Should Have Asked For Directions
11 Capítulo 10: Julho - Verão antes do terceiro ano
Eu voto para virarmos a próxima esquerda. Para onde ela leva? Eu não sei.
“Eu digo para contarmos a eles,” Rachel cantarolou da poltrona no canto. Suas pernas longas e torneadas se apoiavam em um braço e sua cabeça se embalava sobre o outro como uma boneca de pano.
“Sentar: você está fazendo isso errado,” Quinn murmurou.
“Conversar: você está fazendo isso errado,” ela replicou.
“Deixar a mãe ler em paz em uma tarde de sábado: vocês duas estão fazendo isso errado,” Judy acrescentou do sofá. Ambas as garotas trocaram olhares, lançaram uma risada abafada e então olharam para Judy. “O quê?” ela perguntou. “Vão flertar no quarto de vocês. A sala de estar é território comum.”
Rachel arqueou uma sobrancelha. Por definição, aquilo significaria que todas elas estavam autorizadas a ficar na sala de estar a hora que quisessem.
“Sra. Fabray, você sabe o que comum significa?” ela perguntou.
“Namorada da minha Filha, não vá para esse lado,” ela cantarolou. “Nós já conversamos sobre isso. Você não precisa me ensinar palavras. Eu conheço todas elas,” Judy murmurou e olhou por cima dos óculos para a morena boba esparramada na poltrona de Russel. Rachel sorriu largamente e Judy balançou a cabeça com a visão adorável. “Eu odeio que você seja tão irritantemente fofa.”
“Não é?” Quinn bufou.
“É um fardo, acreditem,” Rachel grunhiu.
“Oh, cale a boca. E nós não vamos contar a eles. Fim da história,” a loira disse e Rachel riu alto.
“Eu estou embasbacada com o fato de que você nem mesmo vai considerar isso!”
Judy revirou os olhos. “Eu estou embasbacada com o fato de que você consegue encaixar palavras como embasbacada em uma conversa normal,” ela murmurou. Ambas as garotas lançaram para ela um olhar divertido e então voltaram suas atenções para a outra. Quinn cruzou e descruzou suas pernas sobre a mesa de centro antes de trocar um pouco mais os canais da televisão.
“Quinn.”
“Raaachel,” ela cantarolou e continuou trocando.
“Podemos largar o controle remoto?”
“Podemos?”
“Você pode?” Rachel grunhiu. Quinn revirou os olhos, desligou a televisão e deu sua atenção completa para Rachel.
“Estou escutando, minha querida majestade,”
“E completamente otária por você,” Judy murmurou, olhos ainda no livro.
Quinn engasgou e lançou um travesseiro no rosto de sua mãe. Ele atingiu forte bem no centro de seu rosto. Judy congelou e lentamente ergueu seu rosto para Quinn, seus óculos pendendo de lado em seu nariz. Era um olhar de um completo serial killer.
“Ugh…” Quinn balbuciou sob o olhar.
“Você está tão ferrada,” Rachel sorriu.
“Nunca. Mais,” Judy avisou e ajeitou seu óculos, ainda atirando a laser na sua filha.
“Sim senhora,” ela murmurou e sua mãe a libertou de seu olhar.
Rachel riu e Judy piscou para ela antes de voltar a ler o livro. Quinn engoliu a ofensa, revirando os olhos para uma Rachel sorridente.
“Você estava dizendo,” a loira pressionou.
“Eu estava dizendo que eu acho que está tudo bem em contar pra todo mundo sobre nós. Quer dizer, olhe só os seus pais. Se o papai Russ pode ser conquistado, então nossos amigos também podem. Sem querer ofender, Judy.”
“Não ofendeu,” ela resmungou, olhos ainda no livro. Mas de alguma forma, ela não achava que seu livro alguma vez seria mais divertido que aquelas duas. O que era mais divertido: Jason Johnstone em um romance com Sophie Summers na terra mágica de Cabo Cob ou sua filha petulante e a namorada petulante e prolixa de sua filha discutindo sobre sair mais do armário?
Caso encerrado, Judy riu para si mesma.
