Shinku no Kogoro - Season 7
20 O verdadeiro Terror de Osaka
[Cenário: Hotel Conrad, quarto 505.]
[Kogoro e Atsushi estão dormindo. Os smartphones dos dois tocam simultaneamente, e Atsushi consegue desligar o smartphone minutos antes de Kogoro. Os dois se encaram.]
Atsushi: Oi querida...
Kogoro: Ai para, tá me deixando nervoso.
[Kogoro e Atsushi se encaram mais uma vez e os dois vão dar uma risada.]
[Cenário: Hotel Conrad, banheiro.]
[Atsushi está tomando banho. Minutos depois, é a vez de Kogoro.]
[Cenário: Hotel Conrad, quarto 505.]
[Kogoro e Atsushi se preparam para o café da manhã. A refeição da vez é ovos com bacon em forma de face. O de Atsushi forma um rosto feliz, mas o de Kogoro forma um triste.]
Kogoro e Atsushi: Itadakimasu!
[Kogoro e Atsushi vão comer. Subitamente, as refeições refletem o que os dois garotos estão sentindo. Atsushi está feliz apesar da situação complicada em Osaka, enquanto Kogoro está triste com tudo o que está acontecendo. Horas mais tarde, os dois garotos estão sentados em um sofá.]
Atsushi: Soube que você estava borocoxô no café da manhã. O que aconteceu com você?
[Kogoro não diz nada.]
Atsushi: Ora, não fique nervoso. Você pode falar comigo pra mim se quiser. Tô do seu lado.
Kogoro: Quer mesmo saber?
[Atsushi balança a cabeça pra cima e pra baixo dizendo que sim.]
´Kogoro: Bem, vamos lá.
[Atsushi fica calado. Kogoro explica tudo o que aconteceu para seu amigo.]
Kogoro: (Eu testemunhei o Terror de Osaka. O falso. Eu vi o que ele pode ser capaz de fazer. Além disso eu também soube qual é o nome do verdadeiro. Mas não importa agora. Ao mesmo tempo, Ryuzaki foi levado ao hospital. Ele não foi capaz de vingar sua namorada, que a esse ponto ainda estava viva. Honestamente, eu me pergunto o que está acontecendo com as gangues. E principalmente, quem era o farsante...)
Atsushi: Nossa, isso... Não tenho nem palavras pra dizer isso.
Kogoro: Pois é.
Atsushi: E então... O que vai fazer?
Kogoro: Encontrar o verdadeiro Terror de Osaka. Meiko disse que ele esteve comigo este tempo todo. Agora...
Atsushi: Nunca ouvi falar deste nome. Nishiki Iuchi... É a primeira vez que eu ouço este nome.
Kogoro: Eu também.
Atsushi: Posso perguntar uma coisa...
[Kogoro não diz nada.]
Atsushi: Sabe se o Nishiki é tão violento quanto o falso?
Kogoro: (Porque não pergunta em pessoa!?)
[Atsushi não diz nada.]
Kogoro: Vamos nos preparar. Goda-sensei vai preparar algo pra gente.
Atsushi: Bem, eu tô nervoso.
Kogoro: Quem não estaria?
[Kogoro e Atsushi saem do quarto.]
[Cenário: Hotel Conrad.]
[Os estudantes da Rekka estão em reunião com o professor Takeru.]
Takeru: Hoje teremos mais uma excursão.
[Os estudantes tem uma discursão.]
Takeru: Sei que vocês estão nervosos por causa dos ataques causados pelo Terror de Osaka, mas nós devemos ser firmes. Precisamos garantir que nossa viagem a cidade tenha valido a pena.
Shuichi: Mas como? Você viu o que aconteceu em Nishi, não viu?
Takuya: É... E se isso acontecer de novo?
Takeru: Como eu disse, devemos ser firmes. Além disso, temos o Kogoro como nosso guardião pessoal.
Kogoro: (E lá vou eu pagar o pato...)
[Hideo levanta o braço.]
Takeru: Alguma pergunta?
Hideo: Tem certeza que estaremos seguros?
Takeru: Isso só o futuro dirá. Mas hoje nós vamos para o Universal Studios Japan.
[Todos os estudantes ficam felizes, exceto Kogoro.]
Kogoro: Isso é um absurdo! Justamente no dia dos ataques!? Essa foi a gota d’água!
Kenta: Calma ae. É o Universal Studios. Tem tudo de bom no local, e é um ótimo local para aprendizados.
