Shut Up!

22 2ª Fase: Cápitulo 7 - O despertar


Notas iniciais
Boa leitura.

Carlisle PDV


–Esme abra essa droga de porta agora! — berrei já estressado, eu estava ali morfando, pedindo pra ela abrir a droga da porta do banheiro onde ela se trancou, e ela parecia fingir que não estava me ouvindo nem um pouco, ela não respondeu novamente o que me deixou mais estressado ainda.


–EU NÃO ESTOU BRINCANDO! — berrei e explodi — SEJA ADULTA O SUFICIENTE PRA ABRIR A MERDA DESSA PORTA PRA QUE A GENTE POSSA SE FALAR!


Mas uma vez o silencio reinou e eu estava decidido a arrombar aquela porta e dizer umas verdades a ela.


–OU VOCÊ ABRE ESSA PORRA... — dei uma pausa ao notar que havia xingado e continuei — OU EU VOU ARROMBAR!


Ela não respondeu novamente e eu tomei distancia da porta, corri com tudo e ao chegar na porta dei um chute forte, e a porta abriu, olhei Esme encolhida num canto com a cabeça entre as pernas soluçando baixinho.


–Você está parecendo uma criança... — falei , ela continuou com a cabeça baixa e continuei um pouco mais calmo — Desse jeito você não vai resolver nada.


–Carlisle... Você mudou tanto — ela levantou a cabeça e me encarou com os olhos já vermelhos de tanto chorar.


–Eu continuo o mesmo... — falei.


–Não, você não era assim quando eu te conheci, você era romântico, sábio, feliz. E agora? Se tornou essa pessoa egoista que só pensa em si, se você não quisesse conviver com meus filhos e comigo era só me dizer que não viria pra minha casa... — ela falou soluçando.


–EU. SOU. O. MESMO. — berrei pausadamente.


–O Carlisle que eu conheci não falaria desse tom comigo... — ela sussurrou.


–O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA? — tentei controlar a minha voz que insistia em sair muito alta.


–Sabe o que eu quero que você faça? — ela deu uma pausa e continuou — Nada, não quero que faça nada.


–E você vai ficar nessa? Se deprimindo? Chorando que nem criança? — perguntei.


–Carlisle, eu estou aqui chorando e me lamentando por você ter mudado tanto... — sussurrou.


–MAS EU NÃO MUDEI PORRA! QUANTAS VEZES TENHO QUE FALAR ISSO? — berrei.


–Mais nenhuma... — ela sussurrou e pôs novamente a cabeça entre as pernas, a encarei e ela levantou a cabeça novamente com os olhos banhados em lágrimas.


–Carlisle, eu te amo! — ela sussurrou.


–Eu também... — falei.


–Carlisle, eu também não significa eu te amo, você não me ama mais? — ela perguntou, com a voz rouca, os olhos transbordando de lágrimas.


–Que pergunta mais tola! — quase cuspi na cara dela, e ela fechou os olhos e as lágrimas rolaram sobre seu rosto — Não tenho tempo pra isso!


–Eu nunca pensei que você podia mudar desse jeito, você está parecendo com o seu filho... — ela falou.


–Olha não fale dos meus filhos! — berrei.


–Você não percebeu como o Edward é? Acho que sim, você está ficando que nem ele, orgulhoso e egoista, eu não julgo ninguém, mas, o Edward não é uma boa pessoa... — ela falou.


–PRA MIM JÁ CHEGA! NÃO QUERO OUVIR NEM MAIS UMA PALAVRA! — olhei e vi que as lágrimas estavam descendo com mais velocidade do seu rosto e o soluço havia aumentado, mas continuei — DANE-SE VOCÊ E O SEU CONCEITO SOBRE MIM, DANE-SE! EU NÃO QUERO MAIS SABER! QUERO QUE SE FODA!


–Ainda bem que eu não me casei com você... — ela berrou.


