Show De Vizinho
15 Capítulo 15
Notas iniciais
E vai ter um bônus ok?
CAPÍTULO FINAL
– Bella o que foi?
Você está bem? Bella, sou eu! Seu by Text-Enhance\\\">pai! Bella!
Charlie me sacudia
enquanto eu gritava, desesperada com a morte de Edward. Eu tentava, mas
simplesmente não conseguia parar de gritar. Era a única forma de abafar a dor, o
sofrimento pelo qual eu passava, sabendo que aqueles dias seriam somente os
primeiros de muitos sem Edward por perto. E aquilo era enlouquecedor. Era cruel,
quase demoníaco o que estava acontecendo comigo. Ninguém jamais deveria passar o
que eu estava passando. A falta que Edward fazia na minha vida era algo que me
consumia a cada dia e eu ficava surpresa por ainda estar viva mesmo depois de
tanta agonia. Era algo que eu não conseguia descrever. E, com certeza, era algo
pior do que a própria morte.
– Bella, por favor, pare! — meu by Text-Enhance\\\">pai me
abraçou e mesmo em seus braços reconfortantes, eu não consegui parar de gritar,
era impossível.
Agarrei em seu casaco e abafei meu grito, escondendo o
rosto em seu peito. Aquilo era tão torturante!
– Bella, minha filha, se
acalme, por favor. Eu estou aqui. Você não está sozinha.
Sim, eu estava.
Por mais que eu tivesse meu by Text-Enhance\\\">pai, meus amigos, eu nunca teria o meu amor. Nunca
teria seu carinho, seu beijo, seu corpo, seu abraço, suas palavras. À noite,
quando eu precisar de alguém para me by Text-Enhance\\\">aquecer, para dizer que me ama antes de eu
cair num sono profundo, eu estarei sozinha. De manhã, quando eu precisar de
alguém para trazer meu café da manhã, eu estarei sozinha. Quando eu estiver
cochilando na sala, depois de ter visto TV e precisar de alguém para me levar
para a cama, eu estarei sozinha. Nos momentos mais importantes da minha vida em
que eu poderia ter Edward ao meu lado, eu estarei sozinha. Sempre sozinha. Sem
sua companhia, sem seu perfume, sem sua risada extravagante, seu cabelo
esvoaçante, seus olhos atentos e penetrantes, seu beijo arrepiante. Será sempre
apenas eu. Só. Sem ninguém. Sem meu Edward.
– Tenho que descer. Ainda
resta algo a fazer antes dos Cullen chegarem. — disse Charlie quando eu me
agarrei a seu casaco. — Sei que é difícil Bella. Mal posso imaginar sua dor, mas
hoje você tem de ser forte. Tem de mostrar solidariedade com a Esme e o Carlisle
que estão tão angustiados e desamparados quanto você.
Eu havia me
esquecido. Hoje era o enterro fictício em homenagem ao Edward. O senhor e a
senhora Cullen haviam reservado um local distinto no cemitério de Forks, para
fazer uma despedida de seu filho, como uma forma de dizer adeus, já que aqueles
crápulas o deixaram até mesmo sem um corpo, sem um enterro digno.
Olhei para
Charlie que saía do meu quarto e ele me sorriu, incentivando-me a pelo menos
fazer um esforço para reconfortar os Cullen, já que eles perderam seu único
filho.
Coloquei um vestido preto que Alice me dera, e deixei meu cabelo
solto, caído pelos ombros e esparramado pelas costas. Desci as escadas e
sentei-me no sofá a espera de Charlie para nos encontrarmos com Esme e Carlisle
em poucos minutos. De repente, a campainha tocou, e vendo que Charlie estava
ocupado com algo na cozinha, fui atender.
– Mãe!
A agarrei em
meus braços e foi impossível conter as lágrimas. Renée me abraçou forte e também
chorou, lamentando pela morte de Edward.
– Bella, minha filha, eu
lamento tanto! Não sabe como fiquei preocupada quando soube o que aconteceu. Ah,
Bella, não chore, meu amor. Isso vai passar.
Eu apenas choramingava em
seu pescoço, sentindo um alívio enorme nos braços da minha mãe. Era tão bom ter
um apoio, uma base em que me segurar. E, instantaneamente, quando Renée me
apertou em seus braços, eu senti que estava ainda mais segura, ainda mais
protegida. Era como se ela conseguisse preencher o pequeno espaço que me restava
para que o buraco em meu peito fechasse parcialmente.
– Bella, quem...
Renée? — pude ouvir a surpresa e a dor na voz de meu pai.
– Não se preocupe
Charlie. Vim somente ver como a Bella estava e já estou indo embora.
– Não!
Por favor, não vá! Eu preciso tanto de você agora. Mãe, por favor, fique.
Percebi que os dois trocavam olhares, enquanto o silêncio pairava no ar.
