Signals

3 Alguns sonhos tornam-se realidade...


Notas iniciais
Oien :3 como vão? *haha, não meio de transportes, pfvr* Demorei pq semana passada eu estava com preguiça de terminar o capítulo (geralmente tenho acesso à internet só em fins de semana, então foi semana passada msm), mas, bom, eu terminei hoje o/ (hoje/ontem. Ainda não fui dormir então ainda é sábado pra mim OwO) So~~~ y'know, asl é lgl dasihdsa aprendi a fazer um monte de nomes já :3 (alguns dos nomes dos personagens também.) ~ia falar uma coisa mas vou deixar pro final pq era referente à coisas do cap, então né :3 ~ Itálico com negrito pra coisas escritas pelo Alex ♥ e só itálico pra coisas da Emily. Hm... não sei, eu sinto que devia dizer mais alguma coisa, mas não lembro o que. Bom, deixa. Boa leitura sweeties ♥

Em meu sonho, a menina que entrara em minha turma sorria para mim.

Infelizmente, ele se desfaz quando sinto cutucões fortes em minhas costelas, que fazem-me rir um pouco, ter muita vontade de gritar e remexer-me duas vezes mais. Acordo quase caindo da cama e com minha mãe me encarando, segurando uma risada. Ela sorri carinhosamente para mim e beija minha testa antes de sair do quarto.

Suspirando, levanto da cama e imediatamente percebo que Anjolie estivera por ali mais cedo, uma vez que meus livros em cima da mesa do computador estavam espalhados ao redor de um papel com letras coloridas e muito chamativas, que diziam “Boa sorte com a moça bonita e não esqueça que nosso cereal está acabando, tenha um bom dia!” acompanhadas de algumas carinhas felizes e uma com olhos de coração. Megera, tudo que me faltava era ela ter comido o resto do cereal.

Esfrego os olhos e arrasto-me em direção ao banheiro, onde, após ter jogado água gelada em meu rosto, percebo que tinha outro recado. “Eu não comi todo seu cereal, então menos. É só que você precisa comprar mais.” Acompanhado com algumas carinhas mostrando a língua. Típico. Claro, porque não?

Troco de roupa por uma aceitável para a faculdade e desço as escadas, olhando para a tela do celular, onde uma notificação me avisava sobre milhares de mensagens ignoráveis no grupo da família. Abro a conversa e deixo-a aberta por cerca de cinco segundos antes de fecha-la e entrar na cozinha, desviando do balcão e girando meu corpo em direção ao armário aéreo que ficava em cima do mesmo para pegar o cereal.

Minha mãe encarava-me do lugar onde estava sentada na mesa, enquanto eu me movimentava com os pés descalços para pegar o leite na outra ponta da cozinha. Quando viro-me em direção à mesa com uma tigela cheia de cereal na mão e uma caixa de leite na outra, vejo minha mãe encarando meus pés com uma careta.

“Eu já disse para você andar com, pelo menos, um chinelo” é a frase estampada em seu rosto. Ela começa a movimentar os braços para “verbaliza-la”, mas eu faço um sinal para que pare e sorrio para ela, deslizando para o assento em sua frente. Ela me dá um chute na canela antes de voltar a comer, e não toca mais no assunto.

Quando saio de casa, cerca de vinte minutos mais tarde, vejo a porta do outro lado da rua abrindo-se praticamente ao mesmo tempo e os cabelos castanhos com os quais eu sonhara passam correndo em direção ao ponto de ônibus próximo dali, onde o ônibus para a faculdade passaria em seis minutos. Caminho calmamente até o ponto e chego à tempo de ver o ônibus virando a três quadras de distância e acelerando na nossa direção, para então parar em nossa frente. Minha nova colega parece impressionada com a limpeza dentro do veículo enquanto caminha pelo mesmo. As poucas pessoas que já haviam entrado pareciam ter a mesma reação de meus colegas na semana passada, uma surpresa mal disfarçada e alguns olhares de “o que ela está fazendo com ele?”.

Sento-me no mesmo lugar de sempre e vejo a garota parar no corredor e virar-se para trás, procurando por algo. Ela vê-me e senta-se ao meu lado, o que parece resultar em alguma raiva vinda de outras pessoas sentadas no ônibus e um rubor em minhas bochechas. Ela logo começa a mexer insistentemente em sua mochila até parecer estranhamente satisfeita, e puxa um caderninho e duas canetas de dentro da mesma.

