Sid e Os Filhos da P@#%
4 Capítulo 4 - Morcegos
O Sid, sendo o maluco psicopata que era, saiu correndo atrás da atendente, mas eu fiquei parado. Finalmente, decidi ir contra as ordens do meu amigo e levar o resto dos filhos da puta de volta pra escola.
Basicamente eu era a mãe deles, o membro da turma que cuida dos outros pra que eles não se machuquem e morram. Muito bonito, mas eu sou apenas um garotinho de 10 anos, eu não deveria estar nessa posição...
O caminho de volta foi bem chatinho mas logo a nossa trupe chegou na escolinha.
“A professora ainda está presa lá na cadeira?” Perguntei.
“Acho que sim…” Respondeu Roberta.
“Então vamos libertá-la. Depois disso, a gente investiga o lugar até encontrarmos evidências do que aconteceu com o Gustavão.”
Basicamente, o Sid ia me matar.
Enquanto Canudinho consolava a professora, que já havia passado por trauma o suficiente, eu e Roberta investigamos a escolinha. Infelizmente, não consegui encontrar nada que pudesse nos dar uma pista sobre o Gustavão.
“Se eu não fizer alguma coisa o Sid vai me agredir” Eu pensei, começando a suar frio.
Só a existência do muleke já é um motivo para você cagar nas calças.
Foi aí que a Roberta chegou, trazendo notícias:
“Jerê, eu encontrei algo! Vem comigo!”
A Roberta me levou até o armário de vassouras, basicamente a casa do Zelador. Ao entrar no armário, não vi nada de interessante, apenas roupas com um cheirinho de maçã e produtos de limpeza nunca usados. No fundo do armário, havia um suporte para cabides, com todas as roupas do zelador.
“Qual foi Roberta? Não tem nada aqui.” Eu disse, franzindo os seios.
“Tem sim seu bosta, você é que não procurou direito” Disse ela.
Ela empurrou as camisas penduradas do zelador para o lado e revelou uma mini porta.
“O que você acha?” Perguntou Roberta. “Eu tentei abrir, mas ela está trancada.”
“Isso significa que vamos ter que descer o cacetão nela! Mas só os nossos punhos não serão o suficiente.”
De repente, apareceu o Sid putasso indo encher o meu saco.
“SEUS FILHOS DA PUTA, VOCÊS ME DEIXARAM SOZINHO PRA PERSEGUIR AQUELA ATENDENTE!”
“Você tava fazendo besteira demais, então levei geral de volta pra escola.”
“Tinha que ser você né, Jeremias!”
“O que aconteceu?” Perguntou Canudinho.
“Ah, eu dei um tiro no tornozelo da atendente e escondi o corpo dela no armário do ginásio. Ela ainda está viva só que está com muita dor.”
“Fodasse isso, a gente acabou de descobrir uma coisa importante.”
“Fodasse é o que eu vou fazer com a sua mãe.”
“SID!” Continuou Roberta. “A gente encontrou uma porta aqui!”
“Ah tá.” Disse Sid. “Vamos entrar nela então, vai que tem algo interessante lá dentro.”
“O problema é que ela é muito pequena. O zelador só pode entrar nela porque ele é anão.”
“PORRA ROBERTA, NÓS SOMOS UM BANDO DE CRIANÇAS DE DEZ ANOS VOCÊ ACHA QUE A GENTE NÃO CABE DENTRO DESSA PORTA?”
“Ai, pare de gritar, senão alguém vai perceber que estamos aqui!”
“Vamos todo mundo dar uma investigada…” Disse eu.
“Eita, o cara agora acha que é o líder do grupo? Só eu decido o que a gente faz.” Disse Sid. “Mas sim, vamos investigar!”
Nos separamos a procura de algo para quebrar a porta pequena. Não demorou muito até o Sid chegar com a porra de uma mini serra elétrica.
“PUTA QUE PARIU SID, ONDE QUE VOCÊ ENCONTROU ISSO?!”
