Short-fic Only For Love (Concluída)
8 This Ain't Goodbye
Notas iniciais
Aqui estou eu com um último capitulo de Only For Love *funga*
Amei tanto escrever essa short, vocês não tem noção do quanto.
Adorei cada review, cada recomendação, cada palavrinha de vocês.
O orgulho dessa (projeto) autora aqui, em ter leitoras tão maravilhosas como vcs, me faz uma quase Alice saltitante. Podem acreditar, vcs são especiais para mim.
Ah...Postei uma One, quem quiser da uma passadinha lá e me diz o que achou.
https://www.fanfiction.com.br/historia/218116/One_Shot_Lacos_De_Sangue
Escutem a música Okay?!
Deliciem-se com o final--' e me deixe deliciar com reviews.
Enjoy...
"Às vezes o amor é tão grande que não basta para nos prendermos e às vezes o amor é tão forte que faz com que nos afastemos."
Todos nós temos esperanças que algo sempre vai melhorar em nossa vida, mas quando isso não se concretiza?! Voltar ao passado?! Esperar?! Seguir em frente?! A realidade era que eu precisava seguir, porque mesmo eu não as tocando, as feridas continuavam ali, doendo impedindo a cicatrização.
Ou talvez esta cicatriz na alma fique para sempre porque esquecer é impossível.
Eu não conseguia esquecer o meu pequenino, eu me culpava, eu o culpava a dor falava mais alto.
Apesar de amá-lo mais do que a mim, eu tinha que me afastar, ir embora, me separar por um tempo, passei por muitas coisas nesses últimos meses.
Eu tinha que seguir minha vida, assim como ele deveria seguir a dele.
Enxuguei minhas lágrimas olhando-me no espelho. O quanto à pessoa muda em meses, em dias?! Sem dúvida minha mudança era drástica.
Apenas o tempo, que é o senhor de tudo que irá dizer se voltarei para esta cidade.
Vesti um sobretudo preto por cima da minha blusa de mangas compridas e da minha calça jeans.
–Senhorita?! – bateu de leve na porta, mas o suficiente para tirar-me das minhas alienações.
–Pode entrar Seth. – o novo motorista dos meus pais, entrou meio envergonhado, sorri do jeito do garoto.
–Com licença senhorita, posso levá-las?!- se referiu as malas, que estavam no chão e por cima da cama.
–Humhum...
Ele saiu arrastando duas malas enorme de rodinhas, e em seguida voltou para pegar às outras duas.
Olhei todo meu quarto tentando manter as lembranças vivas da minha infância e adolescência, tentei gravar o máximo que pude, eu não voltaria mais aqui.
Edward estava bem, limpo como dizem, livre das drogas a meses, meu único medo era que ele voltasse, mas eu não estaria aqui mesmo para ver...
Dei mais uma olhada, sorrindo para as fotos que haviam ali. Uma minha e do meu irmão Emmett no colegial, o maluco me segurando no colo, no meio da aula de educação física. Outra minha com os meus pais num evento importantíssimo das eleições, e a última, era minha e de Edward, ele estava sentado e eu estava no meio de suas pernas, aquele foto foi o retrato de um dos muitos dias felizes que foram vividos ao lado daquele homem.
Desci vagarosamente olhando tudo ao redor, guardando aquela casa que eu fui criada e por um tempo feliz na memória.
Meus pais me esperavam aos pés da escada, Charlie tinha um sorriso pequeno em seu rosto.
–É o melhor para você filha.
Meu pai estendeu os braços para que eu o abraçasse, e assim eu fiz, abracei aquele corpo que voltou a ser meu porto seguro, eu vi o quanto Charlie sofreu com a morte do meu pequeno anjo.
–Querida, seu pai e eu iremos passar todas as férias com você... Mas apoiaremos qualquer escolha que você venha a tomar...
–Está é a minha escolha mãe, e eu quero vivê-la.
Sorri, abraçando o corpo esguio daquela mulher elegante.
