Notas iniciais
Tenho algumas coisas a declarar e.e Primeiro, logo irão perceber que sou mineira e sou cruzeirense. Segundo, desculpem-me por misturar isso com futebol, tava sem ideias John/Casey :/ Porém, prometo que o assunto futebol nunca mais virá a tona! Terceiro, o próximo cap pode demorar ainda mais que esse, a Bella ta dando prioridade a outras fics e eu também tenho umas pra terminar e.e Quarto, eu não revisei e o cap ficou bem grandinho, mas ta muito lindo e.e

As gaivotas cantavam, e as ondas chacoalhavam no mar. Os grunhidos das mulheres eram ouvidos.

Olivia empurrou um pé de seu rosto antes de se levantar.

Quando se pôs de pé, viu o desastre que seu quarto havia virado.

Havia garrafas e mais garrafas de bebida perto das moças. Sua cabeça doía como se houvessem pedras gigantescas rolando e rolando no local.

Ouviu um grunhido em conjunto, e ajudou Melinda e Alex a se levantarem. Casey era a que estava pior, de todas as outras.

– O que diabos fizemos ontem à noite? — indagou Olivia.

The Girls Night, remember?– Alex retrucou, rindo. Amanda grunhiu, sentindo um peso estranho sobre de si.

Apalpou o chão e uma mão segurou a sua própria. Foi puxada para cima com força, fazendo o corpo acima de si cair no chão. Quando se pôs de pé, sua cabeça latejava. Pôs a mão no local, massageando as têmporas.

I'm pretty bad. Isso me destruiu — ela começou -, acho que nunca mais vou beber na vida.

Melinda reprimiu uma risada, e, virando-se para Olivia, sussurrou:

– Diz isso, mas daqui a duas horas já está bebendo novamente.

Olivia pôs uma mão sobre a boca, escondendo o sorriso que vira a se formar, enquanto Alex e Casey cambaleavam juntas até o banheiro.

Amanda sentou na cama, ainda massageando as têmporas. Olivia murmurou, para que Casey e Alex não a escutassem:

Girls, por que não vamos até o deck para que possamos jogar água salgada no rosto destas aí. — e apontou para o banheiro, onde Casey estava encostada na porta, massageando a barriga doída, e Alex, que tinha a cabeça encostada na privada do quarto.

Olivia fitou as duas e sorriu. Passando seus olhares para Melinda, ambas sorriram.

– Eu topo! — as três (Casey, Amanda e Melinda) disseram em uníssono, concordando com a sugestão da policial.

Alex demorou um pouco para se livrar do gosto da bile que subiu pela garganta.

– Eu topo... — saiu quase como um grito estrangulado, mas elas conseguiram entender.

••

De todas as cinco, Olivia era a mais sóbria. Casey e Alex andavam apoiadas uma na outra, e, por consequência, em Olivia. Melinda e Amanda quase rastejavam pelo chão, assim como quase todos os outros festeiros de plantão no cruzeiro. Olivia olhou para trás uma vez, para ver se Amanda e Melinda estavam muito longe, e, quando foi-se virar novamente para frente, topou com alguém.

I'm sorry, I...– ela começou.

That's ok, Liv.– ele sorriu.

– Oi, El. — ela disse, levantando as promotoras. — Sabe se o Munch e o Fin estão por aí?

– Não, eu ainda não os vi hoje. — ele respondeu — Tem alguma coisa a ver com... — Ele não terminou. Apenas apontou para as mulheres atrás da policial. Olivia riu, assentindo.

– Sim. Tem a ver com elas. — ela sorriu — Se os vir, diga que preciso falar com eles, sim?

– Sim, eu direi. — ele riu — Boa sorte, Liv.

Ela sorriu, voltando a puxar as mulheres. Elliot apenas observou enquanto elas se afastavam.

••

Sentadas numa espreguiçadeira, elas observavam o mar, vindo em ondas perfeitas, que se quebravam ao colidir com o navio em que estavam. O barulho era relaxante, era bom. Olivia sentiu mãos pequenas segurarem em suas pernas, o que a fez abrir os olhos rapidamente.

– Eli, oi... – ela sorriu, bagunçando os cabelos do menino. – Onde está seu pai? Por que está andando sozinho por aí?

O menino revirou os olhos, como se dissesse que era grande o suficiente para andar sozinho, mas, antes que pudesse falar qualquer coisa, Elliot chegou com os outros. Munch e Fin vinham discutindo sobre qual era o melhor time de basebol da história, enquanto Nick vinha caminhando calado, e Cragen ria dos outros dois. Eli correu para os braços do pai, que o levantou no ar, brincando com ele. Olivia sorriu, pedindo silêncio aos homens. Explicou-lhes o que havia acontecido, o que provocou vários murmúrios surpresos, mas continuou falando, apontando para as moças e gesticulando sobre o que acontecera. Munch foi o que fez piada, falando que, se ela havia bebido, não estava sã, e que não deviam confiar nela por aquele tempo. Olivia deu uma risadinha sarcástica, puxando-o até que estivesse ao lado de Casey.

O brilho de contentação nos olhos de Munch era tudo o que Olivia queria ver. Ele agachou ao lado da espreguiçadeira, olhando-a adormecida.

– A-há! – Olivia exclamou – Você gosta dela! Eu sabia!

John levantou num pulo.

– Claro que não, só me preocupo com ela, algum problema? – ele explicou – A mesma coisa é com você e com o Elliot!

O rubor tomou conta de Olivia. Como ele poderia saber? A resposta é: não poderia. Ele não tinha como saber uma coisa daquelas, não mesmo. Ela riu, olhando-o com desdém.

– Isso, claro que não. – ela respondeu.

Elliot coçou o queixo, e continuou balançando o filho em seus braços. Nick cruzou os braços, olhando para os outros fixamente, depois, atreveu-se a falar:

– Por que nos trouxe aqui, Liv? Todos nós? – ele perguntou, coçando os
próprios cachos.