Hideo: Você só diz isso porque está interessado naqueles criados.
Kenta: Eu não estou mais falando com você. Kogoro, diga a ele que eu não vou com a cara daqueles comedores de banana.
Kogoro: Kenta disse que ele...
Hideo: Sei sei, eu ouvi alto e claro. Vai ver ele prefira o Parque dos Dinossauros ou o mundo mágico dos bruxos.
Kenta: Kogoro, diga a ele que eu não me interesso em dinossauros nem feiticeiros!
Kogoro: Kenta disse que ele...
Hideo: Não precisa dizer mais nada. Ouvi muito bem o que ele disse.
Kenta: Você realmente é um panaca!
Hideo: Só estou tentando ser bonzinho.
Kogoro: Acho que vocês deveriam aprender a refletir o que fizeram com a vida de vocês.
Kenta: Ah, vá se ferrar. Foi ele que começou.
Hideo: Por acaso tenho cara de mascotinho de professor?
Kogoro: Chega, vocês dois! Isso não é uma briga no qual vocês dois estão cer...
Kenta: Você tá errado!
Hideo: Não. Ele está certo. Você está agindo como se fosse a vítima. Não está entendendo a verdade por trás deste passeio.
Kenta: Você também tá errado!
Kogoro: Eu temo que Hideo tem um ponto. Diga o que quiser sobre ele, mas ele sabe o que está dizendo.
Kenta: O quê!?
Kogoro: Tudo o que você está dizendo é apenas um argumento unilateral para que você pareça melhor que o Hideo.
Kenta: Eu não pretendo ser melhor que o Hideo! O que eu pretendo é...
[Kenta vê que Kogoro não está feliz com a atitude do seu amigo.]
Kenta: Parece que eu peguei pesado demais, não peguei?
Kogoro: Hmph.
Hideo: Kenta, o que quero dizer é que...
Kenta: Não. Não diga mais nada.
[Kenta fica de braços cruzados.]
Kogoro: Ele ainda tá com isso? Tá tentando pelo menos ajuda-lo?
Hideo: Tô dando o meu melhor, mas...
Kogoro: Não precisa dizer mais nada. Eu entendo suas intenções.
[Kogoro e Kenta ficam tristes.]
Hideo: Kenta...
[O smartphone de Kogoro toca.]
Kogoro: Só um minutinho.
[Kogoro se afasta de seus amigos, pega seu smartphone e vai atender.]
Kogoro: Kogoro na linha.
????: Tudo bem com você? Temos notícias.
Kogoro: Pode falar.
[Cenário: Esconderijo do grupo Além da Verdade]
[Meiko está falando com Kogoro ao smartphone.]
Meiko: Iuchi passou no hospital da cidade e disse que Ryuzaki está passando por tratamentos.
Kogoro: Oe, como assim?
Meiko: Calma. Ryuzaki foi gravemente ferido pelo Terror de Osaka, mas não é nada preocupante a este ponto. Iuchi pagou vários médicos para que este consiga sobreviver.
Kogoro: Uau, que sujo.
Meiko: Melhor do que ver sorrir por um delinquente à beira da morte.
Kogoro: E como ele está agora?
Meiko: Está bem. Só precisa descansar um pouco.
Kogoro: Valeu. Queria dizer mais alguma coisa?
Meiko: É algo sério?
Kogoro: Bem, é que...
[Cenário: Hotel Conrad.]
[Kogoro ainda está conversando em seu smartphone com Meiko.]
Kogoro: Estou indo para o parque da Universal Studios.
Meiko: Tu tá de brincadeira comigo, não tá!?
Kogoro: Calma, é só para um passeio escolar. Não se preocupe...
[Cenário: Esconderijo do grupo Além da Verdade]
[Meiko continua conversando com Kogoro.]
Kogoro: Irei me encontrar com o Terror de Osaka e seus conspiradores. Isto é, se eu conseguir lidar com os bruxos, os dinossauros, e os criados comedores de banana que usam macacão.
Meiko: Pelos céus...
Kogoro: Se não tiver algo a dizer, tenho que desligar. Meus amigos estão me esperando.
[Kogoro desliga o smartphone. Hiroya aparece para vê-la.]
Hiroya: Como vai, Meiko-san?
Meiko: É o Kogoro. Ele tá ocupado demais indo para o parque da Universal.
Hiroya: O quê!?