–Vou sentir sua falta pentelha. – Emmett agarrou-me girando no ar.
–Olha os modos Emmett. – repreendeu minha mãe.
–Também vou sentir sua falta grandão.
Beijei seu rosto o fazendo rir, a sala foi preenchida por sua gargalhada estrondosa.
–Sei que você será uma ótima aluna, mas... Preste atenção na aula, não falte... Seja a melhor da turma como você sempre foi. Eu sei que você está crescida mais, você é a minha menina... E... – Charlie não conseguiu terminar, fungou alto, puxando-me para um abraço sufocante.
–Eu te amo pai. – falei, emocionada.
–Eu também menina... Eu também...
–Filha, perdoa a sua mãe por ter sido tão dura com você, mas eu apenas queria seu bem... Cuida-se meu anjo.
–Eu sei...Amo você.
–Não mais do que eu, minha pequena. – abracei minha mãe, sentindo seu cheiro reconfortante.
Eu estava sorrindo para todos enquanto nós encaminhamos até o carro para irmos para o aeroporto, mas na verdade eu estava parecendo uma menina amedrontada com medo do escuro.
Ao mesmo tempo que o medo me consumia, eu me sentia feliz e liberta daquela mediocridade em que vivia, no fundo para ajudar alguém eu teria que me ajudar primeiro, estava ansiando para ir à Londres, novos ares, novas pessoas, novas culturas, eu precisava disso.
UCL (University College London) estava esperando por mim, e eu ia agarrar essa minha ‘nova’ vida, me sentindo com o dever cumprido. Conseguir tirar o Edward daquela vida degradante ao qual ele levava sem ao menos ter culpa.
Edward ao pensar nele meu coração se comprimia, lembrava-me da conversa que tivemos na noite anterior na casa dos meus pais.
Memoria on
Há dois dias havia tomado essa decisão, eu não queria regredir, muito pelo contrário eu queria progredir, ser alguém na vida... Na realidade me dei conta que eu poderia fazer algo por alguém, voltar ao meu curso, mas em outra cidade, País, seria o melhor que eu poderia fazer.
Iria ajudar essas pessoas, que por algum motivo entram no mundo obscuro das drogas, suas famílias precisam de apoio, talvez mais do que os que se drogam, porque eles sofrem ao ver as pessoas que você ama, afundarem ainda mais, e no fundo o que você pode fazer?! Nos Sentimos culpados por não podermos fazer nada. Sentimo-nos de braços cruzados mediante essas situações.
Eu Isabella poderia tentar aplacar isso, pelo menos eu saberia como se sentem, pois já sofri da mesma dor. Humilhei-me, chorei, apanhei, sofri, mas conseguir tirá-lo disso.
Edward chegou todo alegre com um buquê de rosas... Azuis. Sorri.
–Para você Bella. – falou tímido, sentando-se ao meu lado na cama. Como um menino de quinze anos, para a sua primeira namoradinha.
–Obrigada são lindas... As rosas que demonstram amor, não são as vermelhas?! – perguntei um pouco descontraída.
–Engano seu princesa, rosas vermelhas simbolizam a paixão e o amor também, mas as rosas azuis representam o meu amor por você, que é eterno, raro, forte, que nunca se abala ou descolore.
Toquei seu rosto com a ponta dos meus dedos, sentindo meu coração inflar diante das suas palavras que foram proferidas docemente.
–Como você está se sentindo? – perguntou no mesmo tom de voz anterior.
–Bem, na medida do possível, e você como está?
Ele aconchegou-se mais na cama, e puxou-me para os seus braços, sentir meu corpo enrijecer, mas em seguida relaxei sabendo que era o meu Edward ali.
–Meu pai me pediu perdão pelo que fez. -falou. -Mas a dor o consumiu, eu o entendo... Quando vi o meu filho... – ele estacou naquela conversa, sabendo que era doloroso e desconfortável para mim. –Estamos reaprendendo a nos amar e a conviver, eu estou trabalhando no sistema burocrático de lá... Eu estou pensando em voltar para a faculdade, fazer um doutorado, depois quem saber alçar voos mais altos?! Comprar um apartamento confortável para nós dois.
