Shinku no Kogoro - Season 7

13 Terror de Osaka - Um documentário


Notas iniciais
Saindo um pouco das vibes de historias com diálogo e indo para uma vibe de documentário. Queria fazer uma mudança...

11 de abril de 200X, Colégio Ganryu, Osaka

Uma névoa intensa envolve a cidade durante as 8:45. Às 11:00, mais ou menos três horas depois, uma sombra se aproxima do colégio. Passos foram ouvidos. Uma sombra aparecia na entrada do colégio. Ela se revelava como alguém usando uma longa jaqueta. Este alguém entra no colégio. Este se revela como uma pessoa de cabelos castanhos e olhos verdes. Longa jaqueta vermelha, blusa branca, calças azuis-escuras e sapatos marrons. A pessoa observa os alunos do Colégio Ganryu. Ele se aproxima de dois dos estudantes e espanca um deles. A força do garoto de jaqueta vermelha é brutal, ninguém nunca viu um estudante com uma força dessas. Um dos estudantes correu com medo, mas um deles se aproximou. O estudante tentou falar com a pessoa, mas o garoto de jaqueta vermelha desaparece. Ele some do colégio.

Esta foi a primeira aparição do Terror de Osaka. Um garoto cuja aparência põe medo em seus rivais. Depois dessa, o Colégio Ganryu não foi mais o mesmo. O aluno que testemunhou a brutalidade espalhou a notícia para todos os seus colegas. Até os professores estavam cientes da força do estudante.

“O Terror de Osaka... Nós o chamamos assim porque ele é um garoto jovem com uma força descomunal. O jeito como ele atacou um dos nossos foi medonho. Nunca que alguém de Osaka teria uma força dessas, e nem mesmo um típico frequentador de academia seria capaz fazer o que o Terror de Osaka fez. Quem ou o que é ele é ainda é um segredo pra nós, mas sabemos que ele é um perigo para meus colegas e companheiros.” – Miyako Ushiwaka, estudante do Colégio Ganryu.

“O que meu aluno viu... É uma coisa excepcional. Normalmente eu acharia que ele estava delirando, mas não. Outro dos meus também viu o garoto misterioso e descreveu toda a situação. Ele clama que o tal garoto salvou sua vida, mas eu acredito que esteja tirando vantagem de sua situação para ataca-lo logo depois. O Terror de Osaka é um perigo para Ganryu e sei que o diretor do colégio está tomando medidas para que ele não apareça mais aqui.” – Yasuharu Hayase, professor do Colégio Ganryu.

O Terror de Osaka fez sua marca em Ganryu ao espancar um estudante até a morte. O dito cujo, de nome Tetsuro Godai, falou tudo o que ele sabe sobre o Terror de Osaka. Ele está ciente de que alguém como ele não pode existir nesta cidade, chamando-o de nomes e apelidos de criaturas monstruosas. No entanto, apesar de vítima, Tetsuro não era inocente. Vários de seus estudantes mencionaram que ele gostava de subjugar todos os seus colegas e roubava até mesmo o dinheiro do lanche. Os mais corajosos até brincavam dizendo que ser espancado pelo Terror de Osaka não era nada mais do que carma por suas atitudes no passado.

Em ambos os casos, para as pessoas da Ganryu, o Terror de Osaka é uma ameaça. Uma ameaça que deve ser domada o mais rápido possível antes que ele cause maiores estragos.

12 de abril de 200X, Ruas de Shinsaibashi, Osaka

14:00. O agito das ruas de Shinsaibashi era forte. Todo mundo estava falando do misterioso garoto de jaqueta vermelha que lutou contra vários delinquentes da cidade. Uma das testemunhas falou sobre o incidente em questão e menciona o Terror de Osaka de um jeito bem diferente do que os estudantes da Ganryu mencionaram.

“Eu fui salva por um homem de cabelos castanhos e jaqueta vermelha. Ele me disse para que ficasse atrás dele enquanto ele lutava contra os delinquentes. Ele foi forte e valente o bastante pra me salvar apesar de sua força descomunal. Sim, ele é perigoso, e fiquei com medo de ser a próxima vítima dele, mas me lembrei que foi ele que me salvou e não posso ajudar exceto dar a ele uma futura prova de minha gratidão.” – Minami Kujou, uma das moradoras de Osaka.

Minami via o Terror de Osaka não como um monstro, mas como um salvador que possa dar a Osaka uma chance de se recuperar. A cidade não era diferente das outras cidades japonesas, que estão constantemente sendo devastadas por delinquentes japoneses. Mesmo a polícia não é capaz de lidar com os juvenis graças ao fato de que eles se aproveitam da idade de consentimento para cometer vários crimes. Dos vários crimes de vandalismo que ocorrem em Osaka, 75% são causados por pessoas abaixo dos 18 anos.

“É raro ver um delinquente sendo capturado e colocado em um reformatório. Isso se dá por várias razões. Tem gente que vê a juventude não como malvada desde o princípio, mas corrompida por uma sociedade instável. O Japão possui várias leis e normas que quase todo mundo é incapaz de aceitar, e por causa disso o número de delinquentes aumentam todos os anos. Além disso, a maioria dos delinquentes não costumam atacar policiais, cientes de sua grande autoridade. Seus alvos são, na maior parte do tempo, outros delinquentes, já que eles são tratados como ameaças ao seu domínio.” – Byakuya Nagahama, advogado.

De acordo com Nagahama, delinquentes são tratados como uma ameaça secundária já que eles são, em sua maioria, menores de idade. Eles também costumam atacar outros delinquentes, já que, na opinião do advogado, delinquentes rivais estão entre os policiais e os cidadãos comuns – Pessoas que não usam de sua autoridade para restringi-los, mas que também são capazes de contra atacar. O Terror de Osaka é visto para muitos como um salvador, mas ao mesmo tempo como um arauto para futuros desastres.

