Si Es Por Amor
14 Capítulo 14
Notas iniciais
~~ Francesca ~~
Um tempo depois de conversar com Marco, Naty apareceu no refeitório. Ela se sentou conosco, tomou seu café, e uns 10 minutos antes de bater o sinal da primeira aula, fomos os 3 juntos até a sala. Sentamos para esperar o professor e Marco "viajou" um pouco na conversa. Então Naty me cutucou.
– Tô com a sensação de ter esquecido alguma coisa. — ela fez cara de confusa.
– Eu também... — pensei um pouco — que estranho.
– Tô sentindo falta de alguma...
– A gente esqueceu de acordar a Ludmila!!! — arregalei os olhos falando num tom mais alto.
– Putz, corre Fran! — Naty se levantou e saiu correndo, quase me deixando para trás.
O sinal já havia batido, chegamos ao quarto quase exaustas de tanto correr. A filha da mãe dormia como uma pedra.
– Ludmila, acorda! — gritei entrando no quarto, e ela continuava dormindo.
– Anda Bela Adormecida! — Naty puxou seu cobertor, e ela continuava dormindo.
– Anda Ludmila, acorda! — a sacudi o mais loucamente que pude.
– Acho que ela tá acordando! — Naty falou seguida de uns gemidos da Ludmila que davam para ser interpretados como "me deixem dormir, vadias."
– Ludmila, você tá atrasada, a gente esqueceu de te acordar! — falei
– De novo? — murmurou Ludmila sonolentamente.
– Não importa, só levanta logo, engole esse achocolatado e vai pra aula! — falei quase gritando
– Eu vou é tomar durante a aula! — continuou Ludmila.
– Tá, que seja, mas levanta logo! — Naty puxou o travesseiro onde Ludmila ainda não havia tirado a cabeça.
– Você tem é que aprender a acordar com despertador! — falei meio irritada.
– Vocês sabem como meu sono é pesado. — Ludmila se levantou da cama.
– As vezes parece que você morreu! — Naty continuou.
– Ou ela tá tendo sonhos muito bons. — abri um sorriso malicioso.
– Ai que engraçadinha você. — Ludmila respondeu abrindo a porta do armário.
– Com o Maxi ou com o Diego? — Naty completou a zoação.
– Com os dois peladões na minha cama, olha que tudo! — Ludmi ironizou.
– Opa, suruba! — Natália falou e começou a rir como uma desesperada.
– What?! — Ludmila riu loucamente até ficar roxa.
– Como pode uma coisa dessas? — eu também ria loucamente.
– Mereço vocês duas hein. Isso é falta de vassourada nas canelas! — Ludmi entrou no banheiro com suas roupas, ainda rindo.
~~ Ludmila ~~
O sonho que tive estava muito longe disso. Na verdade tive mais uma vez um daqueles sonhos sem pé nem cabeça. Sabe aqueles sonhos que você tá em um lugar e aparece em outro em menos de um minuto? Então, é desses mesmo. Eu estava com o León aqui no quarto (do Studio) conversando, então alguém bateu na porta. Quando abri, eu estava em casa, e era a Lara que estava ali querendo noticias do Diego. Virei para trás e ele estava sentado no sofá da sala com o León. A Lara começou a brigar com o Diego e eu não lembro de mais nada. Vai entender...
Sonhos loucos a parte, continuo atrasada para a aula. Me vesti correndo, escovei os dentes e fui para a aula tomando meu achocolatado. A porta estava aberta.
– Desculpe o atraso. — Fran falou batendo na porta.
– Estão desculpadas, mas espero que isso não e repita com frequência. — respondeu Gregório.
– Não vai. — Fran e Naty falaram juntas.
– Vejo que alguém não conseguiu terminar o café da manhã. — ele falou olhando para meu achocolatado.
– Eu chegaria ainda mais atrasada se deixasse para vir a aula só quando acabasse. Mas como eu adoro a aula do tio Greg. — falei rindo.
– Quanto amor. — ele riu.
– Puxa saco! — Broduey gritou lá do canto fazendo toda a turma rir.
