Silence - Season 1
5 In search of sanity
Notas iniciais
São duas horas da madrugada, Valentina está dormindo quando ouve um barulho de carro no lado de fora e seu telefone toca. ♪ Uma mensagem.
Ela pega o celular e lê a mensagem.
Seu amigo é bem impulsivo, gosto dele será que ele vai gostar de mim.
Beijinhos!
–A
Ela joga o celular em cima da cama e desce rapidamente para ver quem está batendo às duas horas da madrugada.
Ela abre a porta assustada e vê duas mulheres, Anne e Bárbara.
– Entrem, está tudo bem?
– Valentina você viu o Henrique?- pergunta Bárbara aflita.
– Não o vejo desde que saímos do hotel onde a minha mãe está hospedada. – responde a garota. – Aconteceu alguma coisa?
– Ele me viu com a Anne e saiu correndo pela rua, muito bravo e confuso, estou com medo que aconteça algo a ele. – responde a senhora chorando. – Se souber de algo me avise, por favor.
– Sim, eu aviso. – afirma a menina.
As duas senhoras saem da casa e entram no carro. Valentina volta para o quarto e manda uma mensagem para seus amigos.
– Valentina
Em questão de alguns minutos, Débora, Gabriella, Bernardo e Jonathan chegam a casa dela.
– Valentina, o que aconteceu? – pergunta Débora aflita.
– O Henrique desapareceu e A sabe onde ele está. – afirma a garota mostrando a mensagem que recebera de a antes de saber do sumiço do melhor amigo.
– Com assim ele sumiu? – pergunta Bernardo.
– Ele estava em casa e viu a mãe dele com a Anne se beijando no carro. Ele saiu correndo pela rua, muito bravo. – responde a menina. — A mãe dele esta preocupada, porque após o Henrique nascer, o pai dele começou a ter problemas temperamentais, foi internado na Echo’s House, só que algumas semanas depois ele se matou.
– Precisamos encontrar meu primo, e rápido. – afirma Bernardo.
Os jovens saem para a rua à procura de Henrique.
Não tão longe dali, na casa do delegado Osvaldo, Virginia sua esposa está conversando com sua meia-irmã e tentando acalmá-la.
– Bárbara, você ficando nervosa desse jeito não vai ajudar em nada, tome este chá que a Giovanna preparou.
Bárbara pega a caneca da mão de Virginia e dá um gole, porém logo em seguida passa a chorar novamente.
– Giovanna ligue para o seu pai e veja se encontrou seu primo. – ordena a vice-prefeita.
– Não é necessário, ele mandou uma mensagem dizendo que vão ampliar as buscas para os limites da cidade. – afirma Giovanna.
– Meu filho está correndo perigo, eles precisam encontrá-lo – suplica Bárbara.
– Como assim, correndo perigo? – questiona Giovanna.
– Ele está agindo da mesma maneira que o pai dele agiu antes de ser internado e se suicidar. – responde Bárbara.
Virginia olha para a filha e afirma.
– Fica com a sua tia, eu vou procurá-lo.
– Sim, qualquer coisa liga. – concorda a garota sentando ao lado de Bárbara.
Virginia sai de casa com seu carro em busca do sobrinho desaparecido, enquanto Giovanna tenta acalmar sua tia.
...
Não tão longe dali, Valentina e seus amigos estão à procura de Henrique pelas ruas de Westphalen. Ao horizonte eles avistam Marina sentada em um banco com uma figura masculina que quando avista os jovens levanta-se e sai correndo a caminho da floresta.
– Quem era aquele homem que estava aqui com você? – questiona Débora aproximando-se de Marina.
– Era um homem qualquer que estava vagando pelas ruas eu me sentei aqui e ele veio e sentou comigo. – responde Marina tranquilamente.
– Ele disse alguma coisa pra você? – pergunta Gabriella.
– Só disse que era para tomar cuidado com uma das gêmeas. – diz ela levantando-se do banco.
– Gêmeas? Que gêmeas, eu não conheço nenhuma aqui em Westphalen, você conhece? – questiona Débora.
– Não, mas ele deve ser um maluco que fugiu da Echo’s House. Coitado ele disse também que viu um rapaz correndo sem rumo pela floresta. – completa ela.
– Henrique! – exclama Valentina. – Ele está na floresta, vamos.
Os jovens saem correndo na direção da floresta e deixam Marina sentada no banco, logo em seguida chega um carro e estaciona próximo ao parque.
Marina entra no carro e conversa com um homem de cabelos castanhos que está sentado no banco de trás. O motorista, um homem negro e alto que aparenta ser um segurança do rapaz liga o carro e segue para o centro da cidade.
...
Na floresta os jovens procuram por Henrique quando o mesmo homem com quem Marina estava conversando aparece do nada frente a eles.
– Você, você é a gêmea má. – afirma ele apontando para Valentina. – Todos vocês vão sofrer muito por causa dela, a outra me disse que vi se vingar de vocês.
– Que outra? – pergunta Bernardo.
– A gêmea dessa menina, ela vai acabar com todos vocês. – diz o homem desaparecendo meio as árvores.
Os jovens não se assustam com os dizeres do homem e continuam a procura de Henrique.
Minutos depois, Jonathan encontra Henrique sentado em cima de uma pedra com as mãos ensanguentadas sobre o rosto. Ele olha para Jonathan e o abraça chorando.
– Calma, está tudo bem Henrique, tudo bem. – afirma Jonathan correspondendo o abraço.
Logo em seguida chegam Valentina recebe uma mensagem. ♪
Encontrei o Henrique, ele está aparentemente bem, mas chama a polícia.
– Jonathan
Alguns minutos depois uma viatura da policia chega à floresta e os encontra na rocha onde Henrique estava.
Os policiais tentam solta-lo de Jonathan, mas Henrique fica agressivo e não solta.
– Acalme-se Henrique, eles vão ajudar você. – afirma o menino, mas sem sucesso;
Jonathan então decide acompanha-lo até o hospital da cidade para fazer curativos em suas mãos.
– Vamos com calma, levanta devagar para não machucar ainda mais as suas mãos. – pede Jonathan segurando Henrique pelo braço para apoia-lo. — Isso com calma.
O rapaz aflito com o rosto sujo com uma mistura de lagrimas e sangue vai junto de Jonathan até o carro e entra.
Valentina manda uma mensagem para Bárbara afirmando que Henrique foi encontrado e que esta sendo levado a um hospital.
Na casa dos Sottero, Giovanna lê a mensagem para a tia e ambas saem em direção ao hospital municipal.
[...]
Fale com o autor