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28 Capítulo 27 - Gajeel
Notas iniciais

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Capítulo 27
Gajeel
— Isso é realmente necessário?
Diante minha pergunta Rogue apenas ergueu uma sobrancelha escura. Não podia-se dizer que ele estava feliz com a situação, já que também estava levando agulhadas das costureiras.
— Achou que iria no meu casamento usando armadura? — meu irmão rebateu, levemente zombeteiro.
Soltei um riso que prontamente virou um gemido pela vigésima agulhada que levava.
— Pelo menos não ficaria igual um queijo estrangeiro, cheio de furos – comentei, acidamente.
— Desculpe, Alteza – a moça sussurrou, medindo minha perna esquerda agora.
— Não ligue para esse rabugento, Aika – Rogue sorriu para a moça, fazendo com que ela corasse violentamente.
As vezes meu irmão não tinha a mínima ideia do efeito que provocava no sexo oposto, e por vezes, até mesmo no masculino.
— Os trajes estarão prontos amanhã, a tempo da cerimônia, Vossa Graça – a chefe das costureiras informou, segurando nossas medidas em mãos.
Qualquer um pensaria que elas usariam Magia para que as roupas estivessem prontas tão rápido, quando o normal era demorar pelo menos duas semanas. Mas, Rogue e Lucy já tinham o grosso da roupa pronto, faltava apenas os detalhes e ajeitar as medidas. No meu caso, apenas reformaria um traje que estava jogado no fundo do guarda-roupa. Levy escolheria um vestido dentre os que mandei buscar nas melhores alfaiatarias do reino, que chegariam essa tarde.
Os demais convidados, que no caso seriam Minerva, os Conselheiros, Poluchka, Wendy, Gray, alguns dos Magos mais importantes para ajudar na segurança, Kagura e Natsu, não deveriam se preocupar tanto com a vestimenta, já que a cerimônia seria simples. O local será o Jardim da Rainha, decorado de modo mais natural, conforme Levy e Lucy estavam comandando naquele momento.
— Vou mandar uma carta via fogo roxo para Sting, informando o andamento do casamento. Assim ele poderá reportar ao pai deles – Rogue informou, enquanto nos dirigíamos para sua sala.
Sting havia levado um lampião batizado por Romeo, onde poderia receber as cartas, do mesmo modo que poderia responder com igual facilidade sobre a decisão do Rei de Ghaléia.
— Recebeu mais notícias de Ghaléia? — pedi, acompanhando Rogue.
— Ainda não, mas provavelmente chegará uma pela tarde, conforme combinamos antes que partisse.
Tivemos que mudar a rota para o escritório, pois o caminho principal também era de fácil acesso ao Jardim da Rainha, ficando apinhado de servos e soldados que carregavam flores, panos, travessas, cadeiras, velas e tudo mais que fosse preciso para a decoração do evento. Rogue ficou com a cara estranha durante o restante do trajeto, deixando claro que ele não estava muito animado com o compromisso que afirmaria amanhã.
Chegando na Sala do Trono, deparamos com uma amuada Kagura sentada no primeiro degrau da escadinha que levava ao trono. Ela estava com as mãos entrelaçadas em seu colo, como se estivesse esperando por alguém. Conhecendo a moça, certamente era Rogue. Portanto, dei uma desculpa e escapuli porta afora, planejando deixar os dois a sós para terem a conversa, seja lá qual fosse o assunto. Já estava alguns passos longe, quando algo dentro de mim me fez voltar. O rosto de Kagura, apesar do corpo mostrar-se triste, era de determinação.
Curiosidade roeu-me por inteiro, fazendo com que abrisse minimamente a porta e espiar. Entrei silenciosamente quando notei que os dois haviam ido para a sala particular de Rogue. Fui para perto da segunda porta em questão o mais rápido que pude, tendo cuidado de não fazer nenhum barulho que me denunciasse.
Bingo!
Quase exclamei em voz alta ao ver que a porta estava semiaberta, dando-me oportunidade de espiar, ou pelo menos, ouvir a conversa daqueles dois. Sabia que era errado xeretar a vida amorosa de meu irmão, mas já que a minha não andava um mar de flores, queria saber se a dele ficaria melhor ou pior.
— … resolvi falar tudo de uma vez, pois não terei outra oportunidade depois – Kagura dizia, de costas para a porta.
