Shiver
1 Único.
Notas iniciais
“Yuruga nakatta mono o
shinjiru koto o wasuretaku nakatta kara
tonari ni inakereba ima sae nijin de yuku”
Shiver.
Chovia. As fortes gotas que se quebravam no vidro da janela abafavam o som vindo do cômodo. A cada cinco minutos, um relâmpago iluminava a sala escura. O barulho estrondoso fazia os ombros do pequeno se encolherem ainda mais.
Chorava. Engolia forte, tentando parar, mas era tudo em vão. Uma hora, soltava tudo o que havia agüentado, e gritava, dando socos no braço do sofá, jogando almofadas ou qualquer outro objeto longe. Mais uma vez, levava as mãos à cabeça, ajoelhando-se, e derramando gotas ardentes.
Sozinho.
Custava a acreditar que o que lhe acontecia era real. Parecia que as lembranças que vinham forçadamente à sua mente eram memórias de um filme perfeito. Parava, olhava para as próprias mãos, odiando-as. Queria pegar uma faca e arrancá-las. Desenvolvera nojo de si próprio.
Não foram nem dez minutos de conversa. Lembrava de cada palavra dita, e cada palavra escutada. O maior tentava argumentar de volta, mas ele simplesmente não queria mais o escutar. Fora levado pelas conversas dos amigos. Quando vira, já havia perdido a confiança em seu amor.
- Ru, você precisa me escutar! – dizia pela sétima vez. – O que você ouviu não é verdade, acred-
- Eu já ouvi essa história muitas vezes. – Sorria amargamente. – Eu não quero saber disso... Você me enganou, agora quer voltar!
- Ruk-
- Não me chame mais desse jeito! – evitou olhar nos olhos, pois as lágrimas já transbordavam seus olhos. – Aliás, não ouse citar meu nome novamente. Isso tudo acabou.
- Mas... espere! – correu até o menor, que já o deixava para trás, segurando seu braço. – Acredite em m-
- Chega, Akira, chega! – Virou-se bruscamente, dando um tapa no outro. – Não quero saber, pare de insistir! Foi você que fez isso, foi você que... que... Apenas, apenas esqueça!
Não conseguia evitar em lembrar. Cada palavra e ato era uma lágrima. Não sabia o que fazer, parecia não sentir mais o batimento cardíaco. Mas mesmo assim, sentia uma dor enorme no peito. Gemeu de dor, apertando a camisa.
Pensou em se redimir. Fazer algo útil, como um último ato em sua vida miserável. Apenas calçou os sapatos e saiu do apartamento, sem as chaves. O porteiro não comentou nada, mas o observou através dos óculos escuros. Sua aparência era de um rapaz depressivo.
Caminhava pela calçada – com a chuva agora reduzida em uma garoa – sem vida nos olhos. Olhava fixamente para frente, não prestava atenção em nada. Esbarrava nas poucas pessoas que caminhavam naquele frio. A pele do antebraço, descoberta, arrepiava-se.
Quando chegou, ergueu o olhar para o altar do templo. Era um lugar maravilhoso. Passava uma sensação de conforto e relaxamento. Sentiu-se um pouco melhor; ajoelhou-se, fechou os olhos, e descarregou todo o peso em palavras.
No meio de sua oração, não agüentou, e chorou novamente. Apoiava as mãos no chão. Queria sumir, desaparecer e achar uma forma de não sentir dor. Seria melhor, ninguém ligaria. Achariam apenas que fizera uma viagem longa, e com o passar do tempo, esqueceriam de si. O aperto aumentava.
Levantou-se e voltou a andar, agora sem rumo. Parecia que não tinha mais casa, esquecera onde morava. A chuva agora voltara a ficar forte, de modo que ficou ensopado rapidamente. Encolheu-se, mas continuou andando, deixando as pernas o guiarem.
Sentiu falta de ar. As lágrimas salgadas se misturavam com as gotas de chuva, o frio o deixava gélido, a visão estava embaçada. Os pés não agüentaram, e ele logo estava sentado em uma escadaria, na entrada de um prédio. Espirrava sem parar.
