Shut Up!
24 2ª Fase: Cápitulo 9 - Fada do amor
Notas iniciais
Edward PDV
Teenage dream — Katy Perry
http://www.youtube.com/watch?v=98WtmW-lfeE
Entrei no seu carro novo completamente caro, confortável e aconchegante, o cheiro de novo ainda reinava dentro do veiculo elegante, junto com um perfume delicioso de morango que exalava de Isabella, um cheiro doce, maravilhoso, gostoso, chegava até a ser enlouquecedor. Ela sorriu sentindo a brisa levantar seus cabelos e o sol iluminar seu rosto perfeito e angelical, encostou no banco e parecia relaxar, parecia feliz, até demais.
Ela gargalhou do nada e eu a encarei tentando segurar a risada que insistia em sair da minha parte, mesmo eu não querendo. Ela parecia lembrar de algo engraçado, mas não olhava diretamente pra mim, na verdade eu não sabia, por causa da sua lupa. Como se voltasse ao real ela fechou a porta do carro levemente e ainda concentrada no volante deu a partida. Abriu todo seu vidro, e tirou a lupa, ainda segurando o volante com força, logo após pôs a cabeça pra fora, eu desencostei do banco em choque.
Também não era pra tanto né? Ela queria se matar?
Quando eu estava pronto pra segurar seu braço ela sorriu, um sorriso grande e brilhante, um dos mais bonitos que já vi, fechando os olhos, um sorriso puro e repleto de felicidade, uma felicidade contagiante, mas que eu estava evitando, os cabelos dela se balançavam com o vento cada vez mais forte e isso só a fazia ri mais. Ela colocou a cabeça pra dentro do carro de novo e me fitou.
–Ah deixa de ser... Deixa de ser Edward, sente essa brisa gostosa — ela sorriu e eu dei um sorriso irônico — Não vou olhar muito pra você, esse seu mau humor duradouro é quase insulportável...
–Quase? Então estou fazendo errado — ela riu e me fitou novamente.
–Eu queria te agradecer pelo o que fez por mim ontem, com os garotos, que... — ela gaguejava.
–Esquece isso! — gemi voltando a ver os olhares maliciosos dos meus brothers sobre ela, ontem a noite isso me fez sentir uma raiva incontrolável.
–Claro que foi... Isso só prova que você mudou, e... pra melhor! — ela sorriu e eu a ignorei olhando pra estrada. Vi que ela não estava seguindo o caminho que eu sempre seguia pra chegar a escola, na verdade nunca tinha visto o caminho que ela entrou, era tão verde, tão sem graça, tão tedioso.
–Porque está vindo por aqui? É aqui que aquele... Seu "amigo" mora? — perguntei irônico, enfatizando bem a palavra "amigo", é claro que não eram amigos, aquilo deveria ser apenas fachada.
–Ah, o Jake? — ela negativou com a cabeça e riu — Ele gosta de andar, correr, e eu não insisti na carona, se não fosse tão lerda iria pra escola andando, eu amo sentir a brisa, o cheiro, me sentir livre, esse caminho transmite calma, segurança... Gosto daqui! — ela falou e apontou pra um gramado e sorriu — Costumo ficar ali, é bom pra pensar...
–Hmmm... — falei completamente desinteressado no assunto.
–E já que a primeira vez que... Parecemos irmãos! — ela sorriu e eu bufei.
–A única coisa que esse caminho transmite é raiva, você anda muito devagar, aprende a acelerar... — resmunguei.
–Acelero se você abrir a janela e aproveitar a brisa — ela falou e eu assenti, ela mesma abriu minha janela.
–Põe a cabeça um pouco pra fora, e esqueça tudo de ruim, pense apenas na felicidade! — ela me encarou.
–Isso é ridiculo. — bufei.
–Ok, então não preciso correr, também acho ridiculo, as vezes precisamos de sensações novas, daí decidimos se é ridiculo ou não. — ela falou.
–Acelera... — falei.
–Põe a cabeça um pouco pra fora, esqueça tudo, pense que daqui por diante será feliz — ela riu e continuou — Acho que tenho vocação pra psicóloga.
–Ou pra palhaça... — completei na intenção de irritá-la mas não funcionou, isso a fez ri mais.
Pus um pouco a cabeça pra fora, um carro podia passar e arrancar minha cabeça naquele momento, mas eu não liguei, esqueci de todos os acontecimentos, dos Swans irritantes, da Jessica, fechei meus olhos sentindo a fresca sobre meu rosto, mas em que momentos felizes eu pensaria?
