Show De Vizinho
2 Conhecendo quem eu joguei na piscina...
Notas iniciais
UUUUUHHHHHHHHHHH........
CAPÍTULO 2
- Bom dia dorminhoca. – Renée beijou-me a testa assim que apareci ao pé da escada.- Que horas são? Meu pai já foi? – perguntei desanimada por não encontrá-lo. - Acabou de sair. Venha tomar café. Peguei algumas bolachas enquanto Renée preparava meu copo de leite. - Como foi a festa? Conheceu alguém interessante lá? - Não! – falei rapidamente. Renée me olhou desconfiada – Não tecnicamente. – tentei me explicar – Quero dizer, tinham muitas pessoas que eu não conhecia, mas não conversei com nenhuma delas. Então...- Continua encalhada. – disse ela colocando as mãos na cintura. - Mãe! – a repreendi – Não se diz uma coisa dessas da própria filha sabia? – não pudemos conter o riso. - É que eu queria tanto te ver feliz Bella. Você fica tão sozinha aqui, grudada naquele computador que parece que eu o pari também. - Não exagera. Eu sou feliz aqui. – ela bufou – É sério! Sei que reclamo demais, mas é que não é fácil ser adolescente em Forks. – e não era mesmo – E eu não estou sozinha. Tenho Alice e Jasper como brinde. – brinquei – E também tenho você e o papai. – contornei a mesa indo abraçá-la, mas fui interrompida pela campainha. - Mike? O que está fazendo aqui? - Err... Vim me desculpar por ontem. – ele coçava a cabeça parecendo um pouco constrangido – Me contaram como fiquei ontem e estou sem jeito por ter te enchido o saco. - Tudo bem. Não se importe com isso. – sorrimos – Só peço que isso não se repita, por favor. – isso foi mais uma ameaça do que um pedido. - Valeu Bella. Você é demais! - É. Eu devo ser mesmo. – nos abraçamos e ele se foi. Fui para o quarto tomar um banho e me arrumar. Vi que o dia estava um pouco mais claro e resolvi seguir o conselho de Renée e não ficar em casa. Mas, antes a ajudei com o almoço e as louças. - Não vou demorar muito. Quer que eu leve algo para o papai? - Sim, o pedaço da torta de morango que ele tanto ama. – a coloquei numa bolsa térmica para conservar a temperatura e me despedi de Renée. - Não chegue tarde! – gritou ela quando eu estava saindo – Temos um jantar com os Cullen hoje à noite, lembra? - Tudo bem! – nem se eu quisesse, Renée me deixaria esquecer esse tal jantar. Ela falou sobre ele durante todo o dia anterior e durante esta manhã, claro. Assim que entreguei a torta para Charlie, fui até o centro de Forks, que não era longe de casa e onde ficava o supermercado, algumas lanchonetes, sorveterias e uma pracinha, onde resolvi me sentar. Já estava ali há um tempo quando alguém esbarrou em mim. - Desculpe-me. - Está tudo bem. – sorri – Precisa de ajuda? – a menina que esbarrou em mim estava cheia de caixas na mão, uma em cima da outra, praticamente a tapando. - Não quero incomodar. – ela quase deixou as caixas caírem, quando mexeu nos óculos. Eu ri. - Não vai me incomodar. Eu te ajudo. – peguei algumas de sua mão e as coloquei no banco onde eu estava sentada. - Obrigada. – ela se sentou ao meu lado, parecendo exausta. - Me chamo Bella. – sorri estendendo a mão. - Ângela. – sorrimos. - Então você não é daqui né? - Não. Acabei de me mudar com minha mãe. Na verdade cheguei hoje. - Legal. Você vai pra que ano? - O terceiro e finalmente o último. – ela sorriu aliviada. - Eu também! – respondi entusiasmada. A Ângela parecia ser legal e eu tinha a impressão de que seríamos amigas. - Você mora aqui perto? – ela se levantou. - Daqui a 5 quadras e você? - Ali. – ela apontou para uma casa que ficava de frente para o supermercado. – Bom, tenho que ir. Minha mãe precisa dessas caixas. - Eu te ajudo. – disse me levantando e pegando algumas. Acabei conhecendo a Solange, mãe da Ângela, e ela me convidou para vir jantar na sexta. – Tchau Ângela. Até sexta. - Até. E obrigada. – ela acenou. Dei-me conta de que havia escurecido, e significava que eu estava atrasada para o jantar. Droga! Charlie sempre falou pra eu usar um relógio, mas o que ele me deu parecia mais
