Short Horror Stories
1 Welcome to... Horrible Histories!
Notas iniciais
Para quem não sabe, essa frase é parte da abertura de Horrible Histories, uma série muito engraçada contando fatos reais da História. Ganhou o nome de "Deu a louca na História" no Brasil. ASSISTA!
Agora, quanto ao capitulo, não é algo que estou completamente satisfeita, mas não queria deixar de participar.
Baseado nos prompts, de uma maneira ou de outra:
8. Um amigo, de outro lugar, tentar entender como funciona o Halloween. Como seria a explicação para alguém que nunca viveu isso? Quais tradições e onde você o levaria para aproveitar o máximo esse momento?
11. Pesquise sobre as origens do Halloween. O que seus personagens sabem ou fariam se conhecessem toda a história? Como eles encaram esse dia? Ou Escreva uma história sobre uma tradição ou momento da história diferente do seu.
“Então,” ela iniciou a conversa, após passarem os portões e entrarem nas movimentadas ruas no caminho até o escritório do Hokage. “eu nunca estive por aqui nessa época. Porque tudo está enfeitado de preto e laranja e morcegos e aranhas.” Ela perguntou, tentando entender a peculiar e obscura escolha de cores da normalmente vívida Konoha.
“Dia das Bruxas.” Ele respondeu simplesmente. A sua acompanhante ao seu lado apenas lhe dirigiu o olhar e o ficou encarando, sem dizer nada mais. Aquela não fora explicação suficiente. “É para comemorar o Dia das Bruxas.” Ele disse suspirando e dando de ombros a seguir, como se não fosse relevante.
“Dia das Bruxas?” Temari repetiu, esperando que as palavras soassem menos desconhecidas em seus lábios. “Nunca ouvi falar. Como é isso?”
Shikamaru deu de ombros. “Ah, o típico...” Temari levantou as duas sombrancelhas, e Shikamaru se bateu mentalmente por soar tão estúpido. Ela acabara de dizer que não conhecia e ele respondia como se ela soubesse o que é o ‘típico’. “As pessoas enfeitam suas casas com as coisas mais aterrorizantes que pensarem, o que normamente inclui morcegos, teias, aranhas, pouca luz, caveiras, esqueletos ; fazer rostos em abóboras e colocam velas dentro. Elas também se fantasiam, e as crianças vão pedir doces nas portas dos vizinhos e os adultos vão para festas. Também tem algumas atrações como as casas mal-assombradas para todos os lados, mas nada muito assustador de verdade.”
Ela riu meio debochada. “Você não parece muito animado com essa data né?”
“Você sabe que ninjas não são muito assustadiços, e digamos que eu não tenho um especial apreço por situações sociais como essa.” Ele disse com uma cara de desgosto, sem olhar para ela e apenas encarando o caminho a sua frente.
A gargalhada debochada de Temari ao seu lado o fez se virar para olhá-la. “Digamos que você não tem um especial apreço por nada, né?” Ela disse depois que se acalmou um pouco, ainda rindo.
Ele somente revirou os olhos, mas nem se deu o trabalho de contrariá-la para não ter que lhe dar mais explicações – ou desculpas. O que importava era que ela estava feliz, então Shikamaru apenas deixou passar enquanto o riso dela diminuia.
“Eu gostei da parte de sair pedir doces, eu posso fazer isso?” Ela sorriu divertida, e dessa vez Shikamaru sorriu de volta imaginando a cena.
“Talvez se você voltar uns 10 anos no tempo, ou diminuir para metade do seu tamnho, você possa.” Ele riu.
“Ahhh, acho que se eu pedir com jetinho eles me dão sim!” O riso continuava a preencher o silêncio de antes.
“Bem, considerando que as crianças pedem ‘Doces ou Travessuras’, acho que ninguém ia querer saber que tipo de travessuras você poderia fazer.”
“Travessuras?” Ela franziu o cenho, tentando entender ao que ele se referia.
“É, antigamente se costumava estragar jardim, jogar pedras nos vidros, essas coisas, para quem não dava doces. Mas agora, imagine a cena: você com seu leque gigante, bate na porta de uma pessoa” Ele fez uma pausa para efeito dramático. “Oi!” Ele tentou imitar a voz dela, fazendo Temari rir imediatamente. “Eu destrui uma floresta inteira para capturar uma pessoa, e acabei acidentalmente matando ela. Então, doces ou travessuras?” Ele terminou com um sorriso cínico, enquanto Temari gargalhava sem conseguir responder ao imaginar a cena. “Eu acho que te daria todos os doces que tenho e sairia correndo.”
Após se acalmar um pouco, Temari falou. “Agora imagina depois. ‘Diplomata da Suna destrói casa de aldeão em Konoha’. Nunca mais me deixam entrar aqui, e adeus aliança.” Ela sorriu zombeteira.
“É, talvez não seja uma boa idéia...” Shikamaru apenas concordou, também achando graça da situação.
