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13 Capítulo 12 - Gajeel


Notas iniciais
Hello minhas lindezas, meus lindezos!! Como vão? A autora aqui está mais light com a faculdade, pois o bombardeio de provas e trabalhos diminuiu um pouco. #GRAZADEUS. E antecipei o capítulo em uma semana!! Era para ele ser postado em 30/04, mas consegui finalizá-lo antes!! Eu sei que vocês estão loucos para saber de uma certa ruiva, mas só no próximo. Paciência, ta bom? Sem mais delongas, uma boa leitura! Nos vemos nas notas finais.

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Capítulo 12

Gajeel



A procura por pistas dos desaparecidos não eram as melhores. Conseguimos poucas pegadas, mas que logo sumiam sem nenhum indicador do porquê. Testemunhas que disseram ter notado poucas pessoas estranhas passeando por vilarejos, nunca parando para refeições, mas não conseguiam se lembrar as características delas. Não haviam sinais de acampamentos abandonados, exceto pelos nossos. A infrutífera viagem estava minguando o bom humor de todos, Minerva em especial.

A Dama das Ervas era responsável pela busca, e continuar na mesma nesses seis dias a estava deixando agoniada. Captei um pouco da sua conversa com Orga na noite passada, quando pensavam que todos estavam dormindo, os dois pretendiam separar o grupo em dois para ampliar as buscas, mas temiam uma espécie de ataque caso fizessem isso.

Meu humor azedo só aumentou pelo fato de que não conseguia mais ler os livros sobre Magia. Eram raros os momentos em que podia ficar sozinho, fato que me fazia duvidar se Minerva não sabia da existência de tais itens. Lily tinha o pensamento que talvez fosse melhor não continuar a pesquisar, não em terrenos pouco confiáveis.

— Descansar – a voz de Minerva quebrou o silêncio que nos acompanhou desde a partida da manhã, há poucas horas.

Todos desmontaram de seus cavalos e começaram os preparativos do acampamento. Durante a pausas, Minerva e Hibiki se reuniam para pensar em uma boa estratégia e o restante ficava encarregado de organizar nossos suprimentos. Mas, hoje eu daria uma escapada quer eles gostem ou não.

Após preparar um amontoado de sacos com comidas em um local perto de Orga, corri para minha cela e tirei a trouxa que continha os livros. Sem olhar para os demais, fui em direção a pequena floresta que nos ladeava. Lily percebeu o que eu queria fazer e seguiu-me.

É arriscado fazer isso aqui, podemos ler depois.

— Preciso saber, Lily.

A página foi arrancada. O que quer que tivesse ali já não está em nosso alcance.

— Talvez não naquele livro – respondi, com saco cheio de sua negatividade.

O felino compreendeu o que eu havia dito e olhou-me com espanto. Sem fazer qualquer contra-argumento, continuou a me seguir.

Subi na terceira árvore contando do prado para dentro, e só parei quando senti que estava em uma altura segura o suficiente para não ser interrompido e que a queda não fosse mortal. Dando espaço ao Lily permitindo que ele lesse comigo, tirei um livro de dentro da trouxa.

Era de tamanho mediano e sua capa preta. A capa anterior e original dele não possuía entalhe, relevo, título ou qualquer coisa nele, o que tornou fácil a escolha da nova. Seu título agora era Contos de Aventureiros, Lily teve o cuidado de pegar capas iguais e com títulos condizentes a nossa viagem.

Eu havia folheado os três livros por cima quando troquei suas capas, e deduzi seus conteúdos. O que estava em minhas mãos neste momento falava sobre Magia Escura, a proibida. Ela era a responsável pela Lei que proíbe Magos, por ter causado a morte de várias pessoas. Algo me dizia que eu poderia encontrar uma pista sobre o assunto arrancado do outro livro, então ele se tornou meu objetivo de leitura.

Abri e procurei por um índice, mas o que encontrei foi uma lista de pequenos desenhos, um embaixo do outro. Dando um suspiro, comecei a passar folha a folha, analisando os títulos dos textos. Algumas ilustrações causaram caretas tanto em mim quanto em Lily, bem como alguns ritos. Era em momentos como este que eu me pegava pensando no bem que a Lei fizera, alguns fatos ilustrados já não ocorriam mais.

Pare – Lily colocou uma pata em cima de uma página, querendo mostrar algo. Imediatamente comecei a ler o que tinha escrito ali.



Retirar o Centrum de uma pessoa comum é um método eficaz para estagnar a doença por um tempo. Vale lembrar que é muito difícil de separar o Vitale do Centrum, o que pode ocasionar a morte da pessoa extraída.

A melhor forma para se extrair a magia é usando...



Um barulho alto arrancou-me da leitura abruptamente. Fechando o livro com um baque e o enfiando de qualquer modo na trouxa, e corri os olhos pela floresta.

Lá embaixo!

Olhei para onde Lily estava indicando e deparei-me com uma jovem correndo de forma um tanto trôpega, quebrando os galhos secos que haviam no chão, causando barulho. Por algum motivo a longa cabeleira castanha não me pareceu estranha.

