Notas iniciais
hey minhas lindas.
Mais um pra vocês.. e esse ta meio que legal, sei la eu achei eowieowioewie
Boa leitura (:

VINTE E OITO.

– Droga Jimmy, quem mandou encher a menina de gelatina com vodka?! – Johnny repreendia o amigo, também bêbado, ao batente da porta. Lizzy sentada sobre o chão frio do banheiro, vomitava pelo excesso da bebida. Christ segurou os cabelos dela, os impondo atrás das orelhas, para que assim nenhum desastre a mais acontecesse. Se é que fosse possível. O dia de finalmente acompanhá-la até Los Angeles havia chegado, e as persistências de Jimmy enquanto a ida até o luau em que Noan houvera os chamado, tinha se transformado em tragédia. A promessa de que iriam beber apenas uma cerveja não tinha sido levada a sério por nenhum daqueles dois, ao contrário de Johnny. O dia estava amanhecendo naquele momento, e ele estava começando a ficar preocupado com a hora que haveriam de estar no aeroporto.

– Não foi minha culpa, anão. – Rev tentava falar, mas tudo em sua volta rodava, como se tivesse numa roda gigante sem controle. – Quer dizer, estava muito bom!

– Johnny... – a garota murmurou, limpando o canto da boca, enquanto tentava se recolocar ereta. Ele a olhou então, repreensivo, enquanto a menina não fez mais do que rir e piscar para Jimmy, não se agüentando em pé.

– Eu só espero que você não tenha feito isso de propósito, Marie.

– O quê? Você acha que eu sabia que não tinha, quer dizer que tinha vodka naquela merda de gelatina de morango? Ninguém me disse nada! – rebateu, se enrolando com a própria língua.

– Eu só fui perceber depois da sétima! – Jimmy tirou o dele da reta, levantando os braços em rendimento.

Lizzy lhe deu o dedo do meio, puxando o rosto de Johnny para o seu.

– Eu não fiz isso de propósito, Nick... Quer dizer, Johnny. Nossa eu to mal. – falou, tentando se levantar então, apoiando-se ao namorado, enquanto ele ainda encarava-a com repreensão. – Eu não estou fazendo isso de propósito, ok? E-eu vou dormir... Isso! Quem sabe eu não acorde bem amanhã pra gen... – Não teve tempo de sequer terminar o que tentara organizar dentro de sua mente, e desmaiou, por sorte, nos braços de Johnny.

Ele não fez muito do que pegá-la no colo, com certa dificuldade, por conta do peso, agora, sobrecarregado. Caminhou, pelo menos tentou, porque, aliás, Jimmy também houvera desmaiado a porta do banheiro, e ficara jogado lá, impedindo a passagem com sua massa corporal densa, diga-se de passagem.

– Jimmy... – Johnny o chamou cutucando-o com pé, mas era fato que só veria sinal daqueles dois alcoolizados amanhã pela manhã, no caso de Lizzy dali três horas. Tinham que estar as oito no aeroporto de Santa Ana, cidade vizinha e a mais próxima.



– Estou com cara de quem comeu vinte e cinco gelatinas de morango com vodka? – Lizzy o perguntou assim que finalmente colocaram o pé no aeroporto. Os óculos escuros, de fato, estavam fazendo um bom trabalho enquanto esconder as olheiras.

– Vinte e cinco?! – Johnny perguntou incrédulo, vendo-a rir surpresa com si mesma, assentindo. Ele negou com a cabeça, sorrindo no final. Agora que haviam conseguido passar na maratona de chegar ao aeroporto dentro do horário, poderia achar graça; e Lizzy despertar. O ar condicionado do lugar lhe despertava algo entranho, mesmo no meio de toda aquela bagunça que ainda estava em sua cabeça, feita na noite anterior. A pequena mala sendo arrastada por Johnny logo ao lado, a mochila que não usava desde o colegial em suas costas. Ela ainda estava naquele mundo surreal em que iria, finalmente, para Los Angeles.

