Shut Up!

10 Cápitulo 9 - Nostalgia


Notas iniciais
Boa leitura...

Flash back on*



Meu velho, humilde e amado pai:


Eu estava sofrendo tanto com a morte do meu pai, que era quase impossivel me locomover com facilidade, meu pai era uma pessoa tão boa, porque ele teria que morrer?

Porque a morte, tem que tirar as pessoas que mais amamos, assim do nada?

Aquela maldita doença!... E além do mais, antes de falecer, ele tentou me dizer alguma coisa que eu não entendi, eu estava em choque em ver a pessoa que eu mais amava, em seus últimos minutos de vida, a minha vida com ele pessou toda dentro da minha cabeça, as minhas pernas tremiam.


"Hey garota! — ele falou com a voz falha e continuou — Não chora..."


Engoli meu choro, e fui pra mais perto e me encostei na sua face.


"Pai... Não morre! — falei chorando."


"Filha, eu não vou morrer! estarei sempre com você... — ele falou entre soluços."


"Pai, eu te amo tanto! — falei."


"Eu também garota! E SEMPRE VOU TE AMAR — ele falou."


Encostei-me na sua cabeça e fiquei olhando o cardiograma, ele estava morrendo.


"Eu preciso te falar... — ele falou entre soluços, esperei até ele dizer — Filha, eu não sou ..."


Ele se engasgou e deu um sorriso.


"Eu não sou seu... — ele tentou falar de novo e as palavras pararam de sair da sua boca, ele só mexia os lábios, eu sabia lê-los mas, minha cabeça girava."

Link seguro, música: When you're gone

"PAI! — gritei e continuei — PAI! PAI! PAI! SALVA MEU PAI! POR FAVOR..."


Pessoas adentraram a porta rapidamente, eu estava em lágrimas, cai no chão do quarto, eles deram um choque pra ver se o coração de meu pai voltava, eu gritava por ele desesperadamente, estava perdendo até a minha voz, uma enfermeira me levantou, eu levantei e vi meu pai, ele estava sorrindo, ele estava feliz, eles ainda tentavam que o coração de meu pai, voltasse a bater de novo.


"EU NÃO QUERO SAIR! — gritei."


Ela me puxou para fora me dando uma água com açúcar, que eu joguei ao chão rapidamente, eu não queria! EU SÓ QUERO MEU PAI DE VOLTA!
Eu tentei entrar novamente pra ver o meu pai, mas, não consegui, a minha mãe estava sentada desconsolada no banco, consolando o Emmett que chorava como uma criança, a Allie, sempre positiva estava lutando com suas lágrimas.


Comecei a desabar no choro, e comecei a pensar que tudo podia voltar ao normal, meu pai era forte, ele iria voltar pra mim.
O médico saiu, devagar do quarto, meio sem jeito.


"MEU PAI TÁ BEM? — perguntei."


Ele permaneceu calado.


"FALA LOGO! — berrei."


"Ele... ele... não resistiu, fazemos de tudo pra salvá-lo, eu sinto muito mesmo! — ele falou."


Meus momentos com ele passou num flash de luz, me joguei ao chão, lamentando por eu não estar morrendo e sim ele, eu queria morrer, queria que ele vivesse! eu era um imprestável, e ele a pessoa que eu mais adimiro na vida, minhas lágrimas desciam descontroladamente, e a única coisa que eu queria era ficar sozinha, era ter meu pai de volta, ele era minha fortaleza, eu não iria ser nada sem ELE.


"EU QUERO MEU PAI... — falei desabando em choro, minha mãe veio ao meu encontro e me deu um abraço."


"Calma, querida! — ela falou chorando também."


"COMO CALMA, ELE FOI EMBORA PRA SEMPRE! NÃO ENTENDE ISSO? — falei."
Alice e Emmett veio até nós e nos deu um abraço conjunto, eu me soltei deles.


"DROGA! ALGUÉM ME DIZ QUE MEU PAI TÁ VIVO, QUE FOI SÓ UMA BRINCADEIRA! ELE É TUDO QUE EU TENHO NA VIDA! — falei."