Olivia sorriu, puxando Nick num braço e Cragen no outro. Deixou-os próximos às espreguiçadeiras de Amanda e Alex, que também dormiam. Aliás, era a única acordada dentre as cinco.

– Fiquem aí. – ela pediu.

Voltou ao local onde Fin se encontrava de pé, de braços cruzados, olhando para a espreguiçadeira que ainda não tinha alguém na frente – ou ao lado. Olivia sorriu para ele, pedindo-lhe a mão. Fin sorriu de volta, sendo puxado por ela até a espreguiçadeira de cor bege, em que havia alguém, ele sabia.

– Agora, assim que eu sair, vocês vão virar. – ela sorriu.

Eli pulou do colo do pai, pedindo colo a ela. Olivia puxou o menino pelos braços, abraçando-o fortemente. Elliot apenas observava a cena em estado de completo torpor. Era extasiante ver seu filho no colo dela, era quase como se eles fossem uma família. Ela sorriu para Elliot, que manteve o torpor, enquanto começava a se afastar.

Daddy! – ele gritou.

Elliot correu atrás deles, deixando os outros sozinhos no deck.

°°

Olivia passou pelo mesmo recepcionista do restaurante, que lhes disse que logo estariam parando na América do Sul. Eli bateu palmas rapidamente, mostrando claramente o prazer que sentia em estar em terra firme novamente.

– Em qual local? – ela perguntou, mas o homem não soube responder.

Ela deu de ombros, ignorando a falta de informação que compartilhavam no navio. Apesar de tudo, ela deixou Eli no chão, virando-se para Elliot. Cochichou algo no ouvido dele, o que fez Eli formar uma expressão emburrada.

°°

De volta ao deck, Olivia e Elliot já haviam deixado Eli com algumas crianças num centro de recreação. Vendo que já não havia ninguém ali além deles, Olivia permitiu-se desmoronar de cansaço. Agora era a vez dela de ter a cabeça latejando. Elliot a amparou quando os joelhos começaram a fraquejar.

– Tudo bem, Liv? – ele perguntou, acariciando os braços dela. Ela se afastou rapidamente, vendo, ao longe, terra. Elliot sorriu para ela, pelas costas. Aproximou-se dela, abraçando-a por trás. Olivia retesou os músculos, mas relaxou ao sentir que ele não tinha segundas intenções com aquilo.

É apenas um abraço, certo?, ela se perguntava.

– Quer almoçar comigo? – ele perguntou.

– Sim, aceito. – ela sorriu para a paisagem.

Elliot apertou os braços ao redor da cintura dela, encostando sua cabeça no vão do pescoço dela, o que a fez se arrepiar levemente. Olivia sorriu novamente, sentindo o calor que emanava dele penetrar em si por cada poro de seu corpo. Um sinal de som grave ecoou pelo navio, e eles puderam escutar vários passos e vozes de diferentes timbres vindo em sua direção. Elliot soltou Olivia, que virou-se de frente para ele. Sorrindo um para o outro, eles se separaram por alguns centímetros, não tendo motivos para serem comparados a um casal – o que não eram – naquele momento.

°°

Ao descerem, Olivia recebeu a ajuda de Nick e de Elliot, que já haviam descido. As outras mulheres já estavam em terra. Quando seus pés encontraram a terra, ela cambaleou, recebendo ajuda de Elliot, que a amparou.

– Como vamos fugir deles? – indagou Elliot, sussurrando ao pé do ouvido dela.

Olivia olhou para eles, que conversavam alegremente no meio da multidão.

– Podemos sair correndo, agora. – ela sorriu. Elliot segurou numa das mãos dela, puxando-a para longe. Olivia segurou-se para não rir e estragar tudo. Ele passou um braço pela cintura dela, correndo no mesmo ritmo dela. Ambos se entreolharam, rindo alto.

Olivia olhou para trás, tendo certeza de que não sairiam atrás deles. Riu mais uma vez, jogando a cabeça para trás.

°°

Ambos estavam deitados na areia, depois de uma longa caminhada na praia.

– Porto Seguro. – a morena disse forçadamente, uma vez que tinha muito sotaque americano. – Can you believe it?

– Não, eu realmente não posso. – Elliot respondeu, enquanto passava a mão pelos cabelos da ex-parceira, que tinha a cabeça encostada em seu braço. – Você sabia que meu sonho era visitar o Brasil?

Really? – Olivia perguntou, Stabler sorriu e confirmou com a cabeça. – Bem, é realmente muito bonito.

A partir daí, ficaram em silencio. Não era um silencio desconfortável. Era a forma de eles aproveitarem a presença um do outro.

°°

Nick e Amanda também estavam caminhando na praia, procurando pelos dois amigos, a fim de almoçarem todos juntos. Conversavam alegremente e observavam a bela paisagem a sua frente.

– O que exatamente aconteceu ontem à noite? – Amaro perguntou, querendo ouvir com as palavras da detetive.

– Por que você acha que algo aconteceu ontem à noite? – Rollins lhe deu um olhar desafiador.

– Simplesmente por que vocês pareciam ter sido atropeladas por um ônibus. – brincou o moreno, rindo.

Hey! – disse, dando um tapa no ombro do amigo. – Eu odeio te dizer isso, mas... é confidencial.

– Você não acabou de me dizer isso! – o detetive respondeu rindo.

Yes, I did. – Amanda respondeu, rindo e saindo correndo.

– Você vai pagar por isso! – o outro brincou, correndo atrás da loira.

Não demorou muito para alcançá-la. Quando a segurou, acabou derrubando-a no chão, caindo por cima de Rollins.

Sorry! Did you get hurt?– tinha um olhar alarmado.

Nick, calm down! Eu estou bem. – respondeu, rindo da preocupação exagerada do amigo, que suspirou em alívio, antes de perceber a proximidade em que os dois se encontravam. Olhou dentro dos olhos azuis da detetive, que agora já revezava o olhar entre os olhos e a boca de Nick. Colocou a mão na barba rala do moreno, enquanto ele aproximava seus lábios.