Edward continuou com os seus planos, enquanto eu fingia ouvir.
Era justo fazer isso com ele?! Era justo fazer isso comigo?!
–Algum problema amor?! – tirou-me dos meus enleios.
–Hãm?! Oh...Não. – respondi, sem mesmo saber o que dizer.
–Chamei você mais de três vezes, parecia que tinha entrado em choque. Fiquei preocupado. – era visível isso em seu semblante. Colou os lábios em meu cabelo e aspirou ali por alguns segundos, permitir-me fechar os olhos e aproveitar seu carinho.
–Edward...
–Sim... – ele falava de olhos fechados.
Sai abruptamente do seu lado, esperando que ele me olhasse.
–Você esta estranha Bella, fala o que é...Pode contar comigo.
–Eu...Eu...Eu não sei como começar...É estranho. – falei a verdade.
Seu rosto estava sério, seu olhar conseguia tocar dentro da minha alma.
–Comece pelo começo. – tentei procurar algum tipo de sorriso nessa sua frase, mas seu rosto estava puramente sério.
–Bom...Eu decidir ir para Londres...Eu vou voltar a estudar na minha área...Serviço Social.
–Eu posso ver isso com o Carlisle, ele tem alguns negócios por lá, posso cuidar das coisas lá mesmo...
Não esbocei nenhuma reação, tampouco verbalizei algo.
–Você não me incluiu nessa não é? – seu rosto transpunha decepção.
Senti como se o nó que havia na minha garganta fosse me sufocar.
–Não. – não saiu mais do que um sussurro sôfrego.
–Então...Como vamos fazer, Bella?! – perguntou-me confuso, ajeitando-se na cama.
–Edward... – sussurrei.
–Você quer dizer que não haverá mais nós?
Assenti, meu peito parecia que estava em pedaços.
–Meu amor. – segurou meu rosto entre suas mãos calejadas. – me diz que isso é uma porra de um mal entendido, e que você não vai me deixar. – falou baixinho.
–Eu quero e preciso viver Edward, eu quero esquecer coisas que eu já passei dores que me fizeram esmorecer. – lágrimas já caiam em abundancia.
Eu estava mandando o sair da minha vida, e isso doía mais do que o suportável, a dor estava num patamar tão grande que senti como se fosse sufocar.
–Bella...
–Me deixe terminar, por favor. – toquei a ponta dos meus dedos em seus lábios, os quais eu amava e quando era beijada por ele, por Deus, era como se vivêssemos em uma bolha e não existisse ninguém mais no mundo, a não ser ele e eu. – Já tive noites insones esperando você chegar, aguentei todos, todos os tipos de violência por sua parte... — ele abriu a boca para falar, mas eu passei por cima disso e continuei. – sofri abusos, mas isso não é comparado à dor que eu sentia a cada vez que você saia de casa, a cada vez que você chegava bêbado ou drogado...Porque você não estando bem, eu não estaria bem... Você me fez a mulher mais feliz e a mais infeliz ao mesmo tempo. – sorri tristonha. – Você me deu o Caleb, mesmo que o nosso filho não esteja conosco, mas eu pude senti seu cheirinho do seu hálito puro, de beijá-lo e dizer o quanto eu o amava... Eu te amo Edward.
–Mas está escolhendo me deixar... — murmurou com a voz embargada, assim como os seus olhos brilhavam marejados para mim.
–Eu quero apenas VIVER. – retruquei. – somos jovens Edward, olhe para mim, para você... Tenho vinte e dois anos, simplesmente preciso VIVER.
– Eu largo tudo aqui e vou com você... Só não me deixe. – me abraçou forte, ao mesmo tempo em que beijava meus cabelos.