"Não fica assim Isabella, ele não iria gostar que sofressemos... — FALOU MINHA MÃE."


"PAI! PAI! PAI! PAI! — falei."


Adrentei a sala, e ele estava lá, mas, sem o sorriso no rosto.


Estava morto, só o que lhe restara era o corpo de um pai humlide que lutou pra nos criar e amar a sua família até seu último segundo de vida, sua alma se fora, levando consigo tudo de bom que ele fez na terra, ele estaria num ótimo lugar, ele merecia, era o melhor pai que alguém podia ter, mas, porque ele tinha que nos deixar agora? porque? Lágrimas rolavam meu rosto e eu soluçava descontrolada, ele não gostaria que eu sofresse, mas, era inevitável, ele era tão importante pra mim...


"PAI ACORDA! PAI POR FAVOR... PAI! NÃO VAI, EU PRECISO MUITO DE VOCÊ COMIGO, POR FAVOR... — falei."


–Filha! — falou minha mãe em desespero.


"PAI ACORDA, POR FAVOR! — falei fechando os olhos e me jogando ao chão."
Minha mãe se sentou e me abraçou.


"Precisa ser forte! — ela falou entre soluços."


"Eu não quero ser... — falei soluçando."


(...)


O funeral do meu pai, foi o mais triste, e cheio, muitas pessoas o amavam pelo seu jeito de ser, tão humilde, educado e amável, nunca machucou ninguém, ele lutava pra nos alimentar, mas, sempre tinha um sorriso no rosto, e apesar de tudo, nunca era derrotado, o funeral dele, foi marcado de pessoas lhe fazendo homenagens, jogando-lhe flores, eu estava ainda muito mal, eu queria que aquilo fosse um pesadelo, mas, não era, peguei uma flor, a beijei e joguei em cima do seu túmulo, queria vê-lo pela última vez, mas, isso só me faria sofrer mais ainda.


(...)

Um mês depois do acontecido, eu retomei minha vida, sem vontade, mas retomei, eu perguntei a minha mãe se ela sabia o que ele tinha falado, mas, não, ninguém sabia, a angustia me consumiu, eu não fui capaz nem de ouvir as suas palavras, as últimas, estava nervosa demais pra isso, e o seu sussurro foi fraco e lutando para que eu entendesse, mas, não deu, ele se fora, para sempre, estava longe de mim, a única pessoa que eu podia contar na vida, ele morreu, a minha mãe não era capaz de compreender, ele era meu pai e meu amigo.


Meu pai não era um homem de condições, então não tinhamos nada de valor, e com sua morte, estávamos sem dinheiro, a Allie e o Emm começaram a trabalhar depois da escola, pra conseguimos manter a casinha que era uma das poucas lembranças dele.
Até uma revelação: Um homem de terno preto foi a nossa casa, e descobrimos que meu pai tinha uma gorda e grande fortuna, ele sabia que tinhamos. mas, porque ele não disse nada? Porque ele insistia em sermos pobres?


Então me lembrei do que ele sempre me dizia: "Filha, não precisamos de dinheiro para sermos feliz, só precisamos de pessoas para amar, e o resto a gente improvisa" — ele sempre me dizia isso com um lindo sorriso no rosto, igual ao ao sorriso, quando me deu o meu primeiro carro, eu fiquei tão feliz, ele gastara suas economias comprando.


