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22 Capítulo 21 - Lucy
Notas iniciais

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Capítulo 21
Lucy
Apesar de todos estarem curiosos sobre o que tinha ocorrido a Levy, e como ela havia parado em um segundo grupo de Magos, concordou-se em ter essa conversa na presença de Rogue. Então arrumamos nossas coisas e partimos o mais depressa possível para a Crocus. Havia pouca conversa durante a viajem, pois o ritmo forte cansava a todos.
Quase gemi em alívio quando avistei os portões da capital, com o símbolo real brilhando como um convite de boas vindas. Alguns guardas que estavam no perímetro correram para dentro, provavelmente avisando que a campanha de Minerva regressava, e pelo número relativamente maior, tinha sido um sucesso.
Posicionei minha montaria perto de Levy, que seguia junto de Gajeel. Foi um pequeno milagre conseguir mais dois cavalos a caminho de Crocus, ou ainda montaria com Minerva. Apesar de ter mais um cavalo a disposição na vila, Gajeel não o comprou, pois Levy não era tão habilidosa em cavalgar e poderia atrasar o ritmo, ato que deixaria a Dama das Ervas um tanto irritada.
— Finalmente de volta ao lar? — pedi, tentando animá-la.
O tempo que passamos juntas no Castelo me deu margem para conhecê-la um pouco, mais do que os demais da campanha, exceto Gajeel. E foi nítido para mim que ela estava angustiada com algo, seus sorrisos haviam diminuído, o olhar vageava pela paisagem como se procurasse por algo, e a cada oportunidade que tinha, afastava-se do Príncipe.
O que havia ocorrido a esses dois? Pensei, curiosa. Até poucos dias, o RedFox não media esforços para achá-la, e nisso quase levou a todos para a loucura. E agora mal se falavam. Confesso que esperava pelo menos um beijo apaixonado de reencontro.
— Sim – Levy respondeu, sorrindo verdadeiramente, aliviando-me um pouco – mas, precisamos tomar algumas precauções quando formos a algum baile novamente – brincou, piscando um olho.
Fiquei realmente feliz que a minha amiga estava retornando aos poucos. Tivemos que encerrar nossa pequena conversa, pois tínhamos adentrado nas ruas de Crocus. Observando a correria das pessoas, o delicioso cheiro de comida no ar, e guardas que haviam tirado parte de seu uniforme, devia ser o horário do almoço.
Pensando nisso, minha barriga roncou dando sinal de vida. Natsu que estava ao meu lado, levando Wendy em sua montaria, deu uma risada curta com o som. Mostrei-lhe a língua, zombando. Só então lembrei que não estava mais nos campos de Fiore e sim na capital, e deveria me portar como um membro da realeza. E definitivamente não poderia brincar com outro rapaz que não fosse meu noivo, no caso o próprio Rei.
— Evithel, cuide dos cavalos, por gentileza. E avise as cozinheiras que haverá um acréscimo de nove convidados na mesa – Minerva falou a um corpulento rapaz após chegarmos aos estábulos do Castelo.
Fazendo uma reverência a mim e Gajeel, o rapaz começou a pegar as rédeas junto de uma menina magricela com roupas de menino. Queria ficar e analisar a menina, pois era incomum em Ghaléia que garotas fizessem esse tipo de serviço, mas deveria entrar e me preparar para o almoço.
Com um pedido que todos comparecessem ao Salão de desjejum em menos de uma hora, a Dama das Erva nos dispensou. Prontamente puxei Wendy, Levy e Kagura comigo e seguimos para a Ala Real, onde o meu quarto e de Levy estavam. Kagura e Wendy não estavam tecnicamente autorizadas a usar tal Ala, mas com o meu convite e de Levy, elas poderia usar nossos banheiros em vez do lugar destinado aos criados.
As aias prontamente arrumaram as banheiras e providenciaram vestidos que coubessem nas duas convidadas sem perguntas. Enquanto Kagura tomava banho em meu quarto, aproveitei e fui para o quarto de Levy, querendo ter uma pequena conversa com ela. Para minha sorte, Wendy era quem ocupava sua banheira, deixando nós duas a sós.
Levy que estava ajeitando um vestido vermelho em uma cadeira em sua sala de espera, levantou a cabeça surpresa pela minha presença. Sem dizer nada, atravessei o recinto e joguei meus braços em torno de minha amiga. O corpo dela relaxou e senti seus finos braços me contornarem. Segurei-a com força, pois sabia que ela estava precisando de um sinal de afeto.
— Seja lá o que tiver acontecido, pode contar comigo – sussurrei-lhe.
Levy respirou fundo e soltou-se do abraço.
— Muitas coisas, Lucy. Nem sem por onde começar – respondeu.