“Rach, eu só não acho que isso é inteligente. Quer dizer, pode imaginar os garotos? Eu namorei o Finn e o Puck e tudo o que os dois vão fazer é ficar olhando de lado pra gente!”
“Você está certa… você namorou o Puck, e o Finn, e o Jimmy, e o Mark, e o Sean e-”
“Todd.”
“Mãe!”
“E o Todd!” Rachel engasgou. “E eu! Quinn Fabray, olhe só para você. Quem diria que a minha namorada era tão pegadora?”
“Sério? Você simplesmente acabou de me chamar de pegadora? Eu não sou pegadora que nem algumas fanchonas, Rachel.”
“Quinn!” Judy esganiçou. “Eu não estou confortável com você dizendo coisas assim.”
“Yeah, Quinn,” Rachel cutucou. “Pelo menos diga abafadores de ouvido.”
“Abafadores de ouvido? Judy questionou. “Eu não sei o que isso significa, mas não! Abafadores de ouvidos não são necessários porque você não vai dizer coisas assim. Isso é inapropriado.”
“É só um termo, mãe.”
“Um termo vulgar! Você tem que ser respeitosa.”
“Com fanchonas?” Quinn riu.
“Sim. Com, com, com todos os membros de todas as comunidades de todas as-”
“Teeeerras,” Rachel cantou. Quinn explodiu em uma risada e Judy bufou.
“Vocês duas são impossíveis.”
“Eu não tinha a intenção de que fosse ofensivo, mãe. Sinto muito se pareceu que sim. Existem tipos de mulheres gays e eu só não sou do tipo mais masculino. É tudo o que eu quis dizer. Eu não sou uma pegadora.”
“Se você não é uma pegadora, então isso significa que você é rodada. Qual você prefere ser, baby?” Rachel riu.
“Podemos passar por cima disso dizendo que eu era uma adolescente confusa? Eu estava completamente enterrada no meu suposto ódio por você e me afogando em sentimentos estranhos então eu-”
“Canalizou esses sentimentos em se pegar com garotos?”
“Eu não preciso desse cenário,” Judy resmungou de seu livro.
Desde que as garotas conversaram com ela algumas semanas atrás e tudo foi melhor, muito melhor, do que ambas tinham imaginado, elas abriram os diques à sua volta. Elas agiram como se nada estivesse fora dos limites e por um lado, Judy estava muito feliz com isso. Por outro, aquilo criou uma situação estranha atrás da outra.
Especialmente hoje, ambas as garotas ainda estavam tontas com sua conversa com Russel na noite passada. Ele conseguiu concentrar suas ameaças, gritos e sua completa intimidação em uma linha: “Estou desapontado. Mas não por causa… de quem você é… mas porque você não achou que pudesse me contar.”
Ele continuou dizendo para as garotas que seria difícil, uma estrada complicada pela frente com ele. Ele precisava de tempo para se acostumar. Elas precisavam dar a ele esse tempo. Afinal, elas tiveram seu tempo para se acostumarem. Quinn teve seus seis meses para entender, Rachel teve quatro meses para se acostumar, e Judy gastou agora três semanas se acostumando. Ele merecia seu tempo também.
As garotas sorriram. Elas podiam definitivamente, absolutamente, positivamente dar a ele o tempo que ele merecia. Quando Quinn e Rachel saíram da conversa ilesas, isso foi considerado um sucesso.
Russel vagou para o seu quarto, sentou-se no baú ao pé da cama e suspirou com as mãos no rosto.
Tudo o que Judy podia fazer era sentar ao seu lado.
E agora, hoje, Rachel queria pegar essa vitória e espalhar a alegria. Ela pensava que era a hora de contar para os seus amigos, seus colegas de turma, e para o mundo. Judy não a culpava. Se Russel conseguia olhar para elas como seres humanos, por mais que estivesse consternado desapontado por dentro, então seus amigos também poderiam, certo?
“Eu acho que é uma boa ideia, Quinn,” Judy decidiu acrescentar na conversa, finalmente levantando o olhar de seu livro. Rachel pulou para ficar de pé, um braço estendido apontando para Judy enquanto sorria largamente para Quinn.
“Sua mãe! Sua mãe está do meu lado!”