18 de abril de 200X, Colégio Aihara, Osaka

Uma semana se passou. As notícias envolvendo o Terror de Osaka se tornaram bastante comuns. O que antes eram rumores de varias pessoas se tornava real. Ele não era mais um mito ou uma lenda, mas alguém que não só existia, mas também o temor não apenas dos delinquentes, mas de todos que vivem em Osaka.

Às 16:00, o Colégio Aihara testemunhou mais uma das peripécias do Terror de Osaka. Ele estava lutando contra um delinquente que estava atormentando vários estudantes do colégio em questão.

“Eu já tinha ouvido falar várias vezes do Terror de Osaka, mas esta é a primeira vez que nos encaramos. Quero dizer, ele virou o Colégio Ganryu de cabeça pra baixo com sua brutalidade, mas eu não estudo lá. Quando ele lutou contra aquele delinquente em Aihara, fui capaz de ver e perceber o porquê do Terror de Osaka ter este nome.” – Jushiro Kido, estudante do Colégio Aihara.

“Nós lutamos... Nós brigamos... Eu ainda não me esqueci daquele olho roxo. Levou uma semana e meia para que me recuperasse e só consegui por causa das doações que minha família fez para pagar o hospital.” – Estudante anônimo.

Aihara nunca mais foi a mesma desde então. Pessoas desde então começaram a investigar o Terror de Osaka em uma tentativa de desvendar sua verdadeira identidade. Como um simples delinquente fora capaz de fazer a diferença em uma cidade. Algumas pessoas, apesar de não se lembrar de sua aparência completa, já sabiam do jeito como ele vestia. Longa jaqueta vermelha, blusa branca, calças azuis-escuras e sapatos marrons. Isso já era o suficiente para que uma investigação fosse preparada. Apesar das pequenas chances, procurar pelo delinquente é uma tarefa digna de um policial de elite.

22 de abril de 200X, Orange Street, Osaka

Os policiais e investigadores tiveram uma ideia. Para encontrar o responsável por trás dos ataques contra os delinquentes e estudantes, era necessário usar fogo contra fogo. Um chefe de polícia permitiu que um reformatório local utilize-se de seus jovens para que estes encontrem o Terror de Osaka e os desmascarem. A ideia é fazer com que os delinquentes aprisionados consigam informações especiais sobre o Terror de Osaka em troca de liberdade.

“Eles agem como mercenários, mas que trabalham por liberdade ao invés de dinheiro. Nós reduzimos as penas deles, e eles procuram pelo delinquente misterioso. Adultos lidam com problemas de adultos. Jovens lidam com problemas de jovens. Não é raro ver delinquentes juvenis trabalhando junto com pessoas da lei em troca de liberdade, então decidimos usar deste mesmo método para caçar o Terror de Osaka. Se eles são confiáveis? Hmph, ninguém teria a audácia de recusar uma oferta dessas.” Katsura Shirawase, policial.

Delinquentes a serviço de policiais procuravam pelo Terror de Osaka. Eles tinham um objetivo e um só objetivo. Para que tenham suas penas reduzidas, os delinquentes precisavam achar vários vestígios da identidade do jovem de jaqueta vermelha.

“Não era uma tarefa fácil, mas ei, é a minha liberdade que está em jogo, eu não podia deixar esta oportunidade passar. Além disso, sempre foi minha meta lutar contra os piores delinquentes de todos os tempos ou pelo menos tomar a coroa deles. Agora descobrir quem é o jovem por trás da jaqueta vermelha é algo pesado até pra alguém como eu, e olha que já me aventurei nos bairros mais perigosos da cidade.” – Uma das delinquentes contratadas por Shirawase.

“Shirawase nos deu a chance de sermos livres, e pra isso precisamos encontrar o tal Terror de Osaka e ver se a gente consegue informações concretas dele. A outra opção é continuar confinado para que a gente possa aprender a ser pessoas da sociedade. Eles tiram a nossa individualidade, então o melhor a se fazer é encontrar o delinquente misterioso e revelar sua identidade aos policiais para que assim nós tenhamos nossas penas reduzidas.” – Um dos delinquentes contratados por Shirawase.

“Um certo governador brasileiro disse algo como 50 anos em 5. Se for este caso, prefiro ter uma pena de 5 anos. A caça ao delinquente que se diz Terror de Osaka é essencial para que eu possa ter minha liberdade o mais rápido possível. Mas não é só isso. Um delinquente querendo por ordem em Osaka é uma blasfêmia, e olha que não sou religioso. Melhor um policial corrupto do que um delinquente temido, porque pelo menos um deles usa a lei como desculpa.” – Um dos delinquentes contratados por Shirawase.

Katsura Shirawase, policial de Osaka, tinha como ideia usar delinquentes juvenis para caçar um delinquente. Ele não queria usar policiais de verdade para bater de frente contra o Terror de Osaka, então ele precisou de pessoas similares a ele. Shirawase tinha fé de que seu plano iria funcionar, graças as suas condições para os delinquentes.

30 de agosto de 20XX, Ruas de Namba, Osaka

Vários anos depois das investigações, alguns delinquentes conseguiram encontrar possíveis candidatos para ser o verdadeiro Terror de Osaka. É possível que haja uma teoria da conspiração. O Terror de Osaka não é um, mas vários delinquentes que não apenas carregam as mesmas características, mas também a motivação de tomar Osaka para eles mesmos. Naturalmente era só uma questão de tempo para que os conspiradores traiam uns aos outros para que apenas um possa ter o domínio da cidade.

“Procuramos por várias pessoas que carregam as mesmas características do Terror de Osaka. Para a surpresa de absolutamente ninguém, os vários jovens de cabelos castanhos e olhos verdes que nos investigamos possuem uma coisa em comum. Eles são exímios lutadores, independente do seu estilo. Judô, aikido, wrestling... O que faz do delinquente um delinquente é sua capacidade de lutar. O problema mesmo é que várias de suas peripécias não são condizentes a jornada do verdadeiro Terror de Osaka. Prefiro acreditar que eles só estão dizendo isso pra salvar seus pescoços, mas o fato de que existe apenas um jovem que utiliza se da alcunha para tocar o terror na cidade.” – Risa Ikeda, Uma das delinquentes contratadas por Shirawase.