Olhou para o céu, carregado de nuvens escuras e amedrontadoras. A cada minuto, um brilho aparecia, seguido de um barulho enorme. Assustava-se com aquilo. O barulho lembrava o tapa, fechava os olhos com força e voltava a soluçar.
Em seu apartamento, o celular tocava constantemente. 5 chamadas não atendidas.
- Ruki? – Ouviu-se uma voz conhecida, vindo de dentro do prédio. – Meu Deus, Ruki, o que você faz aqui? Está molhado!
- Uruha... – olhou para o amigo, sem nenhuma reação.
- Ruki, ei, venha cá! – Ajudou o amigo a se levantar, entrando novamente no prédio.
Chegando ao apartamento no primeiro andar, deixou-o no sofá e foi pegar uma toalha.
- Mas afinal de contas, o que você queria fazer? – Seu amigo Uruha gritava do outro cômodo. – Deu a louca, e saiu andando na chuva pensando que poderia se livrar de tudo? Ru, você não pode fazer isso, vai arriscar sua própria vida!
- Ah, Uru... – O pequeno não dizia nada, apenas se encolhia mais no sofá. – Não quero mais permanecer naquele apartamento, ele me dá agonia...
- Mas não é por isso que você precisa sair na chuva. – Colocou a toalha em volta do corpo do amigo, e em seguida um cobertor. – Podia me ligar, eu iria lá e vínhamos até meu apartamento, ou então outro lugar, sei lá... Mas no meu carro.
- Não precisava, Uru... Já causei muitos problemas a vocês. – Secou o rosto e apertou o cobertor contra si.
Ficaram uns minutos em silêncio, Uruha olhando para o chão, Ruki com os olhos fechados, tentando engolir o bolo formando-se na garganta novamente.
- Vou fazer um chá para você. – Uruha disse, e depois fez-se um silêncio pelo cômodo.
Despejou o líquido fervente em uma xícara de porcelana, colocando em uma bandeja e levando até a sala, entregando para o menor. Este se sentiu aquecido, e sorriu levemente.
- A quanto tempo não o vejo sorrir como antes, hm? – Uruha olhava de um jeito um tanto maternal para o outro. – Era um tempo tão bom.
- Eu gostaria de voltar no tempo, Uru. – O pequeno colocou a xícara na mesa de centro. – Mas minhas ações não me permitem realizar tal ato.
- Ru... como assim? Você acha que não vai ter o perdão dele? – Sentou-se ao seu lado.
- Eu não acho, Uru, eu tenho certeza. – uma lágrima rolou pelo rostinho branco. – Eu o machuquei tanto... Eu preferi acreditar em um bando de mentiras do que nele próprio. Todos vocês estavam tentando abrir meus olhos, mas eu já havia afogado naquele mar de ilusões... Ah, Uru!
O pequeno desabou em lágrimas de novo, usando o peito do amigo como apoio. O mesmo apenas afagou seus fios úmidos, engolindo o choro que viria junto. O telefone tocou.
- Sim... Ah, oi Aoi¹. – Uruha dizia, ainda com Ruki abraçado a si. – Sim... ele está aqui, por quê? O quê? Quando? Ah, senhor! Espere, já vamos pra lá!
Desligou o celular, e Ruki já o encarava.
- O que foi? – o menor dizia, olhando sem entender.
- Ru, por acaso na sua rua tem ocorrido muitos assaltos ou brigas? – Uruha ignorou a pergunta feita pelo outro.
- Ah, bem... sim, muitos já levaram tiros, ou então frequentemente escuto brigas na rua e-
- Venha, vamos para sua casa! – Uruha pegou o menor pela mão e saíram do apartamento às pressas.
- Calma, Uruha, por quê? – Ruki tentava acompanha-lo com o andar.
- Você está com seu celular aí?
- Não... deixei lá dentro. Por quê?
- Temos que ir rápido, Aoi vai chegar aqui logo logo.
Foram até a entrada do prédio, e ambos permaneceram calados. Uruha com uma expressão preocupada.
- Ah, Aoi, finalmente. – Uruha avistou o carro preto virando a esquina, e já saiu em disparada para fora do toldo. – Venha, Ruki.
