Shut Up!
16 2ª Fase: Cápitulo 1 - A nova Bella
Notas iniciais
Bella PDV
Lembra das lágrimas que você derramou durante todo esse tempo?
Lembra do motivo?
É difícil não é? Sofrer tanto assim por alguém que você ama, e que, , não liga pra você. Sua vida é complicada, é difícil, mais do que qualquer um possa imaginar. Todo o dia você tem que colocar aquele sorriso no rosto só para esconder as suas lágrimas. E toda vez que você entra embaixo do chuveiro é só para poder desabafar e colocar para fora todas aquelas lágrimas que você segurou o dia inteiro. Você pode evitar o máximo possível, mas você sabe que quando você for se deitar é nele em quem você vai pensar. Você precisa colocar para fora todo a dor que já lhe causaram. Você está sendo forte por guardar tudo isso só para você, nunca se julgue fraca, porque você não é. Só continue sendo forte.
(...)
Desci do meu novo carro, com ar de vitória, sim, eu tinha agora um novo carro, e ele se destacou dentre os pobres carros de garotos riquinhos, eu não conhecia muito de carro, era uma das poucas coisas que eu não consegui argumentar, algumas pessoas do lado de fora me olhavam como se eu fosse alguma modelo famosa, os garotos que se "pegavam" com as garotas pararam só pra me olhar. Bati a porta do carro com leveza e comecei a caminhar.
A minha roupa era ousada e estilosa, eu havia escolhido roupas pretas, usava pela primeira vez um brinco, colar, e pulseiras, e uma leve maquiagem, botas estilosas e grandes, sim eu havia mudado.
(Não dêem atenção a modelo)
http://files.looklet.com/looks/9e7de252-d644-4dd9-8e21-0b57551b5f53.jpg?1 (Para no caso a imagem não aparecer)
Fogo de Artifício
Você já se sentiu como um saco plástico
Flutuando pelo vento
Querendo começar de novo?
Você já se sentiu frágil
Como um castelo de cartas
A um sopro de desmoronar?
Você já se sentiu enterrado
Gritando sob sete palmos
Mas ninguém parece ouvir nada?
Você sabe que ainda há uma chance para você?
Porque há uma faísca em você
Você só tem que acendê-la
E deixá-la brilhar
Apenas domine
Como 4 de julho
Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-o fazer "oh, oh, oh"
Enquanto você é atirada pelo céu
Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-o fazer "oh oh oh"
Você vai deixá-lo surpreso
Você não tem que se sentir como um desperdício de espaço
Você é original, não pode ser substituída
Se você soubesse o que o futuro guarda
Depois de um furacão vem um arco-íris
Talvez a razão pela qual todas as portas estejam fechadas
É que você possa abrir uma que te leve para a estrada perfeita
Como um relâmpago, seu coração vai brilhar
E quando chegar a hora, você saberá
Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua
Sempre esteve dentro de você, você, você
E agora é hora de deixar sair
Firework — Katy Perry.
(...)
Agora era a minha entrada triunfal, eu teria que bancar a gostosa, teria que bancar a garota patricinha, queria chamar a atenção de Edward, mas, não porque eu o queria como namorado, eu só queria que ele pagasse por tudo que me fez, e o meu primeiro objetivo, era fazer ele me desejar, como nunca desejou alguém na sua vidinha egoísta.
Entrei desfilando do jeito que eu aprendi, todos do corredor ficaram parados, o vento ajudou, fazendo meus cabelos loiros balançarem a medida que eu me locomovia, a minha saia curta de pregas se balançava a medida que eu me locomovia, eu estava flutuando, elogios entravam no meu ouvido e saia pelo outro, sussurros de invejosas me faziam tirar mais onda, abri um grande sorriso de vitória ao ver o Edward parado, olhando na minha direção, como se estivesse em uma espécie de transe, fui andando devagar até o seu encontro.
Eu não estava nem aí se minha saia estivesse muito pequena, o que eu queria mesmo, era começar com minha vingança estilosamente. Andei rebolando mais um pouco, pra dar um pouco de charme, mechi no meu cabelo o jogando pra trás, e continuei andando, Edward me olhava intensamente, na certa, surpreso, com o que via, eu realmente estava linda, não estava me achando, apenas me valorizando, como eu nunca fui, eu sempre fui uma burra, e notei isso tarde demais, talvez se eu fosse assim desde o começo, o Edward gostasse de mim, mas não era o tipo de cara que eu queria, ele era o cara mais feio que existia por dentro, ele não passa de um manequim, pode ser lindo mas é oco por dentro, eu sabia que eu não era a mesma, nem por dentro e pouco menos por fora. O meu orgulho fortaleceu e minha sede de vingança cresceu, eu não era mais ingênua, não mesmo.
