Shut Up!

5 Cápitulo 4 - Reaja e Lute


Notas iniciais
Boa leitura!


Isabella PDV

–Como sabe do jantar? É verdade? — ela perguntou olhando Edward nos olhos que estavam cheios de ódio e fúria, Edward apenas tentou mecher a boca, mas não disse nada, Jessica avançou, saindo dali, Edward foi atrás, e eu fui junto.


–Eu ia te contar... — ele riu sem humor.


–Quando? Eu estou sempre em último plano, sabe de uma coisa? Acabou! Quer dizer... não tinha nada entre a gente mesmo! GALINHA! — ela berrou e deu murros no seu peito, murros repetitivos. Ele segurou nas suas mãos que o batiam e ela o encarou, próximo demais.


–Jess! Não faz assim... — ele falou.


–Jess, é apenas pros amigos — ela falou e desviou do seu rosto — Sabe Edward, acho que pra você eu não passo de um brinquedo, eu não quero ser seu brinquedo... Cansei disso!


–E se sentir algo por ele ele vai cansar de você, vai te chamar de lixo e pisar em você — falei e ele me fitou com raiva.


–Você está mesmo acreditando nessa... NADA? Por favor... – ele falou.


–Por favor o que? — ela berrou chamando atenção, olhei pro lado e já tinha um grupinho que olhava.


–Fica... — ele falou.


–E porque eu ficaria? Pra você me chamar de lixo e pisar em mim? — ela perguntou e ele pareceu pensar.


–Não, acho que deveria ficar pelo simples motivo que é: EU. TE. AMO. — ele falou e eu senti naúseas, naúsea forte, uma vontade de vomitar ali mesmo.


Porque ele tinha que ser tão mostro? Não bastava destruir meus sentimentos? Tinha que destruir o de todos? Ela o olhou em extase, tinha se derretido toda com sua declaração falsa e mesquinha.


–É verdade? — ela perguntou.


–Ele não ama ninguém — me intrometi.


–Cala boca! — ele me olhou e continuou — Jess me escute, por favor! — ele falou.
–Me deixe em paz! — ela falou.


Ele pegou no seu braço.


Edward PDV


Quem a Isabella pensa que é pra fazer isso? Ela acha que se livrando da Jéssica vai ter alguma chance comigo? Pois não... Pensei um pouco, peguei no braço de Jéssica quando ela estava indo embora e falei com todas as letras:


–Quer namorar comigo? — perguntei.

Droga, isso é o melhor que pode fazer Edward?


Isabella nessa hora arregalou os olhos.


–Que? — perguntou, ela parecia não acreditar.


–Não vou te deixar na reserva! — falei.


–OH MEU DEUS, VOCÊ TÁ BRINCANDO. — falou Jess.


Muitas pessoas nos rodeavam, até a garota que eu havia paquerado lá fora, tudo estava saindo como eu não queria, Isabella estragou toda minha diversão, eu namoraria pela primeira vez.

–Eu não tô brincando... — falei.


–Ah, Ele não tá, ele vai brincar com você... — falou Isabella desacreditada que eu podia dar a volta por cima dessa maneira.


–Cala boca Isabella! — ela falou.


–Eu também te amo! Eu aceito amor... — falou Jessica.


Isabella PDV


Eles deram um beijo de novela para comemorar, e eu fiquei com minha cara de tacho, segurando vela, tentando fingir que não estava me importando com o beijo a minha frente, e também fingindo que não teria medo do que o Edward faria a mim a seguir. A verdade é que eu tinha medo.

Ele começou a deixar o beijo mais ousado e obseno, começando a tocá-la em várias partes do corpo, e ainda a beijava de olhos abertos enquanto me encarava. Ninguém beija de olhos abertos.


Fui saindo de fininho ignorando a cena a minha frente e pra minha sorte, o sinal bateu, fazendo com que eles se largassem e fossem pra aula. A única merda de atitude que eu tomei não deu nem um pouco certo, e ainda piorou minha situação com o Edward, agora ele poderia me humilhar de novo e me massacrar.

Mas quer saber? Eu não estava ligando. Não tinha medo de apanhar de novo e ser humilhada e alvo de gozações.Porque eu sou assim, eu nasci assim. E eu mereço tudo isso que está acontecendo, porque se eu não tivesse me declarado pro Edward, ou não tivesse me iludido, a essa altura eu estaria vivendo quase a mesma vida.

(...)