–Eu não quero que você vá... Desculpe. – menti, o que eu mais queria era ele ao meu lado, mas nos precisávamos nos afastar para saber o que realmente queríamos.
–Já fiz tanto mal a você, que agora você quer se livrar de mim Bella...- era visível o quanto Edward estava abalado com a notícia, assim como eu, ele parecia ter um nó em sua garganta.
–Edward, ao seu lado eu me sentia amada, mas ... Nós vamos aprender a viver um sem o outro.
–VOCÊ não esta me dando escolhas Bella, você escolheu me deixar, eu...Eu não sei o que acontecerá comigo sem você...Bella, princesa você sempre foi o meu porto seguro.
–Edward...Eu tenho que acabar de arrumar as minhas malas.
–Bella...Você me prometeu nunca me deixar, mas no entanto esta fazendo exatamente o contrário.
Eu havia prometido isso a ele, mas, no entanto estava descumprindo minha promessa, porém a minha decisão já estava tomada.
–Se você me ama de verdade, por favor, Edward... Deixe-me ir. – não controlei minhas lágrimas, quando elas fizeram menção de cair, eu estava mandando o homem da minha vida ir embora.
–Bella... Eu não... Tenho forças para deixá-la ir. – lacei um olhar sobrepujado, tudo o que eu pude fazer por ele eu fiz, agora era a sua vez de se sacrificar por mim. Ele pareceu entender o olhar, pois me lançou um olhar de amargura.
Segurou meu rosto com as mãos e aproximou-me do seu rosto, nossas testas ficaram coladas, senti seu hálito quente tocar o meu rosto e foi como uma chicotada de realidade. Eu não o teria mais. Ficamos assim por um tempo, até Edward resolver quebrar o silêncio.
–Todas... Absolutamente todas as minhas palavras e cada batida do meu coração… São todas para você! Para sempre Bella.
Seus lábios encostaram-se aos meus, e eu não rejeitei deixei meu Edward aprofundar nosso beijo, tornando-o lancinante e tomando proporções avassaladoras.
Palavras não precisavam ser ditadas, olhamo-nos ainda com nossos lábios colados, e com toda a certeza ele via o que eu via em seus olhos. Tristeza.
–Adeus. –seguiu para a porta girando a maçaneta.
–Edward...
–Sim?
–Não faz nada que possa te prejudicar, por favor, fique longe de encrencas.
–Oh...Não se preocupe comigo.- sua voz estava inundada de angústia e desapontamento.
Eu estava infligindo dor ao homem que eu amava.
Assim que ele saiu do meu quarto e da minha vida, minhas pernas fraquejaram encostei-me a porta para não cair, mas não houve jeito, a dor da despedida era forte demais, para eu querer e fingir ser forte.
Chorei, chorei por tudo o que eu passei ao lado dele, dor, felicidade, tristeza, plenitude, uma vida de altos e baixos, como de qualquer ser humano normal, mas o meu choro mais sôfrego é saber que eu não o veria mais, sim porque no momento que o avião decolasse, New Hampshire para mim, seria passado, um passado que eu apagaria da memória.
Adormeci agarrada ao buquê de rosas azuis que ele me dera como demonstração de amor eterno, e deixei minhas lágrimas o regarem.
Então ali estava eu, olhando para o nada, sendo um corpo inanimado em meios aos meus soluços.
Memoria off
– Vamos maninha?! O voou sai daqui à duas hora e meia, e ainda vamos pegar a estrada. – chamou-me Emm tirando-me das minhas divagações.
–Claro. – sorri para todos que esperavam por mim, para irmos até o aeroporto municipal de Lebanon era o mais próximo de onde nos morávamos.
Seth foi dispensado, e meu irmão decidiu ir dirigindo, Emm e o papai na frente conversando sobre negócios e a nova eleição para daqui alguns meses, Renée falava algo sem noção como sempre, que eu lá na UCLA ia ser praticamente caloura, e calouras fazem loucuras, era para tomar cuidado e só transar com camisinha. Como se eu quisesse outro homem tomando o meu corpo sem ser o meu homem.
