Sid e Os Filhos da P@#%
2 Capítulo 2 - Tortura
Puta que pariu, o que é que eu estou fazendo?
Alguns minutos atrás eu estava no carro da minha mãe, me divertindo com a minha caixinha de suco enquanto ouvia Shrek, e agora eu estou ao lado de um psicopata e prestes a torturar a professora da escola, a mulher que me ensinou como usar o mictório…
“Por favor, me soltem!”
“Cala boca, sua arrombada! Quem manda agora somos nós. Pode começar a falar, se não a gente vai sugar a sua sanidade com canudinho de Del Valle!”
“Mas eu nem sei o que vocês querem de mim!”
“Não é óbvio? A gente quer saber sobre o Gustavão, o nosso fornecedor de massinha!”
“O Gustavo Lherme? E-Eu não sei nada sobre ele-”
“ENTÃO POR QUÊ VOCÊ GAGUEJOU?!” Gritou o Sid, com o rosto todo vermelho. O cara ficou putasso, nunca vi esse lado dele antes.
“Mas enfim, se você não quer cooperar, nós vamos resolver isso do modo difícil. Jeremias, liga o rádio!”
“S-Sim” eu disse. Hesitei um pouco, mas liguei o rádio mesmo assim.
“Quando tu me pega de rabo pro alto
ai meu coração, vou vender artesanato
as novinha fica balançando o cu bonito
o meu amor por elas é infinito-”
“POR FAVOR PAREM, EU CONTO TUDO!”
“Ela desistiu logo nos primeiros segundos da música, já vi gente mais forte que ela...”
Por algum motivo, todo mundo que ouve as músicas do Dog Brasil Usuário fica maluco.
“A diretora Jabuticaba pegou o Gustavo porque ele sabia demais, depois o zelador veio e matou ele com o cabo da vassoura.”
“O QUÊ? POR QUÊ?”
“Ele descobriu os m- não posso falar!”
“FALA SENÃO A GENTE ACABA COM VOCÊ!”
“Se eu falar, eles me matam!”
Só de ouvir isso eu já fiquei com medo.
“Sid?”
“Sim Jerê, o nosso fornecedor de massinha morreu…”
“E agora, o que a gente vai fazer?”
“Precisamos saber o que foi que o Gustavão encontrou.”
“Me desculpem meninos, mas eu não posso contar mais nada.” Disse a professora, lágrimas escorrendo de seus olhos.
Sid tentou bater nela, mas eu o impedi.
“Deixa eu acabar com a raça dela, Jerê. Tenho certeza que ela está envolvida nisso tudo!”
“A gente não vai conseguir mais nada, Sid! Tive uma ideia melhor.
“É melhor que seja boa. O Gustavão era um muleke de ouro.”
Passei os momentos seguintes explicando meu plano para o Sid. Eu duvidava muito de que a gente conseguiria mais informações pela professora.
Se a gente quisesse saber o motivo da morte de nosso amigo, teríamos que interrogar a diretora, afinal, é ela que está por trás de tudo isso.
Quando terminei de explicar tudo ao Sid, ele passou os dedos em seu bigode inexistente, como se estivesse pensando fundo, e respondeu:
“Você está certo, Jerê. Quem merece tortura mesmo é a diretora Jabuticaba, aquela puta.” Sid então se dirigiu para a professora, e perguntou:
“Então profe, você sabe quando que a porra da Jabuticaba vai voltar?”
“Então…” Disse ela, desviando seu olhar de Sid.
“Então?...”
(...)
“PUTA QUE PARIU!” gritou Sid, ficando vermelho de novo.
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