–Ainda bem que EU não me casei com você! — berrei.


–SAIA DAQUI AGORA! — ela segurou em sua cabeça — Saia de perto de mim, SAIA AGORA! — ela berrou.


–E se eu não quiser sair? E se eu também tiver umas verdades pra dizer? — perguntei e ela abaixou a cabeça, resolvi continuar — Você sempre tão boazinha, tão fingida, tão falsa com as pessoas, achando que é a dona simpática... Que pode resolver tudo, que pode conquistar o Edward com um jantar de quinta, e agora tá aqui falando mal dele, isso se chama falsidade Esme, falsidade.


–Eu não sou falsa... — ela sussurrou.


–SIM. VOCÊ. É. — berrei pausadamente.


–Porque veio pra minha casa então? Veio se oportunar da minha fortuna, é isso? — ela perguntou com a voz um pouco falha.


–Sabe que não... — falei.


–E você também sabe que eu não sou falsa... — ela falou e passou um dedo tentando limpar as lágrimas acumuladas.


Mas o que eu estava fazendo? Eu estava magoando ela, eu estava a perdendo com as tolices ditas, eu estava falando coisas erradas, mentiras.


–Foi mal Esme, eu... Eu estou de cabeça quente — falei.


–NÃO DIZ NADA CARLISLE! — ela berrou.


–Mas você que começou a me julgar, amor — falei.


–Eu não estou te julgando e não me chame de amor... — ela disse entre soluços e continuou — Eu só sinto falta do antigo Carlisle que me amava...


–Mas Esme, eu... — falei.


–VAI EMBORA CARLISLE, SAIA DE PERTO DE MIM POR FAVOR! — ela berrou.


–Se é o que você quer! — falei dando um soco na porta do banheiro e saí dele em seguida.


Talvez eu tenha mudado, ou talvez ela tenha mudado, talvez seja uma boa idéia eu ir embora com meus filhos, talvez seja uma boa idéia viver o resto da minha cretina vida sozinho, talvez eu não dê a Esme o valor que ela mereça, e talvez eu seja condenado o resto da minha vida por isso.


Bella PDV


–Jake?- quebrei o silêncio que reinava.


–Oi Bella! — ele falou, parecia estar pensando em algo, pois não me respondeu prontamente.


–Deite aqui, vamos conversar... — falei, eu gostava de tê-lo ao meu lado, próximo a mim, eu gostava de conversar e pôr pra fora tudo que eu sentia. Ele era o único que dava os conselhos certos na hora certa.


–Bella é muita intimidade... — ele falou.


Olhei pra ele com cara de tédio.


–DEITE AQUI! — apontei pro meu lado.


–Não, eu acho melhor voltar pra casa... — ele falou.


–Não é um pedido, é uma ordem! — sorri ao ver ele deitar sua cabeça e me encarar calado, era incrivel como ele me hipnotizava com aqueles olhos negros e profundos.


–Ei, você não manda em mim... — ele murmurou.


–E porque cumpriu minha ordem? — perguntei rindo.


–Motivo de força maior! — ele falou e deu uma risadinha.


–Que motivo? — perguntei rindo.


–O motivo: Deite ao lado da Bella e converse ou encare seu pai furioso que tá afim de te matar — ele riu e eu acompanhei.


–Hmmm... Você já falou com a Embry? — perguntei e ele riu.


–Você lembra o nome dela? — ele perguntou.


–É, eu tenho boa memória, parece bom, mas, é um problema... — ela falou.


–Porque? — ele perguntou.


–Sabe? Há pessoas que eu quero matar... — falei e ele pareceu assustado.


–Matar? — ele perguntou.


–Jake, existem dois jeitos de matar uma pessoa, o primeiro jeito é o jeito convencional, com uma arma, uma faca, um machado, uma picareta, seja o que for. — ri, dei uma pausa e encarei o teto — mas existe outra forma de matar, sabe? Você pode matá-la aos poucos no seu coração, ir esquecendo-a, e depois de um bom tempo será como se ele nunca tivesse existido. — falei e o olhei, ele me encarava calado.