O sinal tocou e eu já estava praticamente perto de Edward, ninguém saiu, todo mundo me deu passagem, até eu encarar o otário.
Edward PDV
–Isabella, é você? — me perguntou Jessica.
O que deu em Jessica? Aquela loiraça não era Isabella, ela andou fumando uma?
–Bella, por favor... — ela falou rápido.
Não, aquilo não era possivel, aquela loiraça não era Isabella, ela não podia, e nem dava pra ficar tão gostosa, Isabella não tinha jeito, ou tinha?
–Você mudou hein? — falou Jessica.
–É... mudei! — ela falou me encarando e continuou — Oi Edward, tudo bem?
Eu ainda não estava acreditando no que via, como ela pôde mudar tanto? Estava em estado de choque, a baranga que um dia eu esculhambei, estava completamente gostosa e poderosa, não era a mesma de sempre, com um olhar inocente, seu olhos faiscavam, sua boca estava com batom, seu cabelo estava loiro, comprido e ondulado, ela usava uma roupa preta e sensual, valorizando suas coxas, sinceramente, eu não estava bem.
–Tudo bem? — ela perguntou rindo de canto, aquele riso exatamente me fez sentir uma coisa inexplicável.
–Sim... — sussurrei.
Ela me encarou por 1 longo minuto, e eu encarei o seu lindo corpo, naquela roupa sensual, como aquela garota havia mudado, ela olhava, tentando decifrar minha expressão, Jessica me puxou, porque na certa, viu que estava sobrando na história, e cara! Aquela mulher era ciúmenta... Isabella jogou os lindos cabelos loiros pra trás e sorriu sarcasticamente.
–Não se preocupe Jessica, eu não quero seu namorado, ele é um galinha, ELE É TODO SEU, e de outras por aí... — ela falou fazendo todos os alunos olharem pra Jessica.
As garotas ficaram de boca aberta, olhando pra Jessica que pareceu ter perdido a fala, é, eu nunca havia visto isso, mas a Jessica realmente ficou sem fala, Isabella deu um riso, e virou-se.
–Escuta aqui, não é só porque você está... — falou Jessica, e Isabella parou de andar e a encarou.
–Linda? — perguntou Isabella com ar provocador.
–O que seja... — ela falou fingindo não estar com inveja, e continuou- Não é por isso que deve me humilhar!
Mas pessoas entraram, eu acho que eles esperavam que dessem em briga, eu ainda não acreditava no que via, devia ser uma espécie de sonho maluco.
–Não estou te humilhando... CHIFRUDA! — falou Isabella virando-se e continuou desfilando pelo corredor, deixando Jessica com cara de tacho, depois de desfilar um pouco, virou pra trás novamente e continuou — Cuidado pra não bater a cabeça quando entrar na sala.
A gozação começou, alunos se acabavam de rir, e eu até soltei um risinho, mas quando Jessica se virou pra mim, eu me calei.
–Edward, não vai fazer nada? — perguntou Jessica com cara de choro.
–O que quer que eu faça? — falei olhando Isabella entrar na classe onde eu teria aula.
Jessica saiu correndo, provavelmente foi para o banheiro, eu não estava nem aí pra ela, eu vi que Isabella mudou, e fez a mesma coisa que Jessica fez com ela, ela não era mais um cachorro morto, de qualquer forma, era bom ela ter voltado.
Bella PDV
Todos vibraram e riam da cara de tacho dela, alguns garotos me passaram cantadas durante o resto do trajeto, que fiz questão de ignorar, eu estava feliz.
A minha vingança com pessoas que me pisaram não poderia estar melhor, como o ditado diz:
Aqui se faz, aqui se paga.
Entrei na classe, hoje seria aula de biologia, muitas pessoas me olhavam intensamente que até já estava ficando constrangida, mas não poderia perder a pose.
O professor não havia ainda entrado na sala, o que era estranho, ele era um professor bem pontual, e também o meu professor preferido.