uma bússola gigante do que um simples aparelho que ditava as horas. Andei o mais rápido que pude e cheguei sem ar em casa. - Me desculpe! – disse enquanto entrava na cozinha depois de ter me arrumado. - Tudo bem filha. – ela sorriu – Venha. Corte esses tomates para a salada, por favor. - Conheci uma menina hoje. E a mãe dela me chamou para jantar na casa dela na sexta, tudo bem? - Claro! – disse ela parecendo satisfeita. – Espero que os Cullen gostem da minha comida. Queria ter feito uma coisa mais sofisticada, mas não deu tempo. - Mãe, sua lasanha e sua salada são deliciosas! As melhores que já comi em toda minha vida! - Claro, foram as únicas. - Ah mãe! Não complica vai? Nesse instante Charlie apareceu na cozinha me abraçando e dando um beijo fofo em minha mãe. A campainha tocou. - Eu atendo. – disse Charlie enquanto eu e Renée pegávamos os talheres que faltavam. – Entrem. – o ouvi dizer. - Boa noite Bella. – Esme me cumprimentou assim que apareci na sala, e me abraçou seguida de Carlisle. - Boa noite. – sorri. - E seu filho? Não vem? – Renée perguntou me encarando. - Daqui a pouco ele está aqui. – respondeu Carlisle – Ele está esperando a torta que Esme preparou, ficar pronta. – no mesmo minuto, ouvimos batidas na porta. Por que esse jegue não usou a campainha? - Bella, pode atender? – afirmei, abrindo a porta. A fechei assim que vi quem era. – Bella não era o Edward? – todos me encaravam surpresos por minha reação incomum. Olhei para eles certa de que minha expressão era a de quem acabara de ver um fantasma. – Então quem era? – insistiu Charlie. - Era o Edward. – falei baixinho. Ele arregalou os olhos, e depois pareceu confuso. - Então abra a porta! - S-Sim pai. – limpei a garganta – Entra. - Obrigado. Ele tinha um olhar confuso, mas seus lábios estavam curvados pra cima num sorriso brincalhão. Peguei a torta de suas mãos e a levei para a cozinha. Não pode ser! Não pode ser! O garoto que eu joguei na piscina é o Edward! Esse Edward! OMG! Bati na minha testa. - Bella! Venha querida. – chamou Renée. Fui direto para a minha cadeira que ficava de frente para ele. Ok. Vou matar Renée por isso. Ela serviu a comida e logo a conversa rolou solta. Até Edward falava menos eu. Não conseguia olhar para ele, e quando o fazia, desviava os olhos. - Ele vai estudar no terceiro ano? Que coincidência! A Bella também, não é filha? - É. O jantar tinha sido bem legal. Com o tempo, eu fui me entrosando e conversando com Esme e Carlisle, mas nunca com Edward. Nunca. Os Cullen eram muito divertidos e simpáticos, coisa que eu não esperava de uma família, cujo marido era médico. Os médicos, na maioria das vezes, tinham um péssimo humor, ao contrário de Carlisle. Depois de terminado o jantar, meus pais e os Cullen foram para a sala conversar e eu aproveitei para tirar a mesa e lavar a louça. - Parece que nossos pais se deram bem. - Gáh! – o prato que eu segurava escorregou, caindo na pia – Que susto! - Acho que agora é minha vez de pedir desculpas. – ele sorriu se aproximando. - Olha, ontem eu... - Esquece. – assenti – Vi que você se assustou quando me viu na porta da sua casa. – ele parecia segurar o riso, provavelmente, lembrando-se da minha cara – Minha roupa estava engraçada ou o que? – ele examinou a si próprio e eu segui seu olhar. Pude perceber que seus braços estavam à mostra e que usava um jeans que parecia ser caro demais pra ser usado em Forks. E que corpo... – Bella!? - Hã? Ah! Não. Não tem nada de errado com você. É que estava feliz pensando que nunca mais te veria. – ele não pareceu confortável com o que eu disse. - Pois é. – ele sorriu – Você tem que pensar duas vezes antes de tentar afogar alguém. – disse ele colocando os pratos limpos na bancada. Nós fomos para a varanda. Sentamos num dos degraus dela. - Então você mora aqui há muito tempo? - Se muito tempo significa minha vida inteira, acho que sim. E você? – ele me olhou confuso – Quero dizer, de