Tratei de pensar em quantas garotas peguei, com quantas eu dormi, quantas festas curtir, pra mim isso era a felicidade, a melhor delas, sem família, responsabilidades, namoro, apenas curtição. Era uma sensação tão maravilhosa sentir o vento cada vez mais forte e refrescante, chegava até a sentir adrelina, só por estar correndo riscos, eu me sentia feliz sim, me sentia bem, até o rosto de Isabella invadir meu pensamentos felizes.
MAS.QUE.DROGA.
O que está havendo com você Edward? O carro parou e eu abri os olhos, encarado Isabella, ela apenas assentiu pra frente e vi que o sinal estava fechado.
–Não tem ninguém, atravessa o sinal — resmunguei.
–Não tenho pressa — ela sorriu, parecendo se divertir com meu irritamento.
–O seu "amigo" deve estar te esperando! — falei encarando o teto do carro, era um bom teto, era daqueles que davam pra abrir.
–Eu... Não sei porque foi irônico, claro que o Jake é meu amigo! — ela falou.
–Desde quando se leva um amigo pro quarto? — perguntei ainda encarando o teto.
–Não vejo problema, se somos amigos mesmo não tem nenhuma maldade de deitar na mesma cama... — ela falou e eu a encarei em choque pelo o que ela acabara de dizer.
–Deitou ao lado dele? — perguntei.
–Sim, qual o problema? — ela perguntou.
–O problema, é que se ele é homem mesmo... — falei, mas resolvi terminar por ali, eu estava muito estranho.
–O que que tem? — ela perguntou.
–Não deveria confiar, os extintos de baixo falam mais alto, poderia ser a mãe dele, se ela fosse gostosa ele pimbava — tentei falar mas ela parecia assustada, então parei.
–O que? — ela perguntou.
–Que você é uma garota... — falei.
–Jura? — ela perguntou irônica e eu assenti.
–Que você é uma garota, bem... bem... Atirada — inventei.
–Nunca fui — ela deu de ombros.
–Ah não? E o cara no colégio? — perguntei.
–Foi ele que veio até a mim — ela riu — Acho que você não ia dizer atirada... — ela se divertiu e continuou — O que você ia dizer?
–Que você é gostosa, linda e... — falei sem pensar e quase me bati.
A tonalidade das suas bochechas ficaram entre vermelho e rosa, ela corou, olhou pra mim com questionamento, me focalizei na sua boca, num tom de rosa claro, dei um sorriso de canto, diante do seu total embaraço. Me inclinei devagar, sentindo seu hálito também de morango acelerar, estava me deixando louco, completamente. Naquele momento o que eu queria era bejar aquela boca, o Filipe tem razão, essa boquinha gostosa.
Só existe uma boca igual a essa, lábios, dois olhos, e uma pessoa, a pessoa que eu tenho desejado tanto, por nenhum motivo aparente.
Me aproximei um pouco dela e minha respiração acelerou, sem nenhum motivo evidente, nunca estive tão focalizado assim, com tanta vontade de algo.
Ela roçou a ponta do seu nariz no meu, foi uma sensação gostosa, que me deu um frio idiota na barriga, coisa que eu nunca senti antes nessas ocasiões, e uma vontade imensa de sorrir, dessa vez eu cedi, rindo involutariamente. Estávamos ali, alguns poucos centimetros de distancia, e ela estava ali, encarando meus olhos, respirando forte, causando o tipo de suspence, e doçura que eu passei a admirar.
Senti minha respiração ficar mais forte a cada segundo. Fiquei calmo a esperando, ela parecia tão concentrada nos meu olhos, me aproximei um pouco, e mesmo achando que não podia ficar pior minha respiração acelerou e a minha pulsação também, quando já estávamos quase com os lábios colados ela balançou a cabeça em negação e sorriu.
A dor que eu senti pela rejeição dela formou um bolo na minha garganta quase me fazendo gritar de raiva.
Ela tava brincando comigo era isso?
Deve ser o troco, só pode ser. Só porque fiz isso com ela algumas vezes não quer dizer que ela tem esse direito.
Eu. Sou. Diferente.
Quem diria hein? Eu Edward Cullen quero pegar a ex baranga Isabella Swan, parabéns Edward! Você conseguiu... Regredir.Ela ainda ria, o que me deixou mais puto ainda.
