Notas iniciais
Boa taaarde!!! *---*
Boa tarde~

Almoçaram no típico barulho da casa dos Yamanaka, todos riam e conversavam alto, e o assunto do dia, ironicamente, era amor. Ino não parecia nem um pouco interessada, ficou fitando seu prato, perdida em pensamentos enquanto sua mão usava o garfo pra revirar a comida no prato.

Quando terminaram de comer ela foi pro jardim, Tenten a seguiu. A loira sentou na sombra de um velho carvalho na beira do lago, estava encostada no tronco largo e abraçava os joelhos, escolhida. A morena estava deitada na grama, usava o braço como apoio da cabeça.

-O que é tão complicado hein? – perguntou Tenten – Só diga a ele que o ama! Que quer ficar com ele até o fim da sua vida! Só isso!

-Se fosse tão simples assim você já teria dito isso pro Neji!

-O caso é diferente. Gaara te ama e você o ama. Eu não tenho um amor recíproco por Neji.

-Você que pensa. Deidara ouviu uma conversa dele com o Lee, não parecia que não era recíproco. – respondeu a loira maliciosamente.

-Por que ele estaria falando com o Lee sobre isso? – perguntou ela, havia um brilho de esperança nos seus olhos.

-Sei lá. Eles não são tipo... Amigos...?

-São, mas... Neji não é o tipo de pessoa que conta essas coisas.

-Vocês dois são dois lerdos. Dizem que se odeiam, mas no fundo se amam, então porque demônios não assumem logo que se amam e param com essa novela mexicana? – perguntou quase irritada, ela falou aquilo pra amiga, mas era como se tivesse falando pra ela mesma.

-Ouviu a convicção na sua voz? – perguntou a morena olhando-a meio incrédula e meio alegre, parecia maliciosa – Siga seu próprio exemplo.

-Deidara me disse pra esperar Gaara vim de novo e contar tudo.

-Pra que esperar? Você tem duas pernas que funcionam perfeitamente bem, vai até ele e conta tudo.

-Temari está em casa. Não vou falar nada com ela de platéia.

-Eu tiro ela de lá.

E como prometido a morena foi até a casa dos Sabaku e tirou a loira de lá, chamou-a pra dar uma volta, pelos velhos tempos.

Ino viu as duas saindo e foi até a casa do ruivo, tocou a campainha e a porta logo foi aberta, ele estava com a mesma calça branca de mais cedo, os pés descalços e ainda sem camisa, qual era o problema dele com as camisas? Nem estava fazendo calor, ele parecia querer provocá-la.

-Olá, vizinha! – disse ele no seu melhor tom sedutor, por que ela nunca notara que sua voz sempre fora baixa, aveludada e tão sexy daquele jeito? – Deu saudade?

-Você é tão exibido... – falou entre dentes.

-Você é tão linda. – disse simplesmente, tinha um sorriso sorrateiramente meticuloso em seus lábios.

-Você é tão idiota... – a cada frase que ela falava dava um passo à frente e ele um atrás.

-Você é tão graciosa.

-Você é tão metido... – e mais um passo.

-Você é tão meiga. – ali havia um pouco de ironia, o que a deixou com mais raiva.

-Você é tão imbecil, Sabaku! – berrou dando mais que um passo, foram vários, seu dedo o cutucou a cada palavra, ele tropeçou enquanto andava pra trás e caiu, levando-a consigo.

-Você é tão apaixonante, Yamanaka. – falou invertendo a posição, ficando por cima dela – E é toda minha. – falou dando um beijo em seu pescoço. Ela queria empurrá-lo, jogá-lo, espancá-lo, mas o único músculo de todo o seu corpo que conseguia trabalhar no momento era sua língua que dançava uma canção muda com a língua dele. Quando deu por si seus braços já estavam em volta do corpo dele, os joelhos dele estavam um a cada lado de seu quadril, apoiando o corpo dele enquanto suas mãos seguravam o rosto dela, estavam loucos de desejo, completamente apaixonados. A porta ainda estava aberta e qualquer um que passasse por ela podia ver a cena, mas eles não ligaram pra isso.

Quando se separaram pra buscar ar, estavam ofegantes, ele colou sua testa na dela e ficaram por um bom tempo fitando os olhos um dos outro, tinham sorrisos satisfatoriamente felizes esboçados nos lábios.

-Você não sabe quanto tempo esperei por isso. – disse ele fechando os olhos, sentindo a respiração dela diminuir de velocidade enquanto se acalmava.

-Eu não posso dizer o mesmo. – falou risonha. Um dos cantos dos lábios dele se repuxou formando um sorriso lateral, ainda de olhos fechados levantou-se, ao abri-los estendeu a mão pra ela e quando ela pegou, puxou-a propositalmente forte demais, fazendo-a se bater contra seu peito quente e desnudo – Você não sabe ser mais calmo? – perguntou com certo desdém. O ruivo era agressivo de um jeito bom e ela amava aquilo, mas ele não precisava saber, como tudo que ela realmente pensava dele.