“Ela sempre está do seu lado, sua troll,” a loira grunhiu e jogou travesseiros sobre si mesma, se enterrando no sofá. Ela só queria que a conversa fosse embora, para muito longe.
Rachel riu com a visão patética, andou até lá e se sentou nos travesseiros sobre o estômago de Quinn. Ela se inclinou neles e suspirou.
“O sofá é confortável,” ela piscou para Judy e Quinn grunhiu embaixo dela.
“É isso o que ela ganha por te chamar de troll, huh?”
“Mhm!” Rachel cantarolou com um sorriso para iluminar a sala.
“Trolls são bonitinhos e fofos!” veio abafado por debaixo dos travesseiros. Rachel mudou de posição, se enterrando mais.
“Não, eles tem um cabelo que parece uma aberração da natureza, não usam top, e são assustadores!”
“...Isso mesmo,” Quinn resmungou. Rachel engasgou e arrancou o travesseiro do rosto de Quinn, inclinando-se para mais perto e fechando a cara.
“Não me faça te machucar na frente da sua mãe,” ela avisou.
“Não se incomode comigo,” Judy murmurou.
“Olhe só, até a sua mãe…”
“Rachel,” Quinn suplicou, seus olhos caindo seriamente vulneráveis e olhando para longe. A morena observou o medo se espalhar pelo rosto da loira e ela se inclinou para baixo no espaço livre de travesseiros.
“Hey.”
“O quê?”
“Vai ficar tudo bem,” ela sussurrou e colocou um leve beijo nos lábios de Quinn. “Eu te prometo que vai ficar tudo bem.”
“Você não sabe disso,” Quinn suspirou, sua voz pouco audível e cheia de dúvida.
“Eu sei, porque independentemente do que aconteça eu vou estar bem aqui. Você vai estar bem aqui.”
“Eu vou estar aqui também,” Judy acrescentou, tirando a atenção delas de dentro do buraco. Rachel se virou para dar a ela um acenar agradecido e então voltou seu olhar para Quinn.
“Ela vai estar aqui também. E meus pais também, amor. São muitas pessoas.”
“Eu só preciso de um pouco mais de tempo. Por favor? É só que os garotos, eles vão ser tão sujos. Eu não posso deixá-los serem sujos em relação a você. Eu não consigo lidar com isso ainda,” ela implorou.
O coração de Rachel explodiu.
“Então isso não tem nada a ver com você ter medo de se assumir?”
“Deus, não! Espera, foi isso que você pensou?” ela engasgou e se sentou. Rachel se deslocou de cima dela e caiu diretamente em seu colo, travesseiros caindo em volta delas e os braços de Quinn envolvendo sua cintura.
“Bem, quer dizer…” Rachel se atrapalhou e segurou uma mecha de cabelo.
“Eu não me importo com quem sabe que eu sou gay, Rach. Eu sou tão gay. Eu sou muito, muito, muito-”
“Nós entendemos,” Judy intercedeu.
“Gay,” Quinn terminou com uma risada. “Não há dúvidas. Mas eu não estou exatamente pronta para te colocar em uma bandeja para o mundo.”
Rachel sorriu. Sua heroína.
“Então nós vamos para a festa como amigas que nem vamos normalmente,” Rachel decidiu e deu um beijo na bochecha de sua namorada.
“Isso parece perfeito.”
“Ótimo! Está combinado então! Então vão se arrumar!” Judy encorajou dramaticamente.
“É só a noite, mãe,” Quinn disse e abaixou sua cabeça no ombro de Rachel.
“Eu não consigo ter uma folga,” ela expressou e se perdeu em seu livro novamente. Pelo menos Jason e Sophie tinham um quarto só pra eles, ela suspirou. E enquanto ela observava Quinn se aconchegar em Rachel e ligar a televisão, ela percebeu que seria uma tarde longa, muito longa. E francamente, se ela fosse ser honesta, Judy não queria as coisas de outra forma.
A festa naquela noite se transformou em uma bagunça completa rapidamente. Rachel observou Quinn se privar dos avanços de cada garoto da lista tamanho família que ela tinha namorado anteriormente. Como uma garota de dezesseis anos de idade adquiriu tamanha lista em tão pouco tempo, ela não sabia. Que seja, aquilo não importava. Ela era a parada final de Quinn.