Edward adentrou a sala e sentou do meu lado, ficou me encarando, enquanto eu fingia que ele era o homem invisivel, tirei uma mecha de cabelo, descobrindo meu rosto, olhei pra Edward que ainda me encarava por dois segundos depois virei o rosto.
A diretora adentrou a sala meio confusa.
–Alunos, como sabemos o professor de biologia, sofreu um problema, e ele vai se ausentar um pouco, está em tratamentos, o substitulto que eu chamei para vir no seu lugar, não pôde vir, então o horário será vago, por favor não baguncem! — ela falou fazendo os alunos vibrarem.
–O que aconteceu? — perguntei a diretora.
–Ele... se descontrolou e partiu pra briga com um aluno — ela falou.
–Como assim? Que aluno? — perguntei.
–O Edward... — ela falou e eu me virei pra Edward irada, alguma coisa de ruim ele deveria ter dito, só assim provocaria o professor, o professor era um cara muito sensato, e não se descontrolaria dessa maneira, mas quem liga pra ele? Ninguém liga pra mim mesmo, porque eu tenho que ligar pras outras pessoas? Porque eu ainda era idiota, mesmo não querendo ser...
A diretora saiu da sala e eu me acomodei melhor na cadeira, o olhar de Edward já estava me incomodando de várias formas diferentes.
Me virei e encarei o quadro, um barulho atrás de mim me chamou a atenção, alguém havia sentado na cadeira atrás de mim. Concerteza era o Edward, ainda não estava diposta a ouvir as suas piadinhas, mas mesmo assim olhei pra trás, e dei de cara com o garoto que havia me consolado, mas ao mesmo tempo me mostrou que nenhum homem presta, nem o Edward nem nenhum outro, o encarei confusa.
–É você Bella? — ele perguntou me olhando.
–Sou... — falei.
Ele abriu um longo sorriso que me deixou tonta.
–Caramba, você voltou de verdade... — ele falou e continuou — E está linda!
–Elogios não iludem... — falei me virando.
Afinal o que ele queria comigo? Só porque eu mudei ele resolveu me dá bola? Ele não prestava era um mentiroso, todas as palavras ditas por ele me balançaram, mas, se apagaram da minha memória assim que ele se pegou com aquela patricinha, falar é fácil, aquelas palavras passaram a não valer nada, mas eu ainda não entendia porque ele perdeu tempo me dando conselho que nem ele seguiu, gente idiota!
–Eu não estou te cantando... — ele falou.
–ÓTIMO! — falei virando.
–Você parece estar bem melhor do que naquele dia... — ele falou.
–Não ouvi nada do que você disse, falar é fácil... — falei.
–Você mudou muito, você não era essa ignorante, era uma garota... — ele falei e eu o interrompi dizendo: — Ingênua, idiota e chorona, é você disse certo... EU ERA!Ta no passado.
–É MUDOU BASTANTE, E MUDOU PRA PIOR! NA VERDADE EU NÃO SEI O QUE DEU EM VOCÊ... — ele falou se levantando e saindo.
Quem ele pensava que era? Ele era um mentiroso e ainda vinha com esse sorriso branco, hipnotizante e lindo... Olhei pro lado e Edward virou, passando a encarar o chão, saí da sala porque estava muito barulho, e também porque eu estava com muita sede, não estava sendo fácil pra mim bancar a durona.
Fui até o bebedouro e bebi um gole de água.
–Oi gatinha... — ouvi um cara de cabelos pretos, curto e liso me chamar, levantei o rosto para o encarar e ele continuou — Você é nova aqui gata?
Emmett PDV
Ao acabar a aula, eu sai novamente a procura da Vic, eu não parava de pensar nela,nos encontramos uma vez mas ficou marcado na história, a sua aparência, a sua voz, mas, eu não entendia porque ela não estava lá, resolvi então perguntar a um grupinho de gatas.
–Oi — falei.
–Oi, gato! — falou uma loira.
–Você conhece ele? — perguntou uma morena.
–Claro, já ficamos... — ela falou rindo e me olhando com cara de felina.
–Pois saíba que eu também já peguei ele, e ficamos bem melhor que você... — falou a morena.
–Ah me poupe! Ele disse que eu fui a melhor garota com quem ele ficou — falou a loira.
–Dúvido! — falou a morena.
–Então Enzinho, quem você mais gostou de pegar? — perguntou a loira.
Ah fala sério!
–As duas foram muito bom! — falei.