Entraram no carro, Uruha no banco de passageiro, e Ruki no banco de trás. Aquilo estava ficando cada vez mais confuso.
- Conseguiu falar com ele? – Uruha perguntou, colocando o cinto de segurança.
- Não. Falei com a mãe dele, ela disse que ele havia saído para ir à casa de um amigo, fazer as pazes.
- Ah, meu Deus... Vamos, rápido. Ruki, você está com as chaves do seu apartamento?
- Não. Deixei lá também... – olhava sem entender para os colegas.
- Bom, sua casa não é longe da minha, já já chegamos.
- Querem me explicar o que está acontecendo na minha casa?
Os dois se olharam, e Uruha virou-se para trás.
- Ru... o Reita está lá. Ele foi pra lá faz uns minutos. – Uruha dizia um pouco aflito. – Ele queria te rever. Ele estava quase chegando a um ponto crítico, quase como você. Ele não agüentou e foi pra te pedir desculpas e tudo mais. Porém o Aoi viu em um noticiário que na rua da sua casa houve um assalto, e a vítima foi esfaqueada. Então...
Não conseguiu terminar a frase, o pequeno entrou em choque. Saber que o outro não o odiava e que queria vê-lo o deixou extremamente feliz, mas saber que houve um assalto em sua rua, e a vítima poderia ser ele, o deixou em um estado de choque.
- Então... vamos, vamos pra lá! Corra, Aoi, por favor! – Ruki dizia, saltando do banco e olhando para as ruas. – Ah, meu Deus, e se foi ele mesmo? A culpa é toda minha que não estava lá!
- Ru, calma, não é sua culpa... Ah, ali! É a polícia! – Uruha disse, vendo duas viaturas fechando a rua.
Aoi encostou o carro uma esquina antes, e correram até lá. Era uma cena desagradável: as viaturas fechando a rua em frente ao seu apartamento, os policiais apontando suas Calibre 38, outros negociando. Um homem com um lenço cobrindo parte do rosto na janela, segurando o refém fortemente no pescoço.
Sua janela, de seu apartamento. Seu refém, seu amor.
- Meu Deus, é o Reit- Ruki! – Quando se deu conta, o menor estava indo em direção ao seu apartamento.
Os policiais intervieram, parando o pequeno. Ele ignorou e continuou andando, subindo as escadas.
- Ei garoto, saia daí! Isso é um caso especial, pode levar um tiro!
- É o meu apartamento e o amor da minha vida ali. Que se foda um tiro. – Abriu a porta de entrada, e apertou o botão do elevador.
Uruha e Aoi não sabiam o que fazer, se iam com ele, ficavam com os policiais para dar informações, ou simplesmente ficavam olhando.
Abriu lentamente a porta do apartamento, sem fazer nenhum barulho. Viu que aquele refém que o assaltante segurava era uma farsa, pois viu o seu amado em um canto, com as mãos na região das costelas, a camisa encharcada de sangue. Seus olhos pesados, fechados.
Queria correr até ele e ajudá-lo, pedir desculpas, amá-lo. Estava prestes a fazer isso, quando um outro assaltante saiu de um outro cômodo e o avistou.
- Ei! – gritou, e o assaltante na janela olhou para trás também. Ambos sacaram uma arma do bolso. – O que você pensa que tá fazendo? Hã? Ou explica ou morre, moleque, fala logo!
- Eu só vim falar com ele. – olhou para o outro deitado no chão.
- Ah, tá zoando comigo né? – Um deles riu amargamente. – Só falar? Nem quer pegá-lo de volta? Bom, se for assim, pode ir. Só que tu também não vai embora não.
- Não tem problema, vou ficar do lado dele. – Ignorou os dois como se fossem pessoas normais no seu apartamento.
- Ei... – o outro largou o amigo fingindo de refém. – Por acaso vocês são namoradinhos? Porra, que nojo.
Não respondeu, ajoelhou-se do lado do outro, e segurou seu rosto.
- Rei. – Ruki sussurrou, esperando que o outro respondesse. Não escutou nenhuma resposta. – Rei...
- Ta...ka? – Não abriu os olhos, mas falou bem baixinho. Ruki escutou, o coração bateu mais vividamente. – Taka... é você?