–Achou mesmo que eu ia beijar você? — ela perguntou rindo, pronunciando as mesmas palavras que um dia eu disse a ela, é, eu ainda lembrava no dia em que brinquei. É sem dúvida aquele era o troco.
–E quem falou que eu queria? — perguntei intolerante, mas a verdade era: SIM. EU. QUERO. VOCÊ. SÓ. NÃO. SEI. PORQUE.
–Mas foi você que se aproximou... — ela falou.
–Tolice, foi você que se jogou, eu disse que era atirada — me defendi.
–Eu não beijaria você nem que fosse o último homem desse mundo. — ela falou com todas as letras, eu achei que aquilo ia passar despercido, mas senti um nó na minha garganta com aquelas palavras.
–Tenho nojo de você, sempre tive... — pronunciei as palavras devagar, com todas as letras, e a fitei por longos segundos, sua expressão era indecifrável, ela pegou a lupa e tapou novamente seus olhos e me encarou.
–Eu não ligo... — pronunciou fria e direcionou sua visão pro sinal verde, logo após acelerando. Mas como assim ela não liga? Eu acabei de falar que tenho nojo dela.
–Sorte sua — ironizei.
Não via nenhum minimo sorriso, sua felicidade parecia que tinha evaporado no momento em que disse que sentia nojo dela, no momento em que eu menti.
–Enquanto não consegui enchergar o interior dos outros, não vai conseguir enchergar o seu. — ela falou e continuou — Daí vai ter um momento que todos irão cansar de suas irônias, do seu estresse e principalmente de você.
Resolvi não retrucar, apenas encarei o teto.
–Sei que diz que nunca ouviu nenhum conselho meu, mas eu acredito que pelo menos tenha refletido sobre um... — ela falou e eu bufei novamente.
–Porque eu refletiria sobre conselhos caretas? — perguntei.
–Porque eles não são caretas... — ela falou.
Encarei a estrada e vi que entravamos no estacionamento da escola, Isabella sorria novamente, olhei na direção que olhava e vi Jacob, o grande idiota encostado no portão, que vivia sorrindo como uma hiena vendo capim.
Olhei pra Isabella e ela me encarava, como se esperasse por algo. Ah qual é? Ela fura meus pneus e ainda quer que eu a agradeça por isso? Eu nunca agradeço, nunca.
Algumas pessoas fofoqueiras encaravam o babado do dia, porque não fazem como eu? Cuidam da suas próprias vidas?
Abri a porta do carro sem olhar pra Isabella e saí dele.
Bella PDV
Já estava acostumada com esse tipo de atitude do Edward, nunca agradecia.
Abri a porta do meu carro e andei em direção a Jacob que sorria, e ao mesmo tempo me questionava com o olhar.
–Oi Jake! — o cumprimentei com um beijo na bochecha ele não fez o mesmo, apenas me encarava.
–Ah... Oi Bella! — ele falou, me deu um beijo no rosto, deslizou devagar até meu ouvido me fazendo arrepiar e corar, logo depois sussurrou nele — Você está reluzente! — sorri diante da sua atitude, que até me deixou sem jeito.
–Obrigada! — sussurrei no seu ouvido e cai na gargalhada, ele me acompanhou.
Entrei pelo portão e vi que ele me acompanhava.
–E aí porque trouxe bagagem hoje? — ele perguntou.
Contei a ele a história dos misteriosos quatro pneus furados, mas resolvi não contar nada do quase beijo, isso poderia passar despercebido por todos nós.
(...)
–Bella, eu queria que prometesse uma coisa pra mim, você promete? — ele perguntou pondo uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
–O que? — perguntei.
–Você me promete que nunca mais vai sofrer pelo que sente? Promete ouvir meus conselhos? Você promete ser feliz ao lado de alguém que te ame de verdade? Eu só... Não quero que você sofra mais por ele... Não adianta você esperar que alguém te dê o que não possui — sua expressão era de preocupação, o Jake estava se tornando um irmão pra mim, mas as vezes ele exagerava um pouco, eu não quero nada com o Edward.
–Eu prometo... — falei.
–Tem mais uma coisa... Promete que vai na festa que eu vou me igualar a você? — ele riu.
–Oh, festa? — perguntei.
–Sim, minha madrinha Emily veio me visitar, ela não me visita a 5 anos, ela é uma mulher bem sucedida, e não tem tempo pra mim, pra se desculpar por ser tão ausente, bancará uma festa pra mim, mesmo contra minha vontade. Você vai? — ele perguntou.
