Show De Vizinho

10 Mas do que perfeito!!


Notas iniciais
Quero muitoosss comentarios!

CAPÍTULO 10

Quando acordei consegui

me despedir de Charlie. Não pude deixar de ficar feliz por ele sair daqui e

esquecer o que houve. Ou pelo menos tentar. Queria poder fazer o mesmo. Mas, pra

onde eu iria? O que eu faria?

Aproveitei que acordei cedo e tomei um café

mais reforçado, e depois me arrumei calmamente, vendo um pouco de TV antes de

Edward tocar a campainha.

- Emmett foi buscar Rosalie. – respondeu ele à

pergunta com um sorriso enorme no rosto.

- E por que está tão feliz? –

perguntei entrando no carro. Ter um pouco de privacidade, sem Emmett nos

interrompendo era bom, mas não ao ponto de ficar extremamente feliz.

- O que

acha de passar o final de semana numa fazenda? – ele pausou e me encarou

erguendo a sobrancelha – Comigo.

- Acho ótimo, mas não irá atrapalhar os

planos de Esme? Ela anda sempre tão ocupada... – analisei não querendo dar

trabalho e ocupar o tempo de ninguém.

- Bella, acho que não me ouviu

direito. – disse Edward docemente, alisando meu rosto – Nós vamos sozinhos. Só

eu e você. Nós dois.

- Sério? – ele afirmou, balançando a cabeça – Hum...

deixe-me pensar... – brinquei, colocando a mão no queixo e analisando os prós,

porque não existia contra quando o assunto era Edward. – Claro que quero ir.

Quando vamos?

- Que tal hoje depois da escola? As meninas te passam a

matéria depois. – completou ele quando viu que eu iria questionar os deveres e

trabalhos acumulados que teríamos de fazer depois.

- Ok. Quanto mais cedo,

melhor.

Na escola, contei o que havia acontecido para Alice, Rose e

Ângela que me consolaram e me apoiaram na minha pequena viajem. Pela primeira

vez senti que tinha amigas que realmente se importavam comigo, que queriam que

eu ficasse bem, feliz.

- Qualquer dia desses temos que sair! Nunca

fizemos nada sozinhas, tipo clube da Luluzinha. – falei.

- Que tal uma festa

de pijamas na minha casa? – Alice deu pulinhos.

- Boa ideia! – Rose

comemorou.

- Nunca fui a uma festa de pijamas antes. Tenho que levar alguma

coisa? – perguntou Ângela endireitando seus óculos que escorregavam em seu

nariz.

- Seu pijama! – respondemos Alice, Rose e eu.

No fim das

aulas me despedi delas e Emmett que quase me matou com seu abraço de urso, como

sempre.

- Chega Emmett! Eu vou estar de volta no domingo. Não é possível

que vá sentir tanta saudade assim. – sacudi meu corpo tentando sair de seus

braços.

- Mas eu vou sentir muita falta de você Bellinha. – finalmente ele

me soltou, beijando a minha bochecha.

- Eu também vou Emmett. Eu também vou.

– disse aliviada por volta a respirar – Se cuida.

Edward me deixou em

casa para que eu preparasse a mala, enquanto arrumava a sua. Como não sabia o

que esperar do clima, enfiei praticamente todo o meu guarda roupa na mala.

Passei mais tempo do que necessário, fazendo uma revisão de tudo o que eu havia

colocado, conferindo se não me esqueci de nada, tentando não pensar que ficaria

três dias inteiros sozinha com Edward. Meu coração disparou com a ideia e coisas

se passaram em minha mente. Comecei a imaginar seus lábios nos meus, sua língua

quente e experiente em meu corpo... Sacudi a cabeça e afastei todo esse tormento

de minha mente, descendo as escadas e indo para a casa da frente, onde Edward me

esperava com Esme ao seu lado.

- Divirtam-se! – ela nos abraçou antes de

entrarmos no carro – E não se preocupem com o Emmett. Eu cuido daquela criança

gigante. – ela sorriu.

Eu não estava preocupada com Emmett. Havia ficado

nervosa com o fato de um dia, Charlie descobrir dessa minha “fuga” com Edward,

contudo, Esme tranqüilizou-me dizendo que daria cobertura, para que ninguém

mais, além dela, soubesse.

Quando cruzamos a fronteira da cidade, soltei

um suspiro de alívio, sentindo meu corpo, automaticamente, relaxar à medida que

me afastava mais e mais daquele lugar.