°°

Cragen e Alex ficaram encarregados de achar um restaurante e pegar a mesa. Depois, mandar uma mensagem para os outros indicando sua localização. Conseguiram uma mesa para dez lugares com vista para o oceano, cortesia de ser o capitão da NYPD.

So, are you enjoying the trip?– Don perguntou, sentando-se ao lado da promotora.

Yeah, eu estava precisando disso. – Cabot suspirou, cansada.

– Todos nós estávamos. Com o que vemos todo dia, nós precisávamos de um descanso. – o capitão completou, enquanto mandava a mensagem para os amigos.

Can I ask you a question? – a loira perguntou, e Cragen assentiu. – Por que você é tão sério?

What? – o mais velho riu.

– Você está sempre tão sério, nunca sai muito da rotina. – respondeu, sem graça.

I guess it’s just who I am. – Don respondeu, após algum tempo pensando. – Why? Does that bother you?

No, not at all.– respondeu, rapidamente. — É difícil achar homens sérios hoje em dia. It's kinda sexy.– Cragen engoliu seco.

– Sexy? — os dois ficaram sem reação. Felizmente, Fin e Melinda chegaram para aliviar o clima.

Hey, what's up?– perguntou Tutuola, enquanto sentava-se ao lado de Don.

°°

Elliot e Olivia continuavam deitados na praia, praticamente na mesma posição de antes.

– Eu acabei de receber uma mensagem de Don, dizendo onde nos encontrar para almoçar. — Benson comentou, agora sentada na areia.

What?– o ex-detetive perguntou, com um tom sonolento.

Were you sleeping?– a morena perguntou, rindo.

– Não, eu estava meditando. — suspirou, fechando os olhos novamente. A detetive gargalhou.

C'mon. Levante! — exclamou, balançando o outro de um lado para o outro, que fez corpo mole e deitou-se de bruços. — Se não se levantar agora — começou, voltando Elliot para sua posição original. -, eu vou jogar areia em você.

– Infelizmente, eu não duvido que você realmente o faça. — disse, se levantando rindo.

– É bom não duvidar, mesmo. — brincou, com um olhar ameaçador, limpando a areia de sua roupa, o ex-parceiro fez o mesmo.

Wow, what dangerous woman.– brincou, antes de caminharem para o restaurante, abraçados.

Seguindo para o restaurante, cada um em seus próprios pensamentos, Olivia finalmente viu a cena que esperava ver durante os últimos dois anos.

Nick e Amanda se beijando na praia.

I knew it would happen!– exclamou, com um grande sorriso no rosto. O casal se levantou num pulo, totalmente vermelhos de vergonha.

Nice, now we have a couple!– John disse, se aproximando dos quatro, enquanto fazia um high-five com Casey.

– De onde vocês vieram? — Rollins perguntou, surpresa.

– Ah, nós assistimos a cena toda. — a promotora informou, rindo.

– Nós íamos fazer o que a Liv fez, mas eles chegaram aqui primeiro. — Munch respondeu, fingindo estar desapontado.

Sorry, bobeou, dançou. — o ex-detetive disse, e os outros três riram.

Are you guys done?– Amaro perguntou, sem graça.

– Quase. — John disse, rindo. — Amanda and Nick, sitting in a tree, K-I-S-S-I-N-G. First comes love, then comes marriage, then comes baby in the baby carriage, sucking his thumb, wetting his pants, doing the hula-hula dance! Now I'm done.– completou, com uma voz infantil.

Okay guys, let's go. Don está esperando. — Olivia riu, depois puxando a mão do ex-parceiro em direção ao restaurante.

°°

Depois de todos sentados na mesa circular e os pedidos feitos, os planos começaram.

So, what are you guys doing today?– Don perguntou, tomando um gole de sua coca.

– Eu e Fin vamos para um bar ver algum jogo de futebol. — John respondeu, empolgado.

– Como vocês sabem que vai estar passando algum jogo hoje? — Olivia questionou.

– O Brasil é o país do futebol. Deve estar passando algum jogo por aí. — Fin respondeu, esperançoso.

– Em plena terça-feira? — foi a vez de Casey perguntar.

– Não custa tentar.

– Não tem jogo hoje. — Amanda anunciou, passando o celular com a
tabela de jogos para Munch.

Shit.– John reclamou, passando o celular de volta para a loira.

– Mas amanhã vamos parar no Rio, e tem jogo nas quartas. — Casey
tentou consolar os amigos, e os todos a olharam surpresos.

How do you know that?– Elliot perguntou.

– Eu cresci jogando e assistindo futebol. Com certeza assisto jogos do Brasil. — a ruiva respondeu. — Inclusive, hoje vou procurar algum lugar onde comprar alguma blusa de algum time mineiro, ainda não decidi qual.

– Por que mineiro? — Alex perguntou.

– Simplesmente porque eles estão com as melhores campanhas esse ano. O Cruzeiro foi campeão do Campeonato Brasileiro e ganhou pelo menos uma vez de todos os times da série A e o Atlético foi campeão da Libertadores. Eles claramente estão na frente dos outros.

– Como eu nunca soube que ela gosta de futebol? — John perguntou, ainda surpreso. A promotora riu. — Posso ir com você?

Sure.– os dois sorriram.

Moving on... Liv?– Cragen perguntou.

– Eu e o El vamos só passar o dia na praia, talvez comprar algumas coisas.

I'm going with you!– Fin e Melinda exclamaram ao mesmo tempo, depois sorrindo um para o outro. — What are you going to do, Cap?– Nick perguntou, involuntariamente colocando seu braço ao redor de Amanda, atraindo um sorriso malicioso dos quatro que tinham presenciado o beijo.

– Eu vou a um museu. — Don respondeu. — Eu acho a história brasileira uma das mais interessantes.

