Shitashii Sensei
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Reita\'s P.O.V.
Eu me sentia como se um caminhão tivesse passado sobre mim, mas era segunda-feira e eu tinha que ir trabalhar. Bocejei, trancando a porta de casa e saindo, me encaminhando para a estação de metrô que ficava ali perto. Tinha que comprar um carro, e quando já estava no fim do quarteirão quando olhei pra trás, tentando não rir do que vi.
Matsumoto vinha caminhando lentamente, fones no ouvido e olhos fechados, visivelmente muito sonolento. Passou por mim sem nem me notar e já ia atravessar a rua sem nem olhar, quando um carro virou a outra esquina em alta velocidade. Segurei o mais novo pelos ombros, parando-o, antes que ele colocasse os pés na rua e virasse panqueca. O carro passou veloz, e Matsumoto abriu um olho, virando-se pra mim.
- Suzuki-san?
- Bom dia, Matsumoto. Acorde antes de sair de casa.
Ele ficou me olhando, em silêncio. Depois de quase um minuto, ele abriu o outro olho.
- Hm?
Eu ri, voltando a caminhar e guiando o menor, a minha mãe em seu ombro. Quando chegamos à estação, ele parecia um pouco mais desperto e completamente sem jeito.
- Obrigado por me acompanhar, sensei.
Sorri, negando com a cabeça.
- Você nunca foi atropelado?
- Quase todo o dia eu escapo por um triz.
Arregalei os olhos.
- E nunca se machucou?
- Ah não – ele sorriu de canto, se encaminhando para o vagão, sentando-se e reservando o assento do lado pra mim. – Acho que eu tenho sorte.
- Quem me dera ter essa sorte.
Ele apenas assentiu e fechou os olhos. Entendi aquilo como um pedido para que não o incomodasse. Não demorou muito para que sua respiração se tornasse regular, denunciando que estava dormindo. Eu me perguntava como ele conseguia ser assim distraído, e também tão diferente do que mostrava na escola. Sempre quieto e reservado.
Depois de algumas estações, senti um peso sobre meu ombro, e ergui uma sobrancelha ao ver que era a cabeça de Matsumoto. Com cuidado, retirei a sua cabeça do meu ombro, e ele apenas se remexeu, sem acordar. Parecia uma criança dormindo. Não que Matsumoto aparentasse muita idade, pelo contrário, e sua altura também não ajudava. Quando o vi pela primeira vez, achei que ele estava na sala errada. Havia sido no primeiro colegial dele.
O metrô foi se encaminhando para a estação em que desceríamos, e por mais que eu achasse que seria uma maldade, tive de acordá-lo.
- Matsumoto? Já é a próxima.
Ele coçou os olhos, bocejando.
- Obrigado, Suzuku-sensei.
- Não tem de quê. Pode-se dizer que eu estava em dívida pelo almoço de ontem.
- Almoço? Ah é, lembrei. Naka-chan sempre cozinha pra mim aos domingos, e ela faz o bastante pra durar até quarta-feira. Ela acha que eu vou morrer de fome.
Ergui as sobrancelhas. Em dois anos e meio como seu professor, aquela havia sido a maior frase que eu tinha arrancado do menor. Mas também não trocamos mais nenhuma palavra pelo resto do caminho até a escola, onde nos despedimos com um breve aceno. Até que ele era um bom garoto.
Ruki’s P.O.V.
Sentei-me na última carteira da classe, como fazia todos os dias. Não fazia questão alguma de conversar com as pessoas da minha classe. Se alguém viesse falar comigo, eu responderia normalmente, mas nada mais que isso. Eles eram muito fúteis. No ginásio, eu até tentei me enturmar, mas aquela futilidade não se encaixava no meu mundo, simples assim. As garotas discutiam entre risinhos quem havia beijado quem no fim de semana, enquanto os garotos se vangloriavam de quantas garotas haviam \"pegado\". Ridículos, todos eles. Ajeitei o fichário sobre a minha mesa, utilizando-o como travesseiro.
Só acordei com o sinal do intervalo, e apenas me remexi, arrumando uma posição melhor para continuar dormindo. Não tinha fome de manhã e não havia nada que me atraísse naquele pátio. Suspirei, olhando o horário e confirmando que a próxima aula era do Suzuki-san. Sorri, tentando me lembrar do ocorrido de manhã. Eu nem o tinha visto – muito menos o carro eu passava – de tanto sono. Mas ele fora muito gentil. Sinceramente achava que ele seria mais frio, não sei porquê. Sem contar o fato dele ser um homem atraente.
Desde o dia anterior eu me perguntava qual teria sido o motivo da separação dele e da esposa Quero dizer, até onde eu sabia, eles não estavam casados a tanto tempo assim. Será que um já havia enjoado da cara do outro? Enfim... não era da minha conta. Por mais que eu estivesse curioso.
Assim que o sinal bateu, me arrumei, acordando. Era uma das únicas aulas que eu prestava atenção ao invés de só estudar em casa. Talvez por isso eu fosse um dos melhores alunos da classe. Quando Suzuki entrou, lançou um discreto sorriso na minha direção, sendo prontamente retribuído. É, talvez fosse interessante tê-lo morando em frente à minha casa.
Continua...Notas finais
Mas não se preocupem, que eu não vou parar nenhuma história. Até porque se eu parar eu SURTO 8D~
então, até sábado *-* Ah sim, agradecimentos especiais à Hana-chan, que me cedeu o pc hoje 8D -q
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