- Sim – Ruki sorriu, os olhos inundando. – Sim, Reita, sou eu! Eu estou aqui, do seu lado, meu amor...
- Não... – Reita tinha dificuldades para falar. – Não, Taka, você não pode ficar aqui... Vai... Vai se machucar...
- Shh. – Encostou a cabeça no peito do maior, fingindo que aquela situação era apenas imaginação deles. – Tudo vai ficar bem, a polícia está ali fora, não há mais com o que se preocupar.
Reita abriu os olhos, lentamente, a ponto de poder ver o rostinho molhado pelas lágrimas do seu pequeno. Deu um sorriso fraco, e apertou a mão do outro, que o segurava fortemente.
- Olha aqui, se vocês não largarem essas armas e trouxerem uma boa quantia de dinheiro, tô falando, vai ter mais sangue aqui! – o homem que segurava o falso refém gritava. – Então pode falar pros seus capangas aí abaixarem as arminhas!
- O que faremos, Aoi? – Uruha olhava aflito para a janela, pensando se Ruki estava lá.
- Teremos que esperar. – Aoi falou, torcendo para que tudo acabasse logo.
Os assaltantes permaneceram naquela troca de gritos por um bom tempo, e Ruki não podia fazer nada senão continuar junto do maior, querendo que tudo se resolvesse.
Foi aí que ele reparou melhor no sangue que escorria de Reita.
- Re-Reita... você... – Ruki levantou o braço de Reita, que estava pressionando o lugar cortado. – Você foi esfaqueado, deixe-me ver!
- N-não, fique aí quieto, eu estou be- ai! – Soltou um gemido de dor ao sentir o toque do dedos frios do menor no corte enorme que tinha em sua barriga.
- Meu Deus, Reita, precisamos tirar você daqui, como faremos isso?! – Ruki desesperava-se, planejando uma rota de fuga daquele canto até a porta. Acabou falando um pouco mais alto e um dos ladrões escutou.
- Como é? – Ruki e Reita viraram-se para o homem. – Planejam... escapar? Como?
O homem soltou uma gargalhada alta, e os outros o acompanharam.
- Um grandalhão que foi quase cortado no meio e quase não abre mais os olhos, e um naniquinho que parece uma menina, conseguir passar de nós? Acho que não passariam nem de mim, sozinho e segurando uma pena! Façam o favor de calar a boca, ou eu mesmo fecho com um t-
- Não ouse... – Reita falou baixinho, mas a ponto do homem conseguir ouvir.
- Hã? Que disse?
- Não ouse... falar desse jeito... da pessoa que eu amo. – Levantou melhor o rosto e encarou o outro. – Não será perdoado.
- Quê? – O homem riu mais alto ainda. Aoi e Uruha estremeciam. – Tá querendo morrer, moleque? Já não aprendeu a lição quando levou uma faca na barriga?
- Você é que é incompetente e não consegue nem matar uma pessoa direito. Quer uma lupa? Meu coração é bem aqui. – Quanto mais Reita falava, mais aquele homem se irritava.
- Reita, que está fazendo?! Vai acabar morrendo mesmo! – Ruki dizia, desesperado.
- Ru – Reita disse, abaixando a voz, mas mantendo o olhar no homem. – Ele vai ficar nervoso, e vai pegar uma arma. Nesse momento de distração, você sai daqui. Quero que corra, saia do apartamento, não hesite, nem olhe para trás. Esqueça que eu estou aqui.
- Mas-
- Apenas faça o que eu digo. É melhor ver ao menos você são, do que ter que olhar pra esse rostinho perfeito machucado. – tocou no rosto do menor, e em seguida lhe deu um beijo fraco. – Preste atenção.
O homem olhava irado para os dois, a ponto de explodir.
- O que foi, tá tão bravo que não consegue se mexer? Também, como é gordo, não deve nem agüentar subir as escadas, e ainda mais depois de aplicar toda a força em uma esfaqueadinha que nem acertou meu coração! E se diz um perfeito ladrão?
Bastava para aquele homem. Ele soltou um grito de fúria e se jogou na parede, pegando a pistola no chão.
- Vá! – Reita empurrou Ruki, que cambaleou rapidamente até a porta.