“Ah não, a idéia é boa!” Ela enfatizou com bastante ímpeto, deixando aparente que a idéia lhe agradava. “Muito tentadora.” Ela adicionou em um tom de voz mais sério. Os dois começaram a rir em sincronia a seguir.
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“Você não me falou, quando é esse dia das bruxas?” Eles estavam agora saindo do prédio do Hokage. Ambos foram dispensados pelo dia – embora Shikamaru não fosse mais o guia de Temari, e sim assistente de Kakashi, ele já tinha combinado sua ausência pelo dia, e Kakashi sabia mais do que se imaginava, então nem pediu quaisquer detalhes para lhe conceder a liberação de suas atividades.
“Agora, dia 31, essa sexta.” Ele respondeu tranquilo, dando pouca importância ao assunto.
Temari parou imediatamente, então Shikamaru se virou, encontrando com o cenho franzido e confusa. “Dia 31... de outubro?!” Ela perguntou quase incrédula, e Shikamaru não soube dizer o que poderia ter a surpreendido de tal maneira. Mentalmente ele repassou a conversa que eles tiveram anteriormente, tentando buscar alguma resposta ou motivo para a reação da kunoichi da Suna.
“Sim...” Ele respondeu calmamente, tentando controlar os danos que pudesse ter causado. “Na noite de 31 de outubro é o Halloween.”
Temari piscou os olhos duas vezes. Se antes houvera indignação em sua face, toda ela se fora nesse instante, deixando apenas a kunoichi um tanto surpresa enquanto algum tipo de compreensão que Shikamaru desconhecia chegava até sua mente. O Nara agradeceu que realmente não parecia ser algo que ele falara.
Ela se virou muito mais convencida em direção a ele e perguntou com firmeza “Vocês comemoram dia das bruxas no dia 31 de outubro?”
“É...” Ele não entendia porque ela estava perguntando pela terceira vez, ou porque ela soava incrédula, mas conhecendo Temari ele sabia que logo teria as respostas para suas dúvidas.
“Curioso. Nós comemoramos os Días dos Mortos começando na noite do dia 31, e vai até o dia 2 de novembro.” Ela lhe informou.
“Bem, nós comemoramos Finados no dia 2 também. E dia primeiro é dia de Todos os Santos.”
Ela riu entre dentes. “Ou seja, vocês tem um dia para os espíritos ruins, um dia para os espíritos santos, e outro para os mortos.”
Shikamaru sorriu de lado com a observação dela “Quando você bota assim, parece bem simples. E fica mais ridículo ainda quando você pensa que o dia mais comemorado é para ser o mais assustador.”
Temari soltou uma risada alta, que fez com que o sorriso de Shikamaru aumentasse. “Incrível como as pessoas gostam de um pouco de terror, não é?” Ela comentou num clima ameno mas observador, como era próprio dela esse tipo de avaliação do comportamento das pessoas.
“O que é no mínimo irônico considerando que todo mundo coloca as velas nas abóboras para espantar os espíritos.” Ele respondeu dando de ombros.
Ela riu “Essas lanternas são pra espantar? Quanta diferença...”
Shikamaru levantou uma sombrancelha “Porque você diz? É muito diferente na Suna?”
“Ah, sim. O ‘Dia de los Muertos’ é uma festa bem animada.” Ela falou, e Shikamaru gostava de observar como ela parecia contente e animada por falar de sua vila. “Tudo fica muito vivo e cheio de cor – o que é uma grande diferença para uma cidade no deserto. A crença popular é que nesses dias os mortos tem permissão para visitar parentes e amigos, então se fazem altares com várias coisas que as pessoas gostavam, suas comidas preferidas. Todos aguardam ansiosamente para se encontrarem com seus entes queridos.” Uma sombra cruzou o rosto dela por um instante, mas se foi tão rápido que Shikamaru não soube dizer se realmente acontecera ou se fora sua imaginação.
“Deve ser bem animado.”
“’É sim” Ela se virou para ele e sorriu, e um sorriso de canto surgiu em seu rosto automaticamente. Mas logo ela se virou novamente para frente e ficou séria e pensativa.
“O que houve?” Ele perguntou antes que sua mente pudesse processar as consequencias disso. Temari apertou os lábios indecisa, e Shikamaru se bateu mentalmente. Se ela não quer falar você não deveria forçá-la.
Um suspiro ao seu lado chamou a atenção dele. “Quando eu era pequena,” ela começou em uma voz mais baixa e suave que anteriormente. “meu pai não gostava que saíssemos de casa sozinhos. Mas todo Dia dos Mortos eu tentava fugir de casa para ir até o túmulo de minha mãe, para encontrá-la.” Ela deu um sorriso fraco e resignado mas ao mesmo tempo zombeteiro. “Foi aí que eu descobri que as crenças populares não são todas reais.”