onde veio? – ri da minha própria confusão. - Estava em NY, mas nunca tenho residência fixa. Carlisle é sempre transferido de um lugar para outro. Hoje estou aqui, amanhã, no Japão. – ele suspirou pesadamente, me olhando. - Deve ser chato não ter uma casa de verdade, amigos... – o encarei. Era difícil entender que o tipo de vida que ele levava, era exatamente o que eu queria. Eu disse difícil porque o vendo falar dessa coisa de não ter casa, de não ter um lugar onde exista alguém esperando por você parece triste. - No começo foi difícil. – disse ele me tirando dos meus pensamentos – Mas, logo me acostumei. – seus lábios sorriram, porém, seus olhos pareciam tristes. Por um momento ele deixou transparecer que era infeliz. – E como é a vida por aqui? – ele desviou os olhos de mim, olhando para frente. - Bem chata. – suspirei – Nunca temos nada para fazer por aqui. Até porque o tempo não ajuda muito. Além do fato de que 70% da população de Forks já passaram dos 30. O que não é bom para uma menina como eu que quer um namorado que não use fraldas. – nós sorrimos. - Isso deve ser bem triste. – disse ele ainda sorrindo. Olhamo-nos e quando ele sorriu algo estranho aconteceu comigo. Parecia que meu corpo estava mais leve, minha barriga estava gelada e eu não queria parar de olhá-lo. Foi uma sensação estranha, porém gostosa. De repente vi que na sua mão direita tinha um anel. Era meio suspeito e também broxante. - Você namora? – perguntei apontando para o anel em seu dedo. - É. – o peguei de surpresa. Pelo seu rosto ele não esperava por essa pergunta – A conheci em NY. O nome dela é Clair. - Hummm. Legal. – foi a única coisa que me veio a cabeça – E ela vai vir pra cá também? – diz que não. - Não. Veremo-nos nos finais de semana. Decidimos deixar rolar, entende? – afirmei. É claro que um cara desses tinha namorada. Seria surreal demais se não tivesse. Olhei para ele e o vi querendo me dizer algo. Abriu e fechou a boca umas três vezes. - Amanhã você vai estar ocupada? – ele me encarou sério de repente. - Não. – o olhei confusa. - Será que pode me mostrar a cidade? Não quero andar com mapas grudados na testa. – sorrimos. - Tudo bem. Passe aqui pelas quatro da tarde. – fomos interrompidos pelo abrir da porta, de onde saíram nossos pais. - Está na minha hora. Vemo-nos amanhã. – ele segurou meu rosto com uma de suas mãos, o beijando. Meu coração do nada acelerou com sua atitude inesperada. - É. – sorri encarando o chão. Depois do jantar minha mãe não parou de falar dos Cullen. “Eles são muito sofisticados, simpáticos e educados!”. “Fazia tempo que não via pessoas como eles. E o Edward? Nossa ele é lindo e um bom partido para minha Bella.” E acreditem! Charlie concordou com ela! *---------------*---------------*---------------*Eu acordei satisfeita com a semana que eu estava tendo. Era quinta feira e eu já
tinha ido a uma festa, conhecido a Ângela e os Cullen e quase afoguei o Edward. E hoje vou mostrar a cidade para ele. Sem me esquecer do jantar na casa da Ângela amanhã. Minha agenda nunca foi tão cheia. - Bom dia filha. Seu café está na mesa. - Aonde você vai? Renée usava um conjunto de moletom preto que costumava usar quando ia correr. - Esme me chamou para uma corrida matinal. – respondeu-me ela enquanto amarrava o cadarço de seu tênis. – Mas, não se preocupe. Estarei aqui para o almoço. - Ok. – sorri – E divirtam-se! Tomei meu café e dei um jeito a casa para passar o tempo. Alice veio me visitar e eu contei a ela sobre a noite passada. - Você não vai acreditar! O cara que eu empurrei na piscina é o Edward, meu vizinho! – falei esperando a cara de surpresa de Alice, mas ela não apareceu. - Eu sei. - Sabe? – perguntei confusa. – Você já o conhecia? - Não. Mas eu tentei lhe dizer isso um milhão de vezes na festa, entretanto, você me mandava calar a boca... – Alice fez uma cara de coitada, fazendo-me rir. - Own. Desculpe amiga. – a abracei. - Tudo bem. – ela sorriu, deitando-se