Notas iniciais
Heeeey Leitores fantasmas !! Sorry pela demora, nesse cap Beatrice conta um pedacinho do passado dela pra vocês. Espero que gostem Boa Leitura Bjs Lyl

Hoje definitivamente vou enviar minha resposta para a Dellano's, eu vou para lá, acho que seria uma boa para arejar a cabeça um pouco. Além de conhecer lugares novos, Jason me disse a pouco tempo que a Dellano's fica em Londres perto de uma escola de bruxos, mas diferentemente desta a Dellano's fica totalmente restrita a presença trouxa.

– Trouxa é o nome que chamamos os que não são mágicos — Jason disse com a minha carta de resposta na mão — Você está com a chave do portal ?

Entreguei a ele que abriu um portal no ar e disse em alto e bom som ''Envius Spontaneos Dellano's Vega Escola de Magía e Bruxaria para Magos'' .Eu já sei enviar as coisas pelo portal mas ele insistiu.

Hoje a noite teria um evento mágico onde Seamus e Jason me obrigaram a ir, então hoje Kimber, Dana e eu iríamos escolher o meu vestido para ir hoje, como é um evento de gala o vestido teria que ser a caráter. Eu desci já vestida com uma legging personalizada, uma blusa caída no ombro azul de mangas compridas e minhas botas cano curto com um salto pequeno. Decidi deixar o cabelo solto e colocar uma touca preta por causa do frio.

– Pronta ? — Jason perguntou

– Como sempre estarei — disse rindo

– É assim que se diz

Saímos em direção aos tuneis com Jason à minha frente, não demorou mais de cinco minutos até chegarmos a parte iluminada e povoada dos tuneis feéricos. Andamos adiante até sair dos tuneis e chegar a rua encontrando Dana e Kimber juntas.

***

– Kimber essa já foi a terceira loja — eu disse

– Nós iremos achar o vestido perfeito para você e ponto — ela disse

– Tudo bem, mandona — eu disse rindo — eu só vou usar ele uma vez na vida

– Que seja — ela disse

Eu ri e comecei a segui-la para dentro de outra boutique, ela logo começou a olhar as araras atrás de um vestido que não fazemos a menor ideia de como seja.

– Não vai olhar nada ? — Jason perguntou

– Acho que vou deixar nas mãos delas — disse inclinando a cabeça para Kimber e Dana

– Elas, não fazem ideia do seu gosto verdadeiramente. Por que não tenta dar pelo menos uma olhada ? — ele disse rindo

– Tudo bem, vou tentar — eu disse rindo e andando até as duas

Mal cheguei lá e Kimber me deu um punhado de vestidos para provar.

– Nossa — eu disse — Esquece não vou provar tudo isso escolha 3 no máximo

– Você era mais legal há 2 anos atrás — Kimber resmungou

– Há dois anos atrás não tinha ninguém querendo me matar — eu disse ironicamente

– Que seja — ela disse

Bufei enquanto ela foi ver mais vestidos, acho que não vou embora tão cedo.

– Então, quem vai ser seu par nesse evento ? — Dana perguntou me entregando um vestido

– Já que Nash não pode ir, Keane se ofereceu para ir no lugar dele — eu disse

– Keane deve fazer tudo por você não é ? — ela perguntou

– Eu sei lá... Sinceramente ninguém pode o obrigar a nada, mas eu tenho me jeito de fazer ele abrir os olhos — eu disse olhando para o vestido

Ele era de um ombro na diagonal, começava azul escuro e ia clareando até um pouco abaixo da cintura e depois a saia longa caia em branco, ele era cheio de brilho.

– Lá vou eu — disse indo em direção do provador

***

Estava em frente ao espelho do meu quarto me olhando uma ultima vez, estava usando o vestido que Dana escolheu com um salto preto que não estava tão a mostra assim. Meu cabelo estava solto com os cachos a mostra e estava com uma maquiagem leve no rosto.

– O que estou fazendo ? — me perguntei baixo

Olhei para a minha escrivaninha onde meu celular tremia, andei até ele e o peguei, havia uma mensagem.

Essa é uma de minhas outras tentativas de me comunicar com você, por favor, por favor não ignore.

