Siempre te he Amado
1 Capítulo 1
Naty: Por que nunca presta atenção no que falo?
Falava com o Maxi! Estávamos indo pra escola, somos melhores amigos, pelo menos ele me vê como amiga, o problema sou eu, o amo mas não tenho coragem de falar. Estávamos conversando sobre meu aniversário que seria amanhã, eu completaria 18 anos e bem vinda a independência! Mas ele estava mais interessado em olhar para as garotas que passavam por ele.
Maxi: Eu claro que estou prestando atenção na minha pequena, você sabe que NUNCA esquecerei o seu aniversário, há anos comemoramos juntos!
Naty: É verdade! O que vai me dar de presente? — falei animada.
Maxi: Surpresa mocinha — falou voltando sua atenção pra mim — Como está os ensaios pra sua apresentação?
Estou num grupo de dança, é uma música lenta, a escola terá uma festa e digamos que cada um vai pegar seu par e dançar com ele uma valsa.
Naty: Vai muuito bem. O Lipe está ensaindo muito bem. Por que você não entra?
Maxi: Porque não sei dançar (na vida real, senhor jesus, dança mto bem)
Naty: É claro que você sabe! Nem por mim você não entraria? — falei parando em sua frente, havíamos chegado na escola.
Maxi: Desculpa pequena, não curto dançar.
Naty: Fazer o quê, né?
Maxi: Tá vendo aquela menina ali?
Falou me virando e me fazendo olhar pra dentro da escola, ele apontou, havia um grupinho de três garotas, ele apontou pra uma ruiva, de cabelos longos.
Naty: A Camila?
Maxi: Sim, ela é gata né? Tenho que arrumar um jeito de falar com ela. O que você achou dela?
Naty: Perguntou pra pessoa errada.
Maxi: Desculpa.
Naty: Tudo bem — entramos no colégio e fomos andando pra sala.
Maxi: Ela está no grupo de dança?
Naty: Não.
Maxi: Se ela estivesse eu entraria, acho que me apaixonei.
Naty: Sei... — tentei disfarçar minha tristeza.
Maxi: Desculpa, não pensa que não gosto de você, é que a Cam...
Naty: Tudo bem Maxi — o interrompi — Eu já falei e para de se desculpar que já estou ficando sem paciência.
Maxi: Ok.
Fomos pra sala. Menti, eu fiquei muuito abalada com que ele falou, temos uma amizade de anos e por mim ele não entraria no grupo, mas por ela sim. Minha vontade era de chorar, colocar minhas lágrimas pra fora, mas eu consegui as segurar.
[...]
Estávamos saindo do colégio, quando ele me puxa e vamos em direção da Camila, chegamos perto delas que nos olharam, assim que ela viu, abriu um sorriso pra ele e falou.
Cami: Maxi!
Maxi: Oi Cami. Então... eu queria...
Cami: Queria?
Maxi: Queria... queria...
Naty: Ele queria saber se você queria sair com ele... pronto, falei — falei o interrompendo.
Cami: Tudo bem, Maxi! — falou me fuzilando e depois o olhou sorrindo.
Eles passaram o número do celular pra combinar e bla bla bla. Eu apenas tentava não os olhar, me dava angustia, tristeza, ver o Maxi com os olhinhos brilhando. Saímos de perto delas, mas é claro que antes disso eles tinham que sem cumprimentar, com um beijinho na bochecha, que o Maxi fez questão que fosse na boca quando ele virou o rosto.
[...]
Tínhamos chegado na minha casa, a dele ficava em frente a minha.
Maxi: Está entregue mocinha.
Naty: Valeu — sorri desanimada e beijei sua bochecha.
Maxi: Obrigado por me ajudar com a Cami.
Naty: Disponha.
Maxi: Você é a melhor amiga que tenho.
Naty: É... amiga — sussurrei.
Maxi: Oi?
Naty: Nada.
Maxi: Até amanhã.
Naty: Até e não esquece do meu ani...
Ele saiu sem ao menos eu terminar de falar, a Camila estava ligando, que raiva, ciúmes, tudo. Entrei em minha casa e resolvi ligar pra Fran, minha amiga, perguntar por que ela faltou ao colégio hoje.
CELULAR ON
Naty: Fran?
Fran: Oi!
Naty: Por que faltou hoje?
Fran: Estava doente, mas amanhã eu vou.
Naty: Ah tá.
Fran: E o Maxi? Já resolveu se declarar pra ele?
Naty: Pra que?
Naty: Como assim pra que? Pra vocês dois ficarem juntos.
Naty: Tarde demais.
Fran: Por que?
Naty: A Camila. Ele disse que está apaixonado por ela.
Fran: Amiga, você deveria tentar, pelo menos você saberia que tinha lutado por ele. Que tal amanhã, no seu aniversário?
Naty: Pode ser, você como sempre me ajudando.
Fran: Só não gosto de te ver sofrer, eu sei que o Pontes gosta de você, ele ainda não percebeu, mas gosta.
Naty: Só você pra me fazer sorrir.