na cama – E aí, o que vai fazer hoje? - Vou mostrar a cidade para Edward. Ei! Não faça essa cara! É só um tour! E além do mais ele tem namorada. – expliquei depois de ver o olhar de Alice em mim. - Sério? - Pois é. – bufei, sentindo um desconforto estranho. - Porém, isso não significa que você não possa agarrar ele. - Alice! – joguei meu travesseiro nela. - Ok. Ok. – ela passou os dedos pela boca como se a estivesse trancando. - E o Jasper, onde ele está? Faz tempo que não o vejo. - Ele teve que ir para Phoenix resolver uns probleminhas da empresa do pai dele, já que é o herdeiro. – ela revirou os olhos – Ele volta nesse sábado. Alice acabou ficando para almoçar. Tínhamos muitas coisas para falar. A convidei para ir comigo e Edward no passeio pela cidade, mas ela disse que precisava ajudar a mãe em um projeto. Maria, mãe de Alice, era arquiteta, mas achei que esse tal projeto era mais uma desculpa do que algo propriamente existente. No tempo que me sobrou, sentei em frente ao computador e usufrui um pouco da internet, que há dias, não usava. Baixei algumas músicas, vi uns vídeos e depois fui me arrumar. Daqui a pouco Edward estaria aqui. - Pensei que fôssemos andando. – disse enquanto ele abria a porta de seu volvo para mim.- E vamos. Andando de carro. Comecei mostrando o caminho da escolha. O levei até o pequeno museu de Forks, ao hospital, onde com certeza, o pai dele trabalharia e por fim, o levei para conhecer La Push, onde havia uma praia e árvores lindas pelo caminho. - Você deve estar enjoada daqui. Quero dizer, pela quantidade de vezes que veio a este lugar. - Por incrível que pareça, vim pouquíssimas vezes aqui. – nos sentamos num tronco de uma árvore de frente para o mar. - Como consegue não vir aqui? – ele olhava maravilhado para toda a praia. - Não tenho companhia. – olhei para o horizonte, mordendo o lábio pelo que disse. Edward poderia entender, no mínimo, como uma indireta. - E seus amigos? - Não tenho muitos. – dei de ombros – Acontece que minha melhor amiga tem namorado, então... - Entendi. Mas, agora você tem a mim. – ele sorriu, olhando-me nos olhos e depois voltou a admirar as ondas. Ficamos em silêncio por um tempo que não sei dizer o quanto durou. Mas, esse silêncio era confortável, como se nós dois estivéssemos nos comunicando de outra maneira. Nós olhávamos as ondas a poucos metros de nós e parecia que tudo estava perfeito. Era incrível o poder que uma paisagem como aquela tinha sobre nós. Parecia que todos os problemas tinham desaparecido que a tristeza nunca existiu. Olhei para Edward e foi como se o mundo tivesse parado de rodar. Ele era tão lindo! Sacudi a cabeça, espantando esse pensamento ridículo e olhei para o céu, irritada com os pingos que começavam a cair. Logo, os pingos aumentaram e ganharam a forma de chuva. Corremos para o carro rindo um do outro por estarmos ensopados. - Bem vindo à Forks! – sorri – Importa-se de ligar o rádio? – perguntei vendo Edward ligar o aparelho. – Adoro essa música. – tocava Sex on Fire dos Kings Of Leon. – Esses caras são demais. - Eu também gosto. Semana passada, fui a um show deles e os caras arrebentam. – ele aumentou o volume, cantando a música. - Não acredito! Deve ter sido demais mesmo. – eu sabia que meus olhos estavam brilhando agora. - Um dia vou levar você no show deles. – Edward me encarou e sorriu. Quando chegamos, havia um porshe amarelo, nada discreto, na frente da casa de Edward. Imaginei que fosse a namorada dele. - Acho que tem visita. – apontei para o carro à nossa frente. - Não é bem uma visita. – disse ele com um sorriso enorme no rosto. Edward deu a volta e abriu a porta de seu volvo pra mim. - Vem. – ele pôs a mão nas minhas costas, dando-me um leve empurro – Quero que conheça uma pessoa. Eu realmente não estava muito a fim, mas a cara de Edward não negava que era alguém importante para ele.
Notas finais
Robeijosssss!
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