Tweny

– Eu sinto muito Tweny, não agora — eu disse e cliquei em ''apagar mensagem''

Coloquei o celular de volta onde estava e respirei fundo piscando os olhos algumas vezes para não chorar quando ouvi batidas leves na porta.

– Posso entrar ? — ouvi a voz de Keane do lado de fora

– Pode — eu disse baixo e de costas para a porta

Ouvi a porta se abrindo e vi seu reflexo no espelho quando parou atrás de mim.

– Olha pra mim — ele disse — por que está triste ?

– Não estou triste — disse olhando para ele

– Então por que está chorando ? — perguntou colocando as mãos no bolso da calça

Coloquei a mão sobre minha bochecha e as senti molhadas, olhando no espelho pude ver que é verdade eu realmente estou chorando. Não olhei para ele, eu sabia a resposta mas não quero dizê-la.

– Tem certeza de que quer ir ? — ele perguntou passando uma das mãos em meu rosto

– Eu tenho escolha ? — perguntei lhe olhando

– Tem, eles não podem te obrigar a nada — ele disse

– Sinceramente eu não sei mais — eu disse

Ele me abraçou e eu retribui, com os saltos eu ficava quase do seu tamanho. Mas nesse abraço me lembrei do quanto queria que alguém ficasse ali comigo, me senti de novo com 6 anos.

– Ei, não vamos mais O.k. ? Você não está bem — ele disse ainda me abraçando

– O.k. — eu disse

– Vou avisar ao Jason que não vamos mais e peço para que ele avise Seamus — ele disse me soltando

– Tudo bem — eu disse limpando as lágrimas

Ele saiu do quarto encostando a porta, me levantei e fui até meu guarda-roupa e tirei de lá uma pequena caixa de papelão e voltei a sentar na cama tirando os sapatos e a abrindo. Tirei de lá o meu álbum de infância mas não abrindo, o coloquei ao meu lado na cama voltando minha atenção para dentro da caixa onde se espalhavam vários papeizinhos coloridos e pequenas lembranças de meus antigos colegas.

Peguei uma foto onde eu estava sem cabelo, com roupa de hospital e com Connor e Tweny do meu lado, eu estava com a cânula mas estava sorrindo, um sorriso verdadeiro.

Vi de relance Keane entrando no quarto e tirando a gravata, mas não tirei minha atenção da foto, ele veio se sentar do meu lado na cama tirando os sapatos.

– O que aconteceu ? — ele perguntou

Fechei os olhos me lembrando de tudo, da dor, sofrimento, dificuldades que eu passei. Respirei fundo antes de começar a contar a ele em voz baixa e rouca:

– Aconteceu quando eu tinha 6 anos, eu estava brincando com Tweny no quintal quando aconteceu, eu não conseguia respirar de jeito nenhum e me lembro de Tweny gritando minha mãe antes de perder a consciência por um certo tempo.

'' Quando acordei depois estava sendo colocada em uma maca e levada para dentro da ambulância com minha mã...com Gin ao meu lado aos prantos, não demorou até chegarmos ao hospital e eu ser levada para a sala de exames onde entrei sozinha. Eu respirava menos a cada minuto que passava, até que colocaram a máscara de oxigênio em mim.

'' Minha respiração regulou por algumas horas, até que meus pulmões se encheram de água e mesmo com a máscara era difícil respirar e Gin estava apertando minha mão de leve e dizia: Pode descansar meu anjo, não precisa ter medo. Quando ela disse isso eu já sabia que eu não sobreviveria, mas eu fiquei triste, não por mim...por ela... Ela também disse que não iria mais ser mãe e chorava muito.

'' Não lembro o que aconteceu direito depois que perdi a consciência, mas sei que conseguiram drenar a água dos meus pulmões, mas mesmo assim eu não conseguia respirar, então eu usava a cânula a todo momento, e depois de vários exames veio a notícia. Câncer no pulmão. Gin ficou abalada, mas sempre me motivou a continuar os tratamentos, ainda mais a quimioterapia, não me importei quando tive que cortar o cabelo, eu estava feliz, fazia as pessoas felizes e não me importava com minha doença.

