Notas iniciais
Postei dois porque eu demorei muio pra atualizar D:

Ruki\'s P.O.V.

Estava com uma expressão nada amigável quando fui atender a porta, uma toalha enrolada na cintura e a outra nas mãos tentando enxugar os cabelos. Me perguntava se seria alguma dessas senhoras religiosas que vinham fazer pregação nas portas das casas. Eu riria muito se isso acontecesse de novo. Abri a porta, uma mão ainda secando os cabelos com a toalha, mas paralisei ao ver quem era.

- Akira?

Ele me olhou de cima abaixo, de um jeito tão predatório que imediatamente senti meu rosto esquentar. Sorriu de canto, me encarando.

- Espero que você não atenda a porta dessa maneira todas as vezes. Se fosse uma pessoa com problemas cardíacos, já teria enfartado.

Levou alguns segundos para que eu conseguisse responder sem gaguejar pela vergonha.

- Você... quer falar comigo?

Ele assentiu com a cabeça, sorrindo, e eu percebi o quão estúpida fora a minha pergunta. Se ele estava ali, era óbvio que queria falar comigo. Dei espaço pra ele entrar, tentando imaginar o que ele queria falar comigo. Podia deduzir que Nakayume havia falado com ele; conhecia minha irmã o suficiente pra saber que ela faria algo do tipo. Só esperava que ela não tivesse dito o mesmo que havia dito pra mim. Não que fosse impossível, vindo de Nakayume.

- A sua irmã foi falar comigo... e ela me disse coisas interessantes.

Sim, era o que eu temia. Fiquei encarando-o, espertando mais alguma coisa.

- Acho que ela tem razão.

Mordi o lábio, sem saber o que dizer. E antes que eu pudesse pensar, ele já estava caminhando na minha direção, uma das mãos tocando o meu rosto.

- Não vou fazer nada que você não queira.

- Esse é o problema – sorri de canto –, não tem algo que eu não queria de você.

Ele riu baixo, me puxando de encontro ao seu corpo. Eu o olhava, com certa expectativa.

- Tentador...

Minha pele se arrepiou com apenas aquele sussurro, os lábios dele percorrendo toda extensão do meu pescoço. Antes que eu percebesse, meus olhos se fecharam e um gemido baixo me escapou. Corei instantaneamente, me sentindo um pouco vulgar por aquilo. Akira meramente sorriu, me beijando com tanta intensidade como eu nunca havia sido beijado antes.

Não sabia o que eu estava fazendo ali, simplesmente correspondia, me assustando um pouco quando o senti erguendo meu corpo, minhas pernas se apertando em torno da sua cintura. Acho que era a maior loucura da minha vida, e só de ter noção disso tinha vontade de rir histericamente. E quando Akira me colocou cmo cuidado na cama, nunca fiquei tão feliz em ser tão inconseqüente.

Reita\'s P.O.V.

Eu realmente não sabia o que estava fazendo, mas tocá-lo, beijá-lo... estava tão bom que eu ignorava qualquer outro pensamento. Uma verdadeira tentação. Senti seus dedos tirando a minha camisa, as unhas curtas descendo pelas minhas costas me fazendo suspirar. Nem me reconheci, chamando pelo nome do menor quando sua boca encontrou meu tórax.

Suas mãos desceram até o cós da minha calça, abrindo-a e empurrando-a para baixo. Mordi o lábio inferior, apenas observando-o enquanto Taka corria os dedos pelo lado interno das minhas coxas, meramente roçando no meu membro.

- Você... gosta de provocar... não é, Taka?

Sua mão se fechou sobre meu membro, enquanto ele me sorria completamente sensual.

- Adoro.

Não pude deixar de conter o gemido relativamente alto enquanto sentia sua mão se movimentando em mim, lentamente. Deuses, como eu queria possuí-lo. E como aquilo era bom. Sua mão parou de se mover, e abri os olhos que nem havia percebido que tinha fechado. Taka mordeu o lábio, esticando um dos braços até a gaveta do criado-mudo, abrindo-a. Eu olhei seu interior, e acabei por sorrir pro menor, que tentava a todo custo não ficar envergonhado.

Dentro da gaveta havia um pequeno frasco de gel lubrificante e eu sinceramente não queria saber quando ele havia adquirido aquilo. Ele ficou me assistindo destampar o franco, ainda um pouco constrangido, mas acabou por sorrir marotamente pra mim, me incentivando a continuar.

Lentamente, meu dedo foi penetrando sua entrada, abrindo espaço. Suas mãos se fecharam na cabeceira da cama, gemidos escapando dos seus lábios. Estava me deleitando com aquela visão, ouvindo seus gemidos aumentarem conforme meu dedo se movia mais dentro dele. Era quase um impulso continuar com aquilo, ouvindo-o me chamar.

- Aki... se você não parar, vou terminar aqui mesmo...

Retirei meu dedo, debruçando-me sobre seu corpo.

- Desculpe... a visão era tão boa...

Taka riu, me puxando para um beijo quase violento. Quase que por instinto, comecei a penetrá-lo, gemendo na boca do pequeno. Desci meus lábios pelo seu pescoço, ainda conseguindo sentir levemente o cheiro do sabonete que ele usava. Não demorou muito para que ele desse mostras de que eu tinha que me mover, suas unhas descendo pelos meus ombros a cada movimento.

Movíamos quase em sincronismo, um quadril de encontro ao outro, as mãos se explorando e as bocas se atacando. E no mesmo sincronismo, chegamos ao ápice, quase juntos. Desabei sobre o pequeno, respirando ofegante. Aos poucos fui m arrastando para deitar-me ao seu lado, vendo-o tão ofegante quanto eu.

- Me sinto um pedófilo.

Ele riu, deitando-se de lado, de costas pra mim. Acabei por abraçá-lo, colando meu peito às suas costas.

- Você não deveria estar se sentindo... gay?

- O sentimento de pedófilo consegue ser maior.

Rimos juntos, as respirações lentamente voltando ao normal.

- Aki? – chamou, depois de um tempo.

- Hm?

- Fica.

Apenas sorri, beijando seu ombro e colando um pouco mais os corpos.

Continua...

Notas finais
Tô mesmo destreinada de lemon /hm... mas nada que não possa ser melhorado coma prática 8D~ -Q