Shut Up!

6 Cápitulo 5 - Colecionadora de ilusões


Notas iniciais
Boa leitura!

Isabella PDV


Haviamos ido comprar roupas, eu lutei e briguei com Alice tentando a convencer que me sentia bem com minhas roupas, mas mesmo assim ela fez questão de comprar toda a loja, mesmo com a minha total reprovação. Não tinha como driblar o gênio forte dela. E ainda ela saiu correndo pra não ter que carregar as sacolas. Típico.

Adentrei a casa segurando um grande peso e super cansada, encarei a escada a minha frente e coloquei as sacolas no chão, mechendo meus braços a fim de evitar uma futura caimbra. Me virei para pegar as sacolas e encarei Edward de toalha me olhando com raiva. A essa altura ele com certeza havia descoberto que fui eu que aprontei com ele, claro.


–E-E-Edward? — gaguejei idiotamente ao pronunciar seu nome.

–Não, que tal fadinha? — ele perguntou irado.

–T-Tá falando do que? — perguntei tentando gaguejar o minimo que pudesse.

–Do que fez comigo talvez... — ele berrou e continuou -Isso não vai ficar assim, você vai pagar! Achei que depois do armário você ia parar, mas acho que não aprendeu a lição.

–Sério? E se eu disser que tenho fotos de você naquele estado? — levantei as sobrancelhas vendo ele meio que se encolher e sua expressão ficar mais irritada ainda.

–Você não fez isso. — ele falou.

–Sim, eu fiz. — falei.


Ele se aproximou de mim e agarrou meu braço com força.

–Você não sabe com quem está mechendo! Eu não tenho medo de bater em mulher — quase gritou.

– Sabe aquele seus paga paus? Que riem de toda merda que você faz? Eles simplismente irão te humilhar, como você me humilhou. — falei olhando pro nada pra não ter que encarar seus olhos em fúria, ele tinha dois olhos tão bonitos, era uma grande pena maioria das vezes seu olhar ser tão cruel, tão furioso, tão frio, resolvi continuar — Agora me solte, e pense em nos seus atos, eles podem gerar consequencias... E elas não serão boas.


Ele soltou meu braço com fúria, peguei as sacolas e subi as escadas.

Edward PDV

Uma coisa que eu não arriscaria perder era minha popularidade. Eu armaria um esquema pra me ver livre dessa baranga. Mas a prioridade agora era achar o meu quarto.

Subi as escadas e dei de cara com um corredor comprido cheio de portas pra todos os lados, provavelmente tudo quarto. E uma daquelas portas eram meu quarto. Mas qual?

Passei a mão na testa que doia um pouco e continuei andando, avistei uma porta com uma placa roxa e desenhos do Barney, cheguei mais perto, pra ver o que tinha escrito nela.“Aqui vive um cara 100% fã do barney”. Emmett. Esse foi o nome que veio a minha cabeça, como ele era idiota, criança e burro. Sinceramente eu não sei o que meu pai viu nessa família, eramos bem melhor sozinhos, pelo menos não tinha ninguém pra encher a minha vida. Desviei meu olhar pra outra porta sem placa, pensei em abri-la, mas senti um puxão no meu cabelo molhado.


–Oi fada mágica! — falou Alice rindo e olhando pra minha toalha — O que faz quase nú andando pela casa?


–Tá olhando o que? — perguntei irritado com o apelido idiota.


–O que eu estou olhando eu já olhei! Mas você não respondeu a minha pergunta, o que faz assim? — ela perguntou rindo e começou a olhar pro meu rosto.


Peraí o que essa garota olhou?


–O que você olhou? — perguntei desacreditado.

–Nada fada mágica! O que faz aqui? — ela perguntou de novo, com deboche.


–Pra quê você quer saber descedente de anã? — perguntei irritado.


–Pra te ajudar, talvez! — ela falou com um tom doce.


–Estou procurando meu quarto, satisfeita? — falei num tom mais alto que o dela depois continuei – Sabe onde é?


–Não! — ela falou calmamente, e saiu pulando e entrou num quarto com a porta rosa.


(...)

Continuei andando e avistei um quarto com uma placa vermelha, e nela tinha escrito: “Não pertube!” . Concerteza era o quarto do Jasper, ele sempre foi assim, odiava ser incomodado quando estava ouvindo suas músicas ridiculas. Resolvi então pedir informação a ele, ele concerteza sabia onde era o meu quarto. Abrir a porta devagar, a fim de dar um susto nele, e depois fechei a porta e entrei, achei estranho por ele não estar na cama, ouvindo música, ele provavelmente estaria então no closet. Andei devagar até o closet e tomei um grande susto ao ver a baranga lá, em vez dele.