Shikamaru não soube o que responder perante a confissão dela. Alguns segundos se passaram em um silêncio um pouco pesado, mas não constrangedor, antes que Shikamaru falasse. “Você sente muita falta dela?” Sua pergunta soara inocente e inquieta.
“Você sente falta do seu pai?” Ela rebateu de imediato, um tanto brutamente. Shikamaru parpadeou algumas vezes, mas então percebera como a pergunta fora desnecessária. É claro que ela sentia...
“Me desculpe...” a voz dela surgira baixa e arrenpendida. “Eu não quis-“
“Está tudo bem.” Ele respondeu tranquilo.
“Não, eu sinto muito. Eu-“ Ela prosseguiu, falando mais firme, mas foi interrompida novamente por ele.
“Temari, uma da melhores coisas em falar com você é que eu não vejo em você pena por mim. Eu destesto esse olhar de pena que as pessoas me lançam por causa do meu pai. Então, não seja uma delas.” Ele desabafou, sem entender bem o porquê dessa necessidade de lhe explicar a situação.
Temari ficou em silêncio por um tempo, e logo riu contidamente. Shikamaru franziu o cenho. “Eu estou falando sério.”
“Eu sei.” Ela respondeu, sorrindo convencida. Um típico sorriso Temari. “Eu acho que também só lhe falo da minha mãe porque não vejo pena vindo de você.” Ela riu de novo.
“Me parece no mínimo inusitado ter pena de você.” Ele respondeu com sinceridade. “Você é assustadora, porque alguém teria pena de você?”
Temari riu livremente ante o comentário dele. “Assustadora é? Então eu serviria bem para o seu Dia das Bruxas, ahn?” Ela sugeriu presunçosamente.
“Tsc. Você não precisa nem de fantasia para ir a festa.”
“Então você vai me levar para um festa?” Ela perguntou convencida.
“Eu nunca disse isso...” Respondeu ele arrastado, mas sorrindo de lado ante a insinuaão dela.
“Também nunca negou.” Ela sorriu amplamente, e Shikamaru se perdeu naquele sorriso. “Me busque no hotel. Quero conhecer um pouco disso.”
“Tsc. Problemática.” As palavras podiam ter saído assim, mas ambos sorriam, e sabiam o quanto isso no fundo significava para eles.
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Eles finalmente haviam chegado ao hotel dela. “Então, nos encontramos mais tarde. Tem algo em especial que você gostaria de conhecer?” Perguntou Shikamaru.
Temari se virou para ele, o sorriso radiante. “Surpreenda-me, Nara.”
“Que problemático...” Ele levou a mão para sua nuca, e Temari riu de seu gesto, antes de se virar para entrar.
“Ei...” Shikamaru a chamou. Temari se deteve, e virou-se totalmente para dedicar-lhe sua atenção.
“Sobre a conversa de antes... bem...” Aquele jeito inseguro de Shikamaru, que já a incomodara em outras vezes, agora lhe deixava nervosa.
O Nara respirou fundo antes de continuar. “Em algum momento a dor diminui?” Ele perguntou depois de um silêncio. Seus olhos, que estiveram encarando o chão, se levantaram encontrando os dela.
Temari observou a profundidade de sentimentos naquele olhar. Ela respirou pesadamente, e eles permaneceram mais um tempo no silêncio reconfortante entre ambos.
“Eu- Não exatamente.” Agora ela estava insegura. “Você começa a... aceitar melhor, a lidar com a sua dor conforme o tempo passa. Então de certa forma sim, mas ela não diminui de fato. Quando você pensa, ela ainda está lá, do mesmo jeito, então não exatamente...” Ela soltou um suspiro conformado “Desculpe, isso deve estar meio confuso, mas eu não sei explicar.”
“Não, tudo bem.” O Nara respondeu sereno. “Eu entendi.” Ele a lhou nos olhos, e Temari viu admiração refletida neles. “Eu me sinto assim também. Mas olhando para você, eu jamais imaginaria que você se sente assim.”
Temari se sentiu corar com as palavras dele. O que mais a surpreendia é que Shikamaru não tinha a intenção de adulá-la. Ele dizia isso simplesmente porque era o que ele pensava.
Shikamaru viu Temari desviar o olhar envergonhada e abrir a boca como quem vai dizer algo, mas depois ela pareceu pensar melhor e simplesmente sorriu. “Nos vemos em breve.” Ela disse, levantando o olhar até o dele, e o sorriso se alargando no rosto dela.
Shikamaru sorriu involuntariamente, pensando em como aquele sorriso dela lhe era precioso. Não importava quanta dor ele estivesse sentindo a qualquer momento, ver aquele sorriso sempre lhe trazia leveza ao seu coração.
Ele desejava, dentro de si, que ele pudesse ver aquele sorriso para sempre.
Notas finais
Quem sabe em outro momento eu poste mais?
Tudo depende da recepção deste, e do meu tempo...
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