Show De Vizinho
7 Traição e Jacob..
Notas iniciais
Como ela fez isso com ele???
Curiosos leiam!!!
Curiosos leiam!!!
CAPÍTULO 7
- Bom dia Charlie. – disse Edward despreocupadamente, apertando a mão do meu pai. Senti meu corpo travar e não sabia o que dizer. Que desculpa eu daria para falar a meu pai que estava indo para a escola no carro – e sozinha- de Edward? - Bom dia Edward. Cuide bem da minha filha. – ele o alertou num tom brincalhão. - O que significa isso? – olhei para os dois, sentindo meu rosto franzido em confusão. - Pedi sua mão para o seu pai ontem. – Edward deu de ombros. - Como é? – perguntei surpresa. - Isso mesmo Bells. – disse Charlie abraçando Edward de lado e batendo no peitoral perfeito dele – Edward pediu permissão parate namorar. – os dois se olharam e riram, pareciam até dois confidentes enquanto eu atrapalhava o momento dos dois – Isso é que é ser um homem de verdade. Um cavalheiro. - Pai! - Devia saber que isso é raro hoje em dia, Bells. – continuou Charlie me interrompendo. - Sei disso. Quando olhei diretamente para Edward toda a minha raiva e choque foram embora. Assim que ele me encarou e sorriu, eu me senti a melhor garota do mundo por ter sido sua escolhida. Seguimos para a escola depois de meu pai dar uma palestra sobre o comportamento que um homem deve ter. Já se tornara um hábito ligar o rádio assim que o motor de seu Volvo rugia suavemente. - Quer dizer que você pede a minha mão sem o meu consentimento? – abaixei o volume do rádio, deixando apenas a música de fundo. - Acho que você não concordaria se eu falasse com você primeiro. – Edward me olhou vitorioso por me conhecer tão bem – Aproveitei que você estava com Alice e, antes de ir à Portland comprar seu presente, fui à delegacia falar com Charlie. - Eu deveria ficar com raiva de você por isso, mas não consigo. – sorri olhando pela janela. Senti suas mãos alisarem meu rosto e fechei meus olhos, apenas sentindo aquele simples toque. De repente, tudo o que aconteceu na noite passada veio à minha cabeça e percebi que meu rosto estava queimando. Aquilo tinha sido tão intenso, tão excitante, que era difícil me controlar. - Bella o que... Não o deixei terminar. Avancei em direção a seus lábios sem me importar se estávamos num carro em movimento. Agarrei a nuca de Edward e passei minha língua em seus lábios, pedindo passagem. Uma de suas mãos segurou minha cintura enquanto a outra estacionava o carro num acostamento qualquer. Quando o carro parou, Edward me puxou para mais perto dele segurando minha nuca com força e beijando-me de forma delirante e de tirar o fôlego. De repente, ouvimos alguém bater no vidro e para minha surpresa, era um policial, amigo de Charlie, que nos olhava em reprovação. - Pois não, seu guarda? – questionou Edward abaixando o vidro do carro. - Olá Bella. - Oi Joseph, tudo bem? – disse abaixando o olhar, constrangida pela situação. - Estou bem. – disse ele ainda me encarando. - Olha eu... - Vou fingir que não vi nada, ok? – prometeu ele, interrompendo-me – Se você fosse minha filha e eu a pegasse nessa situação, não iria gostar nenhum pouco, então fique tranqüila, pois não contarei à Charlie, mas que isso não se repita. Vocês têm que ir para a escola e não ficar se agarrando numa estrada qualquer a essa hora. - Obrigada Joe. – agradeci, mesmo recebendo um sermão – E me desculpe. - Está tudo bem. – ele sorriu, por fim. – Dirija com cuidado rapaz. – alertou ele a Edward. - Pode deixar seu guarda. Ficamos encarando o policial até que ele entrou em sua viatura e deu partida. Edward caiu na gargalhada enquanto eu o olhava descrente. - Por que está rindo? - Porque foi engraçado. – respondeu ele ainda sorrindo. – Isso é que dá ser apressadinha. Edward se aproximou alisando meus lábios e encarando-os. - Edward nem vem! – o empurrei e ele riu ainda mais. - Você que me agarra e eu que sou o culpado por sermos pegos? - Fica quieto e dirija! Vamos nos atrasar. - Você é surpreendente Bella. – ele riu e deu a partida. O dia na escola passou voando. No fim do dia eu estava exausta por causa das duas últimas aulas que foram de Educação Física. O professor Ronald nos colocou para correr durante 30 minutos e depois fizemos uma série de exercícios, incluindo abdominais.- Mãe? Chamei quando entrei em casa e mais uma vez não a encontrei. Vi que o almoço não estava pronto, então coloquei umas batatas para assar no forno enquanto tomava um banho. Quando desci as batatas estavam prontas. Preparei o restante da comida e sentei-me à mesa. Ouvi a porta se abrindo. - Bella? - Na cozinha! – Renée apareceu na porta e parecia um pouco alterada – Desculpe pelo almoço. Fui ai supermercado e perdi a hora.