Um dos primeiros candidatos para um possível Terror de Osaka apareceu: Hirohito Takeuchi. Ele possui as mesmas cores de cabelo do delinquente, além da mesma cor dos olhos. Hirohito se destacava por ser um grande atleta em seu colégio, o Colégio Shiruku. Com 18 troféus em seu nome junto com várias medalhas de prata e de bronze, não havia como Hirohito não ser o Terror de Osaka.

“O colégio de Hirohito tem uma rivalidade com o Colégio Ganryu desde a sua fundação. Além disso, Hirohito era competitivo o suficiente para criar um plano mesquinho contra o Ganryu. Por causa disso, junto com sua péssima reputação acadêmica, ele teve seus prêmios confiscados. Pra piorar, foi também revelado que Hirohito estava envolvido com substâncias químicas ilegais graças a um contrabandista americano maior de idade.” – Ryoma Namikawa, diretor do Colégio Shiruku.

Hirohito tinha tudo para ser o Terror de Osaka, inclusive a família dele fora interrogada várias vezes.

“A família dele falava que Hirohito era uma pessoa instável. Eles faziam de tudo para educa-lo, inclusive usavam de métodos arcaicos. Há indícios que estes meios pioraram a situação, mas não posso dizer se isso é verdade. Mas fora isso, ele não tinha muitos problemas em casa. Inclusive ele tinha o favoritismo dos tios paternos. Não é meu direito ou dever expor os segredos dele, mas gostaria de que ele fosse mais... Aberto as pessoas.” – Eikichi Saiga, um dos colegas de Hirohito.

A polícia estava quase certa de que Hirohito era o próprio Terror de Osaka, porém existem alguns detalhes que fazem com que ele seja um suspeito falso.

“Quando fomos ao Colégio Aihara, perguntamos aos professores e estudantes se eles sabiam de alguém chamado Hirohito. Quando eles falaram que não sabiam de nada sobre o assunto, achava que eles estavam tentando encobrí-lo. Aí um dos nossos mencionou o Colégio Shiruku e todos os estudantes ficaram em silêncio. Professores também consideraram o colégio como uma zona desconhecida, embora um deles confesse ter tido um caso com a bibliotecária do colégio. Falamos com ela, e ela confirmou tudo, mas nunca ouviu falar de um estudante chamado Hirohito”. – Arashi Akizawa, policial.

Com esta evidência, os policiais não tinham mais chance de acusar Hirohito de ser o Terror de Osaka. Apesar de ambos serem delinquentes com a mesma estatura, o desconhecimento do estudante da Shiruku pelo Colégio Aihara o poupou. Isso não significava que ele está livre, só que ele estava fora do foco policial.

15 de setembro de 20XX, Colégio Taikatsu, Osaka

Com as suspeitas de Hirohito Takeuchi ser o Terror de Osaka fracas, os policiais em outros estudantes com as mesmas características do delinquente. Eles então foram para o Colégio Taikatsu, colégio este que fora formado por ex-membros do colégio AA-Karat. AA-Karat tinha a ideologia de que todos os alunos são adultos em miniaturas, ignorando o fato de que eles são crianças. Isso causou atrito entre seus membros, culminando em separação. Hoje em dia, AA-Karat é ofuscada por outros colégios famosos, enquanto Taikatsu ainda se mantém firme, na 5ª colocação.

Na Taikatsu, um aluno chamou a atenção por ser similar ao Terror de Osaka. Seu nome é Hibiki Matsuzaki, e ele é conhecido por duas coisas: Ser o melhor aluno de educação física e personalidade anti-social. Isso, juntamente com sua aparência, faz dele alvo dos policiais.

“Matsuzaki, em poucas palavras, tem todos os ingredientes para ser considerado um delinquente infame. O fato de que ele é anti-social já aciona vários alarmes, inclusive dele ser um possível delinquente. Nós fomos para o colégio e depois de uma conversa com seus alunos e professores... Confirmamos o pior.” – Kenji Kotonoba, policial.

Os professores da Taikatsu explicaram que Hibiki tinha um comportamento repreensível e deplorável. No intervalo, ele batia em seus alunos sem dó nem piedade. Ele só conseguia sair impune graças a sua reputação nas aulas de Educação Física, o que não batia com seu comportamento perturbador na escola. Apesar da personalidade fria, alguns alunos o acusavam de ser sádico, implicando que ele só ficava no colégio não por causa de suas habilidades, mas porque ele sentia prazer em ouvir os gritos de dor vindo de seus alunos.

“Estava com medo. Quando vi os olhos de Matsuzaki-san pela primeira vez... Minhas emoções mudavam drasticamente. Queria morrer. Mas minha família me pressionava para que eu tivesse um emprego estável então eu tive que continuar por eles. Então continuei na Taikatsu por um longo período, inclusive fui aprovada para a próxima série, mas sabia que, enquanto eu estivesse aqui, Matsuzaki-san iria me assombrar até o fim dos tempos. Se eu tivesse cometido seppuku antes mesmo da graduação, minha família me deserdaria, mesmo no dia da morte.” Tsubaki Koga, estudante da Taikatsu.

“Toda vez que eu corrigia as provas dos alunos, eu sentia um padrão. Matsuzaki não era apenas um bastardo, ele era burro. Nas provas que eu corrigia, suas notas eram 25, 20, 15... Só nas recuperações é que ele conseguia se dar bem, e ainda assim era na faixa dos 70, 80... Tenho a impressão de que ele queria escapar da vida dura do colégio e se tornar alguém na margem da sociedade. Só que mesmo assim ele falhava. Ele se recusa a se tornar um estudante modelo, e o colégio, por sua vez, o impede de escapar.” – Yoshiya Ishito, professor da Taikatsu.