–Já estou lá... — sorri — Não perderia isso!
Edward PDV
Foi impossivel não encarar de longe a paquera do Jacob e da Isabella, sussurrando no ouvido, rindo que nem hienas acasalando, grandes filhos da puta.
–Edward, precisamos conversar! — encarei Jessica atrás de mim.
MAS. QUE. DROGA.
–Fala! O que é agora? — perguntei.
–Quero explicações... — ela falou.
–Beleza! — falei encarando Isabella que sorria enquanto conversava com Jacob.
–Primeiro: Olhe pra mim! — ordenou em plenos pulmões, e continuou — Segundo porque ontem veio com aquela picape velha de Isabella? — parei de encará-la e encarei Isabella novamente — Terceiro: Porque me tratou daquele jeito? — sua voz se tornou sofrida, mas ela continuou — Quarto: Porque veio no carro de Isabella junto a ela, que só quer te ferrar? — ela segurou minha camisa — QUINTO: PORQUE ESTÁ OLHANDO PRA ELA E NÃO PRA MIM?
–Acabou? — perguntei e ela assentiu.
–O primeiro estou fazendo agora. O segundo é porque queria testar minha popularidade — percebi que ela caia como uma patinha — Terceiro, porque acordei mal humorado, nunca foi minha intenção. Quarto, vim com ela porque meu carro quebrou. Quinto, não olho muito pra você pra não me perder nesse teu olhar fatal, satisfeita?
–Sim... — ela sorriu.
–E aí, agora rola um beijinho? — perguntei e ela assentiu.
(...)
Alice PDV
Me sentei por último no sofá, olhando todos em volta, a família toda estava reunida, só sentia falta da minha mãe.Carlisle permanecia empé com uma expressão sofrida, suas olheiras e seus olhos vermelhos e sua barba por fazer denunciavam completo abandono e cansaço.
Mas se eu dissesse que estava a fim de ouvir discurso dele, eu estaria mentindo, ele fala demais e age pouco.
Eu não aguentaria um homem desses, na verdade eu tenho que aguentar alguma coisa, tem muito tempo que eu não consigo um homem, forte, musculoso, tanquinho, voz seduzente e olhar 43, 49, 51, 22, 666 etc. Menos 24.
Senhor atenda minhas preces!
–Olha, eu reunir todos aqui porque... — Carlisle deu uma pausa, abaixou a cabeça e nos olhou.
–Não fui eu, eu juro! — Emmett o olhava com medo.
–Mas... — Carlisle tentou falar.
–Ela, ela me empurrou... Eu não tenho culpa de nada! — Emmett falou desesperado.
–O que...? — Carlisle olhava pra Emmett como se estivesse confuso, ou não entendendo o que ele dizia.
–Tá, fui eu! Eu tava aprendendo a dançar com Barney, pra me preparar... — Emmett confessou.
–Você não está...? — Carlisle o encarou.
–É, eu não estou arrependido, foi de propósito, pow, eu tava com raiva. — ele se embolou ao continuar e continuou — Eu não devia ter dito isso, meu psiquiatra tem razão. Você também parece aqueles homens de preto sondando a gente, assim não dá! Não aguento pressões.
–PELO AMOR DE DEUS, ESTAMOS FALANDO DE COISAS DIFERENTES, NÃO NOTOU? — Carlisle quase gritou e Emmett se encolheu num canto.
–É que o outro também não fui eu... — Emmett sussurrou, e Carlisle passou as mãos nos cabelos quase os rancando.
–Desembucha, eu tenho mais o que fazer! — Edward resmungou.
–Eu ia falar somente com meus filhos, mas já que vivem juntos e foram irmãos, mesmo sendo por um periodo curto — a voz dele falhou, mas mesmo assim ele continuou — Eu, a Rosalie, o Edward e o Jasper vamos embora dessa casa.
–Porque? — perguntamos todos juntos.
–Viu? Fudeu tudo! — Edward bateu no encosto do sofá, assustando todos, principalmente Isabella — Mandei seguir meu conselho, agora teremos que ir embora!
–Não posso fazer o que você disse... — a voz de Carlisle mostrava sofrimento, e um principio de choro.
–É como se o mundo fosse acabar? — Jasper perguntou e Carlisle assentiu.
–Como se sua vida fosse acabar? — ele perguntou de novo e Carlisle assentiu.