Ouvi batidas fortes na porta do meu quarto enquanto escrevia no meu diário. Escrevi umas 5 páginas de tudo que eu sentia e estava passando.Abri a porta e fitei Edward a minha frente, parecia estar com muita raiva.


–Eu acho que o armário pra você não foi o bastante — quase cuspiu na minha cara.


–Se me matasse logo seria mais eficaz — me pronunciei.


–Olha, agora sabe falar? Talvez o armário tenha funcionado — ele riu sem humor — Posso levar sua proposta a sério. Tentou se vingar não é mesmo? Foi ridiculo, eu deveria ter te batido mais — ele fechou sua mãos em punho.


–Deveria ter aproveitado a chance, não é sempre que temos chance em humilhar uma CDF — continuei irônica, era incrivel como perto dele saiam irônias descontroladas.


–É aí que você se engana. Será mesmo que não terei outra chance? — ele perguntou.


–Está me ameaçando novamente? — perguntei.


–Se quer levar isso como uma ameaça... Achou um plano que combina com você não é mesmo? Um lixo. — ele me encarou.


–Tem razão foi banal — repeti e continuei — Mas já que foi tão banal, o que você está fazendo aqui mesmo?


–Não se faça de desentendida, por causa de você estou namorando pela primeira vez! — ele berrou.


–Hm que experiência hein pegador? Eu sinto muito por isso. — tentei ri baixinho e deu certo.


–Escuta aqui! — ele falou levantando mais ainda a voz.


–Não vou escutar nada, aqui é a minha casa. — berrei.


–Agora é minha casa também! — ele berrou.


–Pode até ser, mas eu mereço respeito... — falei.


–Respeito, até parece que merece isso.- ele berrou.


–Todos merecem — falei e continuei — Menos você.


–Não sabe com que está mechendo. — ele grunhiu.


–Sim, eu sei. E não, não tenho medo disso — tentei ser a mais natural possivel. E ele riu sem humor.


–Parece que gosta de ser pisada, não é mesmo? — perguntou.



–Edward, você pisar em mim só me deixou mais forte. Não notou? — perguntei.


– Você é ridicula, conseguiu ser o ser humano que mais sinto nojo em poucas horas — ele rosnou.


–Posso ser ridicula, mas... Sou mais inteligente que você! — falei.


–Só isso.... e mais nada! — ele berrou, só que em voz mais baixa.


–Mais nada? — engoli em seco.


–E... mais nada! — ele repetiu só que dessa vez mais alto.


–Acha que eu não tenho sentimentos? Que pode fazer o que quer? Eu sou humana Edward, humana. Sabia? — berrei já sentindo lágrimas rolarem sobre meu rosto.


–Sabia! — ele riu.


–Eu podia ser bonita e ser uma tapada! — berrei.


–Mas. Você. Não. É. — ele berrou de novo.


–O que importa é o conteúdo e não a embalagem! — solucei.


–Sua embalagem é de quinta! — ele berrou.


–Escuta aqui... — dei um pulo subindo na cama.


–Claro que não vou escutar nada que você disser! — ele berrou.


–Sabe? Eu tô cansada dessa vida! De você especialmente... — berrei.


–Tá é? Vai ser meu maior prazer afastar meu PAI, da sua MAMÃE! Afinal, ela não é a única boa moça do mundo! — ele berrou.


–Você seria capaz? — perguntei.


–Seria não, EU SOU! — ele berrou.


–Egoísta! -berrei.


–Quem você pensa que é? — ele perguntou irritado.


–SOU aquela que aprendeu com a vida! E que quando cai, levanta! Que já foi muito humilhada na vida, e nem por isso mudou seu jeito de viver. Fui agredida hoje e mesmo assim me levantei mais forte, você não sabe o que eu sinto nem o que eu sempre sentir durante toda minha vida. Você não sabe o que é não ter amigos. Você não sabe o que é sofrer e todo dia fingir pra sua família que tudo está bem... QUANDO NA VERDADE VOCÊ QUER SUMIR, SE MATAR! — berrei e continuei — A beleza é como um acessório.


Ele subiu na cama e ficou cara a cara comigo, ele parecia furioso.


–Um acessório indispensável — ele me fitou.


–Sabe? Pra mim chega, não vou perder meu tempo, falando uma coisa que não entra nessa sua cabeça... EU DESISTO DE VOCÊ — falei descendo da cama.


–O que vai fazer? — ele perguntou.

