Notas iniciais
Espero que gostem!

Já se passava das dez e a The Freedom Lounge encontrava-se cheia com a presença de seus costumeiros clientes. Uma música eletrônica tocava, agitando a pista de dança, despertando e levando as pessoas a um universo onde a única coisa com que era preciso se preocupar era aproveitar aquele intenso momento de liberdade.

Encostado no balcão de cor marfim do bar, um homem vestindo um terno risca de giz preto, alto e com um corpo aparentemente definido observa o ambiente pela primeira vez, esperando o tal espetáculo extraordinário que o haviam falado começar. Seus dedos brincavam com o pequeno copo de whiskey que tinha pedido, atraindo a atenção de diversas mulheres, o que o faz abrir um sorriso estonteante.

De repente, a música parou e todas as luzes foram apagadas, menos as do grande palco que estava sendo ocultado por majestosas cortinas vermelhas com detalhes dourados. A casa encheu-se de palmas e assobios; o show iria começar.

Os primeiros segundos de Show Me How You Burlesque foram ouvidos enquanto as cortinas eram levantadas. Damon direcionou seus olhos ao palco e passou a fitar uma mulher de longos cabelos castanhos escuros que usava uma máscara por volta de seus olhos e encarava todas as pessoas que estavam sentadas nas mesas defronte ao palco. Gritos ensurdecedores aclamaram pela artista.

A bela mulher se pôs a cantar e dançar com suas seguidoras sensualmente, usando um vestido de paetês dourados curto e sexy que demarcava sua fina cintura e um Louboutin em seus pés, causando uma tremenda excitação aos ali presentes. Os movimentos ousados e misteriosos da mulher despertaram o interesse de Damon, fazendo com que ele larga-se sua bebida e se aproximasse, sentando em uma mesa próxima ao palco. Seus orbes azuis avaliavam cada curvatura do corpo dela, até que encontraram-se hipnotizados. Damon sorriu torto quando percebeu que ela passou a encará-lo de forma lasciva. Ela respondeu ao sorriso de modo sedutor para ele, descendo a escadaria do palco rebolando e direcionando-se a uma das mesas.

Sem tirar os olhos dele, começou a dançar de costas para um homem que, ao tentar tocá-la, recebeu um leve tapa na mão. Ela virou-se para ele e balançou a cabeça, reprovando o ato. Partiu para a outra mesa, retomando o contato visual com Damon, e voltou a dançar provocativamente enquanto ainda cantava e suas seguidoras ainda arrasavam em cima do palco.

Damon estava encantado com tanta beleza e atrevimento que nem percebeu que ela começou a se aproximar perigosamente dele. A morena continuou a cantar e rebolar, mas dessa vez exclusivamente para ele.

Hit it up, get it up

Won't let you rest

Hit it up, get it up

This is not a test

Hit it up, get it up

Gotta give me your best

So get your ass up

Show me how you burlesque...

O rebolado daquela fascinante criatura fez com que ele prendesse a respiração e sentisse algo incomodando-o entre suas pernas. Ela apoiou sua perna direita na borda da cadeira em que ele estava sentado e inclinou-se, ficando a poucos milímetros de distância de seu rosto.

– Qual é o seu nome? – perguntou Damon, rouco e arfante.

A morena riu e mordeu lentamente o lóbulo de sua orelha, fazendo com que o mesmo fechasse os olhos e gemesse baixo.

– Então você quer saber o meu nome? – sussurrou, fazendo com que cada pelo da nuca do jovem homem eriçasse, levando-o a tocar em sua cintura instintivamente. – Não, não, menino malvado! – ela tirou as mãos de Damon e as segurou – No meu camarim, em 15 minutos.

Ela piscou e voltou para o palco, terminando o show. Todos aplaudiram enquanto as cortinas desceram e ela sorriu sacanamente para o homem, lambendo os lábios. O mesmo tentou se acalmar e voltou para o bar, pedindo uma dose tripla de whisky.

Alguns minutos depois, um homem negro e bombado apareceu chamando-o. Damon, deduzindo ser o segurança da casa, o seguiu pelos corredores extensos, parando em frente a uma porta de cor preta com uma grande estrela prateada enfeitando-a. De repente, a mulher mascarada abriu a porta, trajando um espartilho preto com rendas vermelhas junto a uma saia também preta, além de botas de cano alto. Ela sorriu para o homem ao lado dele, indicando que ele já podia se retirar.

– Qual é o seu nome? – Damon perguntou novamente.

