Silence - Season 1

8 Connected by insanity


Notas iniciais
Ligados pela insanidade...!

A cidade estava um caos após a tempestade que acontecera na madrugada. Árvores caídas, casas destelhadas.

Na casa de Helena, uma faixa amarela e preta escrita “cena de crime, não ultrapasse” separava a casa da rua. Policiais, peritos, Esther, Valentina e seus amigos estavam no lado de fora da casa.

Valentina estava sentada no meio-fio com a cabeça apoiada aos joelhos, ela via constantemente a cena que avistara no porão: sua avó caída no chão com a cabeça sangrando e cheia de hematomas como se tivesse levado pedradas até a morte.

Ela tinha em mente que A havia assassinado sua avó, mas como falar isso para os policiais. Ela nem sabia quem A era.

...

Naquela tarde, os amigos levaram Valentina para o Coffee Break, lá eles sentaram-se à mesa de sempre e Jonathan puxou a “pedra de A” de seu bolso.

– Gente de madrugada A passou lá em casa e deixou isso de lembrança.

– Uma pedra? – questionou atordoado Bernardo.

– Sim. – respondeu Jonathan. – A jogou a pedra na janela do meu quarto quebrando – a e com um bilhetinho motivacional. – Jonathan pegou o papel amassado de seu bolso.

Bernardo leu o bilhete e olhou para Jonathan com os olhos arregalados.

– Nossa. – disse ele. – A não está de brincadeira.

– A matou minha avó e quando eu descobrir quem é essa vadia, eu esfolar a cara dela. – diz Valentina fincando o garfo que estava em sua mão, no bolo em a sua frente.

Alguns minutos depois, Débora recebe uma ligação de seu pai.

– Pai? Está tudo bem?

– Filha eu preciso que você vá pra casa.

– Por quê? O que está acontecendo?

– Só vá pra casa, ok?

– Sim, mas onde o senhor está?

– Eu, eu estou na delegacia.

– Delegacia, por quê?

– Estou sendo acusado de ter matado a avó da sua amiga.

– Mas não foi o senhor. Pai você estava em casa dormindo.

– Mas segundo as chamadas do celular dela, eu fui à última pessoa com quem ela falou. E testemunhas alegam que eu fui à última pessoa que ela viu antes de morrer.

– Que testemunhas? Era de madrugada, como que tinham testemunhas?

– A mãe da sua amiga, Esther é a testemunha que viu falando com Helena, horas antes de ela morrer.

– Eu vou ir para ai.

– Não, vai pra casa e fica lá.

– Mas pai?

– Faz o que eu estou pedindo, por favor.

– Está bem.

Débora desliga o telefone e começa a chorar.

– Débora está tudo bem? – questiona Gabriella.

– Meu pai foi preso. – responde a menina chorando. – Ele está sendo acusado de ter matado sua avó. – diz ela olhando para Valentina.

– Isso não faz sentido nenhum. – afirma a garota — Quem o acusou? – pergunta ela.

– A sua mãe. – responde Débora. – Vamos pra minha casa, meu pai quer que eu fique lá. – pede ela.

– Vão vocês, eu tenho que ter uma conversa com a minha mãe. – alega Valentina. – Depois eu vou para lá.

Eles pagam a conta e saem do Coffee Break.

...

Valentina chega ao hotel onde está hospedada e começa a fazer uma mala. Sua mãe entra em seguida e observa a filha.

– Valentina o que você está fazendo?

– Estou fazendo minha mala. – afirma a moça.

– E aonde você pensa em ir? – pergunta Esther.

– Eu vou para a casa da minha amiga, porque o pai dela foi preso e eu não quero ela fique sozinha por culpa da minha mãe. – argumenta Valentina.

– Como assim? – pergunta Esther e fazendo de desentendida.

– Não se faça de idiota mãe. – diz a menina. – Você acusou o Alberto de ter matado minha avó. – afirma ela.