– Tudo bem, Bella. Sua mãe pode ficar o tempo que quiser. Sem problemas.
– Charlie, eu...
– Está tudo bem Renée. Bella precisa de você agora. E
como disse, pode ficar o tempo que quiser.
Saí dos braços de Renée para
abraçar meu pai, agradecendo-lhe pela compaixão.
– Por você, Bella, eu
faço qualquer coisa. Eu te amo, minha filha. — disse ele, beijando-me a testa.
Eu não queria fazer meu pai sofrer ainda mais do que ele já estava por
ter de me ver todos os dias chorando pelos cantos, mas eu precisava da minha
mãe, mesmo não concordando com o que ela tinha feito ao Charlie, ao meu pai. Eu
também não a havia perdoado pelos seus atos, pela traição, porém, naquele
instante eu não precisava julgá-la, muito menos apontar seus erros, pois ela
mesma sabia e sofria com as conseqüências de suas atitudes.
Sentamo-nos
todos no sofá, à espera dos Cullen que, meia hora depois, estavam em nossa
porta, tocando a campainha. Assim que me viram, Esme e Carlisle vieram
diretamente ao meu encontro e me abraçaram, derramando suas lágrimas de dor e
perda em meus ombros enquanto eu tentava acalmar a mim mesma e confortá-los ao
mesmo tempo.
– Eu sinto muito. Eu sinto muito! — desabafei, agarrando-os
com meus braços e desmanchando-me em lágrimas.
– Eu sei Bella. Nós sabemos o
quão difícil é para você, tanto quanto está sempre para nós. — disse Carlisle
secando seu rosto enquanto sorria para mim de forma triste, porém reconfortante.
Todos nós fomos para o enterro no carro dos Cullen, que era bem
espaçoso. Charlie, Renée e eu nos sentamos nos bancos de trás, comigo no meio. A
viagem de dez minutos foi altamente silenciosa e duradoura. Quando chegamos ao
cemitério, deparei-me com meus amigos à minha espera.
– Bella!
–
Alice! O que faz aqui? — a abracei, sentindo-me feliz por vê-la ali — O que
vocês fazem aqui? — perguntei novamente quando vi Ângela, Jasper e Mike se
aproximando.
– Nós viemos lhe dar força, Bella. — disse Alice, enquanto
secava minhas lágrimas.
– isso mesmo. — reforçou Ângela. — Viemos apoiar
você, pois nos importamos e queremos que fique bem.
– Obrigada pessoal! — os
abracei da forma que pude e os agradeci por estarem ali, porém quando me
chamaram para adentrar, eles foram embora. Não queriam atrapalhar esse momento
tão pessoal para mim.
Assim que me dirigi ao local onde Edward seria
"sepultado", avistei o Coronel Stephen Boyel conversando com os pais de Edward.
A fúria que me tomou foi tão intensa que quando dei por mim, minha mão já tinha
estalado em sua face. Todos me olharam assustados e confusos, porém eu só
gritei, ordenando que ele saísse dali.
– Foi ele que matou o Edward!
Assassino! Como tem coragem de aparecer aqui depois de ter levado a minha vida?
Saia daqui!
– Bells, por favor, se acalme! — pediu meu pai — O Coronel veio
apenas demonstrar apoio aos Cullen.
– Ele não tem o direito de estar aqui!
Pai, eu não o quero aqui! — continuei, tendo de ser segurada por Renée para que
eu não o batesse novamente.
– Está tudo bem, senhor Swan. Eu entendo a dor
pela qual ela está passando e não a questiono por isso. Meus pêsames senhor e
senhora Cullen.
O Coronel apenas me olhou seriamente e colocou sua
boina, abaixando a cabeça em seguida e cumprimentando os Cullen. Assim que ele
saiu, o alívio que tomou meu coração foi arrebatador. Aquele homem, de alguma
forma, me sufocava, fazia-me lembrar de coisas que eu não havia visto. Fazia-me
ver cenas dolorosas, nas quais Edward morria de várias formas e proporções.
– Você está bem? — perguntou Renée vindo me abraçar.
– Sim, estou.
Não gosto daquele homem. — falei, olhando diretamente para os Cullen.
–
Desculpe-nos por isso, Bella. Não sabíamos que ele viria. — informou-me Esme,
que tinha seus olhos inchados e cansados.
– Está tudo bem senhora Cullen.
Peço desculpas pelo meu comportamento.
Ela apenas me encarou e me
abraçou em seguida, agradecendo por eu estar ali, naquele momento tão difícil
para ela.
– Eu sei o quanto meu filho te amava e sei o quanto você o
ama, querida. Por isso, Carlisle e eu queríamos que você ficasse com o anel da
família.
– E-eu não posso aceitar isso, desculpe.
A encarei sem
acreditar. Aquele anel continha o brasão da família Cullen e era passado de
geração em geração. De pai para filho através dos séculos. Eu não podia
simplesmente pegá-lo e ficar com algo tão importante para uma família.