Isso era tudo o que importava.
A música vibrava, os adolescentes dançavam, idiotas bebiam e os mais avançados se pegavam com garotas contra todas as superfícies possíveis. Ela e Quinn atualmente ocupavam o lado direito do sofá da sala de jogos. Brittany e Santana ocupavam o lado esquerdo e no meio da sala, Tina e Mike davam o seu melhor para conseguirem sair do último lugar do jogo de adivinhação que estava acontecendo.
Ninguém nunca vencia Rachel e Quinn. Isso realmente incomodava o resto do grupo. As supostas inimigas apertaram algum botão em algum dia do segundo ano e viraram unha e carne desde então. Ninguém tinha a coragem para questionar Quinn sobre isso, nem a vontade de questionar Rachel sobre isso, com medo do longo discurso agressivo que provavelmente isso resultaria.
Então eles observavam de longe, como se assistissem a duas criaturas de diferentes espécies tentarem se combinar. Havia algo fascinante em relação àquilo.
Mesmo nos espaços mais pequenos, nada se deixava mostrar. Elas podiam sentar em um sofá juntas, quase uma em cima da outra, e parecerem achar que aquilo era nada.
Eles não faziam ideia do que concluírem com aquilo.
E Rachel apenas sorria maliciosamente.
Ela sabia que ninguém sabia do segredo dela e de Quinn e aquilo a excitava. Bem, os pais delas sabiam, e elas descobriram que isso era tudo o que importava. Quinn se sentia culpada por não contar pra Brittany ainda, mas aquele dia chegaria.
Até lá, Rachel tinha momentos como esse:
Ela largou seu braço esquerdo entre elas no sofá altamente estofado e o deixou deslizar profundamente na almofada. Ela observou Quinn com a sua visão periférica, enquanto mantinha sua atenção em Mike e Tina, e empurrava mais para trás. E então ela a deslizava para a esquerda e encontrava a barra da blusa de Quinn e o topo de seu short.
Na mosca!
Ela passou os dedos lentamente sobre a pele nua e então afundou dois por dentro da extremidade da calcinha da loira.
Uma das sobrancelhas de Quinn se arqueou. Isso foi tudo o que mudou. Rachel sorriu, puxou deus dedos de volta e então os deslizou para cima sobre as costas de sua garota. Arrepios se seguiram em seu caminho e Quinn tremeu.
“Hmm,” Rachel cantarolou. Quinn ergueu um meio sorriso em sua direção, deu-lhe uma sacudida de cabeça quase imperceptível, e grunhiu internamente. Rachel não podia se encaminhar para lá agora. Ela não iria para lá agora. Seria horrivelmente torturante. Ela não era tão-
Racheu dançou com seus dedos sobre o fecho do sutiã de Quinn.
Okay, ela iria para lá agora. Ela era malvada desse jeito mesmo.
“Sexy,” Quinn murmurou.
Rachel não respondeu. Ao invés disso, ela colocou as unhas na pele de Quinn e as arrastou com força descendo pelas costas dela.
Quinn gemeu e se lançou para a frente, três pés fora do sofá, e Rachel discretamente deslizou sua mão de volta para o seu lado. Tina, Mike, Brittany e Santana viraram seus rostos rapidamente para a sua forma arrepiada, boquiabertos e cheios de curiosidade.
“Qual o seu problema?” Santana rosnou.
“Hm, nada. Nada mesmo. Eu acho que eu vou para, hm, para o banheiro,” Quinn se forçou a dizer, lançou um olhar para Rachel e então se encaminhou para o pequeno banheiro no fim do corredor.
“Ela está bem?” Brittany perguntou.
“Ótima,” Rachel sorriu. “Nós comemos tacos no jantar na casa dela. Eles provavelmente estão criando uma situação bem desconfortável de refluxo ácid-”
“Deus, anã, isso é mais informação do que precisamos,” Santana cortou. “Os Chang nos alcançaram, vamos lá! Somos as próximas e vamos ferrar com tudo.”
Rachel revirou os olhos e olhou no final do corredor para as costas de Quinn. Ela parou no banheiro, se virou para trancar seu olhar sedutor em Rachel e então ergueu sua cabeça em direção a porta antes de lançar um venha aqui com o dedo.