–E é isso que planeja com o Edward? — ele perguntou e eu senti um arrepio ao nome dele ser pronunciado, Jacob continuou — O que foi?


–Não, não fale o nome dele por favor... — sussurrei e continuei — Não, não planejo isso, não agora, eu acho que... ELE tem que dar mais valor as pessoas que o amam entende? E eu tenho que fazer algo acontecer, algo mudar...


–Porque não o larga de mão? — ele perguntou.


–Porque eu não quero que ninguém passe pelo o que eu passei... — falei e ele pareceu pensar.


–E se ele não mudar? — ele perguntou.


–Daí vai ser uma grande perda... de tempo — falei, encarei o nada e continuei — E... Eu vou deixá-lo de mão, pra sempre.


–Não fica assim, tudo vai dar certo, e depois de você ensinar o Edward a ser uma pessoa melhor você vai ser a Bella mais feliz do mundo — ele sorriu, e eu dei um riso frustrado.


–E a Embry? — mudei de assunto.


–É uma longa história... — ele sussurrou.


–É... E temos muito tempo... — falei.


–Meu pai marcou um encontro com o irmão dele, o pai da Embry, daí ele trouxe a Embry, meu pai ficou inventando que eu só falava dela, sonhava com ela, e estava com saudades dela, eu não desminti nada, apenas a chamei pro lado de fora da casa para que pudessemos falar a vontade sem interrupções, mas ela achou que eu ia agarrá-la, mas não, eu a contei tudo o que eu sentia e o que eu não sentia, daí ela fez uma coisa que eu não imaginava que ia acontecer... — ele falou.


–O que? — perguntei.


–Ela me perguntou se era feia, gorda, burra, idiota, estranha, magra, sem atitude, sem sal, sem papo, e perguntou o que ela podia fazer pra que eu a quisesse...- ele falou.


–E o que você respondeu? — perguntei.


–Eu disse que ela não podia fazer nada, que nada iria mudar o sentimento de primo que eu sinto por ela, ela chorou, berrou, puxou os cabelos, disse que o amor não passava de quatro letras idiotas, que não serviam pra nada e depois ela me bateu... Por isso que meu pai está irritado comigo, eu briguei com ele quando a Embry saiu, mas eu não queria que tudo fosse tão difícil... — ele falou e eu ri disfarçadamente.


–Ela te machucou? — perguntei.


–Não, doeu mais nela, pode acreditar! — ele falou rindo, mas não era seu riso tradicional, era sem humor, um riso frustrado.


–O amor não são quatro letras idiotas, eu ainda acredito nele, apesar que o meu amor não passa mesmo de quatro letras idiotas... — falei.


–O seu não passou de quatro letras idiotas porque não foi vivido com o cara certo — ele me encarou e me prendeu nos seus olhos profundos.


–Talvez esse cara não exista... — sussurrei desviando do seu olhar.


–Ou talvez ele esteja mais perto do que você imagina... — ele completou e eu o olhei com questionamento.


–Do que você está falando? — perguntei.


–Nada... — ele sussurrou.


–Fala sério! — falei.


–Sabe Bella eu não tenho ninguém no mundo que goste de mim, ninguém que ouça meus conselhos, ou me dá conselhos, ou alguém que me elogia pelo meu jeito de ser, você é a única pessoa que eu posso contar no mundo — ele falou.


–Você também é o meu melhor amigo Jake, você me dá conselhos que eu sigo prontamente, você me elogia, você é o único homem no mundo que eu adimiro, você... — dei uma pausa — gosta de mim o suficiente pra me beijar, pra dançar comigo, só pra me ajudar numa vingança idiota. E você está comigo agora, ouvindo minha confissões e me apoiando, não sou eu, é você, você que é o melhor Jake... — falei e ele sorriu.