–
Bella, por favor. Queremos que você fique com isso. — insistiu Carlisle — Nós te
amamos assim como Edward te amava e sabemos que você seria boa para ele se isso
tudo não tivesse acontecido. — Carlisle parou, fechou os olhos e respirou
profundamente parecendo se concentrar para não chorar novamente — Esse anel
significa muito pra nós e por esse motivo queremos que fique com ele, pois assim
como você significou muito para nosso filho, agora você significa ainda mais
para nós, por ter dado ao nosso Edward, momentos inesquecíveis e muito
importantes para ele.
Não me contive e corri para abraçá-lo, que chorou
em meus cabelos. Carlisle estava tão frágil que eu sentia pena e raiva por não
poder confortá-lo de alguma maneira.
Tanto ele quanto Esme estavam
inconsoláveis, mas mantinham-se fortes para me ajudar.
– Por favor,
Bella, aceite. Esse anel está sendo lhe dado com muito carinho. É de coração. -
falou Esme segurando-o em minhas mãos.
– Tudo bem. — sorri fracamente — Vou
ficar com ele.
– Obrigada. — Esme sorriu.
Minutos depois, o padre
que faria uma homenagem a Edward chegou, e nós nos aproximamos de sua
"sepultura". Todos tinham em mãos, flores que seriam jogadas em seu túmulo ao
final das palavras do padre.
Não foi fácil para ninguém ter de se despedir
de Edward. O desamparo estava no olhar de cada ser que estava ali presente.
Todos se abraçaram e deram seus pêsames aos Cullen que pareciam desamparados
quando eram lembrados de que seu filho já não estava mais entre nós. A dor que
me tomou ao ver Esme chamar pelo corpo do filho que nem ali estava. Era terrível
ver a dor que ela sentia por um filho que ela nem sabia como havia morrido. Era
terrível ver a dor que ela sentia por não ter como se despedir de seu próprio
filho, de dizer adeus. Aquilo era tão injusto!
Charlie e Renée, apesar das
diferenças, não me deixaram um minuto sequer. Ambos seguravam minhas mãos e
estavam ali para me ajudar assim que eu precisasse.
Depois de muito
lamentar, Edward foi "enterrado" para sempre em meu coração.
Os
meses se passaram e, dia após dia, eu sentia a dor e a angústia, de alguma
forma, aumentar em meu coração. Algo me dizia que algo estava para acontecer,
porém eu não sabia a proporção, a grandeza disso. Esperei Charlie sair para o
trabalho para poder arrumar a casa e preparar o almoço. Tive que ir ao
supermercado comprar peixe, pois havia acabado e toda terça, Charlie exigia
peixe frito no almoço. Assim que entrei na minha rua, avistei uma BMW preta com
vidros negros parada em frente à minha casa.
Quando cheguei perto para
checar dentro do carro, fiquei intrigada por não ter ninguém ali, pois
significava que a pessoa provavelmente havia entrado em minha casa. E eu estava
sozinha.
Girei a maçaneta, segurando firmemente o pacote de peixe frito no
peito, como um escudo. Era ridículo! Peixe não machucaria ninguém, se ali
estivesse um ladrão, ou alguém que me quisesse fazer mal.
Andei lentamente
até a cozinha onde podia ouvir uma respiração contida e instável e quando o vi,
não acreditei, deixando o pacote que estava em minhas mãos, esparramar-se aos
meus pés. Meu coração batia erroneamente e parecia que ele literalmente sairia
pela minha boca. Abafei o grito pelo susto, pelo horror daquela cena que
reconfortava meu coração e aquecia meu corpo de felicidade. Seus braços estavam
em cima da mesa, sendo que o esquerdo estava amarrado numa tipóia, indiciando
claramente que estava quebrado. Em seu rosto havia arranhões e pequenas
perfurações parcialmente curados. Seu cabelo estava raspado rente à cabeça e sua
farda demonstrava alguém amadurecido. Alguém que lutou por algo que acreditava,
mas que agora, esse algo o havia machucado, fazendo-o voltar. Voltar pra mim. Eu
sabia. Sabia que o que havia acontecido era uma mentira. Eu não poderia ter
sofrido algo assim depois de ter descoberto o que era o amor. O que era ser
amada por uma pessoa maravilhosa, que me fazia feliz apenas por respirar.
O
vi levantar, acompanhando seus passos com meus olhos estáticos e aguados pela
emoção que corria por minha veia. Seus braços circundaram minha cintura e minhas
pernas tremeram quando seus lábios tocaram meu pescoço e seu nariz inspirou meu
by Text-Enhance\\\">perfume. O alívio foi tão grande que parecia que meu corpo iria desfalecer em
seus braços e a única coisa que consegui dizer foi seu nome.
– Edward!
– Eu te amo e nunca vou te deixa!
Fim!
Notas finais
Robeijos
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