–Pode dar licença do meu quarto? — perguntei educadamente e continuei – Já me humilhou, me fez chorar, ACABOU?


–Não! — ele berrou.


Ele me olhou, e foi chegando perto, avancei pra trás aos poucos, tentando que não ficasse nenhuma aproximação entre nós, tudo nele me atraia, e era disso que eu tinha medo.


–Sabia que você fica menos baranga sem o óculos? — ele sussurrou e sorriu irônico.


–Saia daqui!– berrei.


Ele foi chegando mais perto.


–O que quer pra convivermos como irmãos? — ele perguntou e continuou – Um beijo? Acho que esse vai ser seu primeiro, certo?


Ele se aproximou, minha respiração falhava, a dele estava forte em mim, fiquei ali parada, sem saber o que fazer, ele se aproximou um pouco, deu um sorriso de canto e tirou a cabeça.


–Eu não acredito — riu — Achou mesmo que eu ia te beijar?


–Sai daqui! — as lágrimas rolaram sobre meu rosto. Fechei os olhos. Sempre imaginei o momento que beijaria Edward, e ele seria uma pura magia. Pelo menos eu achava isso. Era impossivel conter o choro naquele momento.


–Acabei com suas expectativas do primeiro beijo? — ele riu.


Sem palavras pra retrucar e sem voz me joguei na cama, segurando o travesseiro contra os olhos a fim de abafar os soluços. Pouco me importava se ele observava minha fraqueza.


–Você se magoa tão fácil... — ele zombou.


–Por favor... — implorei engolindo o choro.


–Vê se aprende a não mecher comigo. Você nunca passará de um lixo. — ele berrou.


Tirei minha cabeça do travesseiro, eu estava morrendo de raiva, cansada dele buzinar no meu ouvido e me botar pra baixo, encarei o vaso que estava ao meu lado, na cabeceira, por um momento achei aquilo uma coisa doentia, mas por outro momento, eu peguei o vaso e joguei na sua cabeça com tudo, ele caiu no chão na hora.

–Edward? Edward? — sussurrei o olhando, ali no chão.


–OH MEU DEUS! EDWARD, FALA COMIGO POR FAVOR... — falei e uma lágrima caiu dos meus olhos, o desespero tomou conta do meu ser, comecei a tremer e a senti calafrios.


Eu...

Não deveria deixar a raiva me dominar, eu deveria deixar ele me insultar, eu merecia...Eu tentava conter as minhas pernas bambas, que insistiam em me sentar, meu corpo todo tremia como se estivesse havendo um terremoto, segurei minha cabeça tentando conter a dor, e olhei pra Edward, ele permanecia intacto, e se ele estivesse morto?

A sua testa estava com uma mancha roxa da pancada que ele havia levado, sua boca estava aberta, ele era tão lindo, tão perfeito.
Lágrimas começaram a rolar com mais velocidade sobre meu rosto feio. Eu não podia ter matado ele, eu o amo tanto, tanto. Minha cabeça explodia de raiva de mim mesma, eu não deveria ter feito nada.
Senti uma súbita vontade de pegar o vaso e me matar também, lágrimas rolavam com mais intensidade a cada instante.
Me sentei no chão, junto a cama, me encostei nela e pus minha cabeça contra as pernas, comecei a chorar e chorar, não tinha nada que eu pudesse fazer, nada que fosse trazer o Edward de volta. Desde quando você mata quem ama? Desde quando você se descntrola dessa maneira?
Porque isso foi acontecer logo comigo, porque eu fui tão impaciente? Porque eu não deixei-o ir e sair do meu quarto? Porque eu deixei a raiva me consumir? Eu nunca fui assim, porque ele tem esse jeito, quer dizer tinha esse jeito provocador? Eu acabei com uma vida, uma história...


Ele tinha toda uma vida, ele ia aprender a mudar com o tempo, talvez eu até tivesse uma chance se ele mudasse, talvez um dia ele me amasse.
Mas o que me dóia mais, é que eu não consegui fazê-lo me amar como eu o amo, isso me dóia muito, parecia que um trator tinha passado por cima do meu coração e o esmagado.

Desencostei minha cabeça e o encarei ainda no chão, me levantei e desci as escadas correndo, fui logo buscar o telefone, e disquei rapidamente e com os dedos tremendo, o número da Allie. O telefone chamou uma, duas, três vezes, e eu já estava desesperada. Contei a Alice toda a história soluçando e ela disse que estava perto de casa.


