Silena died

1 Capítulo único


Notas iniciais
HeeeyEu apareci, olá, como estão?Antes de falar da fic, quero dar uns recadinhos. Acho que colocarei We Are Young em hiatus. Fico extremamente magoada comigo mesma só de pensar nisso, mas simplesmente eu não tenho ideias. Juro que tentarei continuar escrevendo, mas acho que até lá, vocês ficaram sem a loucura de Annie e sua mãe lésbica. EUHEUHEAUHEAUH Me desculpem, mesmo.Agora a one.Tive a ideia de fazer uma Chrisse (que tem bem pouco, aviso para não se desapontarem) e quando vi, acabei fazendo isso. Me perdoem se acabar partindo seus corações, não foi a intenção (até porque eu mesma parti o meu escrevendo isso).As partes em itálico são lembranças da Claire, caso tenham dúvidas. E há um trecho d'O Último Olimpiano, que eu achei extremamente necessário e doloroso.Qualquer erro, me avisem. E essa nota está grande demais. Ninguém vai ler isso aqui.Boa leitura, meu doces!

Ela não conseguia acreditar. Ela não queria acreditar.

Estava escondida na floresta, chorando desesperada, soluçando alto. Sentindo seu coração rasgar e arder.

Silena se fora. E consigo, uma parte do coração de Clarisse.

A parte mais meiga, doce e gentil do coração de Clarisse.

A garota havia se tornado sua amiga aos poucos, quando a filha de Ares mais precisará, com pequenas investidas e sorrisos bonitos.

— Olá Clarisse! Belo dia, não é? — exclamou sorridente e saltitante.

— Hm, acho que sim.

— Ora, Claire! Apolo está generoso hoje, que tal uma caminhada na beira da praia?

— Não me chame de Claire.

Nunca se assustou com seus grunhidos raivosos ou se estressou com suas reclamações exageradas.

— Silena, eu detesto rosa!

— Rosa é uma cor maravilhosa, Claire. Fica bem na sua pele! — comentou mexendo nos cabelos ressecados de Clarisse. — Você precisa de uma hidratação urgente.

— Eu estou bem assim, ok?!

— Se parecer um daqueles bonecos de palha que você destrói todos os dias é parecer bem, você tem razão — cruzou os braços fazendo muxoxo.

A garota bufou, ofendida.

— Faça a droga da hidratação, patricinha.

Foi a única que entendeu sua dor quando Chris estava louco. Foi a única que escutou suas preces murmuradas aos deuses para que salvassem Chris. Foi a única que secou suas lágrimas quando Mary era o único nome que ele lembrava.

— Ele não lembra de mim... — soluçou. — Ele não tem ideia de quem sou...

— Shiiii — abraçou a filha do deus da guerra com carinho.

— Ele só chama pela maldita Mary!

Seus ombros moviam-se com violência por causa dos soluços. Seus olhos estavam vermelhos e inchados. Seu coração estava rachado.

— Ele só não está bem, Claire. Ele vai lembrar de você. Pode ter certeza que vai.

Quando Chris finalmente se recuperou e eles começaram a agir como um casal por aí, Silena foi a única que disse que eles ficavam perfeitos juntos.

— Podemos fazer um encontro duplo! Charlie e eu estávamos pensando em sair para jantar, vai ser bem romântico.

Clarisse só a olhou de canto.

— Por favor, Claire! Nem precisamos sentar na mesma mesa, vamos só sair pra jantar!

A filha de Ares revirou os olhos e bufou — coisa que fazia com muita frequência na presença de Silena.

— Tudo bem, Lena. Falarei com Chris a respeito.

— YEAH! — comemorou dançando.

A guerra parecia cada vez mais eminente, cada próximo dia podendo se tornar o último. Silena nunca se importará. Sua fé no amor era inabalável e essa era sua arma mais poderosa.

— Poderíamos fazer um baile!

— Silena! — seu namorado a repreendeu.

— Que foi?

— Cronos está se regenerando e você quer dar um baile? — Clarisse perguntou.

— Qual é o problema, Claire? Por acaso, Cronos não sabe dançar?

Clarisse e Beckendorf se entreolharam e a deixaram falando sozinha.

— Gente! Foi alguma coisa que eu disse? — Silena saiu correndo atrás deles.

E então... Beckendorf morreu.

— Lena... — Clarisse chamou docemente. — Levante, Lena. Você precisa comer.

— Não — chorou.

Clarisse sentou no beliche de baixo e a filha de Afrodite deitou a cabeça em seu colo.

— Ele morreu... Charlie, oh Charlie, eu te amo tanto. Por que, Charlie? — choramingou, as lágrimas molhando a calça jeans de Clarisse.

Ela acariciou o cabelo macio e sussurrou:

— Shiiiii... Ele está bem agora.

Silena chorou mais e Clarisse se sentiu péssima.

A guerra começara. E a filha o deus da guerra se recusava a participar. Pensava “por que eles tinham que ficar com a estúpida carruagem? Malditos filhos de Apolo!”.

— Clarisse, eles precisam de você e do chalé de Ares!

— Eu não me importo! Eles deveriam ter pensando nisso antes de roubar a carruagem!

— É só uma carruagem idiota, Claire!

— Não é só isso!

— É o que, então?!

A filha de Ares cruzou os braços.

— Já sei. É o maldito do seu orgulho, estou certa?

Clarisse bufou, revirando os olhos, os braços ainda cruzados.

Silena também cruzou os braços e a outra conseguiu ver seus olhos azuis nublarem. Deu-lhe as costas e saiu, deixando Clarisse sozinha no chalé de Ares.

Ela nunca se viu tão perto de dar o braço a torcer.

As lágrimas se tornaram mais grossas e seus soluços mais altos. Aquela era a lembrança que mais lhe afligia e a mutilava por dentro, frequentemente a afligindo em seus piores pesadelos.

— Charlie… — Os olhos de Silena estavam a um milhão de quilômetros dali. — Ver Charlie…

Ela não falou novamente. Era tão estranho o silêncio vindo de Silena.

Clarisse segurou-a e chorou. Chris colocou uma mão em seu ombro, sem saber o que dizer, apenas não queria falar nada para não chorar também.

— Ela foi uma heroína, entenderam? Uma heroína.

E assim seria o modo que Clarisse sempre descreveria Silena. Uma heroína. Porque era isso que ela era.

Ouviu um farfalhar de folhas e gravetos quebrando.

— Claire?

Ela nem se importou em secar as lágrimas, se deixou ser envolvida no abraço quente e acolhedor de Chris sem reclamar.

— Não chore, princesa.

— Não me peça isso, por favor — apertou o cabelo da nuca dele com força, molhando a camiseta laranja dele com suas lágrimas.

— Shiiii... Ela está bem agora. Ela encontrou Beckendorf.

— Será? — secou um canto dos olhos.

— Com certeza. Eles estão juntos agora. Felizes. Para sempre.

Clarisse o olhou fundo nos olhos e encostou seus lábios nos dele.

Chris a abraçou mais forte e acariciou seus cabelos por um longo, longo tempo.

Clarisse nunca entenderia o que fez uma filha de Afrodite tão bela e tão doce como Silena querer se tornar amiga dela, uma filha de Ares bruta e áspera. Mas isso não importava. Clarisse só a queria de volta.

Mesmo com todo o rosa e toda a purpurina.

Ela só queria sua melhor amiga de volta.

Notas finais
Gostaram? Deixem seus lindos e maravilhos (hu3) reviews pra me fazerem feliz, amorzinhoss!Se cuidem, beijo ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!