–Isso não existe, essa loira burra não fez melhor que eu e nem igual! — falou a morena.
Eu sei que eu sou gostoso, mas não precisa disso.
–Calma garotas, não briguem, eu gostaria de uma informação... — falei.
–Qual? — berraram juntas parando de se encarar.
–Vocês conhecem a Victoria? — perguntei.
–Sim... — falou a morena.
–Onde ela está? — perguntei.
–Era justamente disso que falávamos, a Victoria é a nova zeladora daqui, ela é pobre, deve ter vindo de alguma favelinha!E fica andando aí como se fosse uma aluna, empregadinha de meia tingela. — falou a loira.
–Olha não fala assim dos outros! — berrei.
–Mas, eu tô sendo sincera... — ela falou.
Mas Victoria de fato era a nova zeladora do colégio? Porque tudo tem que ser difícil? Argh, tão linda e tão pobre, mas eu não desistiria dela por causa disso, só precisaria achá-la.
Bella PDV
Flash back on*
–Não, sempre estive aqui, você que não enxergou... — ele abriu um grande sorriso, acho que o nivel de inteligência dele não entendeu que aquilo era uma espécie de "chepá"
–Que triste eu não ter te visto antes, perdi muita coisa... — falou olhando pras minhas coxas.
–Não, não perdeu, vai perder agora! — falei dando-lhe uma joelhada que pareceu nem doer, ele abriu um sorriso nos lábios e me agarrou, me agarrou mesmo, prensou a minha boca fechada na dele, e ainda a mordeu na tentativa falha que eu a abrisse, esperneei, dei tapas, mas nada funcionou, Edward me encarava bem de longe, e foi aí que o que eu não esperava aconteceu...
Correspondi a seu beijo de uma maneira vagabunda e ousada, ver Edward pagar pelo que fez me dava prazer, suguei os lábios do rapaz com força e sedução, os mordi, coloquei minha lingua na sua boca, pra tomar posse de cada cantinho, ele fez o mesmo com a minha, ele apertou minha cintura e continuou me beijando, puxei seu cabelo, o cara beijava uma droga mas estava me deixando sem fôlego, o soltei e encarei Edward, ele estava parado com cara de chocado com a cena.
Saí dalí com a cabeça erguida, e fui no banheiro retocar a maquiagem.
Eu não quero me tornar uma vagabunda, vadia, mas tinha que mostrar a Edward que eu mudei, completamente.
A cena lamentável, eu vi Jessica chorando que nem um idiota — lê-se: Isabella — ela estava olhando no espelho.
–Ai coitada dela... Eu tô com tanta pena! — falei adentrando o banheiro.
–Você é uma idiota! Me deixa em paz! — ela falou.
–Ah não... Você me deixou em paz? Acho que não! — falei ironicamente bem.
–Por favor... — ela implorou.
–Vai emplora, você é uma fraca, na hora de aprontar comigo você soube né sua vadia? — falei.
–CALA BOCA, CALA BOCA! — ela berrou.
–Cala boca você, ou eu mando a foto de Edward com uma empregadinha, pra todo mundo ver que você realmente é uma chifruda, sabe aquele carro que você pinchou? Era do meu pai, e sabe onde ele está? — perguntei rudemente.
–Não... — ela soluçou.
–ELE ESTÁ MORTO, E NEM ISSO VOCÊ HONRA, NA HORA DE ME HUMILHAR TODO MUNDO SABE, SEU NAMORADO VAI SOFRER E SE VOCÊ SE METER, VAI SOFRER MAIS AINDA... — falei e abri minha bolsa, e passei um batom na boca e continuei — AGORA FIQUE AÍ, IDIOTA! CHORE E PENSE BEM, EU NÃO SOU A MESMA...
Flash back off*
O restante das aulas, não foram junto com Edward, e nem com o idiota do Jacob que havia me chamado de ignorante, melhor ser ignorante do que cafageste, mentiroso.
Todo o tempo que estive fora tenho me cuidado, a primeira noite eu passei no hotel, chorando, mas, cansei disso, chorar só me deixava mais angustiada, peguei uma revista e vi um cabaleleiro bem conhecido, e famoso, me ridicularizei por querer mudar, mas acabei fazendo isso, acabei mudando, só por causa de uma vingança, a vingança idiota que eu mas quero ter.
Mas essa mudança não foi nada fácil, me lembro como se fosse agora.