A mulher o puxou para dentro do camarim, fechando a porta e jogando-o bruscamente no sofá. Damon olhou assustado e excitado para ela, enquanto a mesma sentava por cima dele e voltava a brincar com o lóbulo de sua orelha, deslizando sua mão direita por seu corpo até chegar ao membro já rijo e pulsante do mesmo, apertando-o levemente.

– Elena. – ela mordeu seu pescoço lentamente e riu.

Damon estava prestes a dizer o seu para ela, mas foi interrompido.

– Shh... Não quero saber quem você é. – ela sorriu e aproximou sua boca da dele, esfregando suas mãos vagarosamente pelo corpo do rapaz. – Só quero saber o quanto você é... Burlesco.

Damon sorriu sordidamente e logo os dois se encontravam num beijo faminto e esmagador.

Elena livrou-se do paletó do homem e sem paciência para tirar seu blusão, o puxou sem dó, arrebentando todos os botões. Logo pôs-se a arranhar suas costas, rebolando sobre seu colo, instigando-o.

Gemidos ecoavam pela pequena sala, até que Damon se levantou segurando-a firmemente em seu colo para depois jogá-la sobre o sofá. O espartilho de Elena foi arrancado bruscamente, enquanto seus seios fartos ficaram expostos à boca de Damon, que começou a chupá-los e mordê-los sem dó, levando-a ao delírio. Porém, sem se contentar, sua boca foi descendo pelo corpo da morena, distribuindo-lhe beijos até encontrar sua intimidade coberta por uma fina calcinha que logo foi arrancada e substituída por sua língua habilidosa.

Elena contorceu-se e passou a gemer mais alto, agarrando fortemente as madeixas negras daquele que a estava dando tanto prazer. A mesma já não aguentava mais, sentindo uma gostosa pressão em seu ventre e todo seu corpo rígido. Logo atingiu o orgasmo, gritando de tamanha satisfação.

Após provar do mel, Damon foi de encontro a boca da bela, puxando seus lábios para um beijo intenso, até que ela o parou.

– É a minha vez. – disse, desabotoando e retirando a calça, acompanhada pela cueca, dele, invertendo as posições.

Suas mãos delicadas passaram a acariciar a intimidade de Damon vorazmente, sentindo o volume aumentar. Sorrindo e encarando-o, Elena pôs-se a satisfazê-lo com sua boca lentamente, chupando-o e mordiscando sua glande. Só se ouvia os gemidos roucos do rapaz ecoando, enquanto o mesmo empurrava a cabeça dela contra seu membro, acelerando os movimentos. Logo ele explodiu em prazer e puxou a garota, imprensando-a contra o sofá e beijando-a.

Os dois já não aguentavam mais de tanta excitação. Elena enlaçou suas pernas em volta da cintura de Damon, buscando um jeito de se encaixarem. Logo, ele a penetrava vagarosamente, fazendo-a sentir cada centímetro de seu sexo dentro de si de forma torturante.

– Mais rápido, por favor. Mais rápido! – ela implorou.

As estocadas passaram a ser mais rápidas e fortes. Os gemidos eram tão altos que poderiam ser ouvidos a quarteirões caso não houvesse uma música estridente tocando na The Freedom Lounge.

No ritmo totalmente descompassado se via a urgência um do outro. Os beijos tornaram-se violentos, os chupões mais fortes e os arranhões mais profundos.

Elena já estava chegando ao seu limite, e quando Damon percebeu começou a estimulá-la, passando seus dedos sobre o clitóris da mesma. Ela gritou, sentindo sua visão ficando turva e chegando novamente ao orgasmo. Rapidamente segurou-se nos braços dele, ainda aguentando as estocadas.

Segundos após, Damon chegou ao ápice, derramando seu líquido dentro dela, acompanhado de um longo gemido de prazer.

Os dois se encararam, sorrindo maliciosamente junto às respirações entrecortadas. Os olhares transpareciam satisfação e mais desejo.

– Eu posso fazer isso a noite toda. – ela sussurrou em seu ouvido, lambendo sensualmente sem pescoço.

Damon trouxe seu rosto mais próximo do seu, roçando levemente os lábios nos dela.

– Então... – ele passou os lábios por todo o seu pescoço e levou suas mãos até a bunda dela, apertando fortemente, fazendo-a arfar – Veremos.


– Won't let you rest, gotta give me your best -

Notas finais
Acho que o desfecho ficou um pouco morto, mas eu realmente tentei haha Perdoem quaisquer erros gramaticais e/ou ortográficos. rs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!