- Não acredito que estou saindo

de Forks depois de tantos anos enfurnada naquele lugar.

- Para onde foi

quando saiu daqui?

- Faz muitos anos. Acho que tinha uns oito ou nove anos

de idade. Fomos para Phoenix no verão. Lembro que me diverti muito com meus...

pais. – era estranho dizer aquilo. Edward percebeu a mudança em minha voz.

-

Se quiser, ligue o rádio. Trouxe uns CDs. Acho que vai gostar.

- Onde estão?

– perguntei enquanto ligava o rádio.

- No porta-luvas. – ele apontou.

Quando abri, os CDs caíram todos no meu colo e alguns se espatifaram no

chão. Eram tantos que não sabia como couberam num espaço tão pequeno. Pensei em

qual deles era o que Edward esperava que eu achasse até que o avistei embaixo de

muitos outros CDs. Era o mais recente dos Kings Of Leon.

Coloquei para tocar

e encostei minha cabeça no banco, apenas deixando a melodia tomar posse de minha

mente.

- Quanto tempo de estrada? – peguei sua mão e entrelacei com a

minha.

- Umas três horas. – Edward pareceu não se importar com o tempo que

levaria dirigindo. – Por que não descansa? – ele acariciou meu rosto, ainda com

nossas mãos unidas.

- É. Acho que vou tirar um cochilo. Ainda mais com essas

músicas. – sorri. Inclinei-me e dei um beijo rápido do canto de sua boca.

Abri meus olhos e vi que estava muito escuro e que não estava mais no

carro e sim numa cama grande e macia. Procurei por um abajur até que o achei,

acendendo-o em seguida. Edward não estava ali. O chamei, porém ninguém

respondeu. Fui até a porta e andei pelo corredor iluminado até encontrar a

escada pela qual desci, procurando, agora, onde Edward estaria.

Não foi

difícil encontrá-lo devido ao cheiro que vinha da cozinha.

- Até que

enfim acordou. – ele beijou-me a testa – Pensei que estragaria a surpresa

dormindo por toda a noite.

- Surpresa? – perguntei ainda grogue pelo sono.

- É. Estou preparando um jantar. – ele sorriu, mexendo em uma das panelas.

- Mas você acabou de me contar o que é!

- Contei, mas acontece que se

você acordasse só amanhã, não haveria surpresa nenhuma. – não consegui segurar o

riso de sua explicação sem nexo algum.

- Essa casa é enorme. – observei. Só

a cozinha era o andar de baixo inteiro da minha casa.

- Você ainda não viu

nada. Precisa ver o que te espera lá fora. – olhei para a janela numa tentativa

inútil de conseguir enxergar alguma coisa.

- Por que não conhece melhor a

casa? Ainda vou demorar um pouco aqui.

Assim que saí da cozinha, andei

pela enorme sala, que tinha um aconchegante sofá vermelho sangue no centro.

Nesse andar havia não uma, nem duas, mas três salas. A de jogos era a maior,

contendo todos os tipos de jogos que se pode imaginar. A de visitas foi a

primeira que vi bem iluminada e aconchegante como disse. Porém, a terceira, que

ficava um pouco escondida, chamou minha atenção. Sua iluminação era baixa, com

enormes pufes vermelhos e brancos espalhados por todo o chão. Na parede, havia

um telão parecido com essas telas de cinema, rodeado por potentes caixas de som.

No andar de cima, havia quatro banheiros e um, dois, três, quatro, cinco,

seis, sete, oito! OITO quartos. Dois deles eram maiores que os demais e mais

completos, cada um com um banheiro de cair o queixo. Era tão lindo que não tive

vontade de sair daquele banheiro. Pelo tempo que havia levado para conhecer a

casa, percebi que já era hora de começar a me arrumar para o jantar.

Liguei o chuveiro e me preocupei em relaxar. Sequei meu cabelo e

procurei por algo que pudesse vestir. Por sorte, destino ou coincidência,

encontrei um vestido que Alice me dera e eu nunca havia usado. Pensei até que o

tivesse perdido, entretanto, curiosamente, eu o tinha trago.

Perfumei-me e

prendi duas mechas do meu cabelo para trás e coloquei o vestido que era bem

colado no corpo e curto também. Passei um brilho incolor e rímel para realçar

meus olhos. Dei uma última olhada no espelho e desci respirando bem

profundamente. Senti meu coração bater mais forte e um frio na barriga à medida

que eu descia as escadas e me aproximava da cozinha, onde eu podia ouvir Edward

abrindo a torneira, pegando algo na geladeira. Eu sabia que essa noite seria

especial.