– Eu também! — Alex exclamou, empolgada. — Embora eu goste mais da
Revolução Industrial Inglesa.

– O Império Romano é o mais interessante para mim. Um dos maiores impérios da história, em que a divisão levou a sua destruição. — Cragen explicou, começando a se empolgar com o assunto.

– A Revolução Francesa, que depois de tanto sangue lutando pelas Ideias Iluministas, ignorou a ideia de liberdade a medida que Napoleão invadiu grande parte da Europa.

– Exatamente! See, Munch? Eu não sou único interessado por História! — o capitão exclamou. — Você é bem-vinda para me acompanhar.

Sure, I'd love to.– sorriu a promotora. — E você, Nick?

– Eu e Mands só vamos passear, nada planejado. — o detetive respondeu.

That's cute! Ele já a apelidou. — John exclamou, rindo.

Did we missed something?– Fin perguntou, confuso.

– Vocês não tem ideia do quanto perderam! — Casey respondeu, também rindo.

°°

Case, I’m starting to get tired. – John informou, à medida que já tinham visitado cerca de seis lojas buscando a blusa do Cruzeiro.

C’mon, Munch! Eu preciso dessa blusa. Você viu a campanha deles esse ano? Foi simplesmente... Magnífica.

– Você percebe que estamos procurando uma camisa de um time de Minas Gerais na Bahia, certo?

– Ali! Vamos! – a ruiva exclamou, puxando a mão de Munch e correndo, quase o derrubando no chão.

°°

Elliot e Olivia caminhavam calmamente na praia vazia, ele com o braço em volta de seus ombros e ela com a cabeça encostada no seu. Fin e Melinda haviam sentado na areia há algum tempo, um pouco atrás dos dois.

– O que você gosta tanto em praias?- Stabler perguntou, enquanto sentava-se no chão e puxava a detetive para baixo.

– Eu não sei. A calma, talvez. Não tenho isso todo dia. — respondeu.

– Todo dia? Você não tem isso nenhum dia, pelo que me lembro. — o ex-detetive corrigiu, e a outra riu.

Something like that.– suspirou, e ouviram o celular de Elliot tocar.

Oh, it's Kathleen!– exclamou, atendendo o celular empolgado, o que fez Benson sorrir. — Hey, Kathleen. Você não vai acreditar quem eu encontrei aqui! — clamou, entregando o celular para Olivia.

Hi, Kathleen.

– Olivia? É você? — a mais nova perguntou, entusiasmada.

– Sim, sou eu.

– O que você está fazendo em um cruzeiro?

– Ah, é uma longa história.

– Já deu uns amassos com meu pai? — a detetive ruborizou fortemente.

What? No!– a risada tomou conta da linha.

– Okay. Mas quando acontecer, eu quero saber de tudo!

– Não vai acontecer! — Olivia exclamou, e Kathleen riu novamente.

Yeah, right. Foi ótimo falar com você, mas estou com muita saudade
do meu pai, então...

– Vou passar de volta para ele.

Bye!– despediu, e Olivia entregou o celular de volta para Elliot,
ainda um pouco vermelha, ele olhou-a curioso.

– Kathleen, o que você disse para ela?- Stabler repreendeu.

– Por que você acha que eu disse algo inapropriado?

– Simplesmente porque ela está parecendo um tomate ambulante. — Olivia olhou-o indignado e deu um tapa em seu ombro. — Au! — exclamou.

– Ela te bateu, não bateu? — respondeu, rindo. — Mulheres não gostam de ser chamadas de tomate, pai. Se você quer conquistá-la, tem que pensar no que vai dizer. — o rubor tomou conta do rosto de Elliot.

– Kathleen! — exclamou indignado.

– Tenho que desligar, pai. Bye!– a linha caiu imediatamente.

I'm so gonna kill her when I get home.

– O que ela te disse?

No, you first.– exigiu, passando a mão pela nuca.

– Não me sinto confortável compartilhando.

– Nem eu. Vamos simplesmente fingir que ela não disse nada? — perguntou, e a outra assentiu com a cabeça. — Okay.– alguns segundos de silêncio desconfortável. — Posso te perguntar uma coisa?

Sure.

– Desde que te vi pela primeira vez no navio, não percebi aquele brilho que antes havia em seu olhar. Modéstia parte, minha saída não foi o bastante para tanto dano, você não me ama tanto assim. — começou, e a morena olhou para baixo. — Algo péssimo aconteceu em Nova York. O que houve?

°°

– Você acha que ela contou? — Melinda perguntou, sentada ao lado de Fin na areia.

– Quem contou o que para quem? — o detetive questionou, deitando-se.

– Olivia contou para Elliot sobre Lewis? — os olhos de Fin se tornaram raivosos somente ao ouvir o nome do bastardo.

Maybe.– respondeu, apreensivo. — Ela deve. Elliot foi sempre quem deu mais força para ela.

– Isso é verdade. — suspirou, deitando-se ao lado de Fin, que inconscientemente colocou o braço ao redor de seu ombro. Melinda logo percebeu, mas não achou ruim ou o repreendeu, ela apenas sorriu.

°°

Olivia ainda olhava para baixo, mas sentia os olhos compreensivos de Elliot sobre si. Não que ele estivesse a obrigando a fazer algo, respeitava seu espaço. Mas ele só queria poder ajuda-la.

– El... — começou, finalmente. — Eu não quero falar sobre isso agora. Posso te contar depois? — perguntou, os olhos já marejados.

Of course, Liv.– assentiu, abraçando-a de novo. E ela fez o que nunca imaginou: adormeceu nos braços do ex-parceiro, na praia.

°°

John se sentava em um banco na frente dos trocadores. Casey experimentava sua quinta blusa na oitava loja em que visitavam.

– Casey, essa está ótima. Can we please buy it?– John implorou.