– Filha, eu tenho motivos suficientes para achar que foi ele. – afirma a mulher sentando na cama.

– Mãe não foi ele. – Valentina afirma. – Eu estava lá, eu não ninguém entrar naquela casa além de eu e minha avó.

– Você estava dormindo filha não viu nada. – diz Esther.

– Não, eu estava bem acordada, mas você não sabia porque não estava lá. – insiste Valentina.

Valentina pega suas coisas e sai do apartamento deixando sua mãe sentada na cama sozinha.

...

Débora e seus amigos chegam a sua casa. Entram na sala e encontram para a surpresa de Débora, Angelica sentada no sofá.

– Mãe? O que você está fazendo aqui. – pergunta Débora surpresa.

– Eu fiquei sabendo o que aconteceu e vim ver como você está. – diz a mulher.

– Que bom que você está aqui. – diz a menina. – Eu senti tanto a sua falta.

– Eu também querida. – completa Angelica. – Mas não vai apresentar seus amigos? – questiona ela.

– Esses são Gabriella, Bernardo e Jonathan. – diz ela apontando para os amigos.

No mesmo instante eles são interrompidos por Valentina abrindo a porta e deixando a mala no canto.

– Olá. – diz Angelica acenando para Valentina.

– Oi, prazer Valentina. – diz a moça.

– Agora minha filha eu quero que você conheça alguém. – afirma a mãe de Débora.

Um homem sai da cozinha indo em direção à sala, ao chegar ele olha para Valentina que fala completamente assustada.

– Pai?!

Ele se aproxima de Valentina com um sorriso e coloca a mão em seu rosto em seguindo dando-lhe um abraço. Ela se esquiva e o empurra para longe.

– Só pode ser brincadeira. – afirma ela. – Minha mãe acusa o pai da minha melhor amiga de ter matado minha avó e meu pai que eu achei que tinha sido assassinado voltou dos mortos. – argumenta.

– Filha, calma, por favor, eu vou ter explicar tudo. – alega Martin.

– Eu espero que tenha um ótimo argumento, porque depois disso tudo, eu não duvido que minha irmã gêmea realmente esteja na Echo’s House. – confronta Valentina.

Na sala, Angelica convida Débora e os amigos para irem até a cozinha fazer um lanche deixando Valentina e Martin a sós na sala.

– Valentina e precisei fazer aquilo. – afirma ele.

– Mas por quê? – pergunta ela.

– Eu estava sendo ameaçado. – completa Martin. – Você notou que a casa não parecia uma cena de crime quando voltou? – questiona.

– Estava praticamente tudo quebrado. – responde ela.

– E havia alguém na casa? – pergunta.

– Minha avó estava sentada no sofá logo que eu cheguei. – Valentina diz.

– Então, ela me ameaçou porque queria que eu transferisse a sua guarda para ela. – diz ele.

– Pai, minha mãe sabe? – pergunta ela.

– Vou falar com ela hoje à noite e quero que você vá comigo. – pede ele.

– Eu irei. – confirma Valentina.

...

À noite na casa de Helena. Martin e Valentina entram na casa e encontra Esther sentada no sofá.

Eles se sentam ao lado próximo a Esther, porém antes de Martin começar a explicar o motivo de sua falsa morte, a campainha soa.

Antes mesmo de Esther se levantar para atender a porta, a mesma se abre sozinha e para o espanto de todos e principalmente de Valentina quem entra na casa é sua irmã, Victória.

– Reunião de família e não me convidaram. – ironiza ela invadindo o cômodo.

...

Em um quarto escuro, com muitos monitores onde aparecem muitos lugares na cidade, inclusive a casas dos jovens mentirosos.

Uma pessoa de preto com uma xicara de chá na mãe direita observa atentamente o monitor da casa de Helena, onde aparecem Valentina, Esther, Martin e Victória na sala de estar conversando.

Essa pessoa é A.

[...] — continua...

Notas finais
...!