Meiko: Não tô brincando. Vai demorar uma eternidade para falar com ele.
Hiroya: Droga!
[Meiko fica calada.]
Hiroya: (O miserável está se divertindo enquanto Ryuzaki está sofrendo as consequências de seus próprios atos. Eu me pergunto o que ele está fazendo agora...)
[Cenário: Hospital Red Cross de Osaka, um dos quartos.]
[Ryuzaki está deitado em uma situação quase crítica. Ele tenta respirar e tem um flashback. Ryuzaki está correndo pelos corredores do Colégio Himejima juntamente com Michiya. Ao chegar na entrada, ele acaba encontrando uma silhueta parecida com a do Terror de Osaka. A silhueta então pega um revólver.]
Ryuzaki: Michiya, foge!
[Michiya fica paralisada de medo.]
Ryuzaki: Michiya, essa não é você! Você precisa fugir!
Michiya: Eu não vou! Eu vou ficar com você! Não quero que fique sozinho!
Ryuzaki: Mas...
[A silhueta então se prepara para atirar.]
Michiya: Ryuzaki...
Ryuzaki: Michiya!
[A silhueta então atira em Ryuzaki, mas Michiya o protege com a sua vida. Ela cai no chão.]
Ryuzaki: Michiya!
[A silhueta então se revela como o Terror de Osaka, mais precisamente, o farsante que usa uma peruca marrom e óculos de sol verde. Ele então começa a rir.]
Ryuzaki: Seu miserável! Olha o que você fez!
[O falso Terror de Osaka ri mais e mais alto, e então pega uma bazuca e atira um míssil. Este contém uma palavra em katakana no qual está escrito “Bye Bye”. Ryuzaki é atingido pelo míssil e acorda no quarto do hospital. Um dos médicos, um homem de cabelos e olhos pretos usando um óculos aparece.]
Médico: Você está bem?
Ryuzaki: O que aconteceu!?
Médico: Calma. Deve ter tido um pesadelo. Melhor você voltar a dormir. Ainda está machucado.
Ryuzaki: Tch...
[Ryuzaki fica enfurecido. O médico então sai do quarto.]
Ryuzaki: (Não. Eu não posso ficar aqui. Se eu não fizer alguma coisa logo, tudo o que eu lutei será em vão!)
[Ryuzaki tenta se levantar, mas não consegue.]
Ryuzaki: (Maldito! Por causa dele eu acabei no hospital. O que vou fazer agora!?)
[Ryuzaki então ouve duas pessoas no hospital.]
“Ele está ótimo. Vai ser uma questão de tempo para que ele melhore, ainda que demore entre três a quatro dias.”
“Por favor, faça isso logo. Estou preocupado com ele...”
“Vamos tentar fazer nosso melhor.”
“Obrigado.”
[A porta se abre. Yukimaru então aparece para observar Ryuzaki.]
Ryuzaki: O que você quer!? É um dos funcionários desta espelunca!?
Yukimaru: Não. Eu só estou aqui porque estou preocupado com você.
Ryuzaki: Quem é você!? E por que você me parece tão familiar?
Yukimaru: Sou apenas uma pessoa de passagem... Meu nome é...
[Ryuzaki fica enfurecido.]
Yukimaru: Não importa... Mas você precisa desistir de seus planos de vingança o mais rápido possível, antes que ele te consuma.
Ryuzaki: Eu não vou! Enquanto o Terror de Osaka estiver aqui, estarei disposto a lutar contra ele!
Yukimaru: Não. Você não vai. É perigoso.
Ryuzaki: Se eu não fizer alguma coisa, tudo o que eu lutei será em vão! Além disso, o Terror de Osaka fará mais vítimas!
Yukimaru: Não, ele não fará.
Ryuzaki: Mentiroso! Você viu o que ele fez em Nishi, não fez!? Tá até na mídia!
[Yukimaru fica calado.]
Ryuzaki: Tudo o que eu queria... Era poder ser feliz com Michiya... Me casar com ela... Ter filhos com ela... Ela foi... A pessoa que eu amava.
[Yukimaru fica triste.]
Ryuzaki: Você não entende o que ela significa pra mim?
Yukimaru: Sim.
[Yukimaru se aproxima de Ryuzaki.]
Yukimaru: Um dia você terá a chance de encontrar com ela novamente. Eu prometo.
Ryuzaki: Hmph! O que você sabe sobre promessas?