A casa dos Matsuzaki não era diferente da Taikatsu. A mãe dele não era capaz de auxiliá-lo e deixava o filho nas mãos do marido abusivo. Ela conta que o pai de Hibiki é um alcóolatra viciado em jogos e até mesmo saia com outras mulheres.

“Meu filho era resultado de uma relação turbulenta. O que era para representar nossa união acabou representando discórdia. Meu marido Gouji só queria saber de curtir a vida, e não tinha tempo para cuidar das coisas de casa. Por causa disso eu trabalhava muito para que Hibiki pelo menos tivesse uma infância decente. De nada adiantou. As reclamações dos professores e superiores da Taikatsu eram tantas. Queria pedir o divórcio logo cedo, mas não podia fazer nada. Gouji era capaz de me chantagear e caluniar para que eu seja, nos olhos da mídia, uma esposa terrível.” – Izumi Matsuzaki, mãe de Hibiki.

“Eu não podia fazer nada pelo meu irmão. Ele era um caso perdido. Não tinha outra escolha exceto ceder aos desejos dele. Quanto ao meu sobrinho, eu o vejo como uma decepção. Fiz de tudo para ajuda-lo, mas nada deu certo. Ele preferia bater nas pessoas a continuar estudando. Toda esta frustração veio de uma família que não quer nada com ele, e de um pai que quer continuar vivendo uma vida boa se apaixonando por outras mulheres, bebendo e jogando jogos. E a pior parte disse tudo é que se eu denunciasse tudo a polícia, eu seria preso no lugar dele.” – Yuji Matsuzaki, tio de Hibiki.

No entanto, o que era para ser uma fagulha de esperança, acabou se apagando graças a uma revelação inesperada. Apesar de todas as evidências, os abusos feitos por Hibiki eram exclusivamente para a Taikatsu. Não havia indícios de que ele foi para outras escolas para espancar seus alunos ou se ele lutava fora da Taikatsu. Mas o fato de que ele tinha todos os ingredientes que fazem de Hibiki uma ameaça para a cidade faz com que ele seja uma ameaça tão perigosa quanto o Terror de Osaka.

27 de outubro de 20XX, Colégio Kirameki, Osaka

Katsura Shirawase e seu grupo continuam em busca do jovem que podia ser o Terror de Osaka. No caminho eles ouvem rumores de que o delinquente esteve no Colégio Kirameki causando problemas no local. Mariko Kobayashi, codinome Viszla, foi para o colégio em busca do tal suspeito.

“Fui para o Colégio Kirameki. Os professores de lá parecem amigáveis, tive até uma boa conversa com eles... Mas os alunos eram outra historia. Quando eles falaram comigo eles tinham um ar meloso, mas era apenas isso. Eles parecem estar escondendo algo muito importante que eu não devo saber. Será que é algo envolvendo a reputação da escola? Talvez... Eu já estava ciente de quem era o Terror de Osaka então continuei cavando mais fundo em busca da verdade” – Viszla.

Durante sua investigação, Viszla encontra um aluno com um ar bastante intrigante. Seu nome era Sakumo Akahori, e tinha cabelos castanhos, o que fazia dele similar ao Terror de Osaka. Mas ele era diferente. Seus cabelos eram longos, e ele frequentemente usava óculos de sol. Ainda assim, ele também era um delinquente que não tinha medo de bater em pessoas da mesma idade que ele.

“Akahori... Eu tinha minhas dúvidas se ele era mesmo um delinquente. Pelo que sei, ele lutava com vários alunos de outros colégios. Todavia, ele não parecia ser mau. O pior que ele pode fazer é ameaçar um bandido, mas fora isso ele era apenas um estudante comum passando por maus bocados.” – Viszla.

Akahori se parecia bastante com o Terror de Osaka em vários aspectos. No entanto, ele era diferente dos candidatos anteriores. Akahori não atacava pessoas inocentes, mas estudantes mal-intencionados. Ele também não atacava escolas sem razão nenhuma, e só reservava sua raiva para alunos que se dizem acima da lei.

“Akahori era diferente demais para ser o Terror de Osaka. Mas ele não era muito diferente deles em alguns aspectos. Não acho que ele possa ser uma ameaça, mas como uma salvação. Quando eu falava para as pessoas sobre o Akahori, elas vêem que ele era um caso sério, mas não completamente perdido.” – Viszla.

Com o passar do tempo, a relação entre Akahori e Viszla se tornou mais amigável. Os dois se tornaram mais e mais íntimos e ele até contava seus segredos. Viszla queria focar mais em seu dever, mas ela não conseguia. Seu coração gritava mais alto, especialmente em relação ao passado de Akahori.

“Seu pai o abandonou. Mora com a mãe e a irmã mais nova. Trabalhava duro para conseguir dinheiro. Era este o passado de Akahori. Ele lutava contra pessoas ruins não por escolha, mas por obrigação. Obrigação de defender aqueles que o ama. E quanto aos óculos de sol que ele usava, simbolizava a razão por trás da separação de sua família. ” – Viszla.

De acordo com Viszla, Akahori tinha fotofobia. Seu olho era sensível a luz e precisava usar um óculos de sol específico. Esta era a razão porque o pai dele o abandonou, já que ele não queria ter um filho deficiente em sua casa. Sua esposa decidiu que não ia abandoná-lo, e que teria um jeito de salvar o filho.

“A mãe de Akahori fez a escolha de ficar ao lado do filho, mesmo que isso faça com que seu marido a abandone. Um mês depois, sua outra filha nasce, com problemas ainda maiores... Ela é paraplégica, e por causa disso ele tem que lutar para que sua família não acabe em desgraça. O trauma do abandono também fez com que a mãe não se case novamente. Isso... Isso é horrível. Eu gostaria de que essa fosse uma família trabalhadora, mas...” – Viszla.