–Como se você não gostasse de garotas? — ele perguntou e Carlisle assentiu, logo após desmintiu com a cabeça não acreditando no que tinha ouvido.
–Acho que me empolguei... — Jasper falou.
–Bem, eu prefiro que a Esme não saiba agora... — ele falou.
–EI, COMO ASSIM? VAI DEIXAR MINHA MÃE SEM PELO MENOS UMA MERDA DE JUSTIFICAÇÃO? — Emmett se indgnou, era raro, mas o Emmett era muito leal.
–Acabou... — Carlisle sussurrou.
–AH VOCÊ NÃO VAI FAZER ISSO COM MINHA MÃE, NÃO MESMO! ELA JÁ SOFREU MUITO NA VIDA, VOCÊ NÃO VAI SIMPLISMENTE VAZAR DAQUI E DEIXÁ-LA SOFRENDO, EU NÃO VOU ADMITIR, ESCUTOU? — Emmett a essa altura já estava empé, irreconhecivel, não parecia o garoto burro e infantil, parecia um homem disposto a brigar pela sua mãe.
–Não é só ela que vai saí magoada e infeliz nessa história... — Carlisle se defendeu.
–Emmett calma, o Carlisle não vai...- o encarei esperando uma resposta e ele abaixou a cabeça — ele vai... — completei.
–Arrumem as malas! — ele falou ainda com a cabeça baixa, parecia que estava com medo de nos encarar, olhei em volta e todos pareciam chocados com a noticia, não era brincadeira, ele estava disposto mesmo a ir embora.
–Ei Carlisle, posso te perguntar uma coisa? — me intrometi e ele assentiu — Você ama minha mãe? — perguntei direto.
–Sim, eu... Eu a amo, só não fui capaz de demostrar — ele falou.
–E você... Você é frouxo homem? PELO AMOR DE DEUS, VAI ACABAR TUDO POR CAUSA DE UMA BRIGUINHA DE CASAL? — quase gritei, era incrivel como a raça masculina insiste em ser tola.
–Morar na mesma casa não foi uma idéia boa... — ele falou.
–Claro que foi... — falei.
–Vocês vivem brigando e se humilhando. — ele falou.
–Mas apesar de não saber, nem demostrar nós nos amamos, o amor pode estar escondido, mas mesmo assim ele existe... — falei observando em volta e todos pareciam confusos, apenas Edward estava estranho, parecia estar longe dali, mesmo estando perto. Não sei explicar.
–Lamento... Não há nada que eu possa fazer — ele sussurrou.
–Mas eu posso — pisquei e continuei — Sente-se no sofá e observe a mestre!
(...)
–Emmett pergunte meu nome! — berrei pela terceira vez consecutiva, meu irmão era muito burro, parece que toda a inteligencia da família foi pra Isabella, e pra ele não sobrou nadinha.
–Mas eu já sei! — ele repetiu.
–Pergunte! — falei já irritada.
–Mas o seu nome é Alice, ué. — ele falou me fazendo ficar estressada.
–Pergunte ou esfaqueio seu Barney! — rosnei, era bom me aproveitar do pesadelo que ele me contara, ele assentiu de imediato.
–Alice qual é o seu nome? — ele perguntou.
–Meu nome é Alice, mas podem me chamar de fada do amor — ergui as sobrancelhas orgulhosa do titulo e eles gargalharam.
(...)
–Juntos somos mais — incentivei, mas o povo parecia que estava com tédio, acho que ninguém ligava para a tal separação, apenas eu, resolvi continuar — Sabe do que vocês precisam? De uma puta de uma atitude, que teóricos do caralho! Somos uma família, por mais misteriosos — olhei pra Rosalie — burros — olhei pra Emmett — masoquistas — olhei pra Jasper — egoistas — olhei pra Edward — bipolares — olhei pra Bella — Vocês querem voltar a vida de antes? — todos assentiram, era impossivel unir a família, caramba eu me esforçando aqui e ninguém quer se unir, tenho que recorrer ao plano "FADA" (fudeu Alice doce Alice) — Tudo bem, vou simplificar as coisas, ou batem na porra da minha mão ou eu esfaqueio todos com a faca de ouro da cozinha.
Todos trocaram olhares assustados, Rosalie foi a única a se mover e a pôr a mão por cima da minha.
–Eu... Sou mandona, chata, e tal, mas... Eu sei o quanto isso é importante, e eu... Me divirto muito aqui. Tô dentro!