– Pronta? – Christ perguntou, tirando-a do devaneio particular. O ar que lhe passara pela garganta fora sonoro, e Johnny encarou aquilo como um consentimento. Entregou então as passagens para a aeromoça, adentrando o avião com a namorada.

– Primeira classe, baby. – disse maroto, caminhando até a área reservada da aeronave.

– Como eu sou chique.

– Não vai achar a hora que as menininhas começarem a se mutuar em cima de Johnny Christ.

– Vai pro inferno. – respondeu mal humorada, recebendo no mesmo instante uma apontada na cabeça. Não podia sequer pensar em aumentar o tom de voz. Lizzy gemeu de dor, sendo amparada com um “bem feito” sincero do namorado.

Depois de finalmente se acomodarem nos seus devidos lugares, escutaram o pronunciamento do capitão de que o avião iria decolar a qualquer momento. Johnny encarou a garota logo ao lado, observando seus traços mais rígidos agora. Era fato, ela estava com uma ressaca maldita, mas ele sabia que havia algo a mais em todas suas caretas. Ela estava nervosa. De fato, tanto que as pessoas ao seu redor também podiam sentir, como se fosse uma doença contagiosa. E depois de, sem alternativas, desistir finalmente de decifrar as emoções e expressões de Lizzy, Johnny lhe agarrara as mãos, sentindo o avião decolar enfim.

Los Angeles não era longe, poderiam até ter ido de carro se Christ, definitivamente, abrisse mão do conforto. Esteve lá algumas vezes, muitas dessas em Hollywood especificamente, mas conhecer o subúrbio ele iria estar fazendo uma experiência nova, e não pode evitar achar aquilo maravilhoso. Conhecer e se hospedar em lugares que não tivesse as maçanetas de ouro, algo mais caseiro, muitas das vezes não podia parecer por conta de ser todo espevitado, mas Johnny gostava dessa sensação.

– Alguém irá nos esperar no aeroporto? – Lizzy perguntou, tombando a cabeça em seu ombro.

– Sim, seu pai. – explicou, vendo-a arquear as sobrancelhas.

– Certo, meu namorado já conhece meu pai. Certo. – repetiu, escutando os risinhos marotos dele soar então. – Até parece que você planejou tudo isso a vida inteira.

– Comecei desde o momento que você me contou toda a verdade. Sou foda, não é? Pode falar que estou me tornando o amor da sua vida.

– Eu sei que é isso o que você mais quer, mas não, Johnny, não começa a se achar não, meu amor. – retrucou, escutando risinhos da poltrona a frente. Eles se entreolharam então, rindo baixo entre si.

– Alguma bebida e petisco? – a mulher perguntou, prendendo a atenção deles. – Temos Champagne.

– Nada de bebida alcoólica, por favor, estou com trauma. – Lizzy se apressou em responder, se endireitando na poltrona. – O que é que tem ai? Estou morrendo de fome. – Começou a falar, esticando o pescoço até o carrinho ao seu lado. Johnny pousou as mãos sobre a testa, sentindo as bochechas corarem. Todos estavam olhando para Lizzy. – Só tem amendoim e batata? Não tem nenhum sanduíche ai? Quase entrei em coma alcoólico ontem, e amendoim não vai matar minha fome. – disparou a resmungar, sentindo Johnny a beliscar.

– A senhora vai querer alguma coisa ou não? – escutou a aeromoça mais uma vez, mal humorada.

– Não, obrigada. – respondeu do mesmo modo enfim, se recostando no estofado de sua poltrona.

– Eu te mato, Lizzy Marie. – Johnny ameaçou entre dentes, tentando ignorar os olhares na direção de ambos.

– Johnny Christ? – Escutou então uma voz interrompê-los. Lizzy ao ver de quem se tratava se afundou na poltrona, recolocando seus fones no ouvido. Johnny sorriu vagamente, acenando com a cabeça.

– Oi Lacey. O que está fazendo aqui?

– Estou indo para casa da minha prima em Beverly Hills. – contou, sem desgrudar os olhos de Lizzy, que começou a mascar o chiclete pesadamente. – É ela a sua nova namoradinha? – perguntou sem deixar de reprimir seu tom de desdém. Lizzy ouvira, e a encarou no mesmo instante, antipática tanto quanto.