Curioso, desci da árvore.

Não levou muito tempo até que eu chegasse mais perto dela e conseguisse ver seu rosto. Um grito agudo saiu dela no mesmo instante em que consegui reconhecê-la, minhas sobrancelhas ergueram-se de tamanho susto.

— Kagura?



(…)



Continuei fitando a face adormecida de Kagura, antiga amiga minha e de Rogue. Seu rosto estava marcado com cortes e pontos roxos, sinalizando que sofrera antes de chegar até nós. O cabelo castanho estava sujo e maltratado com algumas folhas enroscadas nos fios. Distraidamente retirei uma folha de sua cabeleira.

Contemplando-a, comecei a pensar em como uma baixinha estaria. Seu rapto foi um golpe inesperado para mim, não imaginei que tivessem ido até o Castelo para que a sequestrassem junto dos demais. Admito que estou preocupado com ela, afinal tinha me acostumado com a sua presença de tal modo que não ter ela ao meu lado, mesmo que para soltar ironias, era estranho. Eu irei resgatá-la, devo isso a ela.

Espero que esteja bem.

— Ela ficará bem.

Olhei para cima e deparei com Minerva me olhando de modo estranho, seu olhar estava fixo em minha mão, a mesma que retirei a folha de Kagura. Demorei alguns segundos para entender o motivo, e rapidamente cruzei meus braços. Ela devia imaginar que a minha concentração era em total preocupação com a adormecida.

— Eu sei que sim, – comentei em resposta a sua afirmação. – mas estava imaginando se outra pessoa estará bem ou se está em estado pior que o dela – concluí, indicando Kagura com um movimento de cabeça.

A Dama entendeu rapidamente de quem eu falava.

Levy.

Um fantasma de sorriso rasgou sua face, mas foi muito ligeiro para que eu tivesse certeza. Ela então aproximou-se da cama improvisada que havíamos feito dentro da barraca de Lyon, o mais próximo de um curandeiro por aqui. Seu olhar era um misto de preocupação e saudades ao olhar Kagura.

— Agora podemos ter uma noção do sumiço dela – Minerva comentou, passando a mão pela bochecha intacta da moça desacordada. – sempre me questionei do por que jamais mandou cartas desde a despedida. Pensei que o casamento arranjado pudesse tê-la forçado a se afastar de todos do Castelo.

De todos da caravana, apenas Minerva e eu conhecíamos Kagura, mas ela também era grande amiga de Rogue. Ela havia frequentado o Castelo durante anos e sempre brincava conosco, e mesmo depois da minha breve despedida eu sabia que ela continuava a visitar Minerva e Rogue. Para nós, ela havia sumido a alguns anos em decorrência ao casamento arranjado por seu pai.

Mas, a forma como nos deparamos com ela hoje fez com que repensássemos isso. Haviam algumas hipóteses que nutríamos só podiam ser confirmadas após a moça acordar, e parecia que ia demorar um pouco.

— Não acha estranho que o marido dela não tenha noticiado a ninguém sobre o provável rapto? – indaguei, curioso. Uma hipótese nossa era que ela havia sido sequestrada, mas algumas coisas não se encaixavam.

— Já pensou que ela pode nem ter se casado?

Olhei para Minerva com espanto. Ela, no entanto, parecia calma enquanto fitava Kagura.

— Se ela de fato tivesse se casado nós teríamos recebido convites para o evento, porém a última coisa que soubemos dela é que estava partindo em uma caravana para outra região de Fiore em função desse arranjamento.

Seguindo essa linha de pensamento cheguei a uma conclusão, e pelo jeito de Minerva, ela também. Mas, antes que eu pudesse expor minha teoria, Kagura soltou um gemido indicando que estava acordando.

Sem precisar que Minerva falasse alguma coisa, levantei-me e corri barraca afora. Avistei Lyon a poucos metros do local e praticamente o reboquei para dentro. Quando entramos, vimos que Minerva aparava a moça nos seus braços, ajudando-a a se sentar. Lyon pegou alguns frascos de sua mala e começou a preparar uma mistura. Dei uma espiada, e pela cor do líquido o gosto não seria o dos melhores.

— Estou tão acabada assim?

A voz fraca, mas cheia de humor de Kagura desviou minha atenção de Lyon. Ela estava me fitando com um sorriso no rosto, provavelmente tinha notado a careta que fiz por conta do remédio.

— Já te vi em épocas melhores – respondi, irônico.

Minerva apenas soltou um bufo em troca de minha resposta.

— Seu cabelo está mais bonito que o meu – a morena comentou a mim. – ah, obrigada – terminou, agradecendo a Lyon que lhe alcançava o cálice com a mistura pronta.

— O segredo é lavar o cabelo, sabia?

A moça deu uma risada fraca e passou a mão pelo seu cabelo maltratado.

Então nós esperamos que ela bebesse todo o conteúdo e que começasse a fazer efeito, para daí iniciarmos a conversa repleta de perguntas. Ela parecia deduzir isso, pois tomou o líquido rapidamente, apesar da bronca de Minerva para que ela não tivesse pressa.