Emmett foi o segundo.
–Eu posso ser burro, idiota, debimental, lento, zuador, compositor, palhaço — pelo visto essa lista será grande — crianção, lerdo, brincalhão, feliz ao extremo, eufórico, viciado em desenhos animados, minha idade mental pode ser de 3 anos de idade, eu posso ser insuportável as vezes, e incoveniente também, apesar de não saber o que significa essa linda palavra
5 minutos de lista depois (...)
mas tem uma coisa que eu faço melhor, eu sei ser leal. Tô dentro! — ele pôs a mão por cima das nossas e eu sorri.
Jasper tirou os fones do ouvido.
–Sou emo, não masoquista! — pôs a mão em cima das nossas.
Epa, não dá no mesmo?
Isabella encarou Edward que estava parado, parecia estar noutro mundo.
–Eu... Mesmo a Esme não sendo minha mãe de fato, eu sinto que preciso fazê-la feliz, tô dentro! — Isabella pôs a mão.
Encarei Edward, estava olhando pro nada.
–Precisamos de você... — falei e ele me ignorou — Faça pelo seu pai! — olhei Carlisle no sofá, também parecia estar noutro mundo.
Edward PDV
Flash back on*
Adentrei o quarto de Rosalie e avistei minha mãe a sacudi enquanto ela chorava.
–Cala boca garota, eu vou meter a minha mão na sua cara! — ela nunca tinha paciência conosco sempre era dura e agressiva.
–Ei garoto? — ela me encarou, nunca me chamou de filho ou coisa parecida sempre nos chamava de "garoto" só nos tratava com carinho na frente do meu pai, eu sempre quis ter uma mãe que me amasse — Põe essa garota pra dormir, não tô com saco! — ela praticamente a jogou no berço a fazendo chorar mais ainda.
Isso sempre sobrava pra mim, apesar de estar perto de fazer cinco anos, eu ainda era bem pequeno, mas cuidava da Rosalie e do Jasper. Eles só tinham 3 anos de idade, fizeram aniversário juntos, recentemente.
Coloquei um banquinho ao lado do berço e subi, encarando Rose, ela era tão pequenina, tão bonita. Fiz cócegas na sua barriga como eu sempre fazia e ela riu, em seguida passei meus dedos no seu cabelo loiro a fazendo relaxar, ela gostava muito de cafuné.
–Eu te amo Rose... — falei.
–Eu amo você, Jas, e o papa, a mamã, mas ela não gosta de mim — ela se encolheu num canto. Nesse momento tive vontade de chorar, ela era tão pequenina, mas já sabia que a realidade era que a mamãe não gostava da gente.
–Eu acho que ela nos ama sim, ela é nossa mãe! — menti.
–Mas ela não brinca, ela me bate, ela grita comigo. — ela fez bico.
–Isso vai passar, agora vamos dormir! — falei e alisei seus cabelos.
–Canta pa mim? — ela perguntou fazendo beicinho.
Cantei uma música que aprendi na escola, ela só precisava de um pouco de carinho, adormeceu rapidamente. Logo após desci as escadas correndo, eu queria sair pra brincar com meus amigos.
Alguém bateu a porta e minha mãe correu até ela, um homem estranho a olhou logo após a empurrando contra a parede, fiquei com medo dele estar machucando minha mãe, até o momento em que ela beijou o estranho, uma coisa muito nojenta.
Ela não podia fazer isso, e o papai? Ela só pode fazer isso com o papai.
Sentei no último degrau e abaixei a cabeça, começando a chorar.
–Quem é guri? — ouvi a voz do homem.
–Ele não é ninguém, vem cá vem! — ela falou.
(...)
Meu pai chegou em casa com um sorriso no rosto, trabalhava o dia inteiro. Cumprimentou minha mãe com um beijo e a abraçou sorrindo, sussurrando um " eu te amo", ela sussurrou um "eu também" no seu ouvido. Todo dia eu tinha a mesma visão, mas aquilo era uma grande mentira, ela não me amava, nem o Jasper, ou a Rose, ou ao papai.
Ela estava trocando o papai, ela estava enganando ele. Ela havia dito que se eu dissesse alguma coisa, eu poderia apanhar, ela poderia me matar como tinha me dito mais cedo, então enconstei na parede tentando pensar.
–Ed, e aí filhão? — meu pai sorria de braços abertos, me levantei e lhe dei um abraço.