- E onde estão as compras? – seus olhos estavam arregalados – Quer que eu ajude a guardá-las? - Não! – ela praticamente gritou – Eu... Err... Eu não as trouxe. Estavam muito pesadas e pedi para que trouxessem mais tarde. Mas não se preocupe, eu mesma as guardo. – a encarei, porém Renée desviou seus olhos rapidamente. - Você está bem, mãe? - E por que não estaria? – perguntou ela enquanto eu dava de ombros – E como foi a noite de ontem? Edward te deu algum presente? - Sim. – disse empolgada. Contei tudo para Renée, omitindo certas partes que ele com certeza não precisava saber. Ela pareceu estar feliz por mim, e eu ainda mais por ter o apoio dos meus pais. As semanas se passaram e como não tinha muito que se fazer em Forks, eu e meus amigos passamos os dias, um na casa do outro. E foi divertido. Ângela me apresentou o Bem, com quem ela andava muito próxima ultimamente, e me confidenciou que gostava dele. O engraçado foi quando estávamos almoçando na casa dela e Emmett acabou com uma travessa enorme de lasanha sozinho. Solange, mãe da Ângela, ficou assustada e Emmett pediu desculpas, prometendo dar outra lasanha a ela da próxima vez. Se é que haveria uma depois do que ele fez. Meus pais não brigaram mais, porém Renée andava muito estranha. Ela não parava mais em casa. E eu acabei assumindo a cozinha durante as saídas dela que eram à tarde. Houve um dia em que pensei ter visto Charlie chegar em casa com os olhos vermelhos e meio cabisbaixo quando encontrou com minhas mãe, mas não tenho certeza, porque eu estava meio grogue naquela noite.Acordei num pulo com Edward buzinando insistentemente. Arrumei-me correndo e quando passei pela cozinha vi um bilhete de Charlie dizendo que tinha peixe frito no congelador para o almoço. Entrei no carro de Edward e pedi desculpas pela demora. - Droga! – praguejei batendo em minha testa – Esqueci o trabalho de matemática! - Você entrega amanhã. - Não posso! O prazo termina hoje. E eu dependo da nota desse trabalho. Tenho que ir em casa buscar. – Edward assentiu e deu a volta no carro. - O que está fazendo? - Indo pegar o seu trabalho. – ele me olhou confuso. - Não precisa. Não estamos muito longe de casa. E não quero que se atrase ainda mais por minha causa. Eu vou sozinha. - Tem certeza? – ele parou o carro. - Tenho. Estarei na escola a tempo de pegar a segunda aula. – sorri e dei um breve beijo nele, pulando para fora do carro e andando o mais rápido que minhas pernas agüentavam. Acenei quando Edward buzinou.Cheguei em casa exausta e parei por um minuto na varanda recuperando o fôlego. Reparei que Esme varria a varanda dela ainda vestida com um roupão.- Oi Esme. Não foi correr? - Não corro desde que torci o tornozelo. – disse ela parando de varrer para me dar atenção. - Há quanto tempo você parou? – perguntei desconfiada. - Tem umas 3 semanas. – respondeu ela pensativa. Tentei sorrir, mas o pânico invadiu a minha mente. Coisas horríveis passaram por minha cabeça e eu tentava, inutilmente, afastá-las. Por que Renée estaria mentindo para mim e para Charlie sobre as corridas matinais com Esme, se a própria não corria há semanas? Subi a escada e corri para o meu quarto pegando o trabalho que estava em cima da mesa. Antes de descer, ouvi vozes vindas do quarto dos meus pais. Aproximei-me lentamente e olhei pela fresta aberta da porta. Uma raiva incontrolável e súbita se apossou de mim, fazendo com que eu escancarasse a porta num movimento brusco. - RENÉE! – gritei. Ela e o cara que parecia ser apenas uns 2 anos mais velho que eu pularam por conta do susto e se