'' Quando eu tinha 8 anos eu estava com os cabelos curtos e levava a vida como uma pessoa normal, lia livros sempre, conheci meu autor favorito o que não foi tão legal assim, usei meu premio indo para Amsterdã para conhece-lo, mas ele era um bêbado... sabe o que ele me disse ? — Keane balançou a cabeça que não — Ele disse que eu era um Efeito Colateral, um projeto da humanidade com um defeito e me disse também, que é como apostar corrida com uma tartaruga, um infinito, e alguns infinitos são maiores que outros, ele me disse, cada vez mais você aumenta a distância da tartaruga, cada vez mais aumenta seu infinito contra ela e disse também que não sentiria pena de mim pela minha doença, nesse dia Connor estava comigo e ele viu no momento quando eu perdi a cabeça...

'' Eu disse a ele que não queria que ele sentisse pena de mim pela minha doença, disse que por mim ele podia pegar a pena dele e enfiar você sabe onde, joguei na cara dele que ele era um bêbado... Depois disse eu e Connor saímos da casa dele e não toquei no assunto e também não deixei que aquilo estragasse minha viagem, nesse dia eu soube que a vida não é uma fábrica de realização de desejos, mas eu nunca me deixei levar pela opinião dos outros, com câncer ou não, eu me sentia feliz, me sentia bem.

– Mas você não usa mais a cânula — Keane disse com os olhos vermelhos e limpando uma lágrima

– Não, hoje não sou totalmente curada, mas também não estou doente, algumas vezes acontece uma queda de respiração e eu acabo tendo que usar a cânula, mas não é como antes — eu expliquei — Havanna me explicou que nós feéricos, não somos capazes de adoecer a esse ponto, mas eu sou metade humana e que é normal um feérico alcançar seu poder de magia de cura natural aos 10 anos de idade, mas os híbridos apenas aos 14 anos e foi o que aconteceu, meu corpo começou a lutar calmamente contra minha doença até que eu fosse quase curada, aos 14 anos, antes de meu corpo começar a lutar contra o câncer, ele já estava em 85 porcento ao todo, eu vivia sabendo que eu podia lutar pelos últimos 15 porcento tanto para ganhar, quanto para fracassar.

'' Mas no dia seguinte da minha última queda de respiração durante a noite, meu corpo começou a lutar lentamente contra isso, eu senti. Sinto até hoje ele lutando, mas os 15 porcento continuam comigo, eu tenho um certo limite para que eu precise usar a cânula, eu sei qual é ele e sei também que mesmo meu corpo lutando contra ele eu ainda posso fracassar com esses 15 porcento. Mas eu não deixo isso me abalar...não, de jeito nenhum. Eu sou feliz desse jeito, sendo um efeito colateral.

– Você é uma guerreira e sabe disso certo ? — Keane disse

– É eu sei ! Mas não sou a única...e sou feliz por saber disso — eu disse sorrindo

– Eu sou feliz por ser amigo de uma guerreira — ele disse me fazendo cócegas

– Para, por favor — eu implorei rindo

***

Agora estamos os dois com roupas normais jogados no sofá assistindo a um filme de terror com um balde de pipoca grande e várias outras porcarias. Keane queria me fazer ficar com medo, mas mal sabe ele que eu amo filme de terror, estava super concentrada no filme e Keane tentando me assustar, já eram quase 2 horas da manhã e nós lá comendo besteiras e assistindo filme de terror.

– Isso já está chato — eu disse

– Eu concordo — Keane disse — Mas o que vamos fazer ? Eu estou completamente sem sono

Assim que ele disse isso meu celular começou a vibrar em cima da mesinha de centro, me estiquei e peguei ele vendo que tinha uma mensagem, abri-a e dizia:

Amanhã sairemos para almoçar fora e você irá junto, isso foi ideia de Dana.

Seamus

Ideia de Dana ? O.k, mas não tenho uma boa sensação do que vai acontecer amanhã. Aliás, não tenho uma sensação boa desde que cheguei em Avalon.

– Ei, Terra para Beatrice — Keane disse rindo

– Tonto — eu disse empurrando ele de leve

– Eu nunca vi você tocar aquele violão que está no seu quarto — ele disse

– Uma hora quem sabe — eu disse