Flash back off*
Sem pensar em mais nada caminhei até os outros e pousei a minha mão por cima da mão de Isabella, sentindo um choque.
–Agora sim! — Alice exclamou — Juntos somos mais!
Alice PDV
Peguei uma varinha de fada com uma estrelinha na ponta da fantasia que eu tinha, e desci as escadas correndo, o clima estava tenso, todo mundo esperava pelo o que eu faria.
Mas nem eu sabia o que ia fazer!
Então tá, terei que fazer uma coisa que eu faço muito, improvisar!
–ÓTIMO, EDWARD, JASPER E EMMETT CUIDEM DO CARLISLE, PARECE UM BEBADO CHUTADO. — os apontei com a varinha e depois apontei pra Carlisle — CARLISLE, IMPROVISA ALGUMA COISA, VOCÊ NÃO VAI SE VER LIVRE ASSIM DE MIM! — falei e ele riu, saindo logo em seguida com o Edward, o Emmett e o Jasper.
–Você... Bote uma boa música, bem romantica e baixinha — apontei a varinha pra Isabella.
(...)
Carlisle desceu as escadas e parecia mais acordado, pelo menos isso, a barba estava feita e o cabelo arrumado, seu olhar havia mudado, não estava tão depressivo.
–Pronto? Edward faça algo, sei lá, algo que te destraia. — apontei a varinha pra ele — Jasper dê o play na música no momento certo. — apontei a varinha bem no nariz, pra ele prestar atenção — Emmett, imite a estátua do pensador.
–Rosalie — apontei a varinha — Bella — apontei a varinha — Me acompanhem!
Subi as escadas ouvindo passos das meninas atrás de mim, entrei no quarto da Esme, sem nenhuma idéia formada.
–Vai embora! — ela falou deitada na cama.
–QUE RECEPÇÃO CALOROSA HEIN MÃE, OBRIGADA! — sorri irônica.
–Desculpe, eu pensei que era... O Carlisle — ela falou passsando a me encarar, escondi a varinha atrás das costas.
–Mãe temos que descer — fui direta.
–Porque? — ela perguntou.
–Porque o Emmett... — sinalizei com a cabeça pras meninas inventarem.
–Porque ele está tendo uma crise rara... — Isabella completou.
–De... De... De... burrolotocmaníaco, está quebrando tudo... — Rosalie completou e eu segurei a risada.
–Agora está arrependido e precisa de você... — completei.
–Tudo bem — ela se levantou da cama e nós a seguimos, em completo silencio.
Ao chegarmos lá embaixo encarei Emmett sentado no sofá, Edward olhando a TV desligada , tipo: NOSSA! É a melhor coisa que ele faz pra se destrair? E o Jasper estava ouvindo música.
–Meu filho, o que houve com você? — ela perguntou e deu um abraço em Emmett.
–Comigo? — Emmett se apavorou — Aconteceu algo comigo? Oh o que aconteceu?
Carlisle PDV
–Esme... — falei a vendo abraçar Emmett, ela me fitou por alguns segundos.
–Carlisle... — ela sussurrou e continuou — Alguém me explica o que está acontecendo?
–Eu explico! — Alice se manifestou — Todos nós nos unimos pra que vocês voltem.
–Mas... Não terminamos — Esme falou engolindo em seco.
–Mas não estão juntos... — Alice completou, era incrivel como aquela baixinha tinha um grande potencial.
–Eu não quero falar sobre isso. — Esme parecia que ia fugir dali.
Uma música começou a tocar, bem baixinha.
Forgive me — Evanescence.
http://www.youtube.com/watch?v=dyxjtZXIvi4
–Mas eu quero... — segurei sua mão, por um momento eu achei que ela ia me bater, mas ela se pôs a ouvir o que tinha a dizer, não havia pensado em nada em dizer a ela, porque não deu tempo, mas eu tinha que ser sincero.