– Pare de dizer isso! — exclamou, entrando no trocador novamente. — Você está dizendo isso desde que entramos aqui.

– Se eu não dizer nada na próxima, você irá comprá-la?

No!– Casey exclamou, dentro do vestiário. Munch bufou. — Ah, essa está boa.

– Ótimo, vamos pagar.

– Espere! Seja honesto, você gostou? — é claro que ele gostou. Para ele, aquela mulher está linda de qualquer jeito.

You look great, Case.– respondeu, e a ruiva sorriu, entrando no trocador novamente.

– Quando é a hora de voltar, mesmo? — Casey perguntou, enquanto trocava a blusa.

– 18h 30min, daqui a uma hora. — respondeu, olhando em seu relógio, devidamente ajustado para o fuso-horário brasileiro. — Case, me dê a blusa, já vou pagar.

– Você não vai pagar! — exclamou.

Of course I am. Essa é a razão pela qual vim, em primeiro lugar. Considere isso meu presente brasileiro para você. — respondeu, quase arrancando a blusa da mão de Novak.

°°

Fin e Melinda procuravam por Elliot e Olivia. Faltavam apenas 45 minutos para o toque de recolher do cruzeiro, e o porto não estava perto. Após uma longa caminhada, reconheceram o casal deitado na areia.

– Vocês dois tem a capacidade de desaparecer! — Fin exclamou, se aproximando dos dois. Elliot fez um sinal de silencio e apontou para a detetive adormecida.

– Nós temos que estar no navio daqui a trinta minutos. — Melinda sursurrou, e Elliot assentiu.

Wake up, sleep beauty. Nós temos que voltar para o navio. — Stabler passou a mão pelos cabelos de Olivia, que resmungou algo. — You know, Fin e Melinda estão observando, bem ali. — a morena se sentou num pulo.

I'm awake!– exclamou, e os outros três gargalharam.

°°

John andava com Casey até sua cabine, mas ainda faltavam meia hora para o toque de recolher.

Thanks for the company, John. E pela blusa. E por carregar-la até aqui. — Casey agradeceu, agora percebendo que ele fizera todas as partes ruins de "comprar".

No problem.– respondeu, entregando a sacola.

And, sorry.– Munch olhou-a curioso. — Por te arrastar por todas as lojas esportivas de Porto Seguro.

– Tudo bem, eu iria de novo. — respondeu, sorrindo. A promotora sorriu de volta, dando um abraço no amigo, que retribuiu. Se separaram com poucos milímetros do rosto do outro. Os lábios estavam separados por poucos milímetros, quando...

Tell me!– Olivia exclamou, descendo as escadas ao lado de Elliot.

Os dois separaram rapidamente.

– Eu já disse, se você me contar primeiro.

Okay, bye, Case.– John despediu, saindo rápido dali.

Bye!– a ruiva respondeu, entrando rapidamente dentro de sua cabine. Benson e Stabler observaram a cena, curiosos.

– Eu falo com ela, você fala com ele? — a morena perguntou.

Yeah.– Elliot respondeu, depois subindo as escadas atrás do amigo.

°°

Casey permanecia encostada na porta do cabine, incrédula com o que acabara de acontecer. Bem, não pode impedir um sorriso de aparecer uma hora ou outra.

Ouviu batidas em sua porta, e sentiu um peso ser tirado de seus ombros ao ver Olivia do outro lado. Abriu-a e puxou-a para dentro rapidamente, quase derrubando a detetive no chão, e a porta se fechou num estrondo.

– Você não vai acreditar no que acabou de acontecer! — exclamou, se
jogando no sofá.

– Por que não me diz? — pediu, sentando-se ao lado da ruiva.

Okay.– respondeu, e tomou um fôlego. — Bem, eu e John fomos comprar a blusa do Cruzeiro hoje. Nós andamos por cerca de oito lojas, até finalmente acharmos uma que vendia. Daí, eu não gostei da primeira, nem da segunda, nem da terceira, nem...

Okay, você demorou para escolher. Continuando.

– Eu gostei da sexta. E quando estava a ponto de pagar, ele interviu e
disse que me daria de presente.

Oh, that's cute.

Yes, it is. Então, ele carregou minhas sacolas até aqui e... He was so sweet. Eu pedi desculpa por arrastá-lo por oito lojas e ele disse que "iria de novo". Aí eu o abraçei, nossos rostos ficaram muito próximos, e...

Oh my God!– Olivia exclamou, com os olhos arregalados. — Vocês se beijaram?!

– Nós teríamos, se você e o Senhor Me Conte Primeiro não tivessem chegado! — bufou, e Benson sorriu.

– Sorry. Mas, ele estava correspondendo, certo?

– Sim, ele estava. — respondeu, com um suspiro.

Oh my God! Você está tão apaixonada!

– Sim, eu estou. E como foi sua tarde com Elliot?

– Bem, foi boa, aí ficou estranha, aí ficou boa de novo, mas depois ficou estranha de novo e ficou boa de novo. — a detetive respondeu, percebendo que sua resposta ficara um pouco confusa.

– Eu quero saber sobre as partes estranhas. — exigiu.

– Bem, a primeira, Kathleen ligou para ele, e nós duas conversamos. Ela... Bem, ela perguntou se eu dei "uns amassos" no pai dela. Acho que ela disse algo parecido para ele, porque ele ficou vermelho de uma hora para outra. — a risada da ruiva encheu a sala.

Oh, I love this kid.– a ruiva comentou, e Olivia lhe deu um olhar raivoso. — E a segunda parte? — Benson engoliu seco.

– Ele perguntou... Se algo péssimo aconteceu em Nova York, e o que houve.

°°

– Vocês se beijaram?! — Elliot exclamou, sentado no deck do navio, ao lado de John. Após uma longa discussão, finalmente o convensera a falar o que aconteceu.

– Não, correção: eu disse "quase" nos beijamos.

– John, ela estava correspondendo. Você sabe o que isso significa?