-Você não faz o tipo de garota que gosta de cautela. – por mais que ela tentasse esconder, aquele ruivo sabia tudo sobre ela – E eu não faço o tipo de cara cauteloso. – disse partindo pra mais um beijo ardente. As mãos dele trabalhavam na nuca e nas costas dela brincando com os fios dourados, as mãos dela simplesmente o abraçavam, ele tinha aquele beijo urgente e desinibido, mas ao mesmo tempo tinha carinho e cuidado pra não machucá-la, era incrível como se encaixavam bem e suas bocas e línguas sabiam exatamente pra onde ir.

-Caham... – pigarreou alguém entrando na casa. A loira congelou, como um bandido sendo pego no flagra pela policia. O ruivo simplesmente virou-se pra porta, onde uma garota, de curtos cabelos loiros e olhos verde-musgo, estava de braços cruzados como se esperasse algo.

-O que foi, Temari? Não vê que estou ocupado? – ele parecia um tanto quanto irritado.

-Ai, Tema... É só você... – falou a outra loira quase tendo um troço.

-Peço desculpas ao casal. – ironizou ela – É que o irmão mais velho da moça está procurando por ela.

-Não acredito... – balbuciou a garota arrumando seu cabelo desajeitadamente, a outra loira parecia se divertir com a cena.

-É brincadeira, Ino. – disse quase gargalhando, a outra deu um suspiro aliviada – Onde está o abraço da sua velha amiga? – perguntou abrindo os braços pra ela.

-Ai, Tema... Você quase me matou de susto... – disse abraçando-a.

-O que foi aquilo que vi no tapete da minha sala? Você é minha nova cunhada ou só um passatempo? – a Yamanaka olhou pro ruivo em busca de uma resposta, ela arqueou uma das sobrancelhas, como se o desafiasse a contar.

-Provavelmente sua nova cunhada, depende dela. – respondeu o rapaz.

-Depois do que vi ali não sei se existe um “provavelmente” nessa frase, me deu até calor viu...

-Onde anda o Shika pra apagar teu fogo? – perguntou a outra garota.

-Não começa, garota! O que Shikamaru e eu tivemos não passou de um amor infantil.

-Ahan... – desdenhou a outra loira – Ele ainda guarda uma foto sua na carteira... Tão clichê...

-Guarda é? – perguntou ficando boba – Ah, bem... Que culpa tenho se consegui enlaçá-lo? – contornou tentando disfarçar.

-Você podia ao menos dar uma ligada pra ele, sabe como Shika é... Vai se derreter todo.

-Quem sabe... Depois decido isso...

-Ok então... Bom, eu já vou, até mais Tema. – deu uma rápida olhada no ruivo e seguiu pra porta.

-Meu beijo de despedida? – perguntou ele fazendo uma cara quase de cachorro sem dono.

-Beijo? Você beija muito mal, Sabaku. – ela só queria provocá-lo, ela era tão ótima nisso quanto o beijo dele foi ótimo pra ela.

-É mesmo? – ironizou – Bem... Talvez eu só precise de outra chance. – e sem nem pedir permissão simplesmente aproximou seus lábios e selou um beijo apaixonado do qual ela retribuiu igualmente apaixonada. Quando se separaram, ela lançou-lhe um olhar sonso e deu-lhe um tapa na cara.

-Cretino. – falou calmamente voltando pra sua casa.

O ruivo ficou lá, vendo-a partir, massageando o local do tapa, sua irmã estava observando tudo de dentro da sala.

-Olha... Tenho que admitir que o amor de vocês é curioso.

-Eu posso não entender o que se passa na cabeça das mulheres, mas ela está louca por mim.

-Ai como você é exibido, Gaara! – falou jogando uma almofada nele.

...

-O que aconteceu com o plano “Eu tiro ela de lá”? – perguntou a loira pra amiga.

-Não tive culpa! Ela disse que tinha que voltar pra terminar de desfazer as malas!

-Por que você não tentou detê-la?

-Ela pegou você e o ruivinho num momento tenso foi? – perguntou maliciosamente.

-O que aquele cretino fez com você? – perguntou Deidara. Estavam os quatro no quarto da loira, debatendo sobre o acontecido.

-Cretino? Você não estava do lado dele? – perguntou Tenten.

-Depende do que eles fizeram. – Sasuke não havia se pronunciado ainda, estava apenas olhando.

-Não fizemos nada demais, pra sua informação.

-O que é “nada de demais” pra você? – perguntou o loiro.

-Deida, eu posso cuidar da minha vida sozinha. – garantiu a loira.

-Mas conta o que vocês fizeram. – insistiu a morena.

-Bem... Não fizemos nada além de um beijo.

-UM beijo? – perguntou Tenten enfurecida – Só UM?

-Vocês não passaram aquele tempo todo dando só um beijo – disse o Uchiha incriminando-a.