— Vamos pegar só o essencial para falar a Rogue e os demais, os fatos pessoais ficam para depois, se quiser reparti-los – aconselhei, lembrando dos fatos que omiti quando contei sobre os planos de Erza.
Minha amiga assentiu, agradecida. Queria dizer-lhe mais, porém Wendy saiu do banheiro e lembrei que também precisava me arrumar. Despedindo-me das duas, corri para meu aposento. Kagura já estava vestida e penteava os longos cabelos castanhos. Dava para perceber que queria impressionar, pelo modo como tinha se ajeitado, ato que me fez ficar um pouco desconfiada.
— No armário do meio tem alguns frascos de perfume se quiser – comentei em tom calmo, dirigindo-me ao banheiro, vendo a aia preparar água limpa e morna para mim.
Kagura sorriu e apressou-se para o armário indicado.
— Obrigada, Princesa – agradeceu, fazendo uma pequena mesura.
— Posso saber quem é o alvo de tudo isso? — pedi, indicando-lhe com as mãos, incapaz de reprimir minha curiosidade.
A moça ficou levemente corada, deixando-a ainda mais bela.
— Ninguém em particular – respondeu.
Ergui uma sobrancelha, cética. Convivi anos com várias moças que frequentavam a corte, e todas elas quando queriam a atenção de algum rapaz se esforçavam na hora de vestir-se. Kagura não estava sendo diferente, e o modo como escolhia as coisas entendia-se que ela sabia o que valorizar em si mesma.
— Bom saber que não vou ter concorrência – joguei a frase no ar, com intuito de colher algo.
Touché! Exclamei mentalmente quando uma careta rápida cruzou o rosto da outra. Ela tentou esconder a pequena explosão de raiva, mas foi o suficiente para entender quem era o seu alvo. Rogue.
Entrei no banheiro, deixando-a a sós com seus pensamentos na outra sala. De certa forma saber do interesse dela pelo meu noivo não me deixou abalada como pensei que ficaria. Seria confiança minha? Temia que não, lembrando-me de uma determinada pessoa de cabelo rosáceo.
(…)
A longa mesa ocupava boa parte do Salão e estava posta até a metade, indicando que haveriam mais convidados além da campanha. Dirigi-me para o assento ao lado esquerdo de Rogue, pois o direito era de Gajeel que já estava ocupando-o. Levy sentou-se ao lado do Príncipe, parando apenas para fazer uma mesura a Rogue. O Rei sorriu sincero em seu alívio em vê-la e então levantou-se para me saudar.
— Fico aliviado e alegre com sua presença, Princesa – comentou, beijando minha mão direita.
Sabia que minhas bochechas deviam ficar vermelhas com o ato, mas era impossível não corar.
— Sou eu quem fico alegre em estar de volta, Majestade – respondi, sorrindo.
O Rei puxou uma pequena caixinha de veludo de seu bolso, fazendo meu coração acelerar. Não tinha a mínima ideia do que poderia ocorrer, mas estava ficando nervosa. Levy e Gajeel que eram os únicos além de nós no recinto, estavam olhando Rogue com curiosidade.
— Havia pensado em lhe dar isto perto da cerimônia, mas dado aos fatos que ocorreram, decidi que esperar seria um desperdício de tempo – Rogue começou, olhando em meus olhos – Sei que já somos noivos por um acordo feito por nossos pais, mas gostaria de fazer isso do modo correto – continuou, abrindo a caixinha e mostrando seu conteúdo. Era uma belíssima gargantilha de ouro com um pingente de diamante rosa em forma de estrela – Lucy Heartfilia, aceitaria se tornar a futura Rainha de Fiore e governar ao meu lado?
Era impressionante o fato de meu coração não sair por minha boca. Eu estava muito surpresa com aquela atitude.
— Claro – respondi, ainda aturdida.
Rogue pegou a gargantilha e ajudou-me a colocá-la em meu pescoço. Meus pensamentos eram um tornado de coisas. Primeiro, não havia como negar o pedido, já estávamos compromissamos a anos e seria um ato terrível de minha parte negá-lo. Segundo, Rogue estava tentando fazer com que as coisas ficassem mais naturais entre nós, e dar essa joia junto do pedido era a prova disso. Terceiro, sentia um penso na alma, fazendo-me perguntar o motivo de não ter ficado infinitamente feliz com isso.
Palmas soaram da porta do salão, trazendo a atenção de todos. Sting era quem batia palmas, olhando com alegria a cena que se desenrolou. Ao seu lado estavam Kagura, que estava mantendo o rosto calmo, mas os olhos transmitiam a inveja, Wendy que simplesmente sorria e Natsu sem deixar que eu decifrasse seus pensamentos com o rosto neutro.
— É tão bom te ver, irmãzinha – Sting veio correndo e me abraçou com força.
