Sigilo
1 Prólogo
Notas iniciais
Estava numa saudades de Fairy Tail que acabei me entupindo de episódios e fanfics. O que isso gerou? Uma nova ideia de fic!
Estou muito entusiasmada com esse projeto, mas não irei abandonar as outras fanfics, podem ficar calmos.
Espero que vocês gostem, e prometo que postarei o primeiro capítulo ainda nessa semana.
Boa Leitura!
Sigilo
Quais são os seus segredos?
Prólogo
O som da terra batendo no caixão era a única coisa que o menino ouvia. Seus olhos escarlates fitavam a cova, agora preenchida pelo corpo da mãe, com dor. O mesmo sofrimento podia ser visto nos demais participantes do enterro da Rainha, porém os mais abalados com toda certeza era a família real. O Rei abraçava o filho caçula, Rogue, e tinha uma mão posta em cima da cabeça do mais velho, Gajeel, que continuava a olhar para o caixão.
Após o sacerdote terminar a cerimônia, todos seguiram seu caminho. Os dois Príncipes acompanharam o pai, indo para capela que tinha dentro do castelo, a fim de fazerem o ritual de luto. Ficariam trancados lá dentro por uma semana, rezando para que a alma da Rainha fosse bem-aceita no céu.
Gajeel que não derramara nenhuma lágrima durante o enterro, desabou assim que a porta do aposentou foi fechada. Os soluços vieram fortes e sacudiam o pequeno corpo da criança. Recolhendo-se num canto, começou a socar uma mesa num ato de desespero.
— Devolvam a minha mãe. – O Príncipe entoava baixinho enquanto batia no móvel.
Irritado com a atitude do filho, o Rei se aproximou dele com intuito de fazê-lo parar de estragar a mobília. Quando foi pegar a mão do menino, um estrondo ecoou no local. Gajeel olhou assustado para a mesa, ela havia se partido no meio com o último golpe.
— Não acredito. – A exclamação do pai o fez erguer a cabeça. O Rei olhava a mão de seu filho com descrença. Gajeel baixou o olhar e soltou um grito agudo, onde deveria haver a carne macia, tinha uma mão ferro com garras afiadas.
— Magia! – O caçula sussurrou.
O Rei começou a sentir medo, mas não por ele e sim por seu filho, afinal a existência de Magos em Fiore era proibida, e quando algum fosse descoberto era sentenciado a morte na hora. O monarca começou a andar de um lado ao outro do aposento, medindo o que deveria fazer. De maneira alguma deixaria que matassem Gajeel, ele era seu primogênito e uma lembrança viva de sua mulher.
— Pai? – Ele chamou, os olhos demonstravam compreensão da situação, mas havia medo ali também.
— Fique calmo, vou dar um jeito nisso. – O homem respondeu.
Após pensar por mais um tempo, achou uma solução.
— Gajeel e Rogue, venham aqui – os garotos se aproximaram receosos. – Vou precisar lhe mandar para longe – falou olhando o mais velho que estava tentando permanecer forte diante tudo o que acontecia. – É para sua segurança. Vou achar alguém que possa lhe cuidar e o ajudar a controlar esse poder. Ninguém vai encostar um dedo em você, isso eu lhe garanto. E Rogue, — olhou o caçula. – jamais fale sobre o que aconteceu aqui a ninguém, nem mesmo para aqueles que julgue ser de confiança, seu irmão precisa do seu silêncio.
Os dois acenaram com a cabeça concordando. Tudo o que aqueles três mais queriam no momento era a Rainha, ela, com certeza, iria os acalmar e achar uma solução mais otimista. Eles se abraçaram e começaram a rezar, como ditava o ritual, mas também clamavam ao Deuses que ninguém jamais soubesse daquele sigilo.
Notas finais
Espero que vocês tenham gostado.
Beijos.
Até o próximo.
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