Oi, meu nome é Emily.

­Ela passa-me o caderno e entrega-me uma caneta preta. Olho para a letra tremida devido ao movimento e então para ela, que sorri para mim da mesma forma que em meu sonho, o que faz um arrepio percorrer meu corpo.

Alex, prazer em conhece-la, Emily.

Ah, você fala, afinal.

Já tem alguns anos que não, na verdade. Mas com ASL e escrita, sim.

Ela lê a frase escrita com uma letra tão tremida que nem parecia mais a minha e então cora um pouco. Ela movimenta os braços de forma a dizer “legal”, e então escreve alguma coisa no caderno. Quando me entrega novamente o caderno, sorrio.

Espero não ter errado e acabado dizendo alguma coisa sem sentido. Queria dizer legal. Ainda é um pouco difícil me lembrar dos sinais certos.

Novata em ASL¹?

Comecei a aprender já tem seis meses, mas tem alguns sinais que simplesmente não ficam. Já tentei dizer meu nome em ASL umas cem vezes e ainda troco algumas letras.

Para provar o que dizia, após pensar por um momento, ela começa a gesticular. Consigo entender “E-N-M-I-K-Y”, “E-N-M-I-L-L-Y” e “E-M-S-L-Y” até ela acertar os cinco gestos para “E-M-I-L-Y”. Todos os erros eram acompanhados por uma careta fofa de raiva.

Prefere ser chamada de Enmiky, Enmilly, Emsly ou pode ser Emily mesmo?

Ha, ha, ha. Hilário. Não tenho culpa se é difícil. Você parece ser muito bom nisso para poder rir dos outros assim.

A curva súbita que o ônibus fez fizera-a terminar seu sublinhado no meio das palavras, o que, juntamente com a letra tremida, dificultava um pouco a leitura.

Alguns anos de prática e qualquer coisa fica bem fácil.

Agora, para provar o meu argumento, comecei a gesticular. “A-L-E-X. E-M-I-L-Y. A-N-J-O-L-I-E. C-A-S-A. E-S-C-O-L-A.”. Após encarar-me por um momento que começara a tornar-se constrangedor, ela ri e aplaude de forma leve, provavelmente para não fazer muito barulho. Não que fosse fazer diferença para mim.

Você é melhor em ASL, e daí? Quem é Anjolie?

Olho para o caderno e lembro-me que ela provavelmente não sabia que eu tinha uma irmã ou quem era ela; mas com a chegada na faculdade, temos que adiar a conversa para depois. Devolvo o caderno e a caneta para ela e antes que perceba meu gesto para “minha irmã”.

*¬* *¬* *¬* *¬* *¬* *¬* *¬*

Os cinco o encaravam, sérios, com os braços cruzados e óculos de sol. Eles riem e tiram os óculos de sol quando ele começa a rir da cara deles, e então Jason apoia o braço por cima de seu ombro e abraça-o.

─ Cara, a gente tem que juntar aqueles dois ─ ele comenta, rindo, enquanto todos olham furtivamente para o casal sentado em um banco à sombra de uma árvore no pátio da escola.

Já faziam alguns dias desde que Miguel falara com Caio e que a “princesa” aprovara ele, então agora ele era apenas um aluno normal na escola deles. Os dois em baixo da árvore riem de alguma coisa e ela coloca um fone no ouvido dele, que parece interessado no mesmo.

­─ Mas ela já tá procurando alguém pra ele, esqueceu? ─ Caio comenta apoiando o cotovelo no ombro de James, que põe os óculos novamente, fazendo uma careta contra o sol.

“E quando você vai se declarar, afinal?” era a única pergunta que merecia resposta, mas Albert não era louco o suficiente para perguntar isto diretamente para o amigo, então fica olhando enquanto os dois do outro lado do pátio riem novamente.

─ Acho que alguém foi trocado ─ Sarah comenta rindo, cutucando Caio.

─ Acho que dois alguéns foram trocados ─ Anna corrige rindo ainda mais dos dois olhares de raiva. Verdade seja dita, ninguém trocaria Caio por Miguel, Anjolie principalmente; mas, parecia que seu meio irmão tinha ganho um lugar de confiança (talvez de afeto), se a expulsão imediata que Albert recebera quando ela chegara no banco fosse um indicativo.