Flash back on*
Entrei devagar e acanhada no cabeleleiro, eu não havia nem marcado hora, mas o cabeleleiro estava vazio — era dia de semana — não sabia o certo o que eu queria, só tinha um objetivo, mudar!
–O que a senhorita deseja? — perguntou a moça do balcão.
–Han? Eu quero uma repaginada... — falei.
–Depilação, cabelo, unhas, sobrancelhas, hidratação? — perguntou.
–É... — falei baixinho.
–Aguarde um pouco... — ela falou.
Me sentei em uma das poltronas de espera e me acomodei.
–Seu nome? — ela perguntou.
–Isabella Marie Swan — falei.
Ela digitou no computador, e eu fiquei adimirando, vendo as mulheres, os seus rostos, seus cabelos, coisas que sonhava ter, mas, não estava com inveja, apenas queria ser mais bonita.
(...)
Ela chamou meu nome, e a primeira coisa que eu fiz, foi... a depilação, a pior parte eu sofri e xinguei o maldito Cullen em pensamento enquanto me depilava, a cera quente sendo puxada me fazia lembrar de tudo que ele me fez sofrer, da humilhação, das derrotas, dos momentos de tristeza, em que ele só fez piorar.
GRITEI, GRITEI, GRITEI, não só pela cera que doía bastante, mas por tudo, todo o sofrimento que eu estava passando.
(...)
Enfim chegou a parte do cabelo, o cabelo que mais me atormentava.
–Nossa! — falou o cabeleleiro, que aparentava ser gay jogar meu cabelo pra cima.
–É... — falei constrangida.
–VAMOS DAR UM JEITO, VAMOS COLORIR E DAR UMA DEFINITIVA! — ele falou rindo e girando minha cadeira.
–Colorir? — perguntei.
–Sim, vamos mudar pra loiro, você vai ficar espetacular! — ele ou ela falou, a voz dele era rouca e forçada a fina, devia ser insuportável fingir uma voz o tempo todo.
–Eu espetacular? — perguntei.
–É vai arrasar garota! Os bofes se arrastarão a seus pés... — ele falou. FALA SÉRIO.
–Mas porque loira?- perguntei.
–Combina mais com você, amor... — ele falou.
–Mas porque? — perguntei.
–Sua pele, seus olhos, tem que ser loira! — ele falou e continuou — Vamos transformar? Chega de conversinha, vamos ao trabalho, temos muitas coisas a fazer...
–Vamos... — falei derrotada.
O gay não me deixou me ver no espelho durante a transformação, puxou muito meu cabelo, mas eu não gritei, estava tentando ser forte, e não a Isabella chorona.
–Esse cabelo precisa ser bem hidratado, precisa de uma definitiva e uma ondulada nas pontas, vai ficar espetacular! — ele ficou buzinando no meu ouvido e continuou — Tem alguma preferência?
–E vai adiantar em algo? — perguntei.
–Não, eu sei o que eu tô fazendo, garota! — ele falou sorridente.
Ele abaixou minha cabeça e jogou água fria no meu cabelo, depois ele perguntou a prefêrencia do meu xampu e eu pedi morango, ele esfregou bastante minha cabeça, e depois disso meu olhos se fecharam e a única coisa que eu pude pensar era imaginar que eu não pudesse ficar mais feia do que já era.
Senti a água fria novamente e depois ele levantou meu cabelo, eu ainda permanecia com os olhos fechados,vivendo num pensamento longe, pensando o que eu faria pra tornar Edward um cara melhor, depois de me vingar — claro — Senti um puxão no meu cabelo e dei um grito.
–Calma mulher! — berrou a bichona no meu ouvido.
(...)
A parte do cabelo foi difícil e muito, muito demorada, me ofereceram revistas, mas, eu precisava...
Levantei e peguei nas minhas mechas loiras encaracoladas, me surpreendi em como estava lindo o meu cabelo, mas a minha cara continuava a mesma.
Me sentei em uma cadeira, e o espelho também estava coberto, é... realmente a bicha estava querendo me torturar.
Uma moça veio e começou a rancar fios da minha sobrancelha com uma pinça, sim, estava doendo bastante, mas quem disse que seria fácil?
(...)
Em seguida, outra moça veio ajeitar minhas unhas.
–Que cor? — ela perguntou me mostrando diversas opções.
–Roxo nas mãos, e nos pés, eu quero preto... — falei.