Meu pai era um cara tão feliz, a riqueza não o importava, os milhões que ele tinha na sua conta, foi transferido a nós, que ficamos chocadas, meu pai tinha tanto dinheiro, e era uma pessoa humilde e dedicada, a vida sorriu pra nós, mas, pareceu mais um sorriso forçado, de quem não tem vontade de rir, ou de quem está triste e é forçado a isso. Durante minhas noites de sono, eu tive vários pesadelos angustiantes, nos meus pesadelos sempre meu pai, tentava falar algo, mas, não conseguia, eu acordava toda noite gritando, e meu irmão Emmett vinha me acalmar, com palavras: "Ele está nos vendo lá do céu, maninha, não sofra!", durante uma semana tendo o mesmo sonho e acabando na mesma parte, eu estava em desespero, Emmett ia todo dia me falar palavras de consolo, dormi, só me deixava mais triste, então decidi que eu não iria dormir, não mais, mas, eu não conseguia, juro que tentava mas, o medo e a infelicidade se tornaram parte de mim. Eu via meu pai naquela cama, tentando me falar de novo, mas, ainda não conseguia, minha cabeça mexia mil por hora, eu o via morrer toda noite nos meus sonhos, e sofria todas essas vezes, com o tempo Emmett me deu uma idéia, ficou conversando comigo toda a noite, sobre besteirinhas, que me faziam ficar acordada, e besteira era o que não faltava, Emmett me contava tantas, talvez com isso, não acontecesse nada, talvez, eu só me lembrasse do seu sorriso, sua voz, seu carinho e amor para com a gente, e não do que ele me diria antes de morrer.


Flash back off*


Como me apaixonei por Edward Cullen:


Estava, eu fazendo meu dever de matemática, quieta, eu não tinha amigos, eu sempre era tão isolada de tudo e de todas, a minha vida não chegava nem perto da palavra descolada eu tentava sobreviver todo dia, com as piadinhas das pessoas que me rodeavam, tentava não prestar atenção no que falavam, mas era inevitável, as idiotices, de chamar as pessoas de feias, nerdes, CDF, de me arrumar apelidos por causa do visual e jeito de ser, meu pai não ligava pra isso, ele me tratava como se eu fosse a garota mais linda e mais especial desse mundo. Só queria que todas as pessoa fossem como ele foi.
Entrei na escola, praticamente me arrastando, eu estava mal, passara a noite toda acordada por causa do sonho que tive com meu pai, queria que matassem o cara que disse que não podiamos sonhar a mesma coisa mais de uma vez, isso não é verdade. Eu sempre tenho o mesmo sonho, e ele sempre termina na mesma parte.
Observei as meninas de sainhas minúsculas — que eu nunca ousaria usar — fofocarem uma com as outras, como sempre. Pra elas a vida alheia era tão prazerosa. Andei pelo corredor indo pro meu armário, e a minha visão congelou, um anjo, um garoto lindo com seus cabelos acobreados e seus olhos verdes, ele era tão lindo, perfeito, o ser humano mais perfeito que eu já vira, chegava até a não parecer humano. Ele dava um sorriso de canto enquanto cumprimentava as meninas com um beijo no rosto, elas só faltavam desmaiar, ele era tão perfeito. Era tão perfeito que eu não conseguia desviar meu olhar da sua beleza. Eu sentia uma coisa forte dentro do peito, como se meu coração voltasse a bater. Novamente.

Talvez isso fosse um tipo de paixão a primeira vista, ou...

Fitei seu sorriso branco e perfeito, seus olhos verdes como duas esmeraldas, ele se virou, me encarou sorrindo, minhas pernas começaram a tremer, só de imaginar que eu podia ter chance com ele.

Olhei pra trás e vi uma garota loira de olhos verdes olhando pra ele, então o sorriso era pra ela?Eu não sabia, mas o meu coração falava que tinha sido pra mim, eu nunca havia sentido isso antes por ninguém. Eu nunca havia sentido.O som do horário batendo me fez voltar a realidade que me rondava, a minha realidade. Eu tinha aula de matemática. Me dirigi a classe, e ele entrou na sala, não parecia muito feliz quanto tava lá fora quando eu o vi.

O professor o apresentou com apenas o sobrenome: Cullen e o pediu para se sentar ao meu lado — já que era o único local vago — Ninguém gostava de sentar perto da CDF, ah não ser que fosse epóca de provas. Ele sorriu estranho pro professor e se sentou um pouco longe de mim.Será que ele gostaria de mim?
As poucas vezes que ele me olhava o coração batia forte, mas ele me olhava diferente, não olhava pra mim com o mesmo olhar que fitava as outras garotas.

Ele não parecia prestar atenção na aula, sacudia o lápis nas mãos, balançava as pernas freneticamente. E depois passou a olhar pro fundo da sala, seguir seu olhar e vi que fitava uma loira, aquela do tipo patricinha, de olhos azuis, cabelos longos, lisos, uma blusa rosa tomara que caia, e uma saia com pregas lilás curta. Ela rabiscou um pouco uma folha rosa e o entregou.