– Agora vamos continuar a aula. — Gregório falou batendo palmas para chamar a atenção dos alunos.
Durante a aula, percebi que Gregório chamou a atenção de Camila algumas vezes, oque é raro, já que Cami é uma das melhores dançarinas da classe.
~~ Camila ~~
No fim a aula, enquanto grande parte dos alunos saiam da sala, me sentei no chão, bem lá no cantinho da parede, e tomei uns goles de água. Então Ludmila, Fran e Naty vieram na minha direção. Já não havia mais ninguém na sala além de nós.
– Oi! — as três disseram juntas.
– E aí, tudo bem meninas?
– Nós estamos, mas quem não parece estar nada bem é você. — Fran disse cruzando os braços
– Porque acha isso? — perguntei.
– Você pareceu meio distraída na aula, desatenta. — Ludmila falou se sentando ao meu lado.
– O Gregório te chamou a atenção algumas vezes e tals. — disse Naty.
– Ah, coisas da vida né, vida de adolescente. — respondi tomando um gole de água.
– Hmm... problemas com o amor? — perguntou Fran.
– Amor? Que amor? — respondi/perguntei.
– Um amor chamado Luca, talvez. — continuou Ludmila.
– Nem dá pra chamar o Luca de amor! — falei revirando os olhos.
– Mas vocês não tem, sei lá, um "rolo"? — Ludmila perguntou fazendo sinal de aspas com os dedos
– Tem é? Eu nunca soube de nada! — disse Naty
– É porque é exatamente esse o objetivo... ninguém saber de nada. E é exatamente isso que está me incomodando. Não entendo porque o Luca quer tanto esconder oque temos. Não é namoro, a gente tá só ficando mas, nem os melhores amigos dele sabiam! Parece até que ele tem vergonha de mim. Não é pro mundo todo saber, mas ele esconde até de mais!
– Você gosta mesmo dele né? — Fran sorriu amigavelmente
– Eu... — suspirei — eu preciso saber oque ele realmente sente por mim. — me levantei. — A gente se fala depois ok? Tchau meninas! — sorri e acenei.
– Ok, tchauzinho! — Ludmila respondeu acenando.
~~ Violetta ~~
Depois da aula vim conversando com a Lara até a sala de estar, então vi o Maxi sozinho sentado no sofá com uma cara pensativa. E de repente me passou pela cabeça aquele beijo que dei nele por causa de uma aposta. Lembrei o quão triste ele ficou depois de descobrir que eu não sentia nada por ele. Maxi não havia falado comigo depois daquele dia, e eu fico pensando, ele deve ter muita raiva de mim.
– Lara, me da licença um segundo? — perguntei.
– Ok. Vou rapidinho no quarto e volto para irmos juntas a aula. — Lara respondeu subindo as escadas.
– Tá bem. — respondi.
Fui andando em direção a Maxi. Ele nem percebeu que eu estava ali.
– Oi. — falei apoiando os mãos nas "costas" do sofá onde Maxi estava sentado.
– Oi Vilu. — Maxi abriu um sorriso meio triste.
– Posso me sentar? — perguntei.
– Claro. — ele respondeu desviando o olhar.
– Olha, sei que eu devia ter enterrado esse assunto mas... não posso deixar de pensar do mal que te fiz.
– Falando assim parece que você matou alguém.
– Não matei ninguém mas brinquei com seu coração. E isso é algo muito sério. Eu me arrependo profundamente por ter feito isso, eu faço as coisas sem pensar. Me perdoa, por favor!
– Já disse que a burrice foi minha de simplesmente acreditar que alguém como você poderia gostar de mim.
– Não Maxi, a burrice foi minha de aceitar a aposta! A crueldade foi minha de te beijar na frente de todo mundo e fazer você pensar que eu gostava de você! Para de fingir que não é nada! Sei que você sofreu!
– Que diferença vai fazer eu te perdoar ou não? — ele olhou para mim.
– Quero ser sua amiga, Maxi.
– Eu queria mais doque isso. Você sabe. — ele se levantou do sofá e saiu andando me deixando sozinha na sala... eu me senti um monstro.
Fale com o autor