Rogue estava de pé, mas ao lado da lareira. De onde escondi-me, dificilmente eles me notariam.
— Pode falar – Rogue falou, ainda fitando o fogo.
Kagura tomou uma longa respiração.
— Eu amo você, Rogue. Quero que saiba disso antes de subir naquele altar e se casar com a Princesa. Quero tirar esse fardo de não lhe contar que vem apertando meu peito a cada dia que lhe vejo. Quero saber se existe uma ínfima possibilidade entre nós, e caso não haja, ficarei feliz sabendo que tentei buscar minha felicidade.
Uow! Pensei, surpreso pela confissão.
Rogue fechou os olhos. Podia notar apesar da distância que sua respiração ficou acelerada.
— Até algum tempo, se tivesse me falado isso, teria corrido até você e lhe tomado em meus braços – ele deu um sorriso triste – não sabe quanto tempo esperei por lhe ouvir dizer isso. Infelizmente, não há nada que possamos fazer agora, Kagura.
Senti uma pontada em meu peito. Meu irmão sempre fora apaixonado por Kagura, e agora que finalmente sabia que o sentimento era correspondido, não podia ser feliz. Estava tão perto dele e ao mesmo tempo longe. Algo em sua triste me fez pensar em como estava agindo com a pessoa que amava. Será que depois que a situação com os Rebeldes passasse eu ainda conseguiria o amor de Levy? Ou ela cansaria e encontraria a felicidade em outra pessoa?
— Como não? É só cancelar o casamento! Não precisa cumprir ao pé da letra uma proposta feita por seu pai! — Kagura interrompeu meus pensamentos.
Rogue aproximou-se dela e a segurou pelos ombros.
— Não posso cancelar, e nada tem a ver com meus pais ou os de Lucy – Rogue respondeu, enérgico – preciso casar-me com ela para receber ajuda militar de Ghaléia. O Rei Jude não vai mandar homens a menos que nos casamos, por isso apressamos as coisas. Os Rebeldes complicaram toda a situação.
Kagura deixou sua cabeça cair no peito dele, as mãos segurando com força as roupas de Rogue.
— E se Erza não guerreasse com a coroa? Seria diferente? — ela pediu com um fiapo de voz.
— Se isso ocorresse, se não houvesse guerra, são tantos e se, Kagura – meu irmão acariciava os cabelos da moça. Meu coração doeu por eles – Mas, respondendo sua pergunta, seria sim.
— Então vamos fingir, nem que seja por dois minutos, que eles não existem.
Ela ergueu o rosto, ficando perigosamente perto do Rei. Minhas sobrancelhas se ergueram notando o que ela estava propondo. Olhei para os lados, pronto para sair e deixá-los a sós.
— Kagura …
Era muito estranho ouvir meu irmão gemer um nome. Pelos Deuses eu precisava sair dali agora! Com cuidado, e infelizmente para a privacidade de Rogue, fui saindo do meu local de olho neles. Os dois estavam rendidos ao beijo mais apaixonado que presenciei. Meu irmão parecia querer fundir-se com ela pelo modo como a segurava.
Estava quase chegando na lateral do trono, tentando ignorar os sons molhados da sala ao lado, quando notei um pequeno grupo entrar na Sala do Trono. Era Minerva e mais alguns servos, carregando vários panos caros. E pelo modo como andavam, viriam diretamente para a sala, provavelmente procurando por Rogue para alguma escolha.
Sem alternativas, voltei para a porta e botei a melhor cara de pau que me existia. Os dois ainda estavam se beijando, levando bem a sério o negócio de ignorar a situação atual. Entrei num leve desespero ao ver as alças do vestido de Kagura estarem abaixados. Precisava agir agora.
— Geralmente quando as pessoas vão partir para o ataque, elas fecham as portas – comentei com naturalidade, entrando na sala e fechando a porta com força, trazendo a atenção dos dois – seria terrivelmente complicado de sua noiva, Lucy, visse essa cena – finalizei, indicando os dois com minhas mãos.
— Gajeel!
Os dois gritaram e se separaram rapidamente. Kagura erguia de modo desastrado as alças do vestido, além de abotoar os primeiros botões, cobrindo os seios que estavam quase a mostra. Rogue sentou-se numa poltrona e praticamente socou uma almofada no colo. Sorri-lhe maliciosamente notando o que queria esconder.
Safado.