Yukimaru: Acredite, bem mais que você.
[Ryuzaki fica calado.]
Yukimaru: Em algum lugar de Osaka, Kogoro está procurando pelo seu inimigo. Sei que ele irá vencer, pois ele sabe muito bem com quem ele está lidando.
Ryuzaki: Aquele bastardo de Tóquio... Diga a ele que se ele morrer, eu não vou perdoá-lo.
[Yukimaru fica calado.]
Ryuzaki: Perdi muita gente por causa daquele monstro... Hanajima...
Yukimaru: Sei disso. Eu soube.
Ryuzaki: O que ele fez é imperdoável...
Yukimaru: Com certeza...
Ryuzaki: Se eu não fizer alguma coisa logo...
Yukimaru: Não apenas você, mas várias pessoas em Osaka perderão seus entes queridos.
[Ryuzaki fica triste.]
Yukimaru: Tenho que ir agora. Preciso consertar as coisas aqui e agora.
[Yukimaru se prepara pra sair.]
Ryuzaki: Espere.
[Yukimaru vai dar mais uma olhada em Ryuzaki.]
Ryuzaki: Como você sabe sobre tudo o que aconteceu?
Yukimaru: Digamos... Que eu também tenho que lidar com meus próprios pecados.
Ryuzaki: Entendo.
[Yukimaru sai do quarto. Ryuzaki fica pensativo.]
Ryuzaki: Seus próprios pecados? O que ele quis dizer com isso?
[Cenário: Universal Studios Japan.]
[Kogoro, Atsushi e todos os outros alunos da Rekka chegam até ao parque de diversões.]
Takuya: Uau! Isso é incrível!
Shuichi: Pois é. Este é o Universal Studios do...
Takuya: Vila Sésamo! Charlie Brown! Os Minions!
Kotone: Não se esqueça da Hello Kitty.
Takuya: Hello Kitty? Mas isso não é obra da...
[Kotone sai um pouco.]
Kogoro: Pois é. Parece que estou tendo um momento de reflexão em um parque de diversão cheio de desenhos animados.
Atsushi: Graur!
Kogoro: E o tal do Jurassic Park.
[Kogoro, Atsushi e os alunos da Rekka vão brincar nos locais do parque. Shuichi, Emi e Hideoestão em Amity Village dando umas olhadas no local. Kenta, Kotone e Takuya brincando no Super Nintendo World. Kogoro e Atsushi vão tirar algumas fotos no Minion Park. Takeru observa os dois e dá um sorriso. Minutos depois, os alunos da Rekka se impressionam com os dinossauros do Jurassic Park e exploram a sessão The Wizarding World of Harry Potter. Eles também se divertem no Waterworld, com as garotas usando seus melhores biquínis. Todos os garotos ficam apaixonados por elas e vão tentar agarrá-las... Apenas para levarem vários socos na cara.]
[Cenário: Ruas de Osaka.]
[Kazuto observa o vídeo do smartphone no qual ele mesmo, disfarçado de Terror de Osaka, causou massivo alvoroço no bairro de Nishi. Ele então dá uma risada.]
Kazuto: Haha. Logo logo Osaka irá ser toda minha e tomarei controle completo desta cidade! Quando aquele idiota de terno ser elegido, terei enfim a chance de tomar o que é meu por direito!
????: E o quê, exatamente?
[Kazuto então encontra Akemi, o qual o estava observando.]
Kazuto: Akemi-chan! Olha só isso!
[Kazuto mostra para Akemi o vídeo no qual o Terror de Osaka está atacando o bairro de Nishi.]
Kazuto: O Terror de Osaka causou um outro ataque na cidade!
[Akemi não está entusiasmada.]
Kazuto: Pera, você não está preocupada?
[Akemi continua calada.]
Kazuto: 500 mil visualizações, e o número continua subindo. Daqui a pouco chega em...
Akemi: Não diga mais nada.
Kazuto: Certo.
[Kazuto guarda o seu smartphone.]
Kazuto: Sinto pena pelo que aconteceu pelo Ryuzaki. Ele lutou com tanta emoção...
Akemi: Pena? Foi o que eu ouvi?
[Kazuto não diz nada.]
Akemi: Você não sentiu pena. Sentiu prazer. Em espancar seu próprio peão!
Kazuto: Akemi-chan, do que está falando? Eu nunca seria capaz de fazer nada de ruim a ele.
