Sick Day
1 Capítulo único
Notas iniciais
—Srta. Swan! – Regina entrou na delegacia, com o som ritmado de seus saltos contra o piso, parecendo a ponto de arrancar o coração do primeiro que passasse na sua frente. – Qual parte de “os relatórios são para hoje” a senhorita não entendeu na nossa conversa?
—Regina. – Emma levantou a cabeça da mesa. – Eles estão prontos. Eu acho.
—Acha? – Regina bufou e se aproximou da mesa. – Eu preciso de certeza, Swan. Preciso saber que você é apta para trabalhar como xerife. Não aceito pessoas irresponsáveis, principalmente em cargos tão importantes.
—Não grite, por favor. – ela tentou se levantar da cadeira. – Eu vou procurar os relatórios para você.
Emma vacilou ao tentar se levantar e Regina a amparou, ajudando a mulher a sentar-se novamente. E então ela reparou na aparência da loira: olhos com aparência de sonolentos, rosto extremamente corado e nariz avermelhado.
—Eu não gritei, Swan. – Regina levou a mão até a testa da outra. – Você está queimando de febre. Fique ai, deixe que eu mesma acho os relatórios.
Regina começou a procurar pelos papeis nas gavetas e armários da sala da loira, finalmente encontrando-os em uma de um arquivo com um post-it amarelo que dizia “URGENTE! ENTREGAR HOJE! QUESTÃO DE VIDA OU MORTE!”. Ela voltou para perto da mesa, colocou a pasta em cima da mesma, e reparou que a loira havia deitado novamente e dormia um sono inquieto. Pegou o celular em sua bolsa e ligou para uma das pessoas que mais evitava.
—Regina? – a voz de Snow soou.
—Sua filha está queimando de febre e sem nenhuma condição de trabalhar hoje. – ela disse rapidamente.
—Emma deve ter pego a gripe de Neal. – e então um choro de bebe pode ser escutado ao fundo da ligação. – Droga!
—Alguém tem que vir buscar ela. – Regina revirou os olhos. – Cadê o seu marido?
—David está patrulhando nas florestas. – Snow suspirou. – Uma denúncia anônima foi feita, mas ele disse que não poderia entrar em detalhes e saiu apressado. Vou ligar para Rub...
—Eu levo a Swan até sua casa. – a prefeita cortou a mulher. – Não precisa tirar miss Lucas de seu trabalho.
—O problema é que não estou em casa. – a outra respondeu. – Trouxe Neal até o hospital. A febre dele não quer baixar.
—Não incomode miss Lucas. – a morena revirou os olhos, correndo a mão pelos cabelos negros. – Eu cuido da Miss Swan até que você possa mandar seu marido busca-la.
A morena desligou o telefone e levou a bolsa e a pasta até seu carro. Abriu a porta do passageiro e voltou até a delegacia. Chamou e mexeu na loira até que ela estivesse desperta o suficiente para que Regina conseguisse ampara-la até o carro, e então ajudou a loira a entrar, prendendo o cinto na mesma.
Dirigiu até a prefeitura, entrando rapidamente somente para pegar alguns documentos e avisar sua secretária que trabalharia em casa naquele dia. Voltou até o veículo, encontrando Emma adormecida, com a cabeça encostada na janela e sofrendo calafrios. Quando chegou, ela ajudou uma ainda sonolenta Emma a se ajeitar no sofá de sua casa, cobrindo-a com um cobertor e procurando algum remédio que pudesse ajuda-la com a febre. Quando retornou com o antitérmico e água, Emma dormia tranquilamente, em um sono profundo. Regina se aproximou, tentando novamente acordar a loira, mas nada fazia sucesso.
Ela sentou-se ao lado da mulher, observando os traços da mesma. Emma era linda e Regina não era louca de negar isto, pelo menos não para si mesma. Tinha conhecimento da atração que existia entre ambas e a curiosidade de se deixar levar as vezes era grande, mas mesmo assim se segurava. Aproveitando que Emma estava dormindo, a morena correu um dedo suavemente pelo rosto da mesma, sentindo a suavidade da pele e a temperatura elevada da mesma. Desceu o dedo pela lateral, contornando o rosto e subindo para os lábios, um tanto ressecados pela febre.
Aproximou seus lábios aos da loira, perguntando-se se deveria prova-los, mas sendo então surpreendida pela loira, que colou os seus aos lábios da morena, beijando-a. Foi breve e a loira tinha um sorriso travesso no rosto quando Regina se afastou.
—Se queria me beijar, era só ter pedido. – Emma disse, enquanto Regina limpava a garganta, se afastando.
—Você precisa tomar o remédio. – Ela ofereceu o comprimido e a agua para a Emma.
A loira tomou o remédio e colocou o copo na mesinha ao lado do sofá, segurando o pulso de Regina antes que a mesma se afastasse.
—Me diz que você também sentiu. – a morena sabia a que Emma se referia e respirou fundo. – Não foge.
A morena voltou a sentar-se ao lado da loira. Correu a mão pelos fios e respirou fundo, nervosa. Não sabia o que falar ou como agir. Tinha medo do que sentia e do que poderia acontecer caso se permitisse levar.
—Swan...
—Corta esse Swan, Regina. – a loira segurou a mão da morena entre as suas, acariciando-a. – Se permita ser feliz ou sentir algo de verdade. Não fuja disso, porque eu não quero mais fugir.
A morena então aproximou-se a loira, hesitando apenas por um momento antes de beijá-la suavemente nos lábios. Elas ficaram ali por um momento até que a morena se afastou da loira e revirou os olhos.
—Eu espero não ficar doente por sua culpa, Swan.
—Swan de novo? – a loira riu suavemente. – Se você ficar doente, eu cuido de você.
—Descanse. – e então a prefeita sentou-se no chão, mexendo nos documentos que estavam em cima da mesa, enquanto Emma descansava e acariciava os cabelos da morena tranquilamente.
***
Dias mais tarde foi a vez da morena ficar doente e de Emma cuidar dela com o maior prazer.
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