No?– mais perguntou, do que respondeu.

– Significa que ela também quer. Você realmente deveria tentar, John.

– Eu... Eu não sei, Elliot.

C'mon! O que está te impedindo?

– Para começar, devo ser trinta anos mais velho.

– Sério? É isso que te incomoda? — Elliot perguntou, indignado. — John, deixe-me te dizer uma coisa. Olivia me contou isso, então não comente com ela ou com Casey. — disse, e o mais velho assentiu. — Casey e Olivia são melhores amigas. Elas contam tudo uma para a outra. Casey disse para ela que está apaixonada por você. E que isso não é
novidade.

– É sério? — Munch perguntou, pasmo, e Stabler assentiu. — Sério mesmo?

– Sim, é sério. Agora, hoje à noite, você vai na cabine dela e vai dizê-la como se sente. Ouviu? — o mais velho assentiu. — Ótimo. Agora me diga uma coisa. Algo aconteceu com Olivia em Nova York? — o detetive olhou-o considerando se devia ou não contá-lo. — Não estou pedindo para me dizer o que houve. Isso é direito de Olivia. Só estou perguntando se algo aconteceu. — esclareceu, respeitando a vontade da ex- parceira. John suspirou pesadamente.

– Sim. Algo horrível, doentio e repugnante houve com ela em Nova York. — o outro coçou a nuca, pensando o que de tão horrível poderia ter ocorrido com sua Liv. — Você sabia que está tendo um baile de gala hoje à noite? — Elliot olhou-o curioso.

– Sério? Isso é legal. Eu não vou a um baile desde o Ensino Médio.

– Sabe o que isso significa? — John perguntou, e Stabler negou. — Significa que se quisermos ir, temos que levar um par. — Elliot permaneceu pensativo. — Quem você vai levar?

– Vou levar Eli. — respondeu, e o outro lhe lançou um olhar reprovador. — I don't know. Vou tentar levar Olivia, mas talvez já tenha um par ou não queira ir. Afinal, já está um pouco em cima da hora. — respondeu, coçando o queixo. — Mas a pergunta mais importante é: onde vamos arranjar um smoking? Eu não trouxe o meu.

– Eu também não. Tem uma loja de aluguel e compra de smokings no navio. — respondeu.

– Como você sabe todas essas coisas sobre o navio? — o detetive deu de ombros. — Eu fiz minha pesquisa.

– Enfim, não vou nem te perguntar quem você vai levar.

– Eu vou convidá-la, mas não tenho certeza se ela vai aceitar.

– Você não entendeu nada do que acabamos de conversar? — perguntou, impaciente com a teimosia do outro. — Tenho que ir, agora. Eli está no centro de recreação desde que chegamos ao Brasil. See you later.

°°

Fin acompanhava Melinda até sua cabine. Havia sido um dia perfeito. E seria, também, uma noite perfeita. Ou assim esperava.

– Bem, está entregue. — o detetive comentou.

– Fin, você diz isso para adolescentes que moram com seus parentes. — disse, destrancando a porta. Tutuola riu.

Okay, sorry. Boa noite. — despediu-se, indo em direção a sua cabine.

– Boa noite.

Oh, yeah! John esteve tagarelando comigo sobre um baile de gala desde que pisamos nesse navio. Você gostaria de ir comigo? — ofereceu, e a mulher sorriu largamente.

– Eu adoraria. — foi a vez de Fin dar um grande sorriso.

– Ótimo, te pego às 8 p.m. — anunciou.

– Hoje? — perguntou, surpresa.

– Sim.

Okay, bye!– apressou-se, correndo para dentro da cabine. Abriu o armário, roupas já fora da mala, e se lembrou de chamar suas "consultoras": Olivia, Casey, Amanda e Alex. Correu para a cabine de Casey e bateu rapidamente, puxando Olivia e Casey para sua cabine assim que a porta se abriu.

– Vocês não vão acreditar! — exclamou, fechando a porta.

– Provavelmente iremos. Muito aconteceu hoje. — Casey respondeu.

– Fin acabou de me convidar para ser seu par no baile de gala que vai ter hoje.

Okay, isso me pegou de surpresa. — Olivia comentou, e a ruiva concordou.

– Agora temos uma emergência.

– Que é?

– Ele vem me pegar às oito. — respondeu, ansiosa.

– Você está brincando, certo? São 7 p.m.!

– Eu sei, tenho que escolher uma roupa e me arrumar em uma hora. Por que acham que puxei vocês até aqui? — colocou as duas em frente a seu armário. As três começaram a examinar as roupas da legista, até encontrarem o vestido perfeito: um vestido longo, sem alça, roxo escuro fosco, liso até a cintura e com a saia um pouco cheia. Agora, Casey escolhia os sapatos e Olivia separava a maquiagem, enquanto Melinda se trocava no banheiro.

– Case? — ouviram uma voz e batidas distantes.

Yeah?– perguntou, abrindo a porta da cabine de Melinda. John pulou com o susto.

What the hell?!– exclamou, e percebeu a morena ao lado de Novak. — Liv, Elliot está te procurando. Foi buscar Eli no centro de recreação.

Okay. Casey, as maquiagens já estão preparadas. Eu já volto. — anunciou, saindo da cabine para o deck.

– Quem está se arrumando? — o detetive perguntou.

– Ah, Melinda. Ela está indo ao baile com Fin. — explicou. — What's up?

– Bem... O baile... Eu nunca fui muito bom nisso. — começou, passando a mão pela nuca.

– Sim, eu irei com você, John. — a promotora sorriu, e o outro fez o mesmo. — Que horas?

Well, o baile começa às 8 p.m., mas eu te pego às 8:30 p.m. Ainda tenho que alugar meu smoking.

Okay. Até 8:30 p.m., então. — despediu-se, e o outro subiu para o deck. Correu para a porta do banheiro. — Mel, rápido! Eu tenho que me arrumar, também! — a porta se abriu em um estrondo.