–Você não sabe o que está dizendo, nem meu pai gosta de mim — ele falou.


–Pelo menos você está buscando o seu amor, e eu que o meu não tem jeito? E o meu que me odeia?- perguntei.


–Eu não acho que ele te odeie. — ele deu uma pequena pausa — Como alguém pode odiar uma pessoa como você? — ele perguntou.


–Todo mundo me odeia Jake, parece que eu nasci pra isso, mas, eu não ligo. — falei.


–Você merece um castigo pelo que disse... — ele falou e por um momento me lembrou meu pai, ele que falava assim comigo quando eu falava algo errado e continuou — Isso é uma ofensa a mim, eu não te odeio Bella.


–VOCÊ não, e os outros? — falei e ele passou a encarar meus olhos, bocejei pondo a mão na boca, eu estava ficando sonolenta.


–Acho melhor eu ir... — ele quase se levantou e eu fui mais rápida.


–Eu não estou com sono — falei.


–Ahan acredito, acredito que esse bocejo só tenha sido um sorriso... — ele falou.


–Fica mais um pouco — olhei no relógio — Ainda são onze e meia...


Ele me encarou e assentiu.


Senti minhas palpebras lutarem para que não fossem fechadas, não obtive êxito, eu tinha que adimitir meu cansaço, e o meu sono.


Me aproximei mais do Jacob que me encarava.


–E agora vai adimitir que está com sono? — ele perguntou.


–Não, eu... — falei e bocejei novamente, pondo a mão na boca.


–Você... — ele falou.


–Eu... Estou morrendo de sono, mas não quero adimitir! — confessei.


–Bem, então... Está na hora de eu ir... — ele falou tentando se mover.


–Não, por favor... Me conta uma história? — perguntei manhosa, mesmo com todo sono do mundo eu não conseguiria dormir, porque pensaria em todo o dia de hoje.


–Quantos anos tem? — ele perguntou.


–17 — falei.


–Acho que já sabe ler! — ele se divertiu.


–Sério Jake, eu vou processar todo o dia de hoje, daí... Vou acabar dormindo de madrugada e perdendo o colégio amanhã... — falei.


–Pode ser uma música? — ele perguntou rindo.


–Ahan... — assenti.


–Tá, vou cantar uma junção de música e história — ele deu uma pausa e começou com a voz calma e baixa — Era uma vez um elfo encantado que morava num pé de caqui -ele deu uma pausa e eu me acomodei melhor, ele continuou — Em cima morava um duende safado, que vivia fazendo pipi. Um dia o elfo se aborreceu, e na porta do duende bateu, foi nesta ocasião que eles então se casaram. — ri alto diante da música completamente sem noção que ele tinha cantado, ele apenas levantou a sobrancelha.


–É parece que você ainda não dormiu, vou pensar em outra cantiga deixe-me ver... — ele parecia pensar, mas não demorou muito, começou a cantar com uma voz baixa e calma — Hoje eu parei pra escutar meu coração, que só fala de você desde quando eu te vi, hoje as lembranças já fazem parte dessa canção que eu escrevi só pra você... — as letras me envolviam, eram tão lindas, e a melodia da sua voz era tão calma, ele continuou — Nós vamos estar, juntos mesmo quando não estamos perto, já não importa mais o que ficou pra trás, agora é só eu e você, venha e me mostre como tudo deve ser, marcou minha história mesmo sem querer... — ele deu uma pausa e eu senti minhas palpebras se fecharem lentamente — Como tudo deve ser... — ele sussurrou e eu senti uma mão quente afagar meus cabelos com carinho — Dorme Bella! — ele sussurrou, logo após senti lábios quentes na minha testa, um beijo bem demorado, devo acrescentar.