Deixei minha mente e meu coração se aquietarem, era como se nenhum dos três estivessem ali, minha cabeça pendeu na janela e de certo modo comecei a despedir-me das coisas que nunca mais veria.
Por entre a estrada, deparei-me com algo que me fez sorrir largamente o Mount Washington Hotel , aquele lugar teve uma significativa importância na minha historia, era inverno nessa época e o hotel lotava, aproveitávamos para tentar subir as montanhas cobertas de branco.
Jasper e Alice, Angela e Erick, Rosalie e Emm (apesar deles dizerem que não namoravam) e Edward e Eu, passamos quatro noites e revezávamos os quartos que ficaríamos de frente para a lareira enquanto degustávamos um bom vinho com um fondue de queijo com pão de ciabatta. Ríamos, gargalhávamos do crepúsculo até o amanhecer sem nos importarmos com os vizinhos ao lado.
Nossa única preocupação naquela época era sermos felizes.
Era uma época onde não existia dor, nem perdas.
Eu não estava indo embora para exorcizar os meus fantasmas, estava indo por que eu precisava viver... Quer dizer eu queria aprender a viver, pois depois que Deus levou o meu anjinho, eu tinha morrido por dentro, Caleb se foi, e com ele uma boa parte do meu coração.
–Bella...Filha...
–Oi?! Que foi mãe?!
– Nada, fiquei assustada, você me parece tão alheia.
Suspirei, voltando minha atenção por entre as árvores frutuosas por qual passávamos.
–Só estava lembrando. – respondi.
–Em que?! – replicou.
– Em coisas... Que infelizmente não voltaram mais. –engoli mais uma vez o nó que estava preso em minha garganta.
O resto do caminho seguimos em silêncio, a única coisa que quebrava totalmente era o chiado fraco do ar condicionado do carro.
Em uma hora chegamos ao aeroporto, Emm apressou-se em pegar o carrinho para por as malas, eu ainda não tinha condições de pegar peso, estava no famoso resguardo.
Peguei apenas a minha pequena nécessaire e minha bolsa jogando-a em meu ombro.
Entrei com os meus pais um de cada lado e meu irmão na frente com as malas.
–Está chegando a hora de a minha menininha partir Charlie. – comentou Renée chorosa segurando o braço do meu pai.
Rolei os olhos, Renée quando queria botava seu lado dramaticista para aflorar.
–Isabella, qualquer coisa você nos ligue e eu pego o primeiro voou para ir te encontrar, você pode voltar para casa à hora que quiser você sabe disso não é?!
–Sei... — mordi meu lábio inferior com força, evitando que o nó em minha garganta se transformasse em soluço.
–Bella, vai logo fazer seu Check-in, seu voou não vai demorar a sair. – emendou Emm, meu irmão grandão que me ajudava em tudo o que eu precisava. – Até logo maninha. – Emmett com a força que ele tinha me suspendeu com um único braço enquanto beijava minhas bochechas.
–Amo você grandão. – bati em seu ombro para que ele me deixasse firmar os pés no chão.
– Também amo você baixinha.
–Heyyyyy.... ISABELLA, você ia embora sem se despedir de mim?! De mim?! Sua amiga de todas as horas, das ruins e das boas, companheira para todos os minutos...Sua...
–Eita que a tampinha veio inspirada. – falou Emmett fazendo com que a figura bem vestida a minha frente parasse de matracar e nos fazendo gargalhar.
–Desculpe Alice não foi minha intenção. – andei até ela e agarrei seu corpo diminuto.
–Vou sentir sua falta amiga. – abraçou-me chorando.
–Eu vou sentir a sua também, mas você me prometeu que ira me visitar sempre não foi?!
–E eu vou mesmo, mas não é a mesma coisa sem você aqui... A Ângela não pode vir, ficou em casa chorando. – ela sorriu um pouco.
Aquela era uma atitude das minhas amigas, quando sofríamos, éramos juntas.