"GATO, VAMOS SAIR?" — ele leu baixinho.


Ele me fitou com os olhos verdes penetrantes.

–Tem uma caneta? — ele perguntou, a voz um pouco rouca, mas continuava linda.

Fiquei imóvel, sem ar, sem fala, ele, tinha acabado de falar comigo, eu não conseguia falar nada, ele havia se dirigido a mim. Peguei a caneta, e empurrei pro lado, ele começou a rabiscar, numa letra corsiva, tentei não ficar olhando o que ele escreveria, mas, não me contive."NÃO, EU TENHO UM COMPROMISSO!"Ele entregou a menina que ficou surpresa, talvez, ele não fosse o tipo de cara pegador, ou talvez ele só esteja fazendo uma espécie de jogo, como muitos homens fazem, mas ele não parecia ser assim. A loira fez uma cara de decepção pela rejeição, logo após tirou um papel de dentro do decote e o entregou. Provavelmente era o número de celular dela, ele amassou o papel e jogou na nuca do professor que explicava o assunto, na mesma hora o professor soltou o piloto no chão e virou-se.

–Quem foi o responsável por esse desrespeito?- ele perguntou, parecia bem bravo.

Ninguém foi capaz de falar quem foi o culpado, na maioria das vezes os novatos eram zoados e perseguidos, mas ele não. É como se o sangue de popularidade corresse nas suas veias.

–Pois bem, espero que não se repita! — ele falou autoritário.


O professor continuou a escrever , e ele arrancou repetidas folhas de papel, amassou todas, sorriu travesso e jogou na nuca do professor, dessa vez o impacto foi mais forte, o professor nos encarou furioso.

–Já chega! Se não me disserem quem é, eu vou sair da sala! — ele esbravejou.

No mesmo momento fez-se um silênco puro, eu só ouvia o som do meu coração batendo, ele não havia nem me dito o seu nome. O garoto lindo deu umas risadinhas ao meu lado, provavelmente rindo da ira do professor.

–Quem quer aprender, fica na sala! — ele berrou — E quem não quer, só veio pra vagabundear pode sair!

Num rompante toda classe levantou e saiu da sala, o professor parecia sem graça e com raiva ao mesmo tempo. Ninguém queria ouvir sua aula, e ele deu uma boa oportunidade pra todos irem. Ele começou a arrumar seus pertences com violência.

–Eu deveria ter ouvido a minha mãe, seria um bom coveiro, é bem melhor trabalhar com mortos do que com vivos, e... Adolescentes — sussurrou.

Me levantei por último, e saí da sala na esperança de ver aquele garoto lindo de novo, le lá estava ele estava novamente rodeado por um bando de garotas. Me aproximei devagar, pra ouvir sobre o que eles falavam.

–Meu nome é Edward, mas posso ser o que você quiser... — ele falou e continuou — gatinhas — deu um breve sorriso de canto que fez meu coração quase sair pela boca.

Então ele se chamava Edward?

–Calma garotas, tem Edward pra todas — ele sorriu malicioso.

–Ed, rola alguma coisa entre a gente? — perguntou uma morena um pouco mais alta que eu, rodando o cabelo nas mãos e masclando chiclete.

Ele a ignorou e foi pro seu armário.

Talvez, ele fosse o cara certo, não aquele tipo que vive se agarrando com garotas no colégio.

(...)

Fui até o banheiro da escola pra limpar meus óculos as lentes estavam um pouco embassadas, atrapalhando minha visão.

–Ah... — ouvi uma voz, na verdade parecia mais um gemido — Não faz assim... — dessa vez parecia mais um sussurro, a voz vinha provavelmente de uma aluna, e ela estava naqueles lugares em que fazemos nossas necessidades com privacidade.

– Não estou fazendo nada... — reconheci a voz de Edward, e senti mais uma vez meu coração bater forte — GOSTOSA! — ele quase gritou.