(...)


Eu estava tão desesperado que nem percebi, nem notei que ele ainda respirava.


–Ele... tá vivo? Ai eu tava tão nervosa que esqueci de ver se ele estava respirando! — falei enxugando algumas lágrimas.


–Ele é idiota demais pra morrer! — falou Allie, e tirou sua camisa, botando a mão no seu coração e continuou – Sedução!


–O que faremos pra acordar ele? — perguntei tentando desviar os olhos do seu corpo.


–Eu tenho um plano de vingança e dentro dele não tem a etapa, acordar o Edward... — ela falou.

(...)


O plano de vingança da Alice era irrecusável, apesar do Edward não ter a mínima de piedade por mim, eu sentia pena de lhe causar qualquer humilhação. E era isso que me dava mais raiva em mim, eu podia ser espancada, humilhada e esbagaçada, mas eu sempre não iria ter a mesma frieza pra me vingar.


–Isabella... Pense em todo sofrimento, pense por tudo que você passou. Não seja boazinha ele não teve essa bondade com você quando te humilhou... Eu sei que você é capaz, não perca essa chance! — ela falou.


–Isso seria humilhante... — falei e ela olhou pra mim como se transmitisse pelo olhar um "se liga".

Novamente olhei Edward no chão, pensei em tudo que ele me fez passar em tão pouco tempo, a minha parte ingênua não queria, queria que eu acordasse o Edward, mas a outra parte dizia que ele podia sofrer um pouco, que aquilo não ia ser menos que a metade do que ele me fez passar. Não seria nenhum por cento comparado a tudo que eu passei em tão pouco tempo.


–Eu pego o sonifero, e você a maquiagem — falei e Alice abriu um sorriso, levantou-se rapidamente e saiu correndo, como se tivesse medo que eu desistisse.

Corri em direção ao banheiro e fui pegar o sonífero, ele ficava sempre ali, eu não o usava pra nada, minha mãe havia comprado, na intenção que eu tomasse pra dormir, isso foi na epóca que meu pai morreu. Desci e peguei um copo d'água, subi novamente, sentei ao lado de Edward, tirei o sonífero do pacote, e Alice entrou na hora, e tafulhou tudo na boca dele, e ele engoliu.

–Pronta Isabella? — ela perguntou.


–Sim... — falei.


Ela despejou no chão dezenas de batons, sombras, lápis de olho, rímel, corretivo, blush. Olhei pra ela impressionada e ela riu. Ela estava mesmo a fim de aniquilar o Edward usando tudo aquilo nele, ele ficaria uma fera quando acordasse.


–Passa um batom vermelho nele? — perguntei pegando um batom vermelho.
–Bote esse vermelho que é bem escuro! — ela falou rindo e me entregando um batom vermelho bem escuro. Abri o batom e passei nos seus lábios, espalhando bem. No fim, quando já havia passado ri.


Alice fez um traçado com o lápis na parte debaixo do olhos de Edward, em seguida passou um blush que deu uma cor a sua pele pálida. Logo após alongou seus cílios com um rímel, e passou uma sombra roxa bem forte. Ficou uma coisa muito bizarra e muito muito engraçada.

–Olha só que gata! — Alice riu e continuou -Vai, se anima um pouco, você está se vingando do seu inimigo, tem que estar feliz! — ela falou.


–Acontece que por mais que eu queira, ele não é meu inimigo. — falei e olhei pro distante.


–Por mais que você o ame, ele não merece isso? — ela perguntou.


–Merece isso e muito mais... — falei.

(...)

–Segunda parte do plano querida! — ela falou como se eu soubesse o que fariamos a seguir.


–Tem segunda parte? — perguntei.

–Abafa, acabei de inventar agora! — ela riu e continuou — Não pode ser só maquiagem, tem que ser o serviço completo, e isso inclui cabelo...

Ela foi até minha cabeceira e pegou meu pente, coisas de cabelos, tudo o que achou, carregou tudo e pôs no chão.

Penteei o cabelo dele com calma, mas Alice não, penteava com raiva, muita raiva.


–Isabella, desconte sua raiva, não fique pegando leve! — ela reclamou.
Soltei seu cabelo, e deixei Alice terminar, ela o partiu no meio, de uma forma que ficou muito engraçado, parecendo cabelo de criança, em seguida ela colocou uma presilha rosa de laço num lado e outra no outro, estava pateticamente engraçado.