Batidas soaram logo em seguida, fazendo os dois erguerem as sobrancelhas. Rogue sussurrou o nome da Princesa, em um pedido mudo a mim. Ainda sorrindo maliciosamente, abri a porta, revelando Minerva e sua trupe.
— Olá Minerva. O que podemos lhe ajudar? — pedi, diplomático.
— Atrapalho alguma reunião? — ela questionou, uma sobrancelha erguida, varrendo um a um dos ocupantes com seu olhar aguçado.
— Estávamos contando histórias de quando éramos pequenos – respondi, sentando ao lado de meu irmão, jogando um braço ao seu redor e sacudindo-o – Rogue adorava fazer travessuras, certo, Kagura?
— Nós três éramos crianças levadas, Gajeel – a morena retrucou, sorrindo falsamente a mim.
Ela havia notado a zombaria implícita em minhas palavras.
— Sendo assim, posso incomodar Vossa Graça com duas perguntinhas de decoração – A Dama das Ervas entrou no recinto, sentando-se também.
— Claro – Rogue concordou, sua voz um pouco estranha ainda.
Notando que seriam bem mais que duas perguntinhas, resolvi dar o fora dali.
— Vou deixar vocês com as decisões. Quero verificar se Levy recebeu todos os vestidos que solicitei, e se não chegou nenhum com problema nos botões – comentei, sacudindo as sobrancelhas para Kagura, tendo cuidado que Minerva não visse.
Saí da sala com a nuca quente pelo olhar de Kagura e Rogue me direcionavam, segurando o riso pelo constrangimento dos dois. Porém, minha fala não era totalmente uma desculpa. Havia decidido anteriormente que conversaria com Levy.
Chega de fugas.
(…)
Encontrei-a no Jardim da Rainha organizando a decoração, sozinha. Aparentemente Lucy precisou fazer uma nova prova do vestido e deixou a baixinha encarregada dos últimos detalhes do local. Levy carregava um pergaminho e gesticulava para os servos com energia, indicando os lugares que deveriam depositar as cadeiras e vasos de flores.
As duas realmente sabiam como organizar uma festa, pois conseguiram embelezar o Jardim ainda mais, sem retirar o encanto natural do local. Haviam posto um longo arco, com flores vermelhas e brancas em toda sua extensão, entre as duas árvores mestre do local, indicando que ali seria o altar. As cadeiras formavam dois grandes grupos, sendo separadas por um corredor ladeado de candelabros pendurados em uma armação de ferro que a tempos estava jogada no depósito. A armação em si fora coberta com folhagens, flores e arranjos com velas.
Mas, para mim, Levy era a principal atração naquele local. Ocultei-me atrás de uma árvore e fiquei lhe espiando trabalhar. Vê-la ali, sã e salva, cheia de energia e com disposição, deixava-me com o coração aliviado. Enquanto ela estava desacordada, recuperando-se da Magia que aplicara na Princesa, um medo terrível instalou-se em meu peito. Perdê-la assustava-me como nada já havia feito.
E lembrando do modo que Lucy ficara com a crise da doença, mostrou-me como não tínhamos controle das coisas. Se Levy tivesse a maldita doença, nada do que eu fizesse poderia ajudá-la. Sabendo como meu irmão sofria por não ter a pessoa que ama ao seu lado, decidi deixar para trás a decisão de fugir de Levy por receio de não poder protegê-la ou levá-la ainda mais para o perigo. Meu medo de perdê-la era maior do que ser incapaz de protegê-la, afinal haviam coisas que nem o melhor Mago do mundo podia competir.
Já era noite quando eles acabaram de arrumar o local, só então sai do meu esconderijo. Levy estava sentada na última fileira de cadeiras, aparentando cansaço. Entretanto, havia um sorriso satisfeito que iluminava seu rosto, mostrando que não ligava para seu estado, vendo que tinha finalizado tudo para a cerimônia de sua amiga.
— Fez um ótimo trabalho – elogiei, sentando-me na cadeira ao seu lado.
Ela tomou um susto com minha repentina aparição, dando um pulo de sua cadeira.
— Lucy merece o melhor – respondeu, acalmando-se e sorrindo.
Permanecemos um tempo em silêncio. Ela me olhando com curiosidade e eu pensando em modo menos bruto de dizer tudo o que pretendia.
— Cansou de fugir? — Levy quem falou primeiro.
