Significados

1 E essa palavra.. te lembra quem?


Notas iniciais
✖ Oláa! ♥ Segunda fanfic one-shot minha sobre esses dois lindos! Espero que gostem. Essa idéia me apareceu quando eu tava no meio de uma aula de matemática. (?) E aí deu nisso. Bem, boa leitura!

I

Unique

Aquela tarde estava completamente calma. Pássaros cantavam alegremente, crianças corriam na rua, — algumas brincavam de corrida, outras com bolas, também tinha as que estavam acompanhadas dos pais e comiam sorvete. Era férias e esse era o motivo de tantas crianças. O vento bagunçava as cortinas da casa de Orihime e remexia os cabelos negros do homem que estava sentado na janela, com uma expressão intrigada.

— Olá, Ulqui-kun. — A ruiva, que estava deitada no sofá com um dicionário em mãos lhe noticiou, e então voltou sua atenção para as páginas. — O que te traz aqui?

— Hueco Mundo estava um tédio. Eu não tinha o que fazer, então resolvi observar o que vocês, humanos, fazem. Nada muito interessante. Eu só não entendo qual o motivo de tanta alegria. — Ele murmurou enquanto olhava fixamente para a rua, onde as crianças davam risada e corriam umas atrás das outras.

— São crianças, Ulquiorra. Elas são inocentes e se divertem com qualquer coisa. — Hime continuou folheando o dicionário. Ela gostava da companhia de Ulquiorra. Muita coisa havia mudado desde que ele começou a visitá-la. Sem Ichigo saber. Pois, se soubesse.. talvez as coisas saíssem do controle.

— E por que você está lendo esse dicionário, mulher? Não sabe os significados das palavras?

Orihime pareceu levemente irritada, mas lhe respondeu.

— Eu estava vendo como é engraçado o fato de que as palavras podem lembrar alguém. Por exemplo, a palavra carinho; — "Sentimento de se querer bem quem se gosta" — me lembra meu irmão. Te lembra alguém? — Ela pareceu interessada perguntando ao espada que era como uma pedra de gelo.

— Não. — Ele lhe cortou.

— Uhm.. então.. e amor..? " Afeição profunda a outro, a ponto de estabelecer um vínculo afetivo intenso, capaz de doações próprias, até o sacrifício. " Te lembra alguém, Ulqui-kun?

— Você só pode estar brincando, não é, mulher? — Ele arqueou a sobrancelha, e então fitou algumas crianças que seguravam uma espécie de doce.

— Patético. E o que é essa coisa que essas crianças tanto comem?

— É sorvete, Ulqui-kun. Interessado? — Orihime se sentou no sofá, fechando o dicionário e lhe encarou com um sorriso no rosto. Parece que quando ele vinha lhe visitar, ele voltava cada vez mais humano.

— Não.

— Acho que você está, sim. Hehe. — Ela abriu mais o sorriso. — Quer ir tomar sorvete comigo, Ulqui-kun? — Ela puxou o moreno pelo braço. Ele apenas se moveu, mas não disse nada.

— Eu posso recusar? — Ele perguntou com sua reação de sempre.

— Não, você não pode. Agora venha cá! Precisa vestir alguma coisa que não chame tanto a atenção! — Ela puxou ele até seu quarto e lhe entregou uma camisa e calça que havia comprado para dar de presente para Ichigo, quando ele voltasse de uma viagem. Tanto faz, ela poderia comprar outra coisa para ele depois.

Talvez aquilo fosse o patético do patético. Mas Ulquiorra parecia estar mais interessado nos humanos do que na vergonha de "se tornar um". Orihime lhe puxou pelas ruas até chegarem na sorveteria que ela tanto gostava. O sorvete de morango de lá era uma maravilha.

A ruiva se serviu com seu sorvete favorito, que obviamente era de morango e fez questão de colocar quase todos os tipos de cobertura que tinha. Colocou uma bola de sorvete de chocolate em cima para finalizar, e Ulquiorra lhe observou e fez o mesmo. Mas ele só escolheu sorvete de chocolate.

A ruiva pagou os sorvetes e se sentaram em uma mesinha do local. Ulquiorra parecia concentrado tentando distinguir que sabor era aquele e Orihime observou quando uma garotinha se aproximou dos dois. Ela parou na frente de Ulquiorra e ficou lhe encarando. E, o que não era surpresa, o espada ficou lhe encarando também.

— Seus olhos são bonitos, moço. — A garotinha comentou enquanto encarava Ulquiorra e então se distanciou quando achou sua presilha de cabelo do lado da cadeira do espada. Ulquiorra levantou seus olhos para Orihime e ela começou a rir.

— Crianças. — Ela murmurou. — Mas acho que eu tenho que concordar com ela. — Sorriu e voltou ao seu sorvete, deixando o sabor de chocolate para o final. Ulquiorra não falou nada, estava focado no doce. Quando terminou seu sorvete de chocolate observou Orihime tomar o dela.

— Eh? Você quer o meu? — A ruiva levantou seus olhos acinzentados para o espada que fitava intensamente o sorvete.

E então Orihime descobriu. Ulquiorra adorava sorvete de chocolate.



–x-

Eles já estavam na casa de Orihime. E lá estava ela, novamente com o dicionário em mãos.

— Então, Ulquiorra? O que achou do comportamento das crianças "humanas"? São fofas, não são?

Ele não falou nada, sua expressão fria havia voltado e ele apenas ficou observando a ruiva.

— Até mais, mulher. — O espada se levantou e fez como se fosse pular da janela. A ruiva de levantou com pressa e se aproximou dele.

— Aqui. — Orihime lhe entregou o dicionário e ele lhe olhou um pouco confuso.

— Hmm?

— Leva. Quando você vir novamente eu quero saber a resposta da minha pergunta. Deve ter alguma palavra que te lembre alguém! — Orihime tinha uma alegria contagiante, fato que realmente intrigava Ulquiorra.

Ele nada disse, apenas tomou o dicionário em mãos e desapareceu da frente da ruiva.

Mas ele sabia que a palavra amor já tinha um nome.

Sentimento banal, vindo do coração, que nem ele compreendia.

Mas, com toda a certeza,

a palavra amor lhe lembrava ela.

Notas finais
O que acharam? Ficou agradável, pelo menos? Espero que tenham gostado. Sei lá, me deu vontade de escrever sobre esses dois em uma situação cotidiana. E achei fofinho. Por favor, comentem o que acharam! E mais uma vez, obrigada por ler! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!