Voltei a me sentar perto da cama, e logo em seguida Lyon saiu da barraca com a desculpa de procurar ervas, mas todos sabíamos que era uma maneira de nos deixar a sós. O que era um gesto inteligente e esperto dele, demonstrando que de fato era um ótimo aprendiz de Polushka.

— Pela cara de vocês devem haver várias perguntas.

— De fato – Minerva concordou.

— Então vamos lá. Perguntem.

Olhei para a Dama das Ervas, mostrando que seria ela a questionadora. Deduzi que ela seria melhor com as palavras, e assim me sobraria tempo para analisar as respostas. A Orland acenou com a cabeça e voltou sua atenção para sua velha amiga.

— Você está fugindo de alguém? – questionou com tom de voz suave.

Kagura soltou um suspiro e acenou com a cabeça.

— Diria que mais de uma pessoa, Mi-chan – continuou, fazendo com que nós franzíssemos as sobrancelhas. – estou fugindo de um grupo de Magos – concluiu, olhando-nos com expectativa.

— Magos rebeldes?

— Sim. E vocês não me parecem surpresos – ela comentou após confirmar.

— Tivemos problemas recentemente com esse grupo. Eles invadiram o Castelo – Minerva explicou.

Kagura colocou as duas mãos na boca, surpresa.

— Rogue está bem? – indagou, afoita.

— Sim – respondi para acalmá-la.

— Depois lhe daremos mais detalhes sobre isso, mas preciso que continue a responder minhas perguntas, tudo bem? – Minerva esperou que Kagura assentisse para continuar – Então, por que você está fugindo deles?

— Quero liberdade, coisa que me foi roubada a anos.

A nossa suspeita estava se tornando cada vez mais palpável, e pelo modo como a Orland se curvou para a Kagura, ela também estava chegando a mesma conclusão.

— Isso significa...

— Significa que fui prisioneira deles por anos. Desde que saí do Castelo naquele dia, para ser mais precisa.

— Então você sabe como chegar até o covil deles! – exclamei repentinamente, assustando-as.

— Gajeel! Olhe para o estado dela, acha que vai conseguir nos levar lá?

Olhei para Minerva incrédulo que ela estava deixando a oportunidade passar por ela. Kagura tinha a resposta que estávamos procurando a dias. Ela poderia nos levar até eles e então poderíamos resgatar Levy, Lucy e o idiota do Natsu.

— Gajeel... eu não sei se consigo voltar para aquele lugar.

A voz de Kagura soou fraca e sua mão tocou meu ombro. Virei-me em direção a morena com as sobrancelhas erguidas.

— Na verdade, não tenho a mínima vontade de voltar para lá. Consegue entender isso? – Kagura estava a beira das lágrimas. Sem dúvida deve ter sofrido e as lembranças deviam ser frescas.

Uma pequena onda de raiva começou a subir por meu corpo. Levantei-me e comecei a ir em direção da saída, mas as duas gritaram meu nome. Então, girei meu corpo levemente na direção delas. Pelo modo como me olhavam meu rosto não devia estar no melhor humor.

— Alguém com quem me preocupo está lá. A sua recusa pode significar a morte dela. Consegue entender isso? – respondi, friamente.

Sem esperar por respostas, saí da barraca.

Lyon e Orga estavam sentados em um tronco caído ali perto, e levantaram-se prontos para me questionar, mas apenas ergui a mão em sinal de que não me perturbassem.

Saí correndo para dentro da floresta, precisava descarregar essa raiva em algo ou a minha Magia poderia aparecer. Conseguia sentir que ela corria por minhas veias, procurando um escape.

Comecei a socar e derrubar tudo o que via pela frente ali dentro da floresta. Fazia tempo que eu não precisava descarregar-me assim. Senti a fraca presença de Lily por perto, mas ele era esperto em não me interromper.

Encontrarei o covil, nem que tenha de forçar Kagura a me dar a localização.

Notas finais
Personagem nova na área, moçadaaa. E ai, o que acharam dela?? Bem, vou dar uma dicazinha, apesar de que você já devem ter notado isso. Fiquem atentos aos reviews de vocês, pois se aparecer uma notificação de que a autora aqui respondeu eles é por que o próximo capítulo já está pronto. Sempre respondo os reviews antes de postar, haha. Fiquem ligadinhos, viu? Acho que não tenho nenhum aviso para comentar aqui embaixo, então vamos para as recomendações de fics! A primeira de hoje é Elos, escrita por Layla Glêz . A segunda é Broken Wings, escrita pela Sweet Heart . . Ah, uma perguntinha: vocês gostariam que eu indicasse fics de outras categorias? Como por exemplo de Originais, Naruto, Avengers, e etc. Caso queiram, deixem aqui nos comentários tá? . Bem, então é isso, haha. Espero que tenham gostado e caso achem algum erro me comuniquem, ok? Estou aguardando ansiosa seus reviews! Beijos e até a próxima.