–Eu não tenho nada planejado pra falar, então não vou dizer o que você certamente quer ouvir, vou dizer a verdade, não leve isso como um discurso careta, é apenas o que eu sinto — introduzi ainda segurando na sua delicada mão — Você é o meu tudo, e acredito nisto de todo meu coração. — a fitei e ela continuava indecifrável — Porém, diante da minha condição, vejo que eu não te mereço. — abaixei a cabeça — Eu não sou nada, não sei nada, não sou ninguém... — vi que ela desviava o olhar e segurei seu queixo — Você é muito melhor que eu — coloquei uma mecha de cabelo atrás da sua orelha — Você está muito além de mim... — encarei seus olhos verdes como um rio puro — Raios me partam por eu lhe causar mais esta dor... E eu, que não sou nada, sou ninguém, sou coisa alguma. Não me deixa pra trás. — minha voz se tornou um pouco rouca, até porque eu já estava me emocionando — Talvez eu mereça isso. Talvez eu morra sozinho aos setenta, ou aos oitenta, sem ter ninguém para cuidar de mim... E mereço sim, isso tudo, por te fazer sofrer por mim... Porque eu não vivo sem você... — vi que ela ainda continuava misteriosa, olhando nos meus olhos, como se eu não tivesse falando nada importante — Me perdoa por não te dar o devido valor, por não dizer todo dia o quanto está bonita e radiante, quanto seu sorriso é lindo, quanto sua comida é saborosa, quanto você é simpática e sincera, mas nunca falsa, me perdoe por dizer um monte merda, por ser tão idiota, tão hipócrita, tão insensivel, tão egoista, tão frio... Mas queria que me perdoasse por não te dizer todo dia que... — vi que Esme já estava tocada com as palavras, mas continuava calada — Eu te amo! — lágrimas escorreram de ambos os rostos, segurei o rosto dela nas mãos — Você acha que eu mereço o seu perdão?- ela ficou calada me encarando, as lágrimas rolavam sobre seu rosto, mas ela continuava calada, me encarando.
–Só se você me perdoar... — ela falou soluçando.
–Pelo o que? Você não fez nada... — falei.
–Por ser sensivel e ser tão criança... — ela sussurrou.
–Mas... — falei e vi que que ela queria mesmo era que eu a perdoasse mesmo a culpa toda sendo minha — Eu te perdôo!
–Eu te amo! — ela me abraçou, Alice puxou as palmas e eu apertei mais a Esme contra meu corpo, era tão bom sentir seu cheiro, sua pele, seu amor. Coisas que eu não sabia como viver sem.
Segurei no seu queixo, ri um pouquinho e dei leves selinhos nos seus lábios, em seguida passei meu braço pelo seu ombro e sorri.
–AH QUE LINDO! EU SOU DEMAIS NÃO FALEI? — Alice pulava o que me fez ri.
–Vocês armaram isso juntos? — Esme perguntou e todos assentiram, isso só a fez ficar mais feliz — Venham cá! — ela abriu os braços e Alice foi a primeira a vir, em seguida todos correram a apertando, apenas Edward como sempre ficou intacto nos olhando, eu queria tanto que o Edward fosse feliz, mas a verdade é que ele ainda não descobriu sua felicidade.
Alice PDV
Tudo correu bem e agora estavamos unidos, e felizes, o Carlisle continuaria lá em casa até velhinho, fazendo minha mãe feliz.
E aquele abraço coletivo estava uma belezinha, a fada do amor de fato tinha conseguido!
–AH! NADA PODE ESTRAGAR ESSE MOMENTO FAMÍLIA! — exclamei, e no mesmo momento a campainha tocou loucamente — MEU DEUS ABENÇOA MINHA BOCA!
Me arrastei até a porta e a abri e encarei o homem malhado, seduzente, tanquinho, olhar 43, 49, 52, 53, 78, 96, e que homem hein? Ele usava uma camisa social e uma calça jeans, seus olhos verdes eram lindos, e o seu cabelos um pouco bagunçados, davam um constraste no seu rosto masculino, ele segurava uma mala roxa nas mãos.
O SENHOR OUVIU MINHAS PRECES!
Obrigada, obrigada!
–Eu... Posso entrar? — ele perguntou com uma voz rouca e sedutora que quase me fez ter um enfarte, percebi que estava bloqueando a porta, saí da frente rapidamente. E ele se aproximou e eu senti seu perfume doce, de rosas. De rosas?
–LINDO! — Jasper berrou loucamente largando os fones no chão.
O que? Tudo bem que ele é lindo, mas daí o Jasper falar isso e na frente de seu pais é demais.
–JAS! — eles andavam em câmera lenta parecendo aqueles filmes engraçados.
Mas o que que é isso?
Continua...
Notas finais
Jensen Ackles sedução, eu sei que tu é macho na vida real, mas na fic faz o que eu mandar.
Escrevi mais de 6.000 palavras, você pode escrever pelo menos 50?
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