–Você tem certeza que isso é o melhor?!
Neguei com a cabeça.
–Então Bella?!
–Eu preciso tentar Alice, preciso respirar ares diferentes, ver e conhecer gente nova, esquecer as coisas ruins que me aconteceram nos últimos tempos.
–-Você acha que fugindo...
–Não estou fugindo Alice. –a interrompi.
–Mas você ama o Edward e prefere ficar sem ele, você não acha que isso é um tipo de fuga? Você esta com medo de sofrer novamente.
–Eu sei o quanto o Edward mudou, mas eu quero e preciso de um tempo só meu, pode ser que o Edward e eu ainda tenhamos uma história linda... Mas se não tivermos é por que não era para ser.
–Bella, eu acho que você deveria ir fazer seu Check-in antes de perder seu voou. – alertou-me meu irmão.
–Não se mete grandão. – retrucou Alice.
–Fica na sua tampinha, é hora da minha irmã da tchau.
Assenti, rindo pela brincadeira infantil deles.
– Tchau amiga.
–Até breve Alice. – nos abraçamos novamente.
Despedir-me de todos ali presentes, abraçando todos e já sentindo meu peito se contrair de tantas saudades.
Dei uma última olhada pelo aeroporto, mesmo sabendo que ele não viria, meu coração traiçoeiro perdeu uma batida ao saber que ele não viria.
Segui para o balcão da companhia aérea para efetuar o Check-in para enfim emitirem minha passagem, para o meu novo destino.
Olhei para trás e sorri para eles, resignei-me a enfrentar o grande portão de embarque.
This Ain't Goodbye / Isto Não É Um Adeus
You and I were friends from outer space
Você e eu fomos amigos do espaço sideral
Afraid to let go
Com medo de deixar partir
The only 2 who understood this place
Os dois únicos que entenderam este lugar
And as far as we know
E tanto quanto sabemos
We were way before our time
Estávamos meio antes do nosso tempo
As bold as we were blind
Tão ousado quanto estávamos cegos
Just another perfect mistake
Apenas outro erro perfeito
Another bridge to take
Outra ponte a tomar
On the way of letting go,
Na maneira de deixar partir,
–BELLAAA...- Ouvir alguém gritar o meu nome ao longe, e procurei de onde vinha.
Sorrir largamente, quando o vi correr ao meu encontro.
–Edward... – sussurrei para mim mesma.
Ele aproximou-se, sua respiração entrecortada chicoteando meu rosto, aspirei seu hálito doce e fresco ao mesmo tempo.
Ele estava lindo, como sempre, mas agora mais lindo ainda, parecia um verdadeiro homem de negócios, calça preta, camisa social branca com mangas dobradas até os cotovelos, cabelos recém-molhados, estava perfeito.
–Bella... – segurou minha mão livre, já que a outra eu segurava o carrinho com as minhas malas.
–Edward...- palavras conexas não saiam dos meus lábios naquele momento, sua pele contra a minha pele mandando choques por todo o meu corpo.
Rapidamente Edward enlaçou minha cintura com os seus braços, me senti tão confortável e protegida ali.
–Fica... – pediu com os braços ao meu redor.- Não me deixa.
This ain't goodbye
Isto não é um adeus
It is just the way love goes
É apenas a maneira que o amor continua
When words aren't warm enough, to keep away the cold?
Quando as palavras não aquecem o suficiente, para afastar o frio?
This ain't goodbye
Isto não é um adeus
It's not where our story ends
Não é onde nossa história termina
But I know you can't be mine, not the way you've always been
Mas eu sei que você não pode ser minha, não do jeito que sempre foi
As long as we've got time
Enquanto tivermos tempo
Then this ain't goodbye
Então isso não é um adeus
Oh no, this ain't goodbye
Oh não, isso não é um adeus
–Não me pedi isso, por favor, Edward. – implorei.