– Quem é seu par? — perguntou, sentando-se na cama e calçando o salto escolhido pela ruiva.

– John. — respondeu. — Você está linda. Consegue se arrumar sem mim, certo? Okay, bye!– disse, saindo rapidamente do quarto, deixando a legista rindo.

°°

Elliot estava no CR (centro de recreação), parte em que as crianças adormecidas ficavam. Pegou o filho dormindo em seus braços, carregando-o até a cabine.

Daddy, where were you?– ouviu o filho sussurrar, a cabeça encostada em seu ombro.

Sorry, Eli. Fiquei fora até agora. — respondeu, tentando não mostrar ao filho que foi em terra sem ele.

– El? — ouviu a voz familiar de Olivia sussurrando. Lhe fez um sinal para acompanhá-lo em direção as cabines.

Destrancou a porta e entrou, Olivia fez o mesmo. Observou o espaço enquanto Elliot colocava o filho para dormir. Era mais luxuoso que o seu, dando a ideia de que economizou o pagamento da aposentadoria. Parecia com uma mini-casa: uma sala, uma cozinha, dois quartos, sendo um deles infantil, e um banheiro.

Hey.– Elliot disse, tirando Olivia de seus devaneios.

Hey. John disse que estava me procurando.

– Ah, sim. Eu ia te chamar para ir para o baile comigo, mas não tenho ninguém para ficar aqui caso Eli acorde. — lamentou, sentando-se no sofá em frente à TV. Benson corou levemente.

– Hum... Acho que Don e Alex não vão, não sei quanto a Nick e Amanda. E eu tenho certeza que John acabou de convidar Casey. — comentou, e o outro assentiu. — Mas caso forem, eu ficarei feliz de cuidar dele para você.

– Liv, não tem ponto em ir sem você. Além disso, iria ficar de vela. Todos sabemos que Fin e Melinda e John e Casey vão ficar hoje. Nick e Amanda já estão namorando. Cap e Alex também tem certa "química".

– Química? Que química? — perguntou, curiosa.

Oh, c'mon! Você não percebeu? — a detetive negou com a cabeça. — Um exemplo atual: enquanto eles discutiam sobre a história de diversos países, você não viu como os olhos dos dois brilhavam?

– Não, eu estava ocupada vigiando Nick e Amanda.

– Bem, eu sempre fui um detetive melhor. — brincou, levando um tapa no ombro da detetive. — Tenho que achar o Cap e Alex. Pode ficar aqui para mim, só enquanto acho os dois?

– Claro.

– Aqui está o controle da TV, pode pegar o que quiser no frigobar na cozinha, também tem alguns livros ali. Fique a vontade. – disse, saindo da cabine rapidamente.

°°

Nick e Amanda caminhavam em direção ao baile de gala, perfeitamente arrumados. Amanda usava um vestido risa claro, ajustado completamente ao seu corpo, os cabelos presos em um penteado estilo coque, porém mais arrumado. Nick usava um terno e uma calça pretos, assim como a gravata, e uma blusa social branca.

– Nick, Amanda! -ouviram Elliot chamar. Olhou-os de cima a baixo. — Deixa pra lá. — comentou, andando para o outro lado. O casal deu de ombros e seguiu em direção ao salão de festas do navio.

°°

Cragen e Alex estavam próximos a piscina. Jogavam, por incrível que pareça, poker.

– Aposto cinquenta. — Alex informou e colocou a nota no bolo, procurando fazer contato visual com Don.

– Cubro. — respondeu, colocando cem.

Cap, Alex! — Elliot chamou, os dois olharam para ele simultaneamente. — Vocês vão ao baile?

– Que baile? — perguntaram em uníssono.

Great. Podem cuidar do Eli para que eu possa levar Olivia?

– Claro. — responderam juntos, novamente.

– Que horas? — Alex perguntou, enquanto apostava mais cem dólares.

– Agora, ainda tenho que pegar meu smoking.

Just a sec.– Don pediu colocando as cartas sobre o banco. — Dois pares.

– Nada mal. Mas... — começou, mostrando suas próprias cartas. — Full House.

Oh, burn! Ela acabou com você, Cap.

– Vai ter volta. — anunciou, enquanto juntava o baralho.

Okay, podem jogar na minha cabine. É o número 324. Corredor vizinho ao de vocês. Olivia está lá, avisem para ela que fui alugar o smoking e pego ela às 9 p.m. — pediu, indo em direção às lojas.

°°

John experimentava um smoking em frente ao espelho, um dos poucos que sobraram.

– Sério, John? Smoking branco? — Elliot perguntou, se aproximando do detetive.

– O que tem de errado com smoking branco? Parece com o meu de Nova York.

– Nada, você parece um milionário. — comentou, e deu dois tapinhas no ombro do outro.

Can I help you?– a atendente perguntou, aproximando-se de Stabler.

– Sim, por favor, eu gostaria de ver os smokings disponíveis para hoje à noite.

– Por aqui, por favor. Qual é o seu tamanho?

– Eu acho que M, talvez. Faz tempo que usei um. — seguiu-a até um lote com conjuntos de diversas cores: pretos, brancos, cinzas, e até azul claro.

Okay, e que cor você está procurando? — a atendente perguntou, chegando a uma área com um grande M pintado na parede.

– Preto, com certeza. — a moça entregou-lhe o paletó preto, rindo.

Why is that?– perguntou, rindo. — Não quer parecer "um milionário?" — foi a vez do outro rir.

– Não, só sou meio... Tradicional. — a atendente sorriu enquanto entregava a calça a Elliot, que entrou no provador com a gravata preta e blusa social branca já em mãos. Trocou-se e olhou-se no espelho do trocador. Parecia com um federal, pensou. Não gostou da ideia: Dean Porter era do FBI. Mas não acharia um smoking melhor para a noite, e não era exatamente "fã" de gravatas borboleta. Então era isso, iria fantasiado de federal para o baile.

