Sick
2 Conselhos de amiga.
Notas iniciais
Coloquei um vestido branco até o joelho e uma bota com um cachecol preto, da cor das botas.
Sai e dei de cara com o Ichigo, meu coração que havia se acalmado, voltou a parecer um louco, as mãos tremeram.
–Pensei que havia morrido ai dentro-ele brincou.
–Idiota, não sou você que morre fácil!-Tentei tirar pensamentos da cabeça e chama-lo de idiota é uma das coisas que me ajudam a ficar calma.
O ruivo sorriu, entrou e trancou-se.
Respirei fundo. Preciso falar com a Inoue. Rápido!
Assim que cheguei, ela me recebeu muito bem, como sempre.
Contei a ela o que sentia, nada de diferente de antes, apenas acrescentei o que havia percebido.
–Eu-Eu-gaguejava, tomei um pouco do chá e contei-Estou com alergia ao Ichigo.
Ela se engasgou e sorriu.
–Oi?
–Inoue, toda vez que chego perto do Ichigo ou ele vem até mim, meu coração acelera e as mãos tremem, eu acho que não posso sobreviver a isso -Falei assustada. Em toda a minha vida, bem longa por assim dizer, nunca havia sentido isso.
–Rukia vo-você, será que...-Ela se calou e a sua face seria se desfez.-Vamos fazer um teste, vem morar comigo, longe do Ichigo você pode melhorar, que tal?
–Ah, mas eu gosto da família Kurosaki, as irmãs dele e o pai dele são ótimos comigo, são pessoas calorosas e isso me faz sentir alegre e além do mais o Ichigo...
Abaixei a cabeça, ele está me fazendo mal? Mas somos nakamas certo?
–Rukia, eu lhe trataria bem também-ela fez um biquinho.
–Não, não estou dizendo isso, é que..
–Eu sei, a família é algo que não pode ser substituída, mas é só por uns dias até você esq- ela pigarreou-digo, melhorar da alergia.
–Pensarei. Desculpe Inoue, eu sou a encarregada de cuidar do Ichigo aqui na terra, então pensarei com carinho.
–Tudo bem-la sorriu fraco.
Sai e voltei entrando pela janela.
–Onde você estava?-Ichigo me pegou pela cintura da janela e me colocou no chão do quarto, fiquei assustada e briguei.
–O que está fazendo? Fui ver a Inoue, me solte.
–Kon, pegue o remédio.
–Não!-gritei-você vai me matar-me debatia no chão tentando me soltar dele, Kon vinha segurando o remédio de gosto de esgoto.
–Rukia é para o seu bem!
–Então compre um que tenha gosto de morango.
Ele corou,ignorei isso e me soltei. Abri a porta e ele correu atrás de mim, desci as escadas e ele segurava o remédio.
–Yuzu! Seu irmão está sendo teimoso.
–Eu? É seu remédio, quer morrer?
–Você precisa tomar Rukia-chan.
Ela me olhava com olhos de cachorrinhos abandonas precisando de donos, não apenas um, vários cachorrinhos.
–Okay-suspirei.-Por você.
Ichigo colocou o remédio na mesa e bufou.
–Por ela? E eu tive esse trabalho todo?
Ele subiu e eu fui logo atrás depois de tomar o medicamento.
–Hollow, vamos!-Senti e logo depois o dispositivo bipou.
–Hã? Você não vai a lugar nenhum.
–Ichigo! Já estou melhor! VocÊ não precisa se preocupar.
Fui na frente e ele veio logo atrás de mim, zangado por não ter sido obediente.
Derrotamos o Hollow bem fácil, ele perseguia um garotinho e não era grandes coisa.
Me senti tonta e o shinigami substituto não hesitou ao me segurar.
–Viu idiota, disse para não vir.
Ele me pegou no colo e fomos para casa.
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