─ Quem vocês acham que ela está vendo para ele? ­─ James, por um milagre ou não, fala, cruzando os braços.

─ Eu esperava que fosse ela mesma ─ Caio responde de prontidão. Quando James olha-o ele continua. ─ Mas todos sabemos que isto é impossível, então apenas digo que não sei.

─ Seu irmão não é gay, né? ­ ─ Jason pergunta cutucando seu ombro.

─ Ugh, calor ­─ Albert diz antes de se abaixar para desapoiar Jason, que, por pouco, não cai. O mesmo recompõe-se com um olhar quase assassino. ­─ Não, não é. Eu perguntei e ela provavelmente também. Ele diz que não, pelo menos.

─ Mas ele pode estar simplesmente negando ─ Anna comenta com um pouco de vergonha. Sarah olha para ela e sorri, abraçando sua cintura.

─ Juro que separo todos vocês se continuarem jogando na nossa cara que vocês namoram e a gente não ─ Jason comenta em tom de aviso. As duas garotas olham para ele e mostram-lhe a língua.

­─ Quer uma namorada você só precisa parar de se concentrar tanto em qualquer coisa mais do que em conseguir uma. Ou é só falar com a moça loira flertando ali no banco, ela deve dar um jeito nisso bem rápido ­─ Sarah devolve sorrindo de maneira quase venenosa.

Duas garotas que passavam por eles saem dando risinhos e olhando para Jason, uma vez que Sarah conseguia falar bem alto, mesmo que sem querer. Três garotos apoiados na parede do outro lado do corredor, estrategicamente posicionados para poderem ficar observando a bunda das meninas sem serem notados, olham com certa aprovação e um pouco de inveja para Miguel, que, alheio à eles, continuava conversando com Anjolie como se não fosse nada demais.

O sinal soa, e todos são obrigados a direcionarem-se para seus armários, coincidentemente próximos.

─ Agora é a aula que nós, por um milagre da natureza, temos juntos, né? ­─ Jason pergunta abrindo a porta do armário dele, que ficava entre o de Albert e o de Sarah.

─ Sim, e o casal também. Que bom que a sala fica aqui do lado ─ Anna comenta do outro lado do corredor, apoiada em seu armário esperando os outros.

─ Anninha, já falamos sobre se apoiar na frente do armário assim ─ Caio comenta suspirando e cruzando os braços na frente da garota. Ela bufa e entra na sala de aula que ficava atrás dos armários, quase derrubando James no caminho.

─ Esse é um dos piores armários da escola ─ o garoto reclama antes de bater a porta e entrar na sala também.

─ Pelo menos não é o pior ─ Anjolie responde passando por onde eles estavam. Não fazia sentido ela reclamar daquilo, ela ficara com um dos melhores! Bom, fora aquele período curto de tempo em que ela ficara com o segundo pior...

O segundo sinal soa e os alunos começam a desaparecer em um desespero mágico; e Albert entra na sala pouco antes da (louca) professora de geografia. Ela parece muito feliz enquanto atualiza-se sobre as novidades na escola, e então bate palmas para pedir silêncio. Quando todos calam-se ela começa a falar com um sorriso que envia um arrepio pelo corpo de Albert. Não um arrepio bom.

─ Bom, meus anjinhos abençoados, nós temos que fazer alguma avaliação logo pois estão me cobrando notas já fazem cerca de duas semanas, então quero todos bonitinhos de mãos dadas e vamos para o sorteio de assuntos. Grupos de quatro pessoas, dois com cinco, começando... ─ todos parecem tensos por um momento. Albert e Caio trocam um olhar com Anna, Sarah, James e Jason antes de ficarem à postos para levantarem. Algumas meninas na turma já sussurravam e se inclinavam na direção de Caio; porém, quando a professora apitou, o mesmo levantou-se correndo e agarrou a mão de Anjolie, que não teve tempo para reclamar antes de Albert aparecer em sua frente segurando a mão de Miguel e ela ser empurrada junto à ela até o fundo da sala. Albert e Caio ficaram lado a lado em frente à Anjolie e Miguel, e esticaram as mãos.