Akahori vem de uma família quebrada, e as chances dele tentar consertá-la são menores que zero. Mas a verdadeira surpresa não era só suas razões por trás de sua atitude misteriosa, mas o fato de que no fim das contas, Akahori não era o Terror de Osaka.

“Depois de muito tempo, Akahori tirou os óculos. Eu não acreditava no que via. Seus olhos tinham coloração preta, diferente dos olhos do Terror de Osaka. Me senti enganada, mas não quis abandoná-lo. Mesmo com meus desejos de liberdade, eu me sentia feliz com o Akahori. Não era mais fingimento ou engano. Era verdade. Ele não era o Terror de Osaka. Tive que continuar o trabalho, então eu disse a ele todas as minhas razões. Akahori não ficou irritado, ele parecia calmo. Ele entendeu tudo o que disse, mas não prometeu que seremos felizes junto. Talvez quando a família dele estiver recuperada de suas dores, Akahori irá pensar no seu futuro comigo. – Viszla.

Três candidatos falharam como Terror de Osaka. Era difícil encontrar alguém compatível com sua personalidade. Mas o esquadrão de Shirawase não desistia e lutava até o fim. Uma semana antes de Viszla abandonar sua felicidade para continuar seu trabalho, a força-tarefa dos delinquentes mercenários encontraram evidências sobre o Terror de Osaka.

3 de novembro de 20XX, Bairro de Dotonbori, Osaka

Delroy Rapport, um turista estadunidense, fala para as pessoas sobre um delinquente o salvou de vários rufiões quando estava caminhando pela cidade. As notícias se espalharam até que vieram para os ouvidos de Shirawase.

“Começou nas ruas de Dotonbori. Um turista americano falava de um garoto japonês que salvou a vida dele. Eu já estava desconfiado a esse ponto, até o dia em que ele mostrou um retrato falado do cara.” Katsura Shirawase, policial.

Delroy não era apenas um turista. Recém-graduado da Faculdade de Artes, ele fazia artes dos vários lugares que ele visitava. Mas o que realmente surpreende foi o retrato do delinquente que o salvou. Cabelos castanhos, olhos verdes... A aparência era a mesma do Terror de Osaka. Será que ele estava usando da ingenuidade de Delroy, ou tinha algo de errado nas nossas suposições?

“Quanto mais a gente investigava, mais tivemos dúvidas se o Terror de Osaka era realmente uma pessoa terrível. O fato de que seus candidatos carregavam historias de fundo diferentes deixavam claro isso. Takeuchi e Matsuzaki são casos perdidos, mas Akahori não era uma pessoa ruim. Dá pra ver que há uma nuance entre aluno e delinquente, e nem tudo é branco e preto. Se existem delinquentes que lutam por uma causa justa através da luta, talvez o Terror de Osaka seja um deles...” – Katsura Shirawase, policial.

Um dos agentes de Shirawase, cujo codinome é Raptor, foi investigar a arte de Delroy. Ele procurava pela pessoa que carregava a aparência do retrato.

“Eu tinha a impressão de que o retrato feito pelo estadunidense era uma pista para algo além do grande esquema das coisas. Caminhei por toda a Dotonbori e a maioria das pessoas do bairro apontaram para um visitante recorrente que caminhava pelas ruas em busca de um desafio. Ele nunca ficava satisfeito e procurava por mais, no entanto ele não parecia ser uma pessoa ruim, pelo menos não no ponto de vista das pessoas.” – Raptor.

Raptor conseguiu encontrar a pessoa que salvou Delroy naquele momento. Seu nome era Yasunobu Akesaka, e ele tinha como hobby passear por Osaka e observar a cidade. O que fazia dele ser o Terror de Osaka foi o fato de que ele luta contra vários delinquentes apesar de também ser um delinquente. De acordo com Raptor, Akesaka lutava contra vários delinquentes pois, para ele, lutar contra pessoas normais era covardia e figuras autoritárias eram indignas. Logo, ele descontava seus músculos em delinquentes.

“Akesaka via os delinquentes como sacos de pancada. Ele procura por um delinquente forte, que pode ser capaz de bater de frente com ele. Curiosamente, ele acabava pegando aqueles que justamente gostavam de importunar os mais fracos. Tipo aqueles leais ao darwinismo social. Eu me pergunto se ele é a encarnação do carma ou algo assim, mas se este fosse o caso, seria uma tremenda blasfêmia. Akesaka também é muito atrevido, e compara os outros delinquentes como gatinhos assustados que preferem comer peixes a bater em outros gatos.” – Raptor.

Eventualmente Raptor e Akesaka tiveram um confronto e os dois lutavam. Ambos lutavam de igual pra igual, apesar de Raptor ter a vantagem de ser um delinquente de longa data. Será que ele estava pegando leve, ou ele sabia que não podia perder Akesaka por nada?

“Quando lutei contra Akesaka, tinha aquela sensação de que eu não podia perder a luta por nada. Mas a força dele não era diferente dos outros delinquentes que eu lutava. A partir daquele momento, eu me perguntei... Não, ele não pode ser o Terror de Osaka. Se fosse o caso, ele já teria me matado ou pelo menos um olho roxo.” – Raptor

Raptor estava prestes a negar Akesaka como o Terror de Osaka, já que ele tinha uma força que fazia o delinquente ser pior do que já é. Mas o que ele não esperava foi o que Akesaka disse, que não apenas confirmava algo que Raptor já desconfiava, mas também deu uma nova camada a esse mistério.