enrolaram nas cobertas. - Bella, filha... - CALA A BOCA! — fechei meus olhos tentando impedir que as lágrimas saíssem. - Eu não queria... - EU MANDEI VOCÊ CALAR ESSA BOCA!Fui em direção ao cara e comecei a socar ele nos braços, no peito... mas Renée, minha mãe, se colocou entre nós, protegendo-o. - Filha se acalme. Eu vou te explicar tudo. - TIRA AS MÃOS DE MIM! – me afastei – COMO VOCÊ PÔDE FAZER ISSO COM CHARLIE, COMIGO? É POR CAUSA DELE QUE VOCÊ E MEU PAI ESTAVAM DISCUTINDO? – apontei para o garoto que terminava de por as calças e saía de fininho – HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ ESTÁ TENDO UM CASO COM AQUELE CARA? - Bella, filha, eu... - HÁ QUANTO TEMPO? RESPONDA! – as lágrimas começaram a sair descontroladamente de meus olhos toda vez que eu pensava em Charlie. - Há um mês. Mas filha eu posso explicar. – ela se aproximou com os olhos marejados. - EXPLICAR O QUE? QUE VOCÊ ESTÁ SENDO UMA VAGABUNDA? QUE ESTÁ TRAINDO MEU PAI NA CASA QUE ELE PRÓPRIO CONSTRUIU PARA VOCÊ? VOCÊ NÃO TEM QUE EXPLICAR NADA! - Bella eu estava infeliz! Seu pai fica mais no trabalho do que em casa. Ele não me dava atenção. - Renée ele está se matando de trabalhar para sustentar NÓS duas! - Eu precisava de carinho. O Aaron me trouxe vida, me deu carinho, me deu amor. - Você está louca! Esse cara está te iludindo mãe! Você acha que ele vai querer ficar com você, enquanto ele tem milhares de meninas da idade dele? Você não é mais uma adolescente Renée! É uma adulta, casada e com uma filha! Você tem responsabilidades! - O Aaron tem muito para me oferecer Bella... - A única coisa que ele tem para te oferecer é o que ele carrega entre as pernas! Você acha que ele vai largar a vida dele para sustentar uma velha que nem você? Eu nunca pensei que teria de ver a MINHA mãe numa situação ridícula dessas. Por que fez isso com Charlie? Não vê que ele está sofrendo pelo modo que você o trata? - Eu não o amo mais. – respondeu ela, cruzando os braços. - E por que não se separou dele em vez de se deitar com o primeiro cara que aparece? - Aaron não é qualquer um! – ela protestou. - É SIM! E VOCÊ TAMBÉM! EU TENHO VERGONHA DE TER UMA MÃE ASSIM. – peguei minha mochila e desci a escada rapidamente, abrindo a porta. - Filha, espera! - NÃO DE CHAME DE FILHA, POIS NÃO TENHO MÃE! Eu sinto nojo de você. NOJO! – bati a porta e sentei-me no degrau da varanda. Estava chocada com o que tinha visto e meu coração doía por pensar que meu pai passou por tudo isso calado, sem saber de nada. - Bella você está bem? – Esme sentou-se ao meu lado, alisando minhas costas. - Não posso acreditar que minha própria mãe fez isso. – coloquei minhas mãos no rosto, impedindo que ela me visse chorando. - Sei que é difícil, mas não fique assim. – ela me abraçou.Ficamos em silêncio até que eu consegui me controlar, ficando mais calma. - Tenho que ir para a escola. - Você não pode ir desse jeito. - É só para entregar um trabalho. Não pretendo ficar por lá e nem quero que ninguém me veja assim. - Tudo bem. Venha. Eu te dou uma carona. Esme foi bem gentil durante o caminho. Ela não me perguntou nada e me permitiu digerir o que tinha acontecido. Deixei o trabalho na secretaria e dei uma desculpa de não estar passando bem, o que pude provar pelo meu estado. O professor me liberou dizendo que avisaria aos outros pedagogos. - Esme pode me deixar em La Push? - Não acha melhor ir pra casa? - Não. — reprimi a ideia de ficar num mesmo lugar que Renée – Preciso de um tempo sozinha. - Claro, meu amor. Como quiser. Depois de alguns minutos, ela parou o carro e