O queixo de Rachel caiu.
Ela apontou para si mesma.
Quinn revirou os olhos e acenou antes de movimentar a boca, “Sim, você, sua estúpida!”
Rachel deslocou o dedo para o seu centro e o lançou para Quinn. A loira sorriu grande e entrou no banheiro com uma piscadela.
Brittany observou isso acontecer com curiosidade.
Foi estranho.
Elas estavam quase… flertando. Rachel e Quinn estavam… flertando? De repente, comemorações e aplausos explodiram e a agitação nocauteou seus pensamentos para fora dos trilhos.
“Somos nós agora, Britt!” Santana chamou e as puxou para fora do sofá. Tina e Mike contaram os seus pontos enquanto as garotas se levantavam e na bagunça de reagrupar assentos e embaralhar as cartas para as Cheerios, Rachel saiu sorrateiramente do sofá e desceu o corredor.
Ela parou na frente do banheiro fechado e lançou alguns olhares cuidadosos em volta. Os garotos estavam jogando videogame na cozinha. Os casais nas escadas estavam enfiados uns nos outros e não se importavam com o mundo. Brittany e Santana começaram sua rodada com estrondo, aplausos e gritos explodindo na plateia.
E então isso não importava porque a blusa de Rachel foi agarrada e puxada para a frente, impulsionando-a para dentro do banheiro. A porta bateu atrás dela e instantaneamente ela foi imobilizada contra ela com o corpo sufocante de Quinn.
Aqueles lábios viciantes encontraram os dela e os fizeram se abrir. A língua de Quinn se enfiou para dentro para provar e então esgueirou-se para fora. Seus lábios se encaixaram e se pressionaram uns contra os outros. Mãos agarraram partes espalhadas de pele. Gemidos escaparam e uma necessidade completa se atirou pelo teto.
Rachel deixou a piscina de calor entre as sua pernas tomar conta dela. Se os homens podiam pensar com os seus pênis ela podia pensar com a sua vagina. Ela empurrou seu quadril para a frente e Quinn a empurrou com força de volta para a porta.
Oh, wow. Aquilo era novo e tão delicioso.
Ela se pressionou para frente outra vez, o short de Quinn esfregando a mais perfeita fricção contra o seu próprio. E então a loira a empurrou de novo. Aquelas mãos revolveram o longo cabelo castanho, agarrando, puxando e empurrando.
Aquilo, aquilo, aquilo…
Rachel a queria. Ela a queria agora.
“Por que não estamos fazendo sexo?” ela gemeu na boca da loira e chupou sua língua entre seus lábios. Ela dispensou um tratamento real na língua e então a soltou.
“Porque estamos no banheiro da Sra. Puckerman e deus, eu amo quando você faz isso,” ela exalou e encaixou seus lábios no pescoço de Rachel. Ela amava aquele pescoço. Ela sonhava com ele. Ela queria que ele se contorcesse e se revirasse e implorasse por ela. Ela passou sua língua por toda a sua extensão, puxou a gola da blusa de Rachel para longe e mordeu forte.
“Oh deus,” Rachel grunhiu. “Não me marque.”
“Eu te marco o quanto eu quiser. Está por baixo da sua blusa.”
“Oh, então marque…” ela lamentou e Quinn a mordeu de novo antes de esfregar seu quadril de volta no dela. Elas colidiram com a porta de novo e de novo, lutando por mais fricção, e ela se perguntou se alguém do outro lado podia dizer o que estava acontecendo.
Rachel queria mais daquilo. Ela precisava de mais. Ela correu seus dedos de volta por dentro da blusa de Quinn e sentiu as elevações acentuadas e traçadas que seus arranhões causaram. Ela passou seus dedos macios sobre eles cautelosamente.
“Desculpa,” ela ronronou e acariciou.
“Não se desculpe,” Quinn rosnou.
“Garota pervertida.”
“Uhum, por você.”