–Nossa, essa roupa é linda! Mas, não combina comigo, combina com aquela pérua da Jessica — ela falou baixinho consigo mesma.


Ela encarou a roupa e abaixou a cabeça.


–Talvez se eu fosse diferente poderia usar todas essas roupas — ela falou e continuou — Mesmo assim eu vou experimentar — ela se levantou carregando consigo um colete, uma saia de pregas e uma blusa. Ela se dirigiu ao espelho e o encarou.


Virei a fim de dar meia volta, eu não era masoquista e muitas vezes queria ver o filme morbit ao vivo. Mas, não custava nada, isso talvez desse origem a novos apelidos. Ela tirou a percata ridicula que calçava e logo depois as grandes meias. Jogou tudo no fundo do closet, em seguida ela tirou a blusa me fazendo gemer baixinho. Sua barriga era lisinha e sem nenhum banha ou algo parecido como eu imaginei. Seus seios eram de tamanho normais e no lugar. Sua roupa íntima era ousada e provocativa, diferente das suas roupas.

Limpei meus olhos e olhei pra ela de novo, tentando confirmar que aquilo não era uma visão do paraiso. Ela começou a tirar devagar a sua saia de igreja que segundo as minhas contas davam pra fazer umas cinco saias. Tirou a saia por fim e ficou só de roupa íntima. Fitei suas lindas pernas, não "pernas palito", como eu costumava ver nas garotas magras da escola. Digamos que essa baranga era gostosa.


–No que adianta essas roupas? — ela sussurrou me dando um susto, e continuou – Ele nunca vai olhar pra você! — ela berrou e continuou — Nunca...


Pegou a saia de pregas e a colocou sensualmente me fazendo babar. Limpei a saliva que escorria da minha boca e continuei a olhando. Ela pegou a blusa e a pôs devagar. Logo após colocou o colete por cima. Estava magnifica. E muito gostosa.

Ela deu uma volta sexy, mas parecia descontente, escondi minha cabeça, pra ela não ver durante a voltinha que fazia.Ela tirou o colete, a blusa e logo após a saia num movimento muito sexy.


Eu continuei com meus olhos penetrantes no seu corpo, ela colocou a roupa na prateleira e se virou junto com meu olhar, parou por um instante, coçou os olhos e os arregalou, depois ela fez uma cara de raiva e começou a berrar.


–O que está fazendo aqui? — ela gritou em choque. Mas que droga! Alguém podia ouvir e achar que sou um tarado.


Corri em sua direção e tapei sua boca com a mão, colando nossos corpos. Ela se debateu, mas eu a segurei firme e não ia deixar ela fazer um showzinho. A larguei por fim, fui até a porta do closet e a tranquei. Ela ainda me fitava surpresa, não sei se por eu estar de toalha ou por ela estar de roupa de baixo. Examinei seu corpo, agora de perto. Ela foi na direção do meu olhar e só aí notou que ainda estava de roupa de baixo. Começou a tentar tapar as partes do seu corpo como se estivesse nua ou coisa parecida. Parecia constrangida com a situação. Foi até o armário e pegou um roupão, em seguida o vestiu. Enquanto eu aproveitava pra checar seu corpo.


–O que faz aqui? — ela berrou dando um nó no ropão.


–Eu... — tentei argumentar, mas aconteceu o que nunca havia acontecido antes, as palavras se calaram dentro da minha boca.


–O que está fazendo aqui? — ela perguntou — Veio zoar comigo? Não lembra do aviso que recebeu não?


–Não vim fazer isso... — gemi.


–O que você viu? — ela perguntou tentando desviar seus olhos de mim.


–Tudo! — falei.


–Tudo? — ela perguntou desesperada e continuou – Você não podia me ver assim, não podia invadir meu quarto!


–Mas eu não invadir seu quarto — falei.


–Ah e do que você chama isso? — ela perguntou.


–Eu achei que era o quarto do Jasper, mas quando eu entrei percebi que não era... — falei.


–E porque não foi embora? — perguntou.


–Fiquei observando você trocar de roupa — fui direto.


–E porque droga? Pra arrumar novos apelidos pra me insultar e me pôr pra baixo? — perguntou.


–Sim, concerteza! — falei e continuei — Mas... Não consigo imaginar nenhum insulto pro seu corpo — fiz um formato de violão com as mãos.


–O que disse? — ela perguntou.


–Que seu corpo é mó violão — falei.


–Não pode debochar das pessoas assim — ela falou.


–Não estou debochando! — berrei.