“O momento que Akesaka me falou sobre o Terror de Osaka, eu tinha a impressão de que ele só estava dizendo isso para tentar me assustar. No entanto, quando ele explicou todas as notícias envolvendo ele, eu comecei a perceber que o dito cujo, apesar de se sentir desafiado, no fundo tinha medo dele. Infelizmente isso não o impediu que ele vá se encontrar com o delinquente, e eu tinha medo que Akesaka esteja arriscando sua vida por algo fútil.” – Raptor

Quando Akesaka caminhava pelas ruas de Osaka, ele se encontrava com alguém que não esperava encontrar. O Terror de Osaka, em pessoa. Raptor também esteve observando a luta, e viu que o tal delinquente fazia jus ao nome. No fundo, ele queria ajudar Akesaka, mas também precisava cumprir sua missão. Era só uma questão de tempo para que o Terror de Osaka deixe o delinquente de joelhos. Raptor testemunhou o combate, e conseguiu tirar as fotos do evento, trazendo evidências para os policiais.

“Raptor mostrou as fotos da luta, e vimos evidências fortes. O Terror de Osaka usava a mesma jaqueta vermelha e calças azuis escuras que estavam na nossa descrição. E Akesaka, no fim das contas, era uma pista falsa. Nunca pensei que seríamos enganados mais uma vez pela nossas suposições. Mas pelo menos ele revelou uma coisa: Que o Terror de Osaka não deve ser levado na brincadeira. Ele é uma ameaça a nossa cidade.” – Katsura Shirawase, policial.

Raptor foi para o hospital onde Akesaka foi hospitalizado. Lá, os dois tiveram uma conversa, e Akesaka explicava tudo o que ele sabe sobre o Terror de Osaka.

“Eu ouvi o que ele disse. Eu sentia suas dores. E naquele momento eu comecei a perceber que o Terror de Osaka não era apenas um delinquente qualquer. Ele era um monstro. Além disso, ele também dizia que já hospitalizou vários delinquentes que se atreviam a atacá-lo. Mas não era só isso, antes de sair, Akesaka me disse uma coisa que me parecia ser importante. E com isso, eu pensei... Ele é o Terror de Osaka? Me encontrei com Katsura e seus agentes, e tivemos uma conversa. Isso estava longe de acabar.” – Raptor.

Raptor então foi se encontrar com Shirawase. Ele então explicou tudo o que sabia sobre o Terror de Osaka através de Akesaka. Raptor mencionou o nome da pessoa que estava na boca de Akesaka. Com isso, Shirawase tinha um novo alvo...

6 de novembro de 20XX, Bairro de Nakatsu, Osaka

Três dias depois do acontecido, Shirawase focou em um novo alvo. Antes de se despedir de Akesaka, ele diz a Raptor o nome que causou um grande alvoroço com os agentes do policial.

Masao Onizuka. O nome dava temor a Raptor, e especialmente a Akesaka. Um dos agentes, cujo codinome é Aristotle, foi convocado para investigar o tal delinquente. Aristotle então vai para o bairro de Nakatsu para encontrar pistas em relação sobre o delinquente. No entanto, uma vez que ele dizia o nome, crianças fugiam e adultos falavam sobre ele com temor. Masao Onizuka é um caso perdido em Osaka. Batia em todo tipo de pessoa, desde delinquentes até pessoas comuns. Um verdadeiro valentão.

“O nome Masao Onizuka não só era um problema na escola onde ele estuda, mas também em toda a Osaka. Quem conhecia ele o temia, e torcia para que ele não o pegava. Delinquentes ingênuos lutavam contra eles e foram hospitalizados. Os hospitais ficavam lotados, e alguns alunos faltaram as aulas. Os que conseguiram voltar não eram capazes de sair de casa. Masao Onizuka... Ele não é apenas um insurgente... Ele é um monstro.” – Cidadão anônimo.

Aristotle procurava por Onizuka, que acreditava ser o Terror de Osaka. Sua primeira pista era no Colégio Kurota, um colégio onde seus estudantes tinham apenas uma emoção padrão: Medo. Nem mesmo os professores e as figuras autoritárias eram capazes de lidar com alguém como Onizuka. Gakurans pretos refletiam a natureza do colégio: Forte e poderosa, mas má e destrutiva. Apropriadamente, Onizuka é o atual bancho da Kurota.

“Kurota... Não era um colégio estável. Os estudantes tinham uma lei... Só os fortes tem o direito de controlar o colégio. Por causa disso todo mundo lutava entre si para conseguir a posição. Então veio Masao... E as coisas pioraram. Era para ele ser a nova salvação, mas ele acabou sendo um messias sombrio. Enquanto Masao estava no colégio, ninguém se atrevia a tocar nele. Eu até pensava em me demitir, mas sentia que a minha consciência gritava mais alto. Precisava fazer algo a respeito, mas a questão é: Como?” – Hayato Ohara, diretor do Colégio Kurota.

Aristotle entrou no colégio Kurota em uma tentativa de provar ao mundo que Masao Onizuka e o Terror de Osaka eram a mesma pessoa. Ele foi se encontrar com o delinquente sem medo. Por mais que Onizuka seja capaz de intimidar seus inimigos, Aristotle já foi um delinquente pior que ele, carregando uma alcunha ainda pior...

“Shadow Messiah”.

“Lutei contra Onizuka. Ele era forte demais até mesmo pra mim, mas eu era esperto o bastante para lidar para alguém como ele. Shadow Messiah, minha alcunha do passado, era uma representação de toda a minha força. Onizuka era pior do que eu em vários aspectos. Eu batia nas pessoas, mas ele espancava todo mundo. Eu até esqueci da minha razão por trás de minha ida a Kurota, e queria dar ao delinquente o castigo que ele merece.” – Aristotle.

Eventualmente, Aristotle foi capaz de parar Onizuka. Durante a luta, o delinquente interrogou Onizuka, dizendo que ele sabe quem é o Terror de Osaka. O bancho da Kurota ignorou as ameaças, acusando Aristotle de blefar. Shadow Messiah está de volta, e imediatamente acusou Onizuka de ser o Terror de Osaka, o que surpreende as pessoas e irrita o delinquente. Por sua vez, Onizuka nega que ele é o Terror de Osaka e até deseja que este último o temesse.