Seu semblante era sério.
— Sim – admiti – percebi que tentar escapar de você era impossível, mesmo para uma pessoa tão pequena.
Soltei um pequeno riso diante a careta que fez pela minha brincadeira.
— Quando disse que eu morar em seu coração era perigoso – Levy começou, sua voz baixa – o que quis dizer? — pediu, olhando para o altar.
Tomei uma respiração e decidi falar o que me viesse a mente. Fazer belos discursos não era minha especialidade.
— Fui treinado para defender meu irmão, Fiore e tudo que me fosse importante. Nada do que enfrentei até agora metia-me medo ou a sensação de que fracassaria. Para mim, não poder lutar contra algo é o mesmo que ser incapaz de proteger e isso me deixa com medo. Pela primeira vez me apaixonei verdadeiramente por alguém – peguei a mão dela e olhei-lhe nos olhos – e pela primeira vez notei que não poderia proteger essa pessoa dos perigos da vida. Acreditava que se me afastasse, a protegeria, impediria que o mal caísse sobre essa pessoa. Porém, percebi que fugir não diminuiria os riscos, não trazia segurança. Quando disse que você morar em meu coração era perigoso, quis dizer que lhe amar era perigoso. Mas, fugir desse sentimento é ainda mais. Não quero perdê-la, prefiro cair em luta e estar ao seu lado.
Passei a mão livre por seu rosto, acariciando-lhe. Deuses, como eu desejava tocar-lhe.
— Eu te amo, Levy McGarden – confessei, finalmente.
Levy tinha a boca aberta, os olhos marejados e a respiração acelerada.
— Sabe, se não me quiser é só… — Fui interrompido bruscamente quando Levy pulou em meus braços e calou-me com um beijo.
Senti todas as preocupações dissiparem ao contato de seus lábios. Abracei-a com força, puxando-a para meu colo. Minha pele formigava onde suas pequenas mãos tocavam, meu coração ribombava enlouquecido. Passei as mãos por seu cabelo, sentindo a textura dos fios azulados, desfazendo o laço da faixa que os prendia, deixando-os soltos.
Quando ela separou-se, respirando fundo, algo dentro de mim gritou. Queria-lhe mais perto, a distância entre nós não era bem-vinda. Estava aproximando-me dela, quando Levy pousou um dedo em meus lábios, parando meu avanço.
— Os guardas estão olhando – sussurrou em meu ouvido, enviando arrepios pela coluna.
Danem-se os guardas! Queria gritar. Mas, em vez disso, levantei-me com Levy no colo e dirigi-me para a Ala Real, ignorando os olhares que recebíamos pelo caminho. Fui diretamente ao meu quarto, subindo de dois em dois degraus da escada.
— Agora temos privacidade – comentei, fechando a porta da parte privada do aposento com o pé.
Levy deu uma estremecida em meus braços, levando-me a olhá-la com atenção. Notei que estava nervosa pela dilatação dos olhos e pela respiração acelerada.
— Não precisamos fazer nada que não queria – assegurei-lhe, sentando-a em minha cama.
Levy olhou-me profundamente, sorrindo.
— Eu te amo, Gajeel – ela sussurrou, pegando alguns fios de meu cabelo, seu rosto demonstrava determinação.
Ouvir que ela me amava deixou-me incrivelmente leve e feliz. Jamais imaginei que pudesse sentir-me tão completo ao ouvir uma simples frase como aquela. Antes que eu pudesse falar algo, Levy abaixou as alças de seu vestido, praticamente parando meu coração.
— E eu te quero.
Fitei, congelado ao lado da cama, ela tirar as vestes. Então algo dentro de mim estalou e retirei rapidamente a camisa, indo para seu lado. Pousei meus lábios em seu pescoço, distribuindo beijos por toda extensão do lugar, gerando arrepios em Levy. Enquanto isso, minhas mãos trabalharam os laços da roupa íntima dela.
Suas mãos percorriam minhas costas, gerando em mim as mesmas sensações que lhe entregava. Senti suas mãos hesitarem ao chegarem no cós de minhas calças. Pausando meus dedos, dei-lhe dois beijos no rosto.
— Ocorreu alguma coisa? — pedi.
— Eu… eu não tenho muita experiência… nessa área – Levy gaguejou, mordendo os lábios.
