Notas iniciais
Sou Amianto e é muito legal conhecer você. Espero realmente que você goste do que irá ler logo abaixo. Os nomes dos capítulos não tem relação com o conteúdo.

Sempre que eu me sentia confusa/triste/pra baixo eu corria pros sebos perto de casa, esse era um dos motivos que fazia a última casa que morei com Mary a minha favorita.

Sebos tem um cheiro que me transmite a ideia de mofo, abandono, calma, paz então fico totalmente me sentindo no meu lar e, Meu Deus, preciso de calma nesse momento. Charles era bonito mas isso não podia significar que eu estava sentindo tesão no meu próprio pai. Não podia.

— Doentio... — Sussurro passando os dedos pelas lombadas dos livros da estante sem realmente prestar atenção. Tudo bem que eu saía com homens mais velhos quando tinha 14 anos e namorado um homem que deveria ter o dobro da minha idade mas sentir algo por Charles era tão sujo e errado.

Um estrondo e risinhos me acordam: um casal havia derrubado uma pilha de livros.

— Imbecis... — Digo olhando com mais atenção pro casal: garota era uma ruivinha bonita e seu consorte era um tipão musculoso e moreno, a estúpida rir e o gostosão recolhe os livros sobre o olhar descontente da velha do balcão.

Reviro os olhos pra cena e a ruiva me pega fazendo tal sinal de reprovação;fico extremamente envergonhada e volto meu rosto pra estante. Odeio quando me veem fazendo algo do tipo.

— Com licença — Uma voz melodiosa se dirige a mim e viro-me por inteiro. Era a ruivinha que de perto não era tão ruiva e sim com cabelos acobreados e lindos. Como ela se aproximou sem eu ouvir os passos? Eu devia estar no meus pensamentos incestuosos quando ela se aproximou, é, era isso que tinha acontecido. Ela me olhava como se esperasse que eu falasse, droga, eu havia entrado no piloto automático novamente mas, Graças a Deus, a ruiva retornou a repetir a frase numa fluidez invejável a qualquer Lady inglesa — Você deve ser Teresa.

— ...

— Sou Rennesme — E tocou minhas faces com estalados beijos, eu não a conhecia e se conhecesse uma garota tão bonita quanto ela, haveria saudação com um beijo de língua e não cândidos beijos nas bochechas.

— Nessie, ela não nos conhece — O grandão, que estava ao seu lado e eu não percebi, falou pra tal Reneesme com um tom carinhoso de namorado e me encarou com um sorriso quente. — Sou Jacob. filho do Billy Black, você deve conhecê-lo junto da pescaria do seu pai.

Concordo com a cabeça com meu melhor sorriso simático de quem gosta muito de conhecer novas pessoas e pergunto sobre Billy e sobre a pescaria o que rende uma conversinha mole de dez minutos até Jacob soltar a famosa frase:

— Você parece muito com sua irmã.

— É incrível. — A bonitinha fala alto com uma animação genuína, isso é uma pena que seja bonita e tolinha como um pássaro e meu interesse em beijá-la murcha. Não beijar pessoas tolas é uma das minhas regras, elas normalmente confundem as coisas e enchem meu saco.

— Obrigada. — Encolho meu ombros e comprimo meus lábios, era o sinal de desconforto que tento treinar há décadas. Eles entendem o recado e se despedem:

— Foi muito legal te conhecer, Teresa — Nessie toca meu rosto e sinto que ela realmente está feliz em me conhecer e me sinto mal por achá-la tola. Ela só era uma garota satisfeita com a vida, não há pecado nisso.

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No fim, levo uma dúzia de livros sobre contos/poemas e o volume de GOT que me faltava. Gasto quase todo o dinheiro mas me sinto extremamente satisfeita. Agora eu teria o que fazer nos dias solitários.

— Dracarys....Dracarys... — Digo inúmeras vezes enquanto ando em direção ao ponto de ônibus, adoro como a palavra soa estridente e rouco nos meus lábios. Um sotaque que tento imitar.

Draca...MEOW

Havia pisado no rabo de um gato, coitadinho, e agacho-me para afaga-lo. Antigamente eu era louca por gatos até minha mãe me proibir por ''encher o sofá de pelo''.

O gato preto me segue até o ponto de ônibus e eu deixo porque posso imaginar que aquele é meu Meia-Noite e sou a leve Teresa que usava batons vermelhos e participava do clube de defensores da natureza.

O falso Meia-Noite se esfregava nas minhas pernas e quando percebei já havia três gatos no ponto; agacho-me sem importar o quão patética estaria parecendo ou se meu cofrinho apareceria no movimento.

Sou um imã pra gatos, sempre que acaricio um de rua acaba aparecendo vários pra receber carinho. Sempre assim.

— Eles parecem gostar de você.