─ Porque dar as mãos? ─ Miguel pergunta sem entender. Anjolie, ao seu lado, pegou mão dele e a de Caio, enquanto Albert agarrava a mão do meio-irmão. Grupo fechado, acordo selado, como a professora gostava de dizer.

─ É uma regra da professora. Vê a guerra ali? ─ Albert pergunta apontando para o meio da sala onde algumas pessoas discutiam. Miguel assente e Albert continua. ─ Quando ela apita, nós temos que vir com as pessoas com quem queremos formar dupla ou grupo até o fundo da sala e segurar nossas mãos assim, de modo a ser um grupo fechado. Quando um grupo fecha, outros perdem o direito de reclamar ou de tentar separar o grupo; uma vez feito, o grupo fica definido até que as apresentações terminem. Se alguém por acaso tenta separar um grupo, como as três moças ali parecem querer fazer com o nosso, a professora dá um trabalho adicional para essas pessoas e elas são as primeiras a fazer a apresentação; e também vão ter uma cobrança adicional em relação ao conteúdo. Deu para entender?

─ Não muito, mas parece assustador ─ Miguel admite levantando a mão direita até seu rosto para coçar sua testa. Ele não larga a mão de Anjolie no processo.

─ Nós damos as mãos, os grupos fecham, invejosos ganham trabalho adicional e estamos presos juntos até o fim das apresentações; melhor agora? ─ Caio pergunta rindo da careta de Albert à explicação mal feita.

─ É... sim, obrigado. O que ela vai fazer agora? ─ ele pergunta indicando com a cabeça a professora, que revirava uma gaveta em sua mesa. Ela tira um chapéu e um plástico com papéis de dentro da mesma e espera os últimos dois grupos se ajeitarem antes de pigarrear e postar-se à frente da classe.

─ Muito bom, os grupos parecem equilibrados. Miguel, querido, conseguiu entender a confusão ou quer ouvir o discurso?

Todos na sala olham para ele simultaneamente e começam a balançar a cabeça para os lados em sinal de não. O desespero no ar era quase palpável.

─ Bem é que...

─ Eu entendi, obrigado; pode continuar o sorteio ─ ele responde ao receber uma pisada de Albert e dois chutes, um de Anjolie e um de Caio, dados devido à luta entre as duas pernas para decidirem quem pisaria em seu pé direito.

─ Oh, temos um novato que aprende rápido. Enfim, anjinhos abençoados, vamos à parte divertida. Quem gostaria de começar?

Os quatro no grupo entreolham-se antes de Albert ser expulso para a frente da sala junto à outros cinco colegas, incluindo James. A professora passa com o chapéu em frente à eles e todos retiram um papel de dentro. Albert volta para o grupo e direciona seu olhar para a professora.

─ Podem olhar agora; grupo fechado, acordo selado ─ a mesma diz, pondo o chapéu em sua cabeça e sorrindo.

Albert abre cuidadosamente o papel e as duas palavras escritas dentro do mesmo são acompanhadas de três suspiros de alívio.

─ Então, Andrômeda. Que dia podemos nos encontrar? ─ Caio pergunta cruzando os braços. Miguel percebe um pouco tarde que já podia soltar a mão de Anjolie, e imita o gesto do colega. ─ Eu não tenho nada marcado de hoje à sábado, de domingo à sexta que vem eu não vou poder.

─ Tenho médico amanhã e vou sair com o Scott hoje, sexta ou sábado estão bons para mim ­─ Anjolie responde dando de ombros.

─ Não tenho nada hoje, não tenho nada amanhã, não tenho nada sexta e sábado vou sair ­─ Albert comenta se espreguiçando.

─ Podemos nos encontrar na sexta então. Qual das três casas? Minha mãe não se importa com vocês indo lá ─ a garota diz com certa indiferença.

─ Ah, ah! Minha casa, minha casa!! Minha mãe nova provavelmente vai gostar de ver o filhotinho dela com alguns amigos, meu pai vai estar trabalhando e nossa irmã vai sair ─ Albert fala animado, erguendo um braço.

─ Ela te chama mesmo de filhotinho? ─ Anjolie pergunta à Miguel, que cora antes de assentir. ─ Ai meu Deus, isto é apenas tão fofo. Ela se compara com uma mãe gata? ─ a menina parece entusiasmada e prestes a rir, ao mesmo tempo. O garoto assente novamente e ela bate palmas. ─ Eu preciso ver essa cena ao vivo!

