Shitashii Sensei
4 Capítulo 4
Reita\'s P.O.V.
— Sensei... que tipo de música o senhor gosta?
Eu sorri, ponderando sobre a pergunta. Agradecia por já ser sexta-feira e por estar voltando para casa. E creio que já havia me acostumado com a companhia de Matsumoto para ir e voltar da escola.
— Primeiro, pare de me chamar de senhor, parece que eu sou mais velho do que eu realmente sou. E segundo... bem, pode não parecer, mas eu gosto de rock.
Ele me olhou longamente, me analisando., Já estava me sentindo incomodado com a intensidade daquele olhar quando ele finalmente se pronunciou.
— Acho que você foi um adolescente problem´tico e revoltado.
Acabei por rir.
— Obrigado pela parte que me toca, Matsumoto.
— Não, eu não quis ofender! — ele imendou rapidamente, aflito. — É só que... você é sempre tão gentil e tranqüilo. Me passa a impressão de já ter aprontado tudo o que podia na adolescência.
Ri mais ainda, e asté fiquei encantado de vê-lo corando, justo ele que costumava não mostrar reação alguma.
— Mas você acertou, Matsumoto. — respondi, depois de um tempo. — Aprontei muito na adolescência. Até hoje eu não sei como os meus pais me agüentaram.
— É porque eles te amam muito.
Foi a minha vez de olhá-lo, percebendo um sorriso triste no seu rosto. Definitivamente, a relação com os pais dele não devia ser das melhores. Tratei de mudar de assunto.
— Mas então, o que tem de mais no meu estilo de música favorito?
— Ah sim! É que eu vou me apresentar com a banda da Nakayume na lanchonete aqui perto. Se não estiver ocupado, gostaria que fosse.
Ele pareceu imediatamente mais animado, e eu eregui uma sobrancelha ao notar a mudança. Aquilo parecia ser realmente importante pra ele e fiquei feliz por ter sido convidado.
— Agradeço o convite, eu vou sim. Quando é?
— Amanhã, depois das oito horas.
— Eu vou sim.
— Então até lá, Suzuki-san!
Acenou, entrando na própria casa, bem animado. Certo, não era muito ético da minha parte estreitar laços com um aluno... mas ele parecia tão animado que recusar me pareceu cruel. E não aparecer seria pior ainda.
Eu não acreditava que ele resalmente fosse aceitar o meu convite, e muito menos que ele fosse aparecer. Estava espiando o público enquanto não íamos para o palco, e dali eu podia vê-lo sentado numa mesa, parecendo um pouco desconfortável. Acabei por sorrir, e não demorou muito para ouvir a risada de Nakayume atrás de mim. Virei-me pra ela, contendo a vonmtade de pegar sua guitarra vermelha e utilizá-la como arma contra a dona.
— O que foi agora, Naka-chan?
Ela abriu um sorriso tão brilhante que quase me cegou.
— Ele tá aí, ne? Você chamou e ele veio.
— O quê? Como você...? Droga, eu realmente odeio quando você dá uma de vidente.
— Mas eu não usei nenhum dom sobrenatural, apenas deduzi o óbvio. Já é a quarta vez que você olha pra platéia e fica com esse sorriso satisfeito. Só espero que você não esuqeça da letra no meio do palco.
— Sabe que eu sou mais profissional que isso, Naka-chan.
— Você só tem 16 anos, Taka.
— Só falta um mês pro meu aniversário.
— Não muda o fato de você ser o irmão mais novo aqui.
— Desculpe, senhora \"eu tenho vinte-e-um-anos-quase-dois\".
— Hey! Não fique espalhando a minha idade por aí!
Eu ri e ela começou a me empurrar.
— Já pro palco, baixinho. Não viemos aqui pra discutir idade.
— Posso te perguntar uma coisa? — disse, parando-a.
— Fala, Taka.
— Primeiro você me mandou eu tomar cuidado, depoi sme empurra pra cima do Suzuki. Afinal, é pra eu ficar com ele ou não?
Ela sorriu, misteriosa.
— Meu aviso foi porque eu tenho medo que você se machuqye. A escolha é sua.
Sorri de canto.
— Sabe, você vai ser uma péssima mãe.
— Já pro palco, Takanori!
Ri, vendo-a pegar sua guitarra ainda brava, mas sabia que não era sério. Respirei fundo, rumando com os outros integrabntes da banda para o pequeno palco, tentnado me manter calmo., Assim que subi no palco, pude avistar o sorriso de Suzuki, e só aquilo já me acalmou. Ainda vi de relance Nakayume olhar para ele e depois para mim. Ela apenas voltou sua atenção para a sua guitarra, uma sobrancelha erguida e um sorriso de canto nos lábios; sabia que ela etsava pensando o mesmo que eu.
Estava mais encrencado do que eu imaginara.
Continua...
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