“Então me diz de novo por que não estamos fazendo sexo? E eu quero dizer no geral?” Rachel se pressionou contra ela, deslizou ambas as mãos por baixo do short de Quinn para dentro de sua calcinha e apalpou a pele nua para pressioná-la mais forte. E dessa vez, porque ela era uma rápida aprendiz acima de tudo, ela separou suas pernas sobre a coxa de Quinn e a pressão da garota atingiu exatamente o lugar.
Exatamente, bem no lugar. Oh, deus.
Ambas as garotas soltaram gemidos e colidiram contra a porta. As mãos de Quinn se espalmaram acima da cabeça de Rachel, agarrando a madeira da porta, e sua cabeça de enterrou no cabelo voluptuoso da garota.
“Eu não faço ideia do porquê de não estarmos fazendo sexo,” Quinn finalmente respondeu.
“Eu quero,” Rachel exalou e deixou sua cabeça cair contra a porta. Ela puxou a bunda de Quinn com mais força, empurrando seus centros juntos mais uma vez. “Eu estou pronta e eu realmente, realmente quero.”
“Meninas de dezesseis anos fazem sexo?” Quinn murmurou e deixou Rachel manipular seus quadris juntos de novo e de novo. A necessidade queimava daquele ponto para fora. Aquilo subjugava cada nervo de seu corpo e tudo o que ela queria era sentir como era quando aquilo explodia. Ela tinha escutado tanto sobre isso. Ela queria e queria agora, mas elas eram jovens demais?
“Eu não sei, baby. Você é a única pessoa que eu beijei na vida. Parece que- oh wow, isso é tão- parece, parece que eu sei o que meninas de dezesseis anos supostamente deveriam estar fazendo?”
“Agora? Sim,” Quinn gemeu e empurrou sua coxa para cima dentro de Rachel. Ela uivou, libertou suas mãos e agarrou os ombros de Quinn para se segurar.
Quinn achou que isso significava que aquilo era bom.
Ela era meio que esperta.
Então ela empurrou sua coxa para cima novamente, pressionando Rachel contra a porta por três centímetros ou mais e então a deixou cair de novo. Faíscas se lançaram pela morena e Quinn puxou sua cabeça para fora do ombro da garota para observá-la.
Ela precisava observá-la.
Rachel impulsionou seu quadril para a frente na coxa de Quinn e o short curto amontoado entre as suas pernas se enrolou perfeitamente contra o seu sexo. Seus olhos se reviraram em sua cabeça e sua boca se abriu.
Então era sobre aquilo que todos falavam, Rachel meditou, e abriu seus olhos novamente enquanto Quinn se pressionava nela outra vez, empurrando-a um pouco mais na porta e então deixando-a deslizar de volta.
Rachel era absolutamente deslumbrante quando estava sob tamanha necessidade, tão linda gemendo e mordendo seus lábios e dançando com sua língua sobre seus dentes. E então aqueles olhos negros e ardentes caíram sobre os seus.
Quinn congelou.
“O quê?” Rachel questionou, sentindo a súbita falta de qualquer coisa.
“Ugh, eu, isso, é só que você parece tipo… tipo tãaao sexy,” Quinn tentou... e falhou. Vamos lá, Abelha, seja a pegadora que Rachel viu.
“Você parece muito abalada,” a morena gemeu e rebolou novamente, encorajando-a. “Vamos, não pare.”
Não precisou de nada além. Quinn se impulsionou para a frente, encaixou seus lábios nos de Rachel e a pressionou forte contra a porta. Seus seios se comprimiram uns nos outros, suas línguas duelaram e seus quadris colidiram.
Tudo estava se construindo em um lugar tão estrangeiro e espetacular no meio do sol. Deus, aquilo era quente. Por que sua pele estava tão quente?
Rachel precisava daquilo.
Quinn ansiava por aquilo. Tudo estava bem, bem ali. Ela queimou.
“Sério,” Quinn gemeu, “por que não estamos fazendo sexo?”
“Eu não sei, mas parece que vocês duas já começaram,” Brittany gritou do outro lado da porta.
Ela se separaram de repente, a cabeça de Rachel batendo contra a porta e o pé de Quinn atingindo a pequena lixeira e fazendo com que ela caísse no canto. Ela agarrou em tudo o que podia e aterrissou de forma estranha na metade do caminho até a privada e metade no canto do banheiro com um alto estrondo.