–Eu sou completamente baranga, nada no meu corpo é bonito! — ela berrou.


–Seus seios são lindos! — berrei e ela arregalou os olhos e eu continuei — Eu estou falando do que eu vi! — falei calmo.


–Você não devia ver! — ela berrou.


–Porque? -perguntei.


–Sou uma garota de respeito! — ela berrou.


–Mas, seu corpo é convidativo! — falei a olhando, ela ficou vermelha como um pimentão e depois fez uma cara de nenhum humor.


–Já chega? A palhaçada tem limites, eu ainda tenho fotos suas! Não quero fazer isso, mas se você continuar eu... — ela ameaçou. -Tá baranga! — falei rindo de canto e continuei – Não quer que eu fale a verdade, então continuo te chamando do jeito que você quer!


–Tenho que me vestir. Pode se virar? — ela perguntou.


Me virei sem nenhuma vontade.


–IDIOTA, IMPRESTÁVEL, IGNORANTE, ISUPORTÁVEL! — ela sussurrou enquanto tirava o roupão.


–Isabella! — falei.


–Que? — ela perguntou.


–Não tava falando de coisas com I? — perguntei.


–Desde quando você tem senso de humor? — ela perguntou.


–Sempre, só que costumo usar o sarcasmo — falei.


–Hm! Percebe-se... — ela falou rindo e continuou – Já acabei de me vestir
Me virei e dei de cara com a baranga de sempre, com suas roupas cumpridas e ridiculas.

–Essas sua roupas são ridiculas. Será que você não tem senso disso? — perguntei.

–Eu me sinto bem com elas. Eu gosto e pra mim isso basta, se não gosta o problema é seu, mudar é que eu não vou. — ela falou intoleramente. Parecia nervosa, talvez pelo fato de eu estar por perto.

–O problema é seu! — berrei.

–Eu queria tanto que engolisse essas palavras um dia. Talvez esse dia não esteja muito longe — ela falou.

–Chantagem ridicula! — quase cuspi na sua cara.

–Humilhar os outros também! Se liga... — ela falou debochando e continuou — Não tem roupa não? Ficar andando assim por uma casa de família.

–Que é? Eu ando como me der na telha! — berrei.

–Você deveria respeitar mais as pessoas — ela falou.

–Foda-se você e seus conselhos ridiculos — falei.

–Já chega! — ela correu até a porta do closet e tentou abri-la, mas a porta não se abriu, mesmo ela girando a maçaneta com uma força extrema, ela deu chutes, murros e por fim se encostou na porta descendo até o chão e apoiando a cabeça nela — Droga.


Me levantei e tentei abrir a porta, mas a porta estava emperrada.


–Que droga! — repeti — Eu não mereço isso.


–Muito menos eu... — ela se encostou na parede — Isso só pode ser um pesadelo.


–Queria eu que fosse — admiti.


–Nós estamos mesmo presos aqui? — ela perguntou e abaixou a cabeça.


–Eu diria que sim — falei.


–Isso não está acontecendo comigo... — ela sussurrou.


–Parece até que tem medo de mim. Se confessasse isso no dia do armário poupado sofrimento — ri sem humor.


–Não imagina o quanto eu sofri naquele dia, nem o que eu tenho sofrido. Mas eu continuo não tendo medo de você. — ela falou.


–Não imagino o quanto sofreu, mas posso senti — menti. Eu faria qualquer coisa pra não estragar minha popularidade, era tudo que eu tinha.


–Pode? — a voz dela se tornou rouca e abafada.


–Sim, eu posso — menti.


–Eu não acredito que possa — falou.


–Me desculpe — falei.


–O que disse? — ela perguntou.


–Me desculpe por tudo que eu te fiz passar — falei. E ela parecia cair nas minhas palavras.


–Eu te desculpo, sou uma imprestável. Eu merecia aquilo — ela falou.


–Ninguém merece aquilo que eu fiz, nem a pior pessoa do mundo — falei.


–O que eu mais queria era conseguir te odiar, nem que fosse por poucos minutos — ela falou e eu engoli em seco.


–Quer que eu te der um motivo pra me odiar? — perguntei.


–Edward, motivos é que não me faltam. Se eu te odiasse por todos esses motivos você já estaria morto — falou.


–Mas e se tivesse um motivo supremo pra me odiar? — perguntei.


–Eu não consigo, por mais que eu tente — admitiu.