“Quando as coisas estavam prestes a piorar, eu esfaqueei Onizuka. Naquele momento eu estava fora de si, queria poder salvar Kuroha. Felizmente, já que estava trabalhando com Shirawase, eu não fui preso de imediato, mas minha pena atual aumentou para 10. Ainda era melhor do que 50, e já estava satisfeito com isso. Mesmo que isso faça com que vários delinquentes voltem a lutar pela posição, era melhor do que ter um delinquente que espancava tudo e a todos sem consequências.” – Aristotle.

Onizuka foi enterrado um dia depois de sua morte. Apenas os membros de sua família foram ao enterro, e ainda assim eles não tiveram nada de bom a dizer sobre ele.

“Era tudo insulto. Desgosto. O pai chamava ele de inútil, a mãe não entendeu porque Onizuka veio ao mundo para causar temor em seu colégio. Nem mesmo os seus parentes tinham um pouco de simpatia com ele. Eu acho que toda esta razão porque Onizuka era uma pessoa indecente foi por causa de sua família, que não lhe deu um pingo de amor. Alternativamente a família dele queria dar a Onizuka uma chance dele ser uma pessoa boa, mas acho que ele via isso como um estorvo. Um estorvo que até hoje se recusa a carregar.” – Aristotle.

Porém, logo depois da família sair, um homem apareceu para ver o túmulo de Onizuka. Ele então se curva e começa a chorar, lamentando o fato de não ter conseguido salvar sua alma.

“Diferente dos seus familiares, aquele adulto via a morte de Onizuka como sua responsabilidade. Ele se culpava por não ter conseguido dar ao delinquente a educação que ele merece. Acho que até mesmo alguém como Onizuka tinha um ente querido.” – Aristotle.

O homem em questão era Gensai Watanabe. Os dois se conheceram no Templo Dourado quando Onizuka estava em um momento de descontrole. De acordo com Aristotle, Gensai era o único amigo que o delinquente teve na vida, basicamente uma figura paterna. Gensai acreditava que Onizuka tinha uma alma ferida e era dever dele tentar ajuda-lo em sua difícil jornada. Mas infelizmente, mesmo com todos os seus esforços, ele não foi capaz de salva o delinquente de um destino pior.

“Onizuka... Era como um filho pra mim. Quando nós dois conversamos, Onizuka inicialmente não queria revelar seus assuntos pessoais. Mas quando ele cedeu, ele falou que sua família era terrível e não se importava com ele. Ele também disse que sua família só se importava com bens materiais e se deliciava com todo tipo de item de luxo. Com isso, percebi que no fundo Onizuka queria a atenção de sua família e usava da luta como um jeito de escapar de seus problemas.” – Gensai Watanabe.

Gensai Watanabe foi abordado pela polícia, que queria saber mais sobre o Terror de Osaka. A esse ponto eles já sabiam que Onizuka não era o Terror de Osaka, o que significa que ainda há muito que percorrer para encontrar o verdadeiro vilão.

25 de fevereiro de 20XX, Bairro de Konohana, Osaka

Um novo ano chegou, e o mistério do Terror de Osaka ainda não foi resolvido. Quem era o delinquente que causava tantas dores na cidade? Shadow Messiah estava morto, e os últimos candidatos não se encaixavam no jeito de como o Terror de Osaka agia na cidade. Porém, quando tudo parecia perdido, uma nova pista veio.

No bairro de Konohana, são vistos vários cartazes de alguém que se dizia Terror de Osaka. Os policiais observam o cartaz e notam que o retrato era igualzinho o do delinquente original.

“A caça ao Terror de Osaka começou a ficar mais intensa, e dá pra ver que Konohana está mais consciente em relação aos ataques do delinquente. Considerando o número de cartazes, isso não é surpresa e dá pra ver que vários jovens estão na cidade em busca do Terror de Osaka. No entanto, o que me surpreende são as razões. Os cartazes não mostravam apenas o rosto do inimigo, mas também sua quantia em dinheiro. Eu pensei assim... Tinha alguma coisa muito estranha e mandei um de meus agentes investigar Konohana de cabo a rabo.” — Katsura Shirawase, policial.

Urumi Yamada, codinome Otohime, foi para Konohana encontrar pistas em relação ao Terror de Osaka. Ela observou os cartazes com precisão e tinha a impressão de que alguma coisa estava errada.

“Todos os cartazes, ao que tudo indica, tinha como recompensa 950 mil ienes. Considerando que o Terror de Osaka era um mistério desde o ano passado, me parecia justo que a recompensa era grande. Mas tinha a pergunta... Vale a pena?” – Otohime

Otohime observa o cartaz. Ela imaginava que o Terror de Osaka valia sua cabeça em dinheiro. Porém, apesar do fato de que as pessoas sabiam da existência do delinquente, a verdadeira identidade do inimigo era um mistério. Otohime tinha suas suspeitas: Estaria alguém se aproveitando da infâmia do Terror de Osaka para lucrar as custas dele?

“Eu já tinha ouvido falar de esquemas onde pessoas de má índole se aproveitavam do sucesso das coisas para tirar vantagem da situação. Os cartazes com recompensas era um sinal de algo maior. Então ao invés de procurar pelo Terror de Osaka por si mesma, eu fui procurar pelas pessoas por trás dos cartazes. Se eles sabiam quem era o Terror de Osaka, eu precisava falar com eles. Se isso é uma armadilha eu não sei, mas estava certa de um detalhe... O Terror de Osaka precisa ser detido o mais rápido possível.” – Otohime

Otohime procurava pelos responsáveis por trás do cartaz, e se surpreendeu com o fato de que os donos viviam em uma rua pobre. Isso já era o suficiente para confirmar isso como uma armação. Todavia, quando ela estava prestes a denunciar o caso, ela se encontrou com alguém que ela não esperava ver... O próprio Terror de Osaka.