─ Mentira, a gente sabe que você só quer averiguar a futura sogra do seu novo alvo. Então, vamos sexta ─ Caio comenta rindo quando leva um tapa da amiga. ─ Ah, a Julie queria te ver. Ela tinha algum tipo de grande novidade para te contar, então ela queria uma visita sua hoje.

─ Compromisso com o Scott. A menos que você queria sua irmã brigando com meu irmãozinho, porque, se esse for o caso, posso fazer acontecer. Eles ainda terminam como um casal, eu digo.

─ De jeito nenhum que o pirralho ia namorar a pirralha, eles não combinam em nada!

─ Obrigado pela exclusão, família feliz ─ Albert comenta com sarcasmo. ─ Hey, Jo, a Becca vai estar lá amanhã?

─ Não.

─ Mas...

─ Não interessa, você não pode vir. E além do mais, você já tem namorada, ame menos minha amiga.

─ Me recuso, não sou obrigado ─ o garoto responde semicerrando os olhos para ela. Um beiço quase (quase) imperceptível se forma na boca dele.

­­─ Podemos voltar para nossos lugares, não? Levem livros e cadernos de geografia para a casa do Albert sexta; isso se vocês copiam ─ Caio comenta casualmente, voltando para o seu lugar.

─ Claro que nós copiamos, somos bons alunos ─Albert alfineta, voltando também.

─ Claro, você é um ótimo aluno. Vi o quanto você estava estudando na aula passada enquanto dormia apoiado na mesa ─ Anjolie comenta se afastando de Miguel.

Quem diabos eram Becca, Julie e Scott? Por que diabos Miguel se importava com isso?

─ Eu estava estudando, você que não viu. Olhou na hora errada ─ Albert comenta com algum orgulho.

─ Claro ─ é tudo que a garota responde enquanto olha para as próprias unhas. Miguel senta-se em seu lugar e sente-se observado, mas, ao olhar em volta, vê que ninguém olhava-o, então relaxa e presta atenção ao que seu grupo discutia agora, mesmo sendo algo sem relação ao trabalho.

─ Então, amanhã eu vou com você e depois você vai para minha casa comigo. E eu vou tentar não deixar minha mãe fazer outro bolo ou outras quatro formas de biscoitos porque você vai lá.

─ Ainda sou tratada como visita depois de tantos anos ─ Anjolie comenta rindo de seu lugar. Miguel não deixa de notar que a garota fazia muito isso.

─ Que calúnia, irmãzinha, ela te trata como uma filha. Uma filha preferida e muito mimada, mas uma filha ─ Caio comenta apoiando o queixo em sua mão. Anjolie parece revoltada com a distância entre as classes ser grande demais para poder dar um tapa no amigo.

─ Vocês como irmãos de verdade se matariam em cerca de cinco minutos ─ Albert comenta entediado ao lado de Miguel.

─ Não acho, a gente já passou alguns dias juntos, os dois estamos vivos, não é? ─ Caio comenta suspirando.

─ Não pense que eu me esqueci do episódio da praia, idiota. Você ainda me paga ─ Anjolie responde com raiva para Caio, que sorri para ela e manda um beijo no ar. Garotas pela sala inteira suspiram.

Que episódio da praia?

─ Que... ─ Miguel começa e é obrigado a calar a boca quando a professora resolve começar a falar. Ele deixa o assunto de lado e presta atenção à explicação que a mesma dava sobre requisitos para os trabalhos, apresentações e um curto resumo sobre os assuntos.

A aula ficara tão interessante que Miguel fica um pouco triste quando a mesma acaba e eles são obrigados a mudar de sala. Sarah e Anna permanecem no prédio, enquanto Albert corre para o prédio antigo pela rampa, parecendo desesperado. Miguel para pra² perguntar à Anjolie onde ficava a sala de biologia, e a mesma se oferece para mostrar caminho, uma vez que ia para uma sala próxima (de acordo com ela). Miguel não vê para onde os outros três vão, mas não se importa muito. Anjolie obriga-o a correr pela rampa de acesso como Albert fizera e ele para em frente à porta da sala. Anjolie acena para ele e desaparece dentro da sala de física que, realmente, ficava próxima à de biologia. Que escola estranha.