–OK! — ela falou examinando minhas unhas e continuou — Nunca as fez?
–Não... — murmurei.
As unhas até que foram tranquilas, mas foram demoradas, mas, no final o resultado não poderia ser melhor.
(...)
–Agora venha relaxar e cuidar da pele! — falou o carinha saltitando, ele não tinha mais nenhuma cliente pra atender não? Tinha que ficar no meu pé? Eu queria ver a tragédia de uma vez.
Ele me puxou, lá dentro uma moça pediu pra eu tirar as roupas.
A massagem foi relaxante e revigorante, foi como se todos os meus problemas fossem pro espaço no momento em que estava em completo relaxamento.
A moça passou muitos cremes no meu rosto, e nem os tirou, murmurou que deveria esperar 20 minutos. Após esses vinte minutos, ela tirou a máscara inteirinha.
O meu corpo parecia uma pena, e fui flutuando até dá de cara com o maqueador, ele me olhava com um olhar de fúria, a sala era toda iluminada e dóia nos meus olhos, porque a outra sala, era iluminada a velas chiques e aconchegantes, me sentei e ele virou minha cadeira — espelho coberto — xinguei o cabeleleiro em pensamento mais uma vez.
Ele me deu diversas dicas de maqueagens que combinavam com a minha pele, me mostrou as que ficavam horriveis, mas ele consiguiu todas essas proezas sem um espelho.
(...)
Em seguida a bichinha saltitante chegou agarrando meu braço e me levando não sei pra onde.
–Essa foi a maior transformação que fizemos, então queremos ver sua reação... — ele falou e notei que havia vários funcionários atrás de mim.
Ele descobriu o espelho e eu me toquei, não, aquela não era eu, não tinha nada a ver comigo, completamente linda, eu nunca imaginei me tornar, pisquei três vezes e toquei meu rosto macio, passei a mão nos meus cabelos agora loiros, e macios, a maqueagem estava perfeita, nem escura nem clara demais, eu estava com vontade de saltitar de pular, de gritar, eu havia ficado realmente bonita, eu poderia me vingar a altura, a baranga foi embora...
–Bom trabalho! — disse por fim, fazendo a bicha louca saltitar.
Essa não era a nova Isabella, era a nova Bella.
(...)
Durante alguns dias visitei o salão, cuidei da pele, e aprendi dicas, o cabeleleiro me indicou uma modista que escolheria minhas roupas.
(...)
O nome dela era Jaqueline, o único problema: ela falava alemão, então eu dei o meu cartão a ela, ela olhou pra mim por três minutos, e saiu escolhendo peças e empurrou pra eu vestir pra ela ver como ficava, era o nosso único diálogo:
–dieses Outfit aussieht wie es in dir ist ...
Eu só entendia porque ela apontava pro provador enquanto pronunciava as palavras, ela escolheu diversas botas, saias, top's, vestidos, tudo da moda.
A garota era boa mais era louca, andava de loja em loja — as mais caras — e comprava várias sacolas, ela trouxe um carregador junto consigo, então não era problema, na verdade não tinha nenhum problema, meu cartão de crédito era sem limite, e eu até pensei em comprar um carro.
Flash back off*
(...)
Enfim, tudo foi difícil pra mim, nesses dias...
Abri a porta da minha casa, eu já havia estacionado o carro bem bonitinho. Ainda bem tinha vaga, a garagem estava completamente lotada, principalmente porque eu não havia tirada minha picape dali.
Entrei em casa.
Edward PDV
Isabella nem bem chegou e já pegou o cara, qual a dela? Resolveu virar vadia?
Enfim... Eu não achei mais Jessica no colégio, acho que ela foi embora...
Cheguei a entrada, e vi que não tinha mais merda de vaga nenhuma, e no seu lugar, um carro carissimo, prata reluzente, chamava mais que a atenção, mas de quem era o carro?
Estacionei no meio da rua, xingando o dono do carro em pensamento, entrei em casa pê da vida, e avistei Emmett, Jasper, Carlisle, Esme, Rosálie e Alice reunidos.
Ah! De novo não...
–Qual a palhaçada agora? — falei quase gritando.
–Colabore Edward... — falou Carlisle.
–Essa é a minha vó! — falou Isabella mostrando a velha do azilo que havia me lambido, fiz uma cara de nojo e ela deu-me uma piscadela.
Eu fiquei imóvel, só podia ser brincadeira mesmo...
Continua...
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