Quando entrei na cozinha fiquei de boca aberta. Edward estava

lindo! Parecia esses homens de comercial de perfume. Ele usava uma calça social

escura com sapatos pretos, e sua blusa era branca, aberta até o meio de seu

tórax, mostrando seu peito musculoso, e dobrada em seu antebraço. Seu cabelo

estava impecavelmente bagunçado, mas ao mesmo arrumadinho, sabe?

- Você

está perfeito! – sorri quando ele pegou em minha cintura, beijando-me

gentilmente.

- E você está maravilhosa. – beijou meu rosto – E também devo

dizer que esse vestido me deixa completamente louco. – Edward passou a mão por

todo o tecido grudado em meu corpo, deixando-me totalmente arrepiada e com as

pernas bambas. Ele olhou para o decote e, em seguida, para minhas pernas.

-

Onde.. err... – respirei fundo e limpei a garganta, tentando ignorar seu olhar

em mim – Onde está a mesa? – sorri feliz por mudar de assunto.

- É por aqui.

– disse ele oferecendo o braço.

A sala de jantar, como toda a casa era

enorme. No centro, estava uma mesa redonda com duas cadeiras. Em cima dela,

havia um discreto, porém, lindo arranjo com lírios cercados por velas. A sala

inteira tinha velas por todo o lado. A iluminação estava baixa, dando aquele

clima.

Edward pôs a mão em minha cintura, abraçando-me de lado e guiando-me

até a mesa, puxando a cadeira para que eu sentasse.

- Espere aqui. –

disse ele antes de desaparecer e surgir, minutos depois, com o prato da noite

nas mãos.

- O que é? – perguntei curiosa.

- Risoto de frango. – ele

abriu a tampa, fazendo o cheiro que era maravilhoso, inundar o ambiente.

-

Nossa que cheiro bom! – inclinei-me para a panela – Espero que o gosto também

seja bom. – brinquei.

- Não seja boba. – ele sentou-se de frente pra mim –

Já lhe provei que sou bom na cozinha.

- Não só na cozinha. Você é bom em

tudo. – encarei seu peito à mostra, mordendo os lábios, tentando segurar a

vontade de pular em cima dele.

- Bella, eu sou bom amando você. – seus olhos

pareciam brilhar quando Edward sorriu depois de ver a minha cara de derretida

quando ele disse isso. – Vamos comer? – perguntou ele quando viu que eu não

tinha resposta.

- Claro.

Parecia que sua blusa, mostrando seu

peitoral, fazia com que Edward emanasse uma certa sensualidade, uma certa...

masculinidade.

Concentrei-me na comida, fazendo minha mente deixar de ser

tão absurda. Bebi um pouco de vinho e deliciei-me com o risoto que estava

extremamente delicioso.

- Então, o que está achando? – ele me encarou –

Não disse uma palavra.

- Acho que nunca comi uma comida de verdade. –

respondi quando terminei de engolir a parcela que tinha levado à boca. Edward

riu de meu comentário – Sério. Você precisa me ensinar a cozinhar desse jeito.

- Estarei à disposição. – ele deu aquele sorriso de matar qualquer um.

-

Obrigada Edward. Por tudo que tem feito por mim. Eu sempre serei grata a você,

de verdade. – ele esticou o braço para que eu segurasse sua mão, enquanto ele

alisava meu rosto.

- Você merece tudo o que faço. E não me agradeça, pois

faço isso porque te amo. Eu que devo lhe agradecer por deixar-me amar você. –

Edward levou minha mão até sua boca e a beijou, acariciando seu próprio rosto

com ela e inspirando todo o perfume de minha pele – Vamos brindar?

- Vamos.

– ergui minha taça.

- À mulher mais incrível que conheço. – disse ele

erguendo sua taça.

- Ao homem mais maravilhoso que conheço.

Encaramo-nos enquanto bebíamos o vinho.

- Quer dançar? – ele se

colocou à minha frente, estendendo a mão.

- Se com música eu já sou péssima,

imagine sem! – peguei sua mão e Edward me puxou pra ele.

Pegou um

controle remoto e ligou o som. Estava tocando uma música bem lenta e não me

preocupei em deixá-lo me guiar. Edward fazia isso muito bem. Ele pôs uma de suas

mãos no meio das minhas costas, colando seu corpo no meu, e com a outra, segurou

minha mão. Movíamos-nos lentamente, de acordo com a música. Envolvi seu pescoço

com minhas mãos e encostei minha cabeça ali, sentindo todo o seu perfume, que me

inebriava a cada segundo.