Saiu do vestiário a ponto de encontrar John, a ponto de sair da loja.

Oh my God! Dean Porter? — recebeu um olhar mortal do ex-detetive.

– Vá para o inferno. — respondeu, se posicionando na frente do espelho.

– Você prefere Dana Lewis? – Munch riu. Elliot pareceu ponderar.

– Talvez.

– Por que todo esse ódio por Porter?

– Você tem razão, ele só nos usou duas ou três vezes, nada para se ter raiva sobre. – respondeu, estressado, enquanto desfazia o nó da gravata.

– Não, você não gostava dele antes disso. Não gosta dele por que foi o supervisor da Olivia em Oregon. Ele foi o parceiro dela, não você.

– Não, não é por isso.

– Sim, é.

– Não é.

– É sim.

– Não é.

– É sim.

– Não é, John. Pode parar, por favor? – tirou a gravata com raiva.

Okay, mas isso não faz de tudo menos verdade! – exclamou, indo em direção ao caixa. Stabler bufou e estava a ponto de entrar no provador.

– Está ótimo. Sua namorada vai adorar. – a atendente se aproximou.

– Ah, eu não tenho uma namorada.

– Quem você está levando ao baile, então? – um sorriso esplandeceu no rosto da atendente.

– Minha melhor amiga.

– Ah, legal. Aqui está meu telefone, se quiser me ligar. – escreveu seu celular na palma da mão do homem, que deu um sorriso sem graça e entrou no trocador.

°°

Os outros três casais já estavam no baile, já haviam arranjado uma mesa e cadeira para todos.

John, I’m bored. – Casey reclamou, jogando a cabeça para trás. A ruiva usava um vestido longo preto tomara-que-caia, realçando seu tom de pele claro.

– Eu também. Que tal: nós dançamos uma música e vamos para o fliperama ali da frente? – ofereceu a mão para Novak, que sorriu e aceitou.

Fin e Melinda já estavam na pista de dança. Fin estava semelhante a Nick, mas com um colete cinza. Nick e Amanda permaneciam sentados na mesa, sussurrando algo no ouvido do outro que iria o fazer rir e dar-lhe um selinho.

John colocou as mãos em sua cintura e Casey em seus ombros, depois encostou a cabeça no mesmo. Dançaram lentamente pelo salão, somente aproveitando a presença um do outro.

– O rei e a rainha do baile chegaram. — John percebeu Elliot e Olivia entrarem no salão. Olivia usava um vestido amarelo com só uma alça.

– Vire-me, eu quero vê-los. — o detetive o fez. — Ah, meu Deus! Elliot está parecendo um federal!

– Foi exatamente o que eu disse para ele! — exclamou, no momento em que a música acabou.

– Fliperama. — disseram em uníssono. Casey pegou sua mão e o puxou para fora do salão.

– Onde vocês estão indo? — Olivia perguntou, quando o casal passou por eles.

– Fliper... — o detetive recebeu mais um puxão forte para fora do salão. Os outros dois deram de ombros e sentaram-se ao lado de Nick e Amanda na mesa, que estavam no meio de um beijo intenso.

– Podem parar? — Olivia pediu, e os dois se separaram num pulo. — Está bem grudento. — o casal ruborizou fortemente.

Sorry.– Nick disse.

– Liv, deixe eles aproveitarem! Você mesmo disse que esperou por isso durante dois anos.

– Ah, ela não foi a única. — Amanda disse, Nick sorriu e deu-lhe um beijo demorado.

Oh, that's so sweet!– os outros dois disseram juntos, Elliot fazendo uma tentativa de imitar a voz de Olivia. A morena lhe deu um tapa e Amaro gargalhou.

High-five.– os dois homens o fizeram.

– O que tem em sua mão? — Benson notou algo azul na mão do amigo.

– Ah, não é nada. — disfarçou (ou pelo menos tentou)

– É um telefone? — puxou a mão do outro para mais perto. — Andou flertando?

– No, no. É só... — perdeu as palavras ao ver os olhos de Olivia o fuzilando. Nick e Amanda logo saíram de perto. — Por quê? Está com ciúmes?

– Não desvie do assunto!

°°

Casey tentava acertar o alvo com uma arma no fliperama. John soltava gargalhadas da promotora.

– Como pode uma promotora não saber atirar?

– Simplesmente por que eu não recebi o treinamento. — Casey bufou.

– Vamos lá, são três passos básicos: mirar, atirar e persistir.

– Como assim "persistir"?

– Mantenha a mira. Na academia, diziam para não mover a arma até ter
certeza que o suspeito estava caído.

Okay, I'll try.

"Try not. Do, or do not. There's no trying."– citou, e a ruiva sorriu.

– Yoda. Okay, vamos lá. — posicionou a arma e mirou. Acertou o sete. — I give up.– largou a arma.

– Ah, vamos lá. Foi bem melhor. Deixe-me te ajudar. — colocou os braços ao redor de Novak e as mãos sobre as suas, causando-lhe um leve arrepio na coluna. — Vê aquele "pininho" ali no no meio? É sua mira. Você o posiciona no meio do alvo. — parecia um verdadeiro professor. — Agora, mire, atire e persista. — a bala de borracha acertou o dez em cheio.

– Você faz parecer tão fácil. — a ruiva suspirou, levantando a cabeça para encarar o outro, assim deitando a cabeça no ombro do amigo, que mantinha os braços em sua volta.

– É prática. — John sorriu. — Se quiser, eu posso te dar umas aulas em... — foi interrompido quando Casey juntou seus lábios subitamente, colocando uma das mãos em seu cabelo. Permaneceu sem reação por um segundo, mas logo correspondeu e virou a ruiva para si. Somente a falta de fôlego os separou. — ... Em Nova York. — completou, sem ar.

– Claro, eu adoraria. — puxou o detetive pela gola para mais um beijo.

Notas finais
Reviews people! Please *u*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.