Edward PDV


Eu consegui chamar o doutor, ele consultou a Jessica que por sinal estava muito mal, em seguida disse que tinha sido efeito de laxante, eu neguei a afirmação, mas sabia que tinha sido a Isabella, de novo, ela de novo tentando sabotar meu jantar, tentando acabar com tudo, a Jessica já estava em casa, o que não era um problema, até porque eu não aguentava nem mais um segundo.


Eu não tinha certeza de nada mais que eu faria, ou sentia, ou desejava, todos os meus pensamentos me levavam a Isabella, ela estava invadindo todos os meus pensamentos.


O seu rosto, o seu corpo, o seus olhos, TUDO, tudo nela me atraia, agora.


Eu sentia uma vontade enorme de arrancar a cabeça daquele tal de Jacob, só por ele ter a tocado, só por ele ter a beijado e quase ter comido ela no meio da sala, eu queria parti-lo em milhões de pedacinhos, como se ele estivesse violado ou tocado em algo meu, mas eu não entendia, não entendia porque em vez de estar com raiva por tudo que ela me fez eu a queria, eu queria subir as escadas ir até seu quarto e agarrá-la, prensar ela na parede, um tipo de atração maluca e repentina.


Que diabos eu estava pensando?


Me encostei na poltrona me acomodando melhor.


Num momento eu achei que ela se renderia, ela pareceu se abalar tanto com o tipo de Edward que viu, ela ficou focada em mim e Jessica, eu achei que se renderia, desistiria de toda essa babaquisse e me deixaria em paz, foi aí que o viado a chamou pra dançar, vi que ela não estava focada nele e sim em mim e em Jessica, eu beijei a Jessica logo em seguida, o mais romantico que pude, daí do nada ela vai e beija, beija e se amassa com ele ali, na frente de todos, e depois ainda se dizem amigos, desde quando amigos fazem isso?


Poucas coisas que eu sei sobre a amizade é que amigos não se comem, nem se beijam daquele jeito.


A Isabella deve ter me drogado de novo, só assim eu me sentiria desse jeito, vontade de agarrá-la dentre outras coisas, vontade de jogar a Jessica pra escanteio, só drogado eu pensaria em coisas idiotas como estas.


Ouvi o barulho de alguém descer as escadas, já se passavam das 12:00, quem estaria descendo?


Olhei pra escada e avistei o Jacob descer as escadas com um sorriso no rosto, ao me ver o sorriso dele só pareceu crescer.


–Onde estava? — levantei e o encarei.


O que ele fazia lá em cima até agora?


–Eu e a Bella estávamos no quarto conversando — ele falou.


Mas que diabos ele dizia? Ele estava no quarto com aquela gostosa e não tinha feito nada? E ainda se dizem amigos?


DROGA!


–Desde quando se tranza com amigos? — perguntei.


–Eu não tranzei com a Bella, nós somos amigos! — ele falou.


–Ah não? E você ficou com uma mulher daquelas num quarto escuro e não fez nada? — perguntei irônico.


–Não, porque eu sei dar o respeito... — ele falou.


–Hmmm e aquele beijo foi um respeito? — perguntei.


Ele me encarou um pouco, riu e falou:

–Você está com ciúmes da Bella?


–Não estou com ciúmes... — falei.


–E porque está se tratando da Bella como se ela fosse uma mercadoria sua? — ele levantou uma sobrancelha.


–Eu não estou ligando pro que a ISABELLA faz ou deixa de fazer... — berrei.


–ÓTIMO, então você não ligaria se eu tivesse transado com ela, certo? — ele ergueu uma sobrancelha.


–VOCÊ FEZ O QUE? VOCÊ... VOCÊ TRANSOU COM A ISABELLA? EU VOU QUEBRAR TODA SUA CARA, SEU FILHO DA PUTA — fechei minhas mãos em punho, não sabia porque estava tão nervoso, mas a vontade de bater naquele cara, ele estava me provocando, vendo meus limites, e eu bateria nele, bateria e quebraria toda a cara dele, pra nunca mais ele chegar perto de Isabella.