- Reita... – Ruki olhava já no corredor para o maior, querendo continuar ali.
- Vá! – sussurrou. – Eu vou ficar bem, vá. Eu te amo.
Ruki estava prestes a correr, quando viu a polícia vindo à tona pelo corredor. De alguma forma, eles conseguiram passar, e já estavam vindo prender os ladrões, graças a Deus.
- O-O que? – um dos homens olhou assustado para os homens da polícia, que entravam no apartamento. – Então, então foi por isso que vocês ficaram me enrolando, para que esses... ele pudessem vir pra cá?
O homem centralizou seu olhar no do pequeno.
- Foi você. Você avisou a eles. – a polícia já ordenava para eles se ajoelharem. – Vai ver.
Tirou lentamente a pistola do bolso, apenas Reita viu. Arregalou os olhos e levantou-se.
Pá!
Pá!
Pá!
Três tiros seguidos silenciaram aquele pequeno apartamento. A polícia atirou de volta, imobilizando os três homens. Aoi e Uruha chegaram ali sem fôlego.
- Ah, Ruki! – Uruha abraçou o pequeno, que estava parado, sem reação. – Que bom, que bom que você está aí!
- O Reita está lá dentro, né? – Aoi ia entrando no apartamento. – Vamos lá peg-
A polícia estava revistando os outros cômodos, só havia quatro corpos, deitados ali. Três dos ladrões, e o quarto...
- R-Reita... – Aoi correu até o amigo, que estava jogado no chão. Além do corte no lado direito da barriga, a camisa tinha três furos. – Ah, Reita, por favor.
- R...
- Não, não se esforce. Cadê a porra da ambulância?
- R...u...
- S-sou eu! – Ruki voou para o apartamento, jogando-se ao lado de Aoi. – Diga, diga, meu amor, eu estou aqui.
- ... – Reita estava incapaz de abrir os olhos, mas sorriu ternamente.
- N...Não... – Os olho do pequeno enchiam-se de lágrimas novamente. – Não, não, meu amor, está tudo bem, você... você vai ficar bem! A ambulância já está vindo! Não... não se preocup-
A mão gélida de Reita tocou a sua; ele a apertou firmemente. Era possível escutar o barulho da multidão do lado de fora, e os policiais traziam mais dois apreendidos. Aoi se retirou, e foi junto com Uruha prestar depoimento. Estavam apenas os dois ali.
- Reita... Reita, por favor... – Ruki manteve a mão do maior em seu rosto, tentando aquecê-la. – Você não pode me deixar, não agora que eu estou do seu lado novamente...
- S...ó... não... v...á faz...fazer nenhuma... bes...te...ira... – Disse, lentamente, e sorriu novamente. Ruki agora apertava a mão do maior.
De repente, a força do aperto de suas mãos sumiu. O sorriso do maior permaneceu ali, e o pouco que seus olhos estavam abertos, se fechou. O chão que estava bem embaixo de Ruki sumiu.
A chuva voltou a ficar forte, e um trovão, com sua luz, iluminou o rosto de Reita, banhado em lágrimas.
O pequeno voltou a soluçar, os trovões abafando o som, um arrepio a cada barulho.
~
¹: coisa boba minha. Euri com isso. Ah, oi Aoi = aoi aoi -q PAREI.
Notas finais
Então... Tia Yuu surgiu com uma oneshot, para dar uma acalmada nas leitoras de Rules. É que eu formatei meu notebook (onde atualmente estão minhas fics) e tinha colocado as fanfics no PenDrive, e... eu não sei onde o PenDrive está.
OK PODEM ME MATAR *sai correndo*
Mas eu estou fazendo backups e logo tento atualizar.
Enfim, essa oneshot, eu estou fazendo faz um bom tempo. Acho que queria postá-la no dia de Finados. Mas aí eu tinha provas finais, simulados e pá, então tive que parar. Acabei ontem.
Não achei lá essas coisas, queria basear a fic na letra de Shiver mesmo. Então saiu isso -blé.
Bom, espero que, para quem tenha lido, tenha gostado, e por favor, mande sua crítica, obrigada.
Bgos da tia yuu.
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