É claro, por um pequeno momento esqueci-me que Levy é virgem. Teria de ser cuidadoso e carinhoso com ela, se ela ainda quisesse.
— Quer parar? Entendo se não estiver preparada – falei, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.
— Eu quero fazer, Gajeel – Levy sorriu, ainda que nervosa – apenas tenho um pouco de medo de não atender as suas expectativas, de não ser boa o suficiente.
— Deixe de besteira. Só de ser você já é especial – assegurei-lhe – além do mais, a perfeição precisa de prática, certo? — sorri-lhe maliciosamente, deixando-a vermelha.
Beijei-a com calma, demonstrando naquele gesto todo meu amor e cuidado por ela. Deixei os laços de lado por um momento, dedicando-me em acalmá-la. Acariciei-lhe os braços, ombros, pescoço, pernas, mantendo as mãos gentis.
Levy foi soltando-se aos poucos, suas mãos ainda tímidas em percorrer-me. Mantive meu peso todo em meus braços, jogando-o de um ao outro, conforme mexia-me para que ela não fosse esmagada. Deuses, ela era tão pequena que dava medo de quebrar ao mínimo toque.
Desci vagarosamente a boca para seu colo, mantendo contato visual com ela, captando todas as reações. Somente quando percebi que estava mais relaxada, iniciei novamente o trabalho com sua roupa, até que finalmente estavam todos desamarrados. Puxei-lhe o restante das vestes, deixando-a como nasceu. Imediatamente, Levy cobriu os seios com os braços e cruzou as pernas, envergonhada.
— Levy, olhe para mim – chamei-a.
Ela fitou-me ainda envergonhada.
— Você é a pessoa mais linda que já vi – falei, passando a mão por seu rosto.
Mesmo que minha voz fosse suave, as reações de meu corpo passavam longe disso. Senti meu sangue correr acelerado pelas veias, principalmente em um certo lugar, acordando-me.
Levy sorriu e abriu os braços devagar. Precisei de todo meu autocontrole para esperá-la, sendo que o queria fazer era beijar-lhe o corpo inteiro.
Dessa vez foi ela quem tomou a iniciativa, puxando-me para perto e esmagando minha boca. A tensão do momento ia aumentando, bem como a nossa temperatura. Vagarosamente, dando-lhe tempo para negar, movi minha mão para suas pernas.
Posicionei-me ao seu lado e continuei mordiscando-lhe o pescoço, fazendo-a arfar e inclinar-se um pouco. Suas unhas afundaram de leve em minhas costas no mesmo instante que minha palma seguia pela parte interna das delgadas coxas.
Eu queria que ela sentisse prazer, que vivenciasse emoções novas. Portanto, dirigi minha mão para seu íntimo, sem nunca deixar de beijar-lhe. Fui tocando-lhe e lhe acariciando, fazendo com que pequenos e tímidos gemidos saíssem por sua boca.
— Gajeel …
Fogo incendiou-me ao ouvir meu nome naquele modo. Instigado por suas reações, fui aumentando o ritmo dos movimentos, deixando-a úmida. Levy estava corada de cima a baixo, incentivando-me a lhe dar pequenas mordidas pelo corpo. Em troca, suas mãos exploravam-me assim como seus lábios, aumentando minha adrenalina. Retirei o restante das minhas roupas com sua ajuda, apressados. Eu conseguia ver o mesmo fogo dentro dos olhos de Levy, ela queria aquilo tanto quanto eu.
— Avise-me se doer demais e quiser parar – pedi, posicionando-me entre suas pernas.
Levy assentiu e puxou-me para outro beijo. Fui penetrando-a com calma, atento aos seus sinais. Apesar das pequenas caretas dela, Levy não pediu para cessar. Mantive meus movimentos iniciais com calma, mesmo que o meu interior quisesse diferente. Somente quando ela estava mais acostumada com a sensação, e com uma leve censura dela de que não iria quebrar-se ao meio, aumentei o ritmo.
Nossos corpos se encaixavam com perfeição, levando-me a crer que fomos feitos um para o outro desde o princípio. A nossa relação eram mais que carnal, eram nossas almas se enroscando uma a outra naquele momento. Estávamos tornando um só corpo, alma e coração.
Quando cheguei ao ápice, apenas conseguia ver sua face feliz, radiante. Notei que jamais conseguiria amar outra pessoa na mesma intensidade.
Eu era dela até meu último suspiro de vida.
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