–Edward... Você está gostando da Bella não é mesmo? Está com ciúmes, e sente um desejo incontrolavel por ela não é? — ele perguntou.


–Claro que não! — olhei pro nada.


–Somos homens, pode falar... — ele falou.


–Você é homem? Não é o que dizem! — bufei.


–Claro que eu sou, e eu quero saber o que você sente pela Bella, no minimo é atração, estou certo? — ele perguntou.


–Eu devo estar drogado, só pode ser! — falei e passei a mão sobre meus cabelos impacientemente.


–Usa drogas? — ele perguntou.


–Não, a Isabella deve ter me drogado de novo... — falei.


–Ela já te drogou antes? — ele perguntou.


–Sim, pôs no meu suco! — falei.


–A Isabella não faria esse tipo de coisa, não é esse tipo de vingança que ela quer com você Edward, entenda isso! — ele falou.


–CALA. A. SUA. BOCA. — falei. O estresse havia tomado conta de mim.


–Ótimo, você é mesmo um idiota — ele falou.


–O que disse? — perguntei.


–VOCÊ É UM IDIOTA! FRACO, NÃO QUER ADIMITIR NEM DEMOSTRAR O QUE SENTE! Ninguém vive sem sentimentos Edward, NINGUÉM — ele berrou.


–Não preciso de sentimentos para viver! — berrei.


–Claro que precisa... — ele falou.


–Mandei calar a boca, você não sabe nada de mim, nada! — berrei.


–É algum trauma? — ele perguntou e eu neguei com a cabeça.


Já estava furioso, furioso por ele ser o amigo da Bella e furioso por adivinhar minha vida desse jeito, eu tinha um trauma que me levou a ser assim, mas não era só o trauma, eu gostava de ser assim, sou feliz assim, não me importo com ninguém, apenas comigo, com minha vida, cada um tem que ser independente, e eu não sou nada mais que isso.


–Tudo bem... Falar com você não dá em nada, a Bella não vai conseguir te mudar... — ele falou.


–O que? — perguntei.


–É isso que ela quer, te mudar, e isso não envolve drogas... — ele falou.


Era só o que faltava um paga pau de Isabella negando tudo que ela fez.


–Edward, todos são capazes de amar, e isso não é uma vergonha... Mas você feriu todos os sentimentos da Bella... — ele falou.


–Quem é você pra dizer alguma coisa? Quem é você? Ah, você deve ser um brinquedinho da Isabella, quando ela se cansar de você te joga fora! — berrei.


Jacob se aproximou de mim, os olhos em fúria, segurou na minha gravata fortemente, apertando o meu pescoço fazendo com que eu não respirasse, ele era forte, muito forte.


–Eu bateria em você pelo que disse, a Bella não é você, não insulte ela próximo a mim... — ele quase cuspiu na minha cara e eu dei um tapa na sua mão e ele a tirou.


–ELA ESTÁ TE USANDO! — berrei.


–Não está. — ele berrou.


–Só você não vê isso... — falei.


–Você é um idiota! — ele falou.


–E você é um boiola! — falei.


–Não vou discutir... — ele falou e continuou — Se precisar de ajuda com a Bella, se resolver se aproximar dela, colocar os sentimentos pra fora, se decidi conquistar aquela mulher perfeita e inteligente, linda por fora e por dentro, pode falar comigo. Mas... Se fizer a Bella sofrer mais uma vez você vai pagar por isso. — ele falou com seus olhos em fúria, encarou por 2 segundos minha expressão de desinteresse e saiu.


–EU NUNCA VOU TE PEDIR AJUDA, BAITOLINHA! — falei e ele bateu a porta.


Passei a mão no cabelo compulsivamente.


Isabella estava acabando com a minha vida, eu tinha medo de comer ou beber algo da geladeira, e não sabia sequer como eu iria amanhã pra escola, eu tinha que esclarecer, tinha que falar com ela que ela não vai me derrubar, e foi com esse intuito que eu subi as escadas correndo.