antes de me deixar ir, certificou, examinando-me, de que eu não iria me suicidar, no mínimo. - Eu estou bem Esme. Fique tranqüila. Só preciso pensar. - Quer que eu peça a Edward para vir te buscar? - Não se preocupe. – pedi – Não o aborreça com isso. - Ok. Mas não faça nenhuma loucura. Edward teria um ataque. – não pude deixar de rir da cara de medo de Esme. - Vou me cuidar. Prometo. E obrigada. Você foi muito gentil comigo. – a abracei. - Não foi nada minha querida. – ela sorriu, alisando meu cabelo – Sempre que precisar estarei feliz em te ajudar. Vi o carro desaparecer e me virei para contemplar o mar. As ondas pareciam absorver toda a minha raiva, chocando-se com força na areia. Encolhi-me com o vento forte que batia contra meu corpo desprotegido. Tinha esquecido o casaco no carro de Esme. Concentrei-me em apreciar a vista e fingir que tudo não passara de um sonho. Após umas horas,
levantei e caminhei até a margem, onde a água encostava preguiçosamente em meus pés descalços. - O que pensa que está fazendo? – virei-me para ver de quem era a voz desconhecida. - Acho que isso não te interessa. – respondi amargamente para o estranho que se aproximava. - Ei, oi pra você também. – ele levantou os braços à frente do corpo – Só fiz essa pergunta por que se não percebeu o mar está agitado e você parece querer entrar nele assim mesmo. Então, antes que tente entrar, devo lhe dizer que caso não seja uma ótima nadadora, fique onde está. – ele andava lentamente, como se eu fosse sair correndo para a água a qualquer momento. - Pare de agir como se eu fosse louca. – o repreendi, voltando meu olhar para o mar enquanto eu suspirava. - Você parece estar com problemas. - Pareço? — o encarei desafiadoramente. - Sim. E com muito mau humor. – ele me olhou de rabo de olho, verificando se eu o bateria ou algo assim. Não tive como segurar e acabei rindo e ele também. - Desculpe. O dia hoje não começou muito bem. Diria que foi terrivelmente péssimo. - Lamento. – ele pareceu sincero – Sou Jacob. – disse estendendo sua mão pra mim. - Bella. – a apertei. - A filha do chefe Swan? - Sim. Como sabe? - Ele tem muitas fotos suas na sala dele. – Jacob deu de ombros. - Parece que andou fazendo uma visitinha à cadeia. – afastei-me cuidadosamente dele com medo de ser um criminoso. - Não pense isso de mim! – repreendeu-me ele antes mesmo de eu pensar em dizer algo – Sou encarregado de levar o almoço para o chefe Swan e todo o departamento. - Han... E o que faz aqui? Não deveria estar na escola? – ele sorriu e tacou uma pedrinha que pareou a poucos metros da água. - Deveria, mas estou aliviando o stress. Não é fácil ser um estudante. - Nunca te vi na escola, aliás. – tentei me lembrar de alguma vez que possa tê-lo visto, mas não – Em que ano está? - Eu estudo na reserva. - Os Quileutes ainda existem? - Estão mais vivos do que nunca. – nós sorrimos. – Humm, você gosta daqui? - Gosto. Por quê? – estava curiosa. - Já te vi algumas vezes, mas na maioria delas, você estava acompanhada... - Seu intrometido! Como ousa espionar as pessoas? – dei um tapa em seu braço. - Ei! – ele reclamou alisando o local que havia ficado vermelho – Está na minha reserva, esqueceu? E não estava espionando ninguém, mas temos que vigiar os visitantes, a fim de garantir que não estejam destruindo ou poluindo nosso espaço. – ele me explicou – E você tem que aprender a controlar seus impulsos. – disse ele referindo-se ao tapa que lhe dei. - Não seja tão molenga. Meu tapa nem foi tão forte assim. - Bella!
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