–Acredite, depois disso você vai me odiar — falei tentando organizar as minhas idéias, eu estava me arriscando demais tentando manter minha popularidade. Tentando convencer a garota a me deixar em paz. De uma maneira diferente, sem humilhações ou sem aniquilamento. Apenas com mais uma ilusão pra ela, isso não faria nenhuma diferença, e ela me deixaria em paz or toda vida depois desse sacrificio.


–Depois de que? — ela perguntou.


–Disso! — cheguei perto do seu rosto feio, que me exalava nojo. Eu só tinha que me concentrar, eu não poderia arriscar perder minha popularidade, ela não foi uma coisa fácil de se conquistar. Ela respirava em ritmo acelerado, enquanto tremia, se concentrava em algum ponto no meu rosto.


–Quer seu primeiro beijo? — ergui uma sobrancelha e ela se calou, fechando os olhos. Dele sairam lágrimas rápidas e descontroladas, comecei a ouvir um soluço baixo.


–Não faz isso comigo de novo, eu... Não vou aguentar dessa vez — sussurrou.


Inclinei a cabeça pro lado e toquei seu lábios rapidamente. Era como beijar uma lata de lixo, no sentido figurado porque ela tinha hálido de morango. Mas eu sentia nojo dela só pela simples questão de ela ser ridicula. Queria acabar com isso logo. Depois daquilo teria certeza que ela me deixaria em paz. Me afastei um pouco e toquei de novo seus lábios. A olhei e notei que mantinha seus olhos fechados enquanto as lágrimas caiam. Era tão fraca.

Toquei novamente, dessa vez com mais intensidade.Certas horas na vida você tem que se safricar por algo. E eu me sacrificaria sim pela minha popularidade. Demorei um pouco e os toquei de novo, dessa vez as lágrimas não rolavam mais, tentei me concentrar e frisar na minha cabeça que aquilo era preciso. Passei minhas mãos e enlacei na sua cintura, em seguida ela abriu os olhos e sorriu, respirei e vi ela inclinando sua cabeça. Me aproximei devagar.

Calma Edward, são apenas selinhos.

Suguei seus lábios com firmeza e brutalidade, faço isso com todas, ah porque deveria ser diferente? Beijo é beijo. E que porcaria hein? Ela não sabia nem beijar, não sei porque, mas isso não me surpreende.


–Isabella? — uma voz ecoava pelo local enquanto ouvia batidas ferozes na porta. Isabella me empurrou pra trás me fazendo soltá-la. Em seguida ela tocou nos lábios com a ponta dos dedos e abriu um grande sorriso. Que iludida.

–Se esconda — ela sussurrou.


Abri a porta de um dos armários e me enfiei dentre as roupas cafonas ali contidas.Minha cabeça girou ao pensar na burrice que acabara de fazer, isso só a iludiria mais, ela nunca mais largaria do meu pé.

Parabéns Edward!


Ouvi alguns sussurros, e finalmente o som da porta sendo destrancada, fiquei mais um tempo, esperando pra ver se não tinha ninguém, sai do armário quando não ouvia mais nenhum barulho, em seguida encarei a porta fechada a minha frente. Fui até ela e tentei abri-la, em vão.
Mas. que. droga.


(...)


A raiva tomou conta de mim quando dei a quinta pancada na porta e ela não se abriu. Eu estava quase explodindo e iria quebrar a porta em pedacinhos se isso fosse possivel.
Me distanciei da porta e tomei velocidade para abri-la, foi quando ouvi o som da maçaneta e vi ela girando, tentei reduzir a velocidade, mas eu já estava correndo muito rápido. Isabella arregalou os olhos ao me ver correr e antes de eu gritar ou fazer qualquer coisa já tinha me chocado contra seu corpo, o impacto não foi o bastante para que não caissemos, mas foi bastante para nossos corpos se colarem. Dei um passo atrás tentando não descontar a raiva que eu sentia daquela garota. Mas, o que mais me deixava irritado, foi sem dúvida ter beijado ela, aquilo não devia ter acontecido, eu sinto repulsa a ela.

–Edward? — ela perguntou.


–Não, não sou o Edward — quase gritei.


–Eu queria saber o que aconteceu. Porque você me... — ela falou gaguejando e eu a interrompi. Eu não falaria de maneira nenhuma daquele beijo.

–Ah sobre que você me trancou aqui? Além de ser baranga agora ficou burra foi? BURRA! Isso que você é! Iludida. — falei estourado.


–Calma! Eu... — ela tentou falar.


–EU não quero saber, foda-se! — berrei.


–Mas você... Porque está assim agora? E tudo o que você disse? O que ouve? — ela perguntou sussurrando.


–O que houve? VOCÊ! Meu único problema no mundo, a COISA que eu mais odeio — berrei.


