisar de ajuda, pode recorrer a mim, não a deixarei na mão. – disse em quanto me virava para sair da floresta.
*
Fui para o pavilhão almoçar, como sempre me sentei-me à mesa principal, observava os campistas em quanto eu comia. Olhei para a mesa de Ares e por acaso vi Clarisse olhando para mim.
Pensei em usar uma das milhas habilidades para me comunicar com ela, mas achei que ela poderia ter medo, ”Acho que seria melhor ela vim até a mim”. – pensei.
*
Já estava de noite, Clarisse não veio a mim, como ia começar a cantoria resolvi ir até a casa grande, iria dormir, já estava cansada.
Quando entrei na casa grande vi um vulto sentado no sofá. Como filha da memória reconheceria aquele tamanho em questão de milésimos de segundos.
– Clarisse – falei
– Será que podemos conversar? – perguntou Clarisse tímida,no escuro da sala eu dei um leve sorriso
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