Mas o que estava acontecendo lá dentro?

–Safadinho você hein? Tirou minha blusa e eu nem vi! — ela falou de novo.

O que ela disse?

Ouvi uma risada baixa.

–Talvez não seja lugar pra isso! — ouvi a menina falar.

–Pra isso o que? — ele perguntou.

–Você sabe er... ai — ela gemeu — Pro que estamos fazendo...

–Mas, eu não estou fazendo nada! Só estamos nos divertindo, não é?- ele perguntou.

–É... — ela gemeu.

–Você é linda, beija bem... — ele falou.

–VOCÊ, beija muito bem! — ela falou.

–Qual é seu nome mesmo? — ele perguntou.

Ele estava beijando ela, e nem sabia seu nome? Bem, eu não estava ligando pra isso, e sim pra melodia da sua voz.

–Scarlety! — ela falou e continuou — E o seu?

–Randulfo! — ele falou.

Mas, ele não era o Edward?

–Você foi a melhor e mais bonita que eu já peguei, fica de aviso! — ele falou.

–Já vai? — ela perguntou.

–Sim, mas antes vou colocar sua blusa! — ele falou.
A garota começou a gemer baixinho e eu queria saí dali, eu queria saí daquele campo, eu estava mal, estava muito mal.

–Para Randulfo! Você falou que ia colocar a blusa... — ela falou gemendo.

–Você não vai deixar eu fazer carinhos em você? — ele perguntou, a voz baixa e um pouco manhosa.

–Sim... Eu sou TODA sua! — ela falou entre gemidos.

–Toda? — ele perguntou.

–Sim! — ela falou.

Porque eu estava alí AINDA? as minhas pernas doiam, a minha respiração falhava, ele estava tentando transar com a garota num banheiro da escola? O barulho do sinal batendo me ensurdeceu.

–Droga! — ele berrou e ouvi o som da tranca da porta se abrindo.

Eu queria correr dalí, mas, parecia que alguém havia puxado o freio e minhas pernas haviam parado, eu tinha razão, era o Edward, ele estava lá, saindo com a boca toda manchada violentamente de batom vermelho, e a garota, linda, — que mais parecia uma Barbie perfeita — que antes estava tentando chamá-lo pra sair na sala, e ele nem deu bola, estava atrás. Ele passou e nem olhou pra minha cara, depois encheu as mãos de água mergulhou o rosto nas suas mãos cheia de água e depois passou um papel removendo o batom.

A garota ajeitou a blusa e depois passou a mão nos seus lindos e grandes cabelos loiros, me encarando.


–O que é que você tá olhando? — ela perguntou e eu fiquei calada, ela continuou — Parece até que nunca fez isso, é... Você nunca deve ter feito isso mesmo, nenhum homem deve te querer, todos os homens me desejam. — ela pegou o batom e começou a aplicá-lo.

Eu fiquei ali, calada ainda parada, ela remexeu o cabelo novamente e saiu do banheiro.


(...)

Essa noite de fato eu dormi, mas, não foi com meu pai morrendo como eu sempre sonhava, dessa vez foi diferente eu sonhei com o anjo, com sua voz, seus olhos, tudo, sonhei com tudo. Dizem que o tempo cura todo. Mas desde que me apaixonei por ele, o tempo se congelou.

(...)

Durante longas semanas, ele nem sequer olhava pra mim, atrapalhava a aula de todos os professores, evitei ir no banheiro, pois a última vez que lá estive ele estava de novo, com outra garota ainda mais bonita se agarrando violentamente numa cabine minuscula, dizendo as mesmas coisas a ela e ainda disse um nome diferente.
Porque ele não olhava pra mim? Porque não falava comigo?E o mais importante porque eu me apaixonei pela primeira vez em que o vi? Seus olhos, seu cabelo, seu rosto, seu sorriso torto, sua voz.

Meus olhos ainda o seguiam aonde quer que ele fosse, ele estava no topo dos meus pensamentos, e esquecer ele, seria a pior parte.
Eu estou perdidamente apaixonada pelo Cullen, desde o primeiro momento em que o vi.

Flash back off*

Notas finais
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