Rachel grunhiu e agarrou a parte de trás de sua cabeça latejante enquanto Quinn balançava suas extremidades em volta tentando recuperar qualquer resquício de equilíbrio que pudesse.
“Okay, antes parecia que vocês tinham começado! Desculpa se eu estraguei isso!” Brittany acrescentou, “Eu só vim dizer que é a vez de vocês. E também pra pegar vocês se pegando. Eu sabia!”
“Nós precisamos conversar com ela. Agora,” Quinn sussurrou para Rachel e se impulsionou para ficar de pé. Com um barulho ela se estabilizou, cada parte do corpo dela palpitando de maneiras horríveis, dolorosas e frustrantes.
“Eu não vou contar, garotas,” Brittany acrescentou novamente. “Você ainda estão aí?”
Rachel se virou, abriu a porta e teve a visão do rosto doce da garota. Quinn apareceu atrás de Rachel e seus olhos assustados encontraram os inocentes de Brittany. Em um olhar, tudo estava combinado.
“Obrigada, Britt,” Quinn sorriu.
“Sem problemas, melhor amiga. Mas detalhes, eu preciso de detalhes. E eu estou falando sério. As coisas boas, coisas do banheiro.”
“Nada aconteceu,” Rachel replicou. Brittany sorriu maliciosamente e olhou para o seu short amarrotado e o de Quinn descobrindo metade de sua bunda, a calcinha puxada para baixo.
“Certo,” Brittany sorriu. “Nada aconteceu. Vamos lá, é a vez de vocês. E dessa vez, vocês vão perder.”
“Nós nunca perdemos!” Rachel atirou.
Brittany arqueou uma sobrancelha.
“Se ganharmos, Santana fica feliz. Então… sim, vocês vão perder… ou então.”
“Isso é chantagem!” a morena guinchou. Quinn se aproximou, colocou uma mão sobre a matraca de Rachel e acenou para Britt.
“Não tem problema,” ela disse a ela. A líder de torcida sorriu como louca e pulou de volta para a sala. Quinn puxou Rachel para trás e deixou a porta fechar. Ela virou e Quinn tirou a mão.
“Você acabou de esmagar a sua mão na minha boca!”
“Isso é verdade. Você é muito observadora,” ela jorrou e voltou sua atenção para o espelho. Oh inferno. Ela estava uma absoluta bagunça hormonal. Ela ajeitou seu cabelo, arrumou sua blusa e seu short e então se virou outra vez para Rachel.
Ela não tinha se movido. Quinn revirou os olhos, se aproximou e arrumou Rachel também. Ela passou os dedos no seu cabelo, colocou um beijo em sua testa, puxou sua blusa para baixo e então deslizou lentamente dois dedos para cima entre as suas pernas para segurar o limite de seu short, parando brevemente para passá-los em cima da calcinha molhada.
Rachel choramingou.
E Quinn se forçou a terminar, puxando o short para baixo para ajeitá-lo. Os olhos de Rachel tremeram e se fecharam e sua cabeça se inclinou para trás. A pequena ação causou mais dor do que qualquer coisa. Quinn queria estar dentro dela e Rachel precisava de mais, muito mais.
Aquele dia chegaria.
Esperançosamente logo.
Quinn sorriu e colocou um leve beijo sobre os lábios parados.
“Nós com certeza vamos fazer sexo logo,” ela sussurrou, beijou-a novamente e abriu a porta do banheiro. “Porque eu quero isso e quero tanto, tanto estar dentro de você. Você não faz ideia do que faz comigo. Eu estou encharcada nesse exato momento.”
O queixo de Rachel atingiu o chão.
E Quinn ergueu uma sobrancelha em divertimento antes de pular para a sala de estar. Rachel caiu para trás, fazendo com que a porta batesse novamente. Ela deixou escapar um suspiro frustrado e seus olhos necessitados não encontraram nada além de um banheiro vazio a encarando de volta.
Deus, sua namorada era quente, tão fodidamente quente.
“Pegadora estúpida,” Rachel resmungou, revirou seus olhos e voltou para a festa. “Tão pegadora e sexy e estúpida, estúpida, estúpida, estúpida.
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