–Então esse não é um daqueles romances que vemos em filmes e novelas, que o mocinho implora para mocinha ficar e ela fica... – sussurrou mais para ele do que para mim.
–Infelizmente esse não é um conto de fadas, ou um roteiro ensaiado de um filme de romance, isso é realidade...
–Mas eu te amo Bella, não sei se suporto viver longe de você.
–Eu também amo você, e não tenho a mínima ideia de como será daqui para frente. – confessei.
– Um fui um merda que usava aquelas porras daquelas drogas, fazia muita cagada em minha vida, te abusei em todos os sentidos, mas eu sempre amei você, eu ficava acordado muitas vezes vendo-a dormir e pensava. ‘ o que essa mulher maravilhosa vêem mim, um merda que a maltrata’ aí você acordava e me contemplava com um sorriso que iluminava minha vida... Mas agora a luz da minha vida esta partindo...
–Não me faz me sentir pior do que eu já estou.
–Não...Não quero que você se sinta assim, você é a pessoa mais maravilhosa que eu conheci, eu a amo tanto que chega a me sufocar pensar na possibilidade de nunca mais te ver.
–Nunca é muito tempo Edward.
–Eu sei que se você for naquele avião será para sempre... Não vai, fica comigo.
We were stars up in the sunlit sky
Erámos estrelas no céu iluminado
No one else could see
Ninguém mais podia ver
Neither of us ever thought to ask why
Nenhum de nós pensou em perguntar por que
It wasn't meant to be
Não era para ser
Maybe we were way too high
Talvez estivéssemos muito alto
To ever understand
Para entender cada vez
Maybe we were victims of all the foolish plans
Talvez fomos vítimas de todos os planos de tolo
We began to devise
Nós começamos a planejar
–Quem pode saber de uma coisa dessas?! Ninguém. O destino é indefinido.
–Eu amo tanto você, tanto, tanto.
Ele segurou meu rosto com força, mas sem me machucar e beijou minha boca num beijo singelo e carinhoso.
–Eu também te amo. – repliquei.
–Então por que você vai me deixa?
–Porque nós precisamos disso para seguir em frente.
–Mas eu não vou conseguir seguir sem você.
Voo 2675 com destino a Londres dirijam-se ao portão de embarque.
Como para ressaltar a atendente falou novamente, tirando-me da nossa bolha.
–Preciso ir.
–Eu sei, mas não quero deixar.
–Cuide-se meu amor.- beijei sua boca convidativa como se fosse a última vez.
–Isso é um adeus Bella?!
–Nunca, isso é um...Não sei Edward.
–Isso é o final da nossa historia Bella?!
Eu não lhe respondi, porque nem eu mesma sabia a resposta.
Última chamada para o voou 2675 dirijam-se ao portão de embarque... A United Airlines agradece a preferência.
Seus braços se afrouxaram ao meu redor, segurei minha passagem com uma mão mais forte, e com a outra tratei de empurra o carrinho.
Meu coração dilacerou ao olhar para trás e vê-lo cada vez mais distante de mim e chorando.
But this ain't goodbye
Mas este não é um adeus
This is just the way love goes
Este é apenas o caminho do amor vai
When words aren't warm enough,to keep way the cold, oh no?
Quando as palavras não são quentes o bastante, para manterem-se frias, oh não?
This ain't goodbye
Isto não é um adeus
It's not where our story ends
Não é onde a nossa história termina
But I know you can't be mine
Mas eu sei que você não pode ser meu
Just like the way you've always been
Assim como o jeito que você sempre foi
As long as we've got time,
Enquanto o tempo que temos,
This ain't goodbye,
Isto não é um adeus,
Oh no, this ain't good bye, oh oh, oh no this ain't goodbye
Oh não, isso não é bom adeus, oh, oh, oh não, isto não é um adeus
This ain't goodbye
Isto não é um adeus
You and I were friends from outer space
Você e eu fomos amigos do espaço sideral
Afraid to let go
Com medo de deixar ir
The only two who understood this place
Os dois únicos que compreenderam este lugar
And as far as we know
E tanto quanto sabemos
–Isto não é um adeus Edward...Eu amo você.