Fran: Então até amanhã, anã.
Naty: Até, girafa.
CELULAR OFF
Pensei na hipótese de me declarar pra ele, por que não? Por que não tentar? Por que não me declarar pro homem da minha vida? É isso que vou fazer, de amanhã não passa. Peguei um caderninho e comecei a escrever o que falaria pra ele.
DIA DO NÍVER!
É hoje! O dia mais importante da minha vida! Não só por conta do meu aniversário, mas também porque hoje, hoje, hoje irei me declarar pro mAXI. Escutei ele me chamar, desci, hoje iríamos no seu carro, entrei no mesmo.
Maxi: Bom dia!
Naty: Bom dia — falei muito contente.
Maxi: Nossa quanta felicidade, posso saber o por que?
Naty: Você sabe!
Maxi: Não, não sei, mas você vai me contar.
Aquela pergunta doeu, ele não sabia que hoje é meu niver? Mas eu falei pra ele, aliás todos os anos comemoramos juntos, pensei na hipótese dele fazer uma surpresa e não falei nada, entrei no seu "jogo".
Naty: É porque irei me declarar pro cara que amo!
Maxi: Que bom! Minha pequena está apaixonada! Posso saber por quem?
Naty: Ainda não.
[...]
As aulas havia acabado, estava na hora da saída, Maxi foi falar com seus amigos, parece que a Camila não veio hoje. Fran veio até mim, não estamos na mesma sala, por isso é difícil vê-la.
Fran: Amiga, feliz aniversário! — falou me abraçando — 18 anos, agora é uma garota independente. E então... o que o Maxi te deu?
Naty: Nada — falei decepcionada.
Fran: Como assim?
Naty: Acho que não se lembra do meu aniversário.
Fran: Ele NUNCA iria esquecer, vai por mim, ele pode estar planejando uma surpresa pra você.
Naty: Verdade, talvez você esteja certa — me animei novamente.
Fran: Preparada para se declarar pra ele?
Naty: Preparada eu nunca vou estar, mas por ele faço um esforço. Vou me declarar quando ele fazer a surpresa.
Fran: Boa!
Maxi: Vamos Naty! — ele falou nos interrompendo — Sim já ia me esquecendo, quero que vocês vão à esse lugar — nos passou um endereço — É algo importante, muito importante. Você vai, não é Naty?
Naty: Claro!
Nos despedimos da Fran e fomos pra casa. A felicidade novamente voltou, estava muito, bastante, completamente feliz! Ela não se esqueceu, apenas quis me enganar pra fazer uma surpresa, como o amo, o amo mais que tudo nesse mundo, o amo muito, o amo. Havíamos chegado.
Maxi: Promete que vai?
Naty: Prometo!
Beijei sua bochecha e saí de seu carro, entrando em minha casa feliz, alegre, sorridente. Ela não esqueceu, ele lembrou do meu aniversário!
[...]
Estava pronta, a hora já estava se aproximando das oito. Peguei um táxi e fui de encontro a minha festa, a minha festa surpresa, Fran disse que já havia chegado e que tudo estava lindo. Não demorou muito e o motorista logo chegou, estranhei meus pais não terem vindo, deviam estar ocupados, como sempre. Desci do táxi e entrei no que parecia ser um salão de festa. Abro a porta e dou de cara com várias pessoas dançando, se divertindo, havia muuuita gente mesmo. Logo vi o Maxi, ele estava lindo. Vou me aproximando dele com um sorriso estampado em meu rosto.
Naty: Maxi! Está tudo lindo!
Maxi: Que bom que você gostou pequena! Você está linda!
XX: Ela já ta vindo — gritou uma das pessoas que haviam na festa.
Naty: Como assim ela?
Maxi: Depois te conto, primeiro se abaixa, ela não pode desconfiar.
Naty: Como assim?
Ele puxou meu braço me fazendo abaixar ao seu lado, todos se esconderam, as luzes se apagaram, o silêncio tomou a sala, o que estava acontecendo? Escuto a porta sendo aberta e assim que se abre toda e a pessoa acende a luz, todos se levanta e gritam "surpresa" inclusive o Maxi. Me levanto e olho pra porta, na mesma estava a Camila, chorando, emocionada, que falsa. Deveria ter sido eu, não ela.
Vi o Maxi se aproximando dela, ele pegou em sua mão e com a outra tirou uma caixinha de seu bolso, não poderia ser o que eu estava pensando. Ele à pediu em namoro na frente de todos, até ajoelhado ele estava. Não consegui segurar a lágrima que estava em meu rosto, caindo sobre o mesmo, tinha pensado, escrito tanta coisa pra falar a ele e ele faz isso? Ela aceitou e eles se beijaram. Todos aplaudiam, só não a Fran que olhava tudo sem entender nada, assim como eu hà alguns minutos atrás.
Me aproximei deles que ainda estavam perto à porta, Maxi me olhou feliz, deixei as lágrimas escorreram sobre meu rosto, sem controle das mesmas.
Maxi: Por que está chorando?
CONTINUA...
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