Uma pequena preocupação não verbalizada e muito menos ainda dada como importante pelos outros se instala nele quando pensa na naturalidade com qual a menina falara sobre ter uma consulta médica no dia seguinte. Ele resolve não dar muita importância ao fato de que consultas médicas regulares geralmente significam problemas de saúde, e tenta prestar atenção às explicações do professor. Ele falha miseravelmente nas duas coisas.

Notas finais
Sabem, dúvidas, me perguntem. Juro que não mordo pessoas com mais de cinco anos *u* ~meu sobrinho e meu priminho que sofrem uehiauheahe~. Mandem uma MP ou, como a Dama do Poente, perguntem nos comentários. Eu adoraria saber se eu não estou descrevendo alguma coisa direito ou se tem partes confusas. 1 - ASL (American Sign Language - traduzido p Linguagem de Sinais Americana ~olha, fica ao contrário, hu3 ASL/LSA) é a Libras de meio mundo. Linguagem de sinais *como eu descobri com a ajuda da Dama do Poente ~sério, obrigada ~* tem praticamente uma pra cada país, mas acabou que como o inglês, ASL é a "mundial/mais usada", e, já q a fic n passa no BR, a linguagem muda tb 'w' (eu pessoalmente penso que a italiana deveria ser a "mundial", uma vez que tudo começou na Itália, mas vou me recolher na minha insignificância aqui *a francesa é considerada a mais antiga da Europa sendo usada desde o século 18, a italiana n tem nada escrito sobre ~sorry, minha fonte é a wiki aq~ e é usada desde o século 17. Wtf história.) 2 - eu ia colocar "para para perguntar", ~até questionei o meu pai se soaria correto '-' ~ mas minha mente não conseguia aceitar aquilo como certo e meu word tava enchendo a paciência sobre a palavra repetida, então coloquei "para pra perguntar". (talvez "pára para perguntar" fosse a forma correta, mas não sei. Alguém sabe? Help me 'w') *wolol, que notas grandes. Whatever, ainda tenho o que falar. ~~ Sabe, não me deixem preocupada com o que vocês não me entendem *sério mesmo, to revisando isso aq q nem louca x-x*, me perguntem!! Recado recebido, srta. kathe Daratrazanoff ~mds, q nome difícil 'o'~? ~~ Professora de geografia louca eu já tive eheuheuhe resolvi fazer uma na fic tb. Anjinhos abençoados é como meu professor de física chama 99% dos alunos dele, não deixa de ser engraçado ouvir isso no meio de uma explicação sobre força/trabalho/velocidade/cinética ou whatever, nunca. :v Hm... ah, tá. O negócio da Emily. Então, eu tentando fazer meu nome em ASL era tipo "uhum, então é assim, assim, daí... assim... comeq é o p? ah tá, assim. daí..." (meu nome é Ana Paula, então foi bem fácil aprender o Ana, mas morri pra memorizar a sequência p-a-u-l-a, simplesmente bugava a mente x_x') então entendo o sofrimento da Enmilly, opa, digo, Emily :3 *Alex sen~paaai~ no-ti-ce me~~~~~* *palmface* ok, parei. Eu to fazendo uma planta baixa da escola no Paint :3 ~me julguem, Paint msm.~ vocês vão querer que eu coloque a imagem aqui em algum cap dps q eu terminar ou vão ficar com a imaginação de vcs msm? Me avisem o/ Acho que por esse capítulo hoje é só :3 (viram quantos novos personagens? próximo cap tem mais duas hu3hu3hu3). Albert ficou tão quietinho nesse cap e.e Bom, até logo, beijos :* o/ . . . . . AIMDS, OS COMENTÁRIOS. OBG PELOS COMENTÁRIOS kathe ~o sobrenome complicado que vc sabe~ E Dama do Poente :3 me fizeram mt feliz *-* (AGORA CHEGA NÉ, DAQ A POUCO SA'ZOEIRA FICA MAIOR Q O CAPÍTULO. Que, aliás, vcs notaram que tá enorme? Ficou com 3422 palavras (nyah discorda, mas eu acredito no word hu3)!!! Eu nem queria fazer tanto O-O me empolguei, n qria terminar de tal jeito, qria fazer isso e aqlo, acabou assim. Bom, espero que tenham gostado e vou calar meus dedinhos agora, boa noite o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.