Encarei a porta de Isabella por um longo minuto brigando com minha consciência, abri a porta por fim e encarei Isabella na cama, dormindo num sono profundo, ela era tão linda, e me atraia tanto, observei as mechas de cabelo no seu rosto, me aproximei dela devagar, e por nenhum motivo toquei seu rosto, sentindo um choque pelo toque em seguida, a sua pele era tão macia e tão delicada, deslizei meu polegar sobre seu rosto e guiei sua mecha de cabelo pra detrás da orelha. Tirei outro fio que estava no seu olhos e levei pra trás da orelha, continuei deslizando meus polegares sobre sua pele lisa.


–Jake? — ela sussurrou ainda com os olhos fechados.


Tomei um susto e tirei minha mão do seu rosto, e ela segurou na minha mão encaixando meus dedos nos seus e apertou um pouco, mas suas palpebras continuavam fechadas, tentei desencaxar nossas mãos antes que seus olhos se abrissem.


–Não vai embora, por favor... — ela sussurrou e apertou minha mão com mais força e continuou — Eu ainda não consegui dormir, eu estou pensando nele, eu... Não consigo parar, fica aqui até eu dormir de verdade, esquecer tudo...


Segurei forte na sua mão e ela sorriu.


–Obrigada por está comigo todo tempo... EU necessito de você pra continuar sendo forte com tudo isso... EU ME SINTO SEGURA COM VOCÊ SEGURANDO MINHA MÃO... — ela sussurrou.


–Sh... — falei e ela apertou minha mão com mais força, era tão bom estar ali, senti seu cheiro seu hálito doce.


Meu Deus o que estava acontecendo comigo?


Que diabos estava acontecendo comigo?


Disso eu não sabia, o que eu sabia era que eu sentia vontade de estar perto dela, sendo efeito de droga ou não.


Bella PDV


Bati a porta do meu carro e avistei Jacob no portão da escola sorrindo, como sempre.

Fui até ele e o cumprimentei, dando-lhe um beijo no rosto, ele fez o mesmo.

Eu estava achando estranho o silencio que reinava entre nós.

–Bom dia Jake — quebrei o gelo e entrei pelo portão.


–Bom dia Bella — ele falou.


–Eu consegui vim pra escola, graças a você ter me colocado pra dormir... — sorri.


–Bella? — ele perguntou e eu logo percebi que ele tinha algo pra me contar.


–O que? — perguntei.


–Eu... Discuti com o Edward ontem — ele falou sua cara frustrada.


–Ah meu Deus você não fez isso! Jacob, eu... — passei a mão nos cabelos tentando conter meu nervosismo e continuei — O que você disse?


–Eu contei seu plano de mudá-lo, eu... Estava nervoso com ele, ele pensa que você o drogou... Eu tinha que ter um argumento convincente — ele falou.


–Mas eu não droguei... — falei baixo.


–Era isso que eu queria dizer a ele, que não é esse tipo de vingança que você quer... — ele falou e continuou — Bella, ele... Está com ciúmes, ele quase me batia. Eu estava certo, o Edward só não quer adimitir nem demonstrar o que ele sente.


Balancei a cabeça em negação.


–É só... Atração — falei.


–Não diria isso! — ele riu.


–Jake? Que horas foi que você falou com o Edward? — eu tinha que perguntar, mesmo eu sabendo que foi ele que esteve lá, uma coisa batucava na minha cabeça dizendo que não.


–Meia noite, depois fui embora... — falei.


–Mas antes foi no meu quarto não foi? — perguntei.


–Não, eu fui embora... — ele falou.


–Como...? Alguém me pôs pra dormir, Jake... Ficou segurando minha mão até eu adormecer... — falei.


–Não fui eu... — ele falou.



Continua...



Notas finais
Comentem!