As pessoas de Osaka observavam a luta entre dois delinquentes, com o Terror de Osaka sendo a atração principal. Apesar do combate bruto, Otohime via algo errado. Apesar do delinquente ter a mesma cor de cabelo e a mesma cor dos olhos e ter a mesma jaqueta vermelha, ele usava roupas pretas e marrons. Isso já era um mau agouro, mas nem todos desconfiaram dele, já que o lutador em questão tinha uma força descomunal.

“Qualquer um que tinha cabelos castanhos, olhos verdes, usava jaqueta vermelha e tinha uma força descomunal é o Terror de Osaka. Quando eu ouvi isso, estava enfurecida. Tentavam se apropriar de um nome apenas para ganhar dinheiro. Uma coisa é um delinquente machucar pessoas por diversão. Outra é se aproveitar da fama dele só para conseguir dinheiro. Não sabemos se o verdadeiro Terror de Osaka é também uma pessoa gananciosa, mas de uma coisa tenho certeza. Meu alvo não foi feito como uma propaganda publicitária. Então decidi fazer uma escolha ousada que viria contra meus princípios.” – Otohime.

Otohime, ao invés de procurar pelo Terror de Osaka, foi atrás dos homens que queriam lucrar com o nome dele. Ela então foi para o local e se deparou com vários rufiões. Um deles era Kanji Nagamasa, que, para sua surpresa, fez parte da máfia.

“Nagamasa... Eu já tinha ouvido falar do sobrenome várias vezes, mas essa é a primeira vez que vejo um deles em pessoa. Quando me encontrei com ele, ele perguntava se conseguiu encontrar o Terror de Osaka. Eu disse a ele: Olha, eu não sei quais são as suas intenções, mas você não vai conseguir se safar dessa. Quando a polícia te encontrar, você estará mais do que perdido. Ele não parecia estar com medo, pelo contrário parecia calmo.” Otohime.

Kanji Nagamasa fez parte da família de mesmo nome, sendo o segundo mais velho de uma família de quatro irmãos. Quando ele falhou em uma missão importante, Kanji foi expulso. Desde então ele está arranjando um jeito de recuperar seu prestígio. As notícias do Terror de Osaka foram uma oportunidade perfeita de se redimir, não que ele queira caçar o delinquente por si mesmo. Ele não escondeu o fato de que ele queria usar o nome do Terror de Osaka para chamar a atenção das pessoas.

“Nagamasa não tinha medo de demonstrar que se importava mais com a fama do que com a causa. Honesto? Sim. Mas ele ainda é um criminoso, então eu estava com os dedos prestes a chamar a polícia. Quem teria a audácia de usar do nome do Terror de Osaka para ganhar dinheiro?” – Otohime

Otohime investigou o caso mais a fundo. Logo depois de uma luta envolvendo o suposto Terror de Osaka, ela descobriu toda a verdade. O farsante era um homem careca que se aproveitava da fama do Terror de Osaka para ganhar dinheiro. Pra piorar, ele também fazia parte de uma outra família de mafiosos no qual ele fora rejeitado.

“Ex-membros da Yakuza se aproveitaram da historia do Terror de Osaka para que eles possam ganhar dinheiro as custas dele. Já estava prestes a revelar toda a verdade para os policiais, e até tinha evidências em relação a isso.”

Otohime foi se encontrar com os policiais para denunciar Kanji e sua gangue, mas para sua surpresa, ela acabou se encontrando com o falso Terror de Osaka. Ele estava machucado, com vários hematomas, provavelmente do verdadeiro inimigo.

“Ele confessou os seus crimes, não porque era o certo, mas porque ele sabia entre apodrecer na cadeia e viver sendo perseguido pelo Terror de Osaka, a primeira opção era mais segura. Kanji já perdeu o respeito da família uma vez, e o fato de que ele já estava a dois passos de ser preso já selou seu destino de ser a desgraça da família.” – Katsura Shirawase, policial.

Antes de ir para a cadeia,Kanji confessou para o policial tudo o que ele sabia sobre o Terror de Osaka. Mas a esse ponto, a força tarefa estava preocupada. Quem é o Terror de Osaka? E porque todas as pistas envolvendo ele eram falsas? A este ponto, até mesmo todos os delinquentes acabaram por desistir, dizendo que não valia a pena caçar uma sombra. Shirawase estava decepcionado. Todos os seus esforços não valiam nada. Será que a confissão de Kanji era verdadeira ou era tudo mentira?

Tempos atuais, Bairro de Abeno, Osaka.

O Terror de Osaka continuava a assombrar a cidade. Ninguém era capaz de lidar com um delinquente cuja força era descomunal. Pra piorar, poucas pessoas sabiam quem ele é de verdade. Alguns delinquentes voltaram para o reformatório, enquanto os policiais estavam prestes a considerar o caso como uma causa perdida. Mas o mistério ainda continuava. Shirawase via que alguns de seus agentes se recusavam a desistir, inclusive estavam cientes de seu próximo alvo.

Shirawase estava ciente de que o Terror de Osaka estava vivo, nem que ele tenha que encontrá-lo a qualquer custo. A mente humana pode ser capaz de qualquer coisa, seja por bem ou por mal. Mas o que faz do delinquente um delinquente? Não é raro ver um jovem problemático ser resultado de uma família quebrada. Porém, é a criação que pode fazer a diferença, e a escolha reforça ela também. O Terror de Osaka, independente de quem seja, é o resultado de todos estes fatores. A nova geração japonesa precisa se cuidar para que suas crianças tenham o apoio moral que eles merecem, pois caso contrário, seus descendentes irão se tornar a mais nova geração perdida.

Notas finais
A partir do episódio 14, um monte de revelações irão acontecer! Não percam, pois as pistas já estão prontas!