-Juro que foi só um! – disse erguendo o dedo mindinho, como sinal de seu juramento.

-Mentirosa. – berrou Tenten batendo-a com seu próprio travesseiro – Tentou nos passar a perna!

-Como é que é?

-A gente tava vendo tudo, besta. – disse Deidara com um sorriso vitorioso – Você mentiu pro seu irmão! – acusou com cara de cachorro sem dono.

-Se já sabiam pra que perguntaram? – perguntou a loira tomando o travesseiro das mãos da amiga e batendo nos outros três de uma vez só.

-A gente só queria saber qual era a sua. – respondeu o moreno sorrindo, provavelmente da cara constrangida dela.

-Idiotas... – murmurou ela afundando o rosto no travesseiro.

-Vamos, agora assuma que está louquinha pelo ruivo sedutor de belos olhos verdes. – insinuou a morena – Sabemos que você está.

-Então não precisam ouvir. – falou a loira, o som de suas palavras saiu abafado pelo travesseiro.

-Deidara! – berrou uma voz furiosa que vinha do andar de baixo.

-Ops... Esqueci totalmente do Sasori.

-Vão sair? – perguntou a loira.

-Vamos resolver umas “paradas” aí. Itachi está indo junto. – falou pro moreno que lhe respondeu apenas com um aceno de cabeça.

-Quanto tempo mais vai me fazer esperar? – berrou a voz novamente.

-Ele deve tá bem estressado, é raro ouvir Sasori levantar a voz... – comentou Tenten sorrindo – Vai logo, Deida, antes que ele corte você em cubinhos.

-Já vou! – berrou o loiro – Tchau, gente. – falou saindo.

-Vamos fazer algo divertido. – disse a morena animada.

-O quê? – perguntou o Uchiha dentando-se de costas no chão, parecia entediado.

-Não sei... – respondeu dentando no chão também, fazendo o abdômen do moreno de travesseiro – Jogar pedras no lago? Deitar na grama e rolar? Deve tá tão friozinho lá fora...

-Você é obcecada por aquele jardim ou o quê? – perguntou a loira encarando-a.

-Podemos tocar algo na sala de música, será que ainda está afiada na guitarra? – provocou a morena.

-Tenten. – repreendeu o moreno levantando-se, a morena caiu em seu colo ajeitando-se na coxa dele, encontrando um novo travesseiro.

-Qual é o seu problema? Se quer tanto ir lá pode ir, mas eu não preciso ir junto!

-Não pode viver a vida toda assombrada pelo fantasma do Ayato, Ino!

-Tenten, pare. – pediu o moreno.

-Não, Sasuke! Ela precisa ouvir! Ela precisa sair dessa fossa! — ela se levantou e ficou sentada de frente pra loira que estava de cabeça abaixada, seu cabelos longos e lisos cobriam metade de sua face.

-Cale a boca, Tenten! – berrou a loira olhando-a, seus olhos eram um misto de tristeza e fúria, as lágrimas estavam acumulando-se nas beiradas – Você não sabe de nada!

-O que eu sei, Ino, é que está na hora de você dar a volta por cima. O mundo gira, as coisas mudam. Vai sacrificar todas as lembranças boas por que seu irmão fatidicamente morreu?

-Você não entende. Não foi seu irmão. – agora as lágrimas escorriam pelas bochechas e pingavam no chão pela ponta do queixo.

-Eu entendo, amiga. Posso não sentir a dor que você sente, mas eu entendo. – agora ela parecia compreensiva – Você precisa superar isso. Seus irmãos conseguiram superar, cada um tem sua tristeza, mas deixam-na guardada, eles não deixaram de curtir o imenso jardim nem de tocar na sala de música que seus pais construíram com tanto carinho pra vocês se divertirem. – aquilo não era bem verdade, fazia algum tempo que ninguém entrava na sala de música — Ayato faz parte das lembranças boas de lá, você quer mesmo as esquecer?

-Só não estou pronta pra ir lá ainda.

-Quando estará?

-Chega, Tenten. Está forçando a barra. – disse o moreno.

-Ela já não é mais a mesma, Sasuke. Você lembra qual foi a ultima vez que ela saiu pra se divertir de verdade?

-Ela sai o tempo todo com a gente.

-Não estou falando de cinema e compras. Estou falando de gritaria, shows, parques de diversões. Lembra do brilho nos olhos dela quando tocava aquela guitarra?

-Não fale como se ela não estivesse aqui. – disse ele olhando a loira.

-Quer saber. Você tem razão. – disse ela levantando-se.

-Aonde você vai? – perguntou a Mitsashi. A loira nada disse, apenas saiu do quarto e os dois foram atrás dela. Viraram à esquerda e entraram num corredor de cada lado havia apenas uma porta, do esquerdo era na metade da parede e do direito era no final, entraram na da esquerda.

Notas finais
E aí?
Gostaram?
Reviews? *------*
Kissus
Miruku-chan