Retribui o afeto, pois senti muita falta dele. Ele era uma das poucas pessoas que me compreendia e sempre apoiava minhas ideias, por mais malucas que fossem. Ainda em seus braços, consegui ter uma leve visão de Levy e notei como seu rosto escureceu quando Sting falou.
Minerva chegou ao salão junto dos demais que faltavam e com isso todos tomaram seus lugares para almoçar. A refeição foi um pouco tensa, pois os conselheiros do Rei estavam claramente ansiosos pela reunião para saber detalhes do que tinha nos ocorrido. Natsu que estava ao lado de Levy não levantou os olhos de seu prato nenhuma vez, e quando a mim tive que me segurar de ficar lhe olhando, pois poderia surgir fofocas de como a Princesa estava fitando ansiosa o amigo do Rei logo após confirmar o noivado com ele.
— Sei que acabaram de chegar, mas precisamos ter essa reunião o mais breve possível – Rogue explicou, olhando pra Levy, Natsu, Wendy, Kagura e pra mim – vou pedir que me acompanhem primeiro e depois realizaremos outra conversa, desta vez aberta a todos.
Um dos conselheiros, Jiemma, tentou protestar. Minerva, que era sua filha, sussurrou-lhe no ouvido, acalmando-o. Então, Rogue levantou-se e nós fomos atrás dele.
— Aproveitem a sobremesa – Gajeel comentou, sem deixar que entendessem se era uma zombaria ou não, enquanto seguia com seu irmão.
Gajeel, Levy e Natsu pareciam saber onde Rogue estava se dirigindo, mas Kagura, Wendy, e eu não. Entramos no Salão Real, onde o Rei atendia o povo em seus pedidos e onde os convidados eram apresentados, mas em vez de sentar-se no grandioso trono elevado, Rogue contornou-o e assim chegamos a uma sala escondida.
Haviam várias cadeiras de aparência confortável espalhadas pelo recinto e uma lareira acessa que tornava o ar dessa reunião um pouco mais informal. Quando todos estavam devidamente sentados, Rogue pediu que começassem a explicação do que tinha acontecido.
Natsu narrou como tinha tentado me ajudar, mas acabou sendo um refém também. Não tentou disfarçar mais o fato de ser um Mago e contou como havia ajudado na fuga do cativeiro dos rebeldes. Contou com detalhes sobre Juvia, a Maga rebelde que tinha nos prendido e todos que tinha visto no local.
Gajeel explicou como tinham começado a busca, o encontro com Kagura na floresta e seu plano para capturar alguns rebeldes para entrarem no cativeiro, e complementou Natsu sobre a fuga do local. Kagura ajudou ele na hora de falar sobre Evergreen, a Maga que tinham capturado e que no momento estava presa no calabouço do Castelo.
Por fim, restava apenas Levy e eu a falar.
— Natsu-san já falou sobre como fomos raptados e a fuga, então vou pular para a parte do plano que os Rebeldes tem – anunciei, fixando meus olhos na lareira – a líder deles é uma antiga conhecida minha, seu nome é Erza Scarlet. Ela nasceu em Ghaléia, e por anos fomos amigas, até que seu pai resolveu mandá-la para Fiore por causa de um casamento arranjado – simplifiquei os motivos, ocultado o nosso passado doloroso – durante os encontros que tive com ela fui juntando as peças do motivo de ter me raptado. Ela está desenvolvendo uma arma que pode acabar ajudá-la a tomar a coroa, e o meu sangue é um ingrediente importante nisso.
— Por que o seu sangue? — o Rei questionou.
— Em Ghaléia é raro a existência de Magos, mas já existiu a época em que era normal ser um. Meus antepassados eram Magos e tinham um estilo peculiar de Magia. Por conta disso, o meu sangue é necessário para a conclusão da arma, pois Erza precisa ter acesso a essa Magia de minha família – expliquei.
Era de fato verdade a necessidade do sangue. Em uma das sessões já estava quase inconsciente devido ao esforço de trazer a Magia de volta a ativa, ouvi Erza comentar com um de seus rebeles que se eu não tivesse sucesso nisso, usariam meu sangue para ativar a arma, que nem tudo estava perdido com o meu fracasso.
— Os Magos também foram proibidos em Ghaléia? — Wendy falou pela primeira vez desde que entramos na sala.
— Não, pois eles foram praticamente extintos pela doença – respondi, um pouco pesarosa.
A famosa doença Perdidit Vitale era um dos meus pesadelos, e um dos motivos de minha vinda e de Sting para Fiore. Nós tínhamos esperança de que aqui poderia ter a resposta para uma cura, pela conturbada história da Lei.
— Doença?
Levy ergueu a cabeça rápido, os olhos em alerta.
— Vocês não sabem? — pedi, confusa pela surpresa de todos. Acreditava que todos sabiam de um dos motivos da antiga guerra que se passou ali, antes da Lei ser decretada e os Magos proibidos. Porém, agora via que estava errada.