Sai a passos largos sem ao menos voltar a olhar para trás, senão eu correria o risco de deixar tudo de lado e correr para os seus braços.
–EU AMO VOCÊ...ISSO NÃO SERÁ UM ADEUS.
"Às vezes soluções não são tão simples. Às vezes o Adeus é o único jeito." (Linkin Park — Shadow Of The Day)
Ele gritou, mas não o olhei, assim como também não impedir que as lágrimas banhassem meu rosto.
–É por nós que eu estou fazendo isso. – sussurrei.
Respirei fundo assim que sentei na poltrona confortável. Tive coragem.
Quando o avião decolou dei adeus àquela fase da minha vida, agora eu me daria à oportunidade de ser feliz. E naquele lugar eu não seria, porque em certos momentos temos de procurar o tipo de cura para a nossa alma e paz para cicatrizá-la que só podem vir da solidão assim quem sabe eu poderia curar-me?!
E sem dúvida eu a encontraria, mas sem nunca deixar de amar aqueles que me acenaram e me deram adeus, foi estranho deixá-los, mas afinal mudanças são necessárias para crescermos não é?! E eu queria crescer e alçar novos voos.
This ain't goodbye
Isto não é um adeus
Oh no this ain't goodbye
Oh não, isto não é um adeus
This ain't goodbye oh no this ain't goodbye
Isto não é um adeus, oh não, isto não é um adeus
This ain't goodbye
Isto não é um adeus
It's just the way love goes
É apenas a forma como o amor continua
When words aren't warm enough,to keep away the cold, oh no?
Quando as palavras não aquecem o suficiente, para afastar o frio, oh não?
This ain't goodbye
Isto não é um adeus
This isn't where the story ends
Este não é o fim da história
But I know you can't be mine
Mas eu sei que você não pode ser meu
Not the way you've always been
Do jeito que você sempre foi
This ain't goodbye
Isto não é um adeus
As coisas que vivemos e passamos não se apagam no meio do caminho, boas ou ruins elas continuaram lá, fazendo parte de você. Um dia a dor irá acabar e ficaria apenas lembranças as quais serão chamadas de recordações.
Edward me mostrou o que era amor, ódio, medo, coragem, mas principalmente superação.
Eu precisava superar essa dor para poder querer voltar a ter uma razão para viver, eu precisava de um tempo, mesmo que esse tempo significasse abdicar das pessoas que amo.
Isso será um adeus?! Apenas o tempo e o destino irá dizer.
Talvez não o adeus em si, que é algo definitivo, mas pode ser um até logo, que é uma promessa muda de um reencontro.
Será o final?! Sinceramente não sei dizer, porque dizem que só é final quando há o final feliz... E sem dúvida para mim aqui não é o fim, pois ainda espero ansiosa o meu The End mesmo que para algumas isso soe como sendo clichê, mas qual a garota que não espera pelo seu felizes para sempre?!
Se quiserem saber... Eu espero o meu. É só seguir o caminho do meu próprio destino porque o que será meu, o tempo ira dizer.
‘’A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido e sempre serão.
Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.’’
(Nicholas Sparks)
Notas finais
E não esqueçam tem o epilogo, sei que vcs gostaram *u*
Obrigada meninas, obrigada mesmo por gostarem dessa estória.
Não vou me prolongar mais por que senão eu choro *funga*
Deixo pra chorar no epilogo.
Obrigada a Nattie por betar, e especialmente a uma amiga muito queria a qual eu me inspirei para fazer essa Bella, por sofre, mas nunca se deixar abalar pelas perdas da vida e prosseguir, sempre. Olga gatxenha te amo amiga (bitch).
A Short que ficou no lugar desta é https://www.fanfiction.com.br/historia/199932/Plus_Que_Ma_Propre_Vie
Beijos!! Até a próxima.
Priscila =}
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