–Vou pegar uma roupa de fada, tire a roupa dele que eu vou lá pegar! — ela falou.

–Acho melhor não! — falei afinal eu nunca tinha visto um homem de cueca na minha vida.

–Para com isso Isabella! É tão simples... — ela falou saindo.

A camisa dele já estava tirada, então eu fui tirando sua calça com cuidado, e coloquei em cima da minha cabeceira, com os olhos fechados, é claro. A curiosidade me fez tirar a mão dos olhos e observar o homem perfeito a minha frente.


–MEU DEUS, QUE HOMEM! NÃO É A TOA QUE SE APAIXONOU POR ELE! — Alice adentrou o quarto.

–Não é só paixão, é amor... — falei.

–E qual a diferença? — ela perguntou.

–Paixão é como uma aventura de verão, e amor dura pra sempre, você nunca deixa de amar, você só aprende a viver num mundo que essa pessoa não exista... — falei e ela pareceu pensar um pouco.


Em seguida, como se saisse de uma transe, poi-se a colocar a roupa em Edward.


–Segura as pernas dele! — ela ordenou e eu puxei as perbas pesadas de Edward pra cima. Em seguida ela ajeitou o vestido no corpo dele, ficou horrivel, o corpo dele era atlético, e aquela roupa de fada estava meio apertada.


–Eu tenho que confessar, está fabuloso! — gargalhei.

–Sou boa nisso... — ela falou e continuou — Agora precisamos de uma foto! Temos que colocar o Edward lá na sala — ela saiu do quarto e não demorou muito a voltar com uma câmera na mão.


(...)

– Segura ele, e o bote sentando, depois bote esse óculos rosa nele! — ela me deu um óculos rosa de com lentes em forma de dois corações, não fiz nenhuma pergunta, apenas pus nos olhos de Edward.

–Que tal, você propor a ele uma chantagem? — perguntou Allie enquanto arrumava um ângulo pra foto.

–Como assim? — perguntei.

–É só você falar que se ele te humilhar, que você tem fotos comprometedoras sabe? E que pode espalhar pelo colégio, e acabar com toda sua popularidade, e aí até por CDF's ele vai ser zoado, sem ofensas viu?- ela falou rindo.
Bateu umas 10 fotos, cada uma de um ângulo diferente.
–Vamos embora! Ele não vai ficar nada feliz quando acordar — riu.

Edward PDV


–Eu estou vendo visões? — ouvi uma voz ainda de olhos fechados, minha cabeça doía muito.

–Bi-zar-ro! — ouvi outra voz e dessa vez detectei que se tratava de Jasper.

–O que? — segurei a testa que doía muito.

–Tá aí, uma coisa que eu nunca imaginei ver — ouvi a voz de Rosalie.

Notei que estava de óculos, o joguei longe e encarei Jasper, Emmett, Rosalie, Esme e Carlisle me encarando.


–Quem diria? Sempre tive um traveco em casa! — falou Jasper.


–Do que está falando? — perguntei confuso.

–Edward, eu preciso de uma explicação! — falou Carlisle.

–Pra que? — berrei.

–Você é gay? — Carlisle perguntou.

–Claro que não — falei.


–Isso me lembra uma música: “Não nasci gay, a culpa é do meu...” — falou Emmett rindo e parou de cantar, quando eu olhei pra sua cara com raiva.
As pessoas a minha frente tentavam ri disfarçadamente, achando que eu não estava notando.


–Eu tenho cara de palhaço por acaso? — perguntei irritado.


–Não, você tem cara de gay! — falou Emmett.


–Cala boca! — berrei ainda com a mão na cabeça.


–Não tem? — perguntou Rosalie.


–Não! Eu sou MUITO macho — berrei.

–Com essa roupa, a maquiagem e o seu cabelo, nem um cego vai acreditar nos seus argumentos! — falou Esme.


O que? Que roupa que maquiagem?


–Vocês são um bando de loucos! — falei e olhei pra baixo encarando um vestido rosa de fada, em seguida passei a mão no cabelo achando que estava louco, e percebi que meu cabelo estava todo escorrido. Corri pro espelho e encarei minha figura nele.

Puta. Que. Pariu.

Continua...

Notas finais
N/A:
Oi galerinha. Comentem, please.
N/B:
Hello people!! Eu sou a nova Beta.
Tá eu sei comentário desnecessário, mas não liguem não.
Eu e a Purple queremos muitos comentários, Não é verdade Purple? Bjos