— Por favor nos conte tudo o que sabe – Rogue pediu o que todos estavam pensando.
Respirei fundo e relembrei o que minha mãe havia contato quando ainda era pequena e tinha descoberto minha Magia, no mesmo dia que meu pai anunciou meu noivado com o herdeiro de Fiore.
— Existe uma doença chamada Perdidit Vitale que ataca aqueles que são Magos. A fonte onde sua Magia é armazenada começa a atacar o centro vital da pessoa, enfraquecendo-a e conforme o uso da Magia é feito, acaba matando-a. E se o Mago não estiver em harmonia com sua Magia, essa doença pode acelerar e agravar os ataques a sua vitalidade.
Um silêncio pesado se seguiu a minha explicação. Gajeel tinha os olhos fechados e a boca em uma linha rígida. Levy ao seu lado batia os dedos em sua saia, nervosa.
— Desculpe a pergunta, mas como sabe de tudo isso? — O Rei questionou um pouco desconfiado.
Kagura olhou-me afiadamente, igualmente ressabiada.
— Seu pai, o antigo Rei, compartilhou essa informação com meus pais na época em que viajou a Ghaléia para firmar nosso noivado. Ele explicou os motivos da Lei e o que tinha levado a guerra em sinal de boa fé para união dos dois reinados – repeti o que minha mãe havia me contado.
— Então… — Levy interrompeu, chamando atenção para si – isso significa que a guerra que ocorreu no passado é por causa dessa doença?
Levy tinha um raciocínio rápido e já estava juntando as peças, mas entendi que havia a necessidade de que eu falasse em voz alta o restante.
— Sim. Os Magos procuraram maneiras não muito éticas para aplacar tal doença e isso resultou na guerra, que posteriormente seria encerrada com a Lei.
— Já sabia sobre a doença – Wendy comentou, olhando para o Rei – o grupo de Magos a qual faço parte procura a cura para isso, mas jamais compactuamos com o objetivo dos Rebeldes Vermelhos que é tomar a coroa. O que queremos é paz, que o fato de sermos Magos não seja nossa sentença de morte.
Prendi minha respiração, aguardando o que o Rei falaria. Natsu olhava com a mesma ansiedade para ele, pois sua vida estava nas mãos dele assim que contou que era um Mago também.
— Acredito que a Lei tenha sido criada numa época sombria e com intuito de paz. Já passaram-se anos desde sua criação e os tempos que vivemos é diferente. Já deve imaginar que tanto meu pai quanto eu não concordamos em plenitude com ela, pois meu irmão está aqui conosco – indicou Gajeel com sua mão – mas, infelizmente não posso abolir ela sem ter aprovação de, pelo menos, dois terços do conselho. O que posso fazer é dar o benefício da dúvida ao seu grupo. Entre em contato com seu líder e peça que ele solicite uma reunião com o conselho e exponha seus objetivos. Caso vocês se disponham a nos ajudar a combater tais rebeldes, garanto que o conselho pode repensar suas ideias preconceituosas.
Meu peito desinflou com a resposta. Rogue estava aberto aos Magos e sua proposta indicava que estava tentando colaborar para um futuro melhor. Naquele momento senti orgulho da pessoa com quem me casaria.
— Certamente entrarei em contato, encontrarei um jeito para isso. E já adianto que apoiaremos a coroa contra os Rebeldes Vermelhos, já que fomos contra eles no incidente do Baile e ajudamos uma integrante de sua família – Wendy respondeu diplomática, indicando Levy com a mão.
Logo após ela comentou sobre como souberam do ataque ao Baile e como ocorreu o resgate de Levy e os motivos de terem levado ela com eles para seu esconderijo. Contou sobre o ataque que eles sofreram em retaliação ao auxílio e como encontraram Gajeel e o restante da campanha. Porém, notei que havia uma incógnita em sua narração, entretanto ao olhar os demais percebi que ninguém havia seguido o mesmo raciocínio que o meu.
— Wendy – Natsu chamou-a, após seu relato.
— Sim?
— O quão perto estão dessa cura?
Oh Deuses.
Natsu era um Mago, então ele estava propenso a ter a doença. Tive que apoiar minhas mãos nos joelhos para impedir-me de afagar seu braço em apoio.
— Infelizmente longe – Wendy respondeu, triste.
Levy soltou um gemido. Ela devia sentir o mesmo que eu, porém em escala maior por conta de Gajeel.
— Vai dar tudo certo – falei tanto para ela quanto para Natsu.
— Acho que não, Lucy – ela informou, fazendo com que Gajeel levantasse uma sobrancelha.
— Por que?
Ante a pergunta do Príncipe, ela soltou um suspiro e virou-se para ele.
— Sou uma Maga também.
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