“Para de gritar seu corno, eu já tinha essa serra escondida bem antes de você chegar na escolinha.”
“M-mas, para que caralhos você precisaria de uma serra elétrica?”
“O mundo é cheio de surpresas, meu amigo. Mas enfim, VAMO ABRIR ESSA PORRA”
“HHHHHHHAHAAHAHHHHHHHH!” Gritou Sid enquanto abria a porta com sua serra elétrica. A partir de agora vou ter que tomar mais cuidado com esse Gremlin psicopata.
Ao abrir a porta, Sid deu uma olhada dentro e perguntou:
“Ih carai, quem aqui tem claustrofobia?”
“Eu.” Respondeu Canudinho se aproximando da porta. “Por que a pergunta?”
“Ô PORRA, EU NÃO ENTRO AÍ DE JEITO NENHUM!” Gritou, com uma expressão facial de horror.
“O que é que tá rolando?” Eu perguntei, empurrando os dois para dar uma olhada no interior da porta.
Para minha surpresa, o que havia do outro lado da porta era um túnel estreito para caralho, escuro demais para ver o que havia adiante.
“Puta que pariu Sid, e agora?” Perguntou Roberta, suando frio.
“Nós vamos ter que entrar, não tem outra opção.” Ele disse, fazendo uma cara séria.
“Cê é loco bicho, eu não fui feito pra isso.” Disse Canudinho, que estava suando pra caralho.
“Então eu vou!” Disse Sid, confiante.
“E eu também.” Disse eu.
“E eu também.” Disse Roberta.
“Você vai ficar aqui de guarda, Canudinho.”
Canudinho estava quase se cagando de medo mano, o muleke tava branco feito poeira de fantasma.
“E-está bem…”
Nós três então entramos na porta e fomos andando pelo caminho que tinha um cheiro forte de urina de zelador.
“Meu Deus, alguém mijou aqui.”
Eu à essa altura já tava cheio do mundo, por isso nem liguei. Eu só queria vingar o Gustavão e voltar a ter uma vida normal.
Do nada, um barulho estranho surgiu.
“O que foi isso?”
Olhamos para frente e percebemos, com muito terror, que era um cardume de morcegos vindo na nossa direção.
“NÃAAAAAAAO!” Eu e Roberta gritamos.
“Vamos mostrar pra esses filhos da puta quem é que manda!” Disse Sid, sacando sua pistola e mirando nos morcegos.
“AAAAAAAAAAAAAAAAAA” Gritou um dos morcegos, que começou a se contorcer de dor.
O Sid provavelmente estava esperando que isso servisse de aviso para os outros morcegos, mas obviamente ele estava errado.
“ESSES FILHOS DA PUTA MATARAM O JUNIM! VAMOS ACABAR COM ELES!”
“POHA SID!” Eu gritei, e gritei mesmo.
O Sid só faz merda puta que pariu, como que ele se tornou o líder do grupinho?! Mas agora ficar gritando internamente não iria ajudar em nada, precisamos achar alguma maneira de afastar os morcegos.
“Puta que pariu, é um morcego que fala!” Falou Roberta enquanto metia uma porrada de socos naquele cardume.
Sid e ela continuaram fazendo merda e aí eles acabaram com a raça daqueles morcegos. Fiquei até triste porque eu gosto da natureza, sabe? Todo mundo sabe que morcegos são basicamente cachorrinhos com asas.
“AHH, FUJAM!” Gritaram os morcegos, desesperados.
O nosso grupo continuou andando pelo caminho até que chegamos em um quarto escuro.
“Que bizarro…”
Eu fiquei tateando pela parede à procura de uma lâmpada e acidentalmente esbarrei num botão. O lugar inteiro ficou claro igual a pele do Sid.
Demos uma olhada ao redor. Parecia ser um laboratório, já que estava cheio de máquinas e invenções.
“Olha lá, tem um saco ali no fundo!”
Fomos dar uma mexidinha no negócio e nos deparamos com o cadáver do Gustavão.
“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!”
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