– E ai manola. – cumprimentou. Johnny revirou os olhos, sentindo vontade de sair correndo.

– Não acredito que voc...

– Sim, ele está namorando comigo, por quê? Sou mais bonita que você, canhão? – falou de uma vez. Johnny ao seu lado arregalou os olhos, assim como a maioria ali mais próxima. Lacey engoliu em seco, sem saber o que dizer.

– É uma pena pensar que está perdendo seu tempo com uma caipira, Johnny. – falou então, voltando a passos pesados para seu lugar.

– Lizzy o que você tem?! Ainda ta bêbada?

– Sei lá, eu acho que sim.

– Então dorme porque eu estou prestes a pular desse avião.


...

– Não abre a boca pra falar nada, eu temo por isto. – Johnny disse assim que o avião aterrissara, finalmente, no solo de Los Angeles. Lizzy lhe deu o dedo do meio, puxando sua mochila vermelha do compartimento. – Estou falando sério, Marie.

– Não se preocupe, eu to bem agora.

– Ótimo, porque eu só estava preocupado com uma e única coisa. – eles ainda conversavam, enquanto tentavam sair daquele tumulto que havia se tornado os corredores do avião.

– E o que, posso saber?

– Você estar daquele jeito para cumprimentar seus pais. – respondeu então, apontando para o casal a metros distantes, segurando uma plaquinha com o nome da filha.

Lizzy sentiu o coração bater mais rápido, e as pernas ficarem mais bamba. Johnny já imaginando que efeitos como aqueles aconteceriam, tratou de agarrá-la a mão, caminhando naturalmente até os dois que sorriam abertamente.

– Marie! – Erin cumprimentou fervente, já apertando a filha num abraço, enquanto o pai desta cumprimentava Johnny num aperto de mão. – E você deve ser o Johnny, prazer em te conhecer!

Depois das recepções calorosas e de pegarem finalmente as malas, Lizzy se apegara ainda mais a Johnny, não soltando as mãos do rapaz instante algum. Seus pais ainda tagarelavam sobre como iriam amar Los Angeles e a casa onde moravam, mal percebendo que Christ ficara pra trás.

– Porque ele está assinando a camiseta daquela menina? – O pai de Lizzy perguntou confuso, com o cenho franzido junto à esposa. Lizzy riu pra si, achando graça.

– Ah... Meu namorado é um astro do rock. – disse debochada, acenando para ele que já se reaproximava. – Conta pra eles porque você tava assinando a camiseta da garotinha, Johnny.

– Ah, eu sou um astro do rock.

– Falei.


...

A paisagem era realmente bonita. Apesar de ser litorânea como Huntington Beach, havia uma pitada de algo a mais, talvez algo que Lizzy realmente não soubesse dizer. Talvez fossem os prédios, as pessoas mais despojadas.

– Chegamos. – seu pai avisou, parando com o carro a frente de uma casa de porta vermelha. Lizzy engoliu em seco, descendo com cautela do carro. Johnny lhe sorriu, confortador. Ela devolveu do mesmo modo, ajudando-o com as malas logo atrás.

– A casa não beira a areia, mas a praia fica logo ao fim da rua. – Erin contava, apontando para o fim azulado da ruela. Lizzy suspirou, talvez ainda houvesse explicação enquanto aquela admiração ao mar.

Entraram então a residência, era bonita, de fato. A sala era espaçosa, amarelada, deixando o por do sol ainda mais potente entre os móveis e assoalho de madeira. A cozinha vinha logo a frente, separada apenas por um balcão. A geladeira estava aberta, e a garota pode reconhecer então, no mesmo momento, aquela silhueta.

– Lizzy? – O garoto de olhos verdes esmeralda, de cabelos acastanhados e pele branca virou-se então, se deparando com sua irmã.

– Oi Michael.


Notas finais
E não se esqueçam, nova fanfic dos avergers aqui no site.
Liberate: O Apocalypse.
https://www.fanfiction.com.br/historia/220238/Liberate_O_Apocalypse/ageconsent_ok