Beijei lentamente seu pescoço, sentindo suas mãos

me apertarem contra seu corpo. Afastei meu rosto de seu pescoço e o encarei a

milímetros de distância de seus lábios. Podia sentir sua respiração se misturar

com a minha. Ele tirou meu cabelo do meu ombro, segurando minha nuca, fazendo

com que esse simples toque, passasse como um choque por meu corpo.

Edward me

fazia sentir tantas coisas. Ele começou a beijar meu pescoço fazendo-me arrepiar

quando sua língua fria tocou minha pele quente. Puxei de leve seu cabelo,

soltando um breve gemido quando ele mordeu minha orelha, descendo suas mãos até

meu quadril, dando um aperto firme em minha bunda. Passei minhas mãos por baixo

da sua camisa arranhando sua barriga.

Edward me encarou intensamente. Pude

ver o mesmo desejo que havia em mim, em seus olhos. Sua boca tocou delicadamente

a minha, porém, o beijo logo se tornou urgente e intenso. Sua língua procurava

pela minha e quando se encontravam, entravam em perfeita sintonia. Comecei a

abrir os botões finais de sua blusa enquanto mordiscava seu pescoço. Edward

segurou meus punhos de repente. Olhei para ele confusa, com a respiração

descompassada.

- Preciso que veja algo que preparei para nós dois essa

noite.

Ele me puxou para uma porta que havia num canto discreto da sala

de jantar. Quando ele abriu a porta, parecia que eu estava num filme romântico.

A cama estava cheia de pétalas de rosas espalhadas pelo lençol branco.

Havia velas de todos os tamanhos por todo o quarto, que era iluminado apenas por

ela.

- É lindo! – falei abobalhada.

- Queria que essa noite fosse

especial. – ele me beijou ardentemente, me empurrando para o interior do quarto.

Ele fechou a porta, me imprensando nela e parando para me olhar. Quando

tentei falar algo, Edward tomou meus lábios nos seus, segurando minhas mãos

acima da minha cabeça. Chupei seu lábio inferior, deixando-o louco. Ele soltou

minhas mãos, me permitindo tirar sua camisa. Passei a mão por suas costas,

arranhando-as levemente, mas o bastante para fazê-lo arfar e colar ainda mais

seu corpo no meu, se é que era possível.

Edward me pegou no colo e sentou-se

na cama colocando-me sentada nele, com uma perna de cada lado de seu quadril.

Ele passou suas mãos pelas minhas pernas, subindo meu vestido e tirando-o de meu

corpo. Seus lábios beijaram entre meus seios, deixando-me ainda mais excitada. E

podia sentir, sentada em seu colo, que ele também estava excitado.

Rapidamente Edward deitou por cima de mim, jogando-me na cama com certa

agressividade que me deixava ainda mais insana por seu corpo. Tirei o cinto de

sua calça e abri o zíper, terminando de tirá-la com meus pés enquanto beijava

sua boca de modo urgente e necessitado. Edward foi descendo o beijo até minha

barriga, passando a língua onde começava a minha calcinha. Ele a tirou

lentamente, enquanto eu fechava os olhos, apenas sentindo seus lábios

percorrerem todo o meu corpo. Desci minhas mãos até sua cueca e a tirei,

jogando-a em qualquer lugar longe de seu corpo e alojando-o entre minhas pernas.

Nós dois soltamos gemidos quando sua intimidade tocou a minha. Lambi seu pescoço excitando-o ainda mais. Edward me encarou e beijou minha testa de forma protetora e depois o senti penetrar em mim lentamente e à medida que ele me invadia eu implorava por mais. Sempre mais. Seu corpo de movimentava rapidamente, arrancando-me inúmeros gemidos. Podia sentir Edward dentro de mim, e a sensação de senti-lo entrando e saindo era maravilhosa, viciante. Seus movimentos diminuíram quando chegamos ao clímax juntos. O puxei pra mim, envolvendo-o num beijo apaixonado. Edward me encheu de beijos por todo o rosto, o que me fez sorrir, e depois deitou-se ao meu lado, me puxando para seus braços.

- Isso foi incrível. – beijei seu pescoço e me debrucei em seu

peito, olhando-o maravilhada.

- Você é incrível Bella. Eu te amo. – Edward

pôs uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha, e acariciou meu rosto,

sorrindo.

- Eu também te amo Edward. Muito.