–Eu... só queria perguntar sobre o beijo! — ela falou e notei um breve sorriso em seus lábios.


–Não teve beijo nenhum, sua iludida, EU...? Ia beijar VOCÊ? Se enxerga baranga, faz o que a Jessica mandou, tenta nascer de novo! — berrei.


Passei por ela com tanta força que acho que a empurrei e derrubei no chão, olhei pra trás e ela não tinha se levantado, apenas se encostou num canto e abaixou a cabeça, seu soluço era alto, e lágrimas caiam involutariamente dos seus olhos, ela lutava para prende-las, mas mesmo assim elas rolavam com intensidade.
Ela achou que tinha chance comigo? É incrivel o nivel dela, é tão iludida. Tão burra.
A olhei mais uma vez e vi que tentava secar as lágrimas com a manga da blusa que usava. Em seguida tentou se levantar, mas todo o esforço foi em vão, ela tremeu as pernas e caiu no chão de novo. É incrivel como certos ser humanos são tão fracos.


(...)


Optei por abri a porta que vi pela frente, torcendo pra não ser o quarto do Carlisle e eles estarem, bem...Encarei Jasper no espelho passando o lápis de olho enquanto chorava, seu rosto estava todo borrado de preto. Um verdadeiro urso panda.

–Odeio emos! — berrei.


–Pra sua informação, ser emo é lindo! Botar as emoções pra fora, coisa que você não faz. — ele falou.


–Aprende uma coisa, homem não chora! — falei.


–A música me emocionou! Quer ouvir? — ele falou ainda enxugando as lágrimas. Pôs o fone de ouvido estourando meus timpanos, era rock pesado mesmo, não dava pra ouvir nem a voz de quem cantava a música, a batida me deixava tonto, como ele conseguia se emocionar com aquilo?


–Que porcaria, como você se emociona com isso? — perguntei.


–Você tem que sentir a magia da música — ele falou.


–Você devia experimentar saí com umas garotas, em vez de ficar nessa... — sugeri.


–Eu não ligo pra elas, são bravas, problemáticas e gostam de torrar dinheiro... — ele berrou.


–Eu não quero ter um irmão gay! — falei.


–Ah Edward, não é só porque não gosto de meninas, que eu sou gay! — ele berrou.


–Vou falar com a Jess, ela deve ter alguma amiga gata, daí saímos... — falei.


–Nem pensar! — ele berrou.


–Cara, você tem que ser homem, que nem seu irmão aqui! — berrei.


–Eu nunca seria um homem que nem você. Vive enganando mulheres. Desperdiçando sentimentos — ele falou e continuou -O que faz de toalha?


–Culpa da Isabella! — berrei.


–O que houve? — ele perguntou.


Mesmo sabendo que não saria nada resolvi contar.

Isabella PDV


Eu... não tive reação, fiquei lá no chão mesmo, onde era meu lugar. Eu achei que depois do beijo, daquele beijo, ele pelo menos teria um argumento, e eu pelo menos teria uma chance com ele, porque eu o amo, mesmo ele sendo essa pessoa egoísta e mal educada, pra mim ele continuava sendo perfeito. Porque é isso que o amor faz. Ele pode ter milhões de defeitos,mas pra mim sempre será perfeito.

Chorar só aumentava meu sofrimento, minha angústia, eu me sentia naquele momento um lixo, aquele beijo foi outro truque dele, e eu... Ele tem razão, eu sou uma burra! Burra em achar que ele ainda vai me querer... Burra em ter nascido assim, simplesmente burra!


Allie apenas tinha o fechado, no closet, porque, não sabia... Ela me chamou pra ir no dentista que eu tinha marcado pra hoje, para tirar o aparelho dos dentes. Então eu não pude abrir a porta pra ele, mas, ele não me deixou explicar, ele... Simplesmente saiu falando, me magoando, pois é unica coisa que ele sabe fazer.

Meu primeiro beijo... Não foi com quem me amava, foi com quem me odiava, eu não podia continuar no chão chorando, apesar de estar sem forças, tinha que levantar e recomeçar, como eu sempre fazia, mas... Eu não conseguia.Talvez ele só me deu o tal beijo pra me usar. Mais lágrimas rolaram dos meus olhos ao pensar na tal hipótese.

Tentei me levantar novamente, mas não obtive êxito, então resolvi ficar lá mesmo. Quando meu coração começasse a bater de novo, talvez eu conseguisse levantar e recomeçar, mas, dessa vez ia ser bem diferente. Eu tenho me iludido demais com cada ação de Edward e isso só me traz mais sofrimento.

Continua...

Notas finais
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