Akemi: Como Kazuto, não. Mas como o Terror de Osaka...
Kazuto: Do que está falando? Eu não sou o Terror de Osaka! Ele é o inimigo de Ryuzaki!
Akemi: E pelo que sei vocês dois não são exatamente amigos...
Kazuto: Você está falando groselha.
Akemi: Engraçado ouvir isso de alguém como você, Kazuto.
Kazuto: Ora... Você parece estar muito tensa... Irei dar pra você um calmante...
Akemi: Não preciso de nenhum de seus presentes.
[Kazuto fica curioso.]
Akemi: Eu sei muito bem que você está mentindo desde o início. Você usou o nome do Terror de Osaka para intimidar as pessoas da cidade e ainda tem a audácia de posar como confidente de Ryuzaki. Tudo isso para você esfaquear todos os seus peões. Mas não pense que é só isso. Você também teve o prazer de incriminar delinquentes em uma tentativa de escapar ileso.
Kazuto: Haha...
Akemi: No entanto, você cometeu um erro. Você espalhou rumores sobre um espião em uma tentativa de se livrar de todos nós, mas não era esperto o bastante para tentar ser desconsiderado como um suspeito.
Kazuto: Hmph.
Akemi: Por causa disso eu fui capaz de observar os fatos. Você estava sempre disposto a ser o favorito do Ryuzaki, a ponto de aliená-lo. Além disso, não tinha mais ninguém interessado em esfaquear o líder da organização para seu bel prazer.
Kazuto: E quanto ao Kunihiro? Ele era tão leal a Ryuzaki quanto eu.
Akemi: Você também usou a lealdade de Kunihiro contra ele, a ponto de fazer com que este lutasse contra Kogoro. Respeito por Ryuzaki? Não. Queria se aproveitar de seu ego inflado.
Kazuto: Grrr...
Akemi: Se você tem alguma coisa a dizer, pode falar. Mas saiba que você não tem mais escapatória.
[Kazuto mantém a calma.]
Kazuto: Você tem toda a razão. Eu não tenho mais escapatória. Parece que não tenho outra escolha exceto dizer toda a verdade.
Akemi: Ótimo.
[Akemi pega o seu smartphone. Ela então coloca no aplicativo de gravação.]
Kazuto: Porque eu fiz isso? Heh. Eu sou apenas um delinquente que não se importa com nada exceto glória e dominação. Sou um monstro em pele humana, o que você esperava?
Akemi: Então você admite... Mas ainda não é o suficiente. Não tem como alguém desejar glória e dominação tão subitamente. A menos... Que você tenha um motivo bem maior por trás disso. Você tem, Kazuto?
Kazuto: E o que você vai ganhar com isso, Akemi-san? O respeito de seu mestre?
Akemi: Não. Apenas a verdade e nada mais.
Kazuto: Você fala muito. Mas está certa... Não tem como alguém desejar glória e dominação tão subitamente. De fato, minhas razões são explícitas.
[Akemi fica zangada.]
Kazuto: Tudo o que desejo é vingança.
Akemi: Vingança? Contra quem?
Kazuto: Um velho amigo de infância. Uma pessoa no qual não consigo ser capaz de superar.
Akemi: Você é infantil demais.
Kazuto: Sério? Pois vou ter o prazer de dizer seu nome.
Akemi: (Ótimo... Está na hora de descobrir a verdade...)
Kazuto: Tudo o que eu faço... É pra me vingar daquele desgraçado. Ele não devia ter me abandonado na hora H.
[Akemi fica apreensiva.]
Kazuto: O nome daquele bastardo é... Nishiki Iuchi.
[Akemi não fica tão surpresa com a revelação. Enquanto isso, um táxi caminha pelas ruas.]
[Cenário: Táxi]
[Yukimaru está muito preocupado com o que está acontecendo. Ele tem um pensamento.]
“Entendo... Você acha que é uma pessoa forte, mas na verdade é um fraco. Um fraco!”
Yukimaru: (Não. Eu não sou fraco. Lutar por uma causa não te faz mais fraco. No entanto...)
[O táxi chega a um hotel. Yukimaru sai do carro, que segue seu caminho.]
Yukimaru: (Está na hora de revelar a verdade. Tomara que você esteja pronta.)
[Yukimaru entra no hotel.]
[Cenário: Um quarto de hotel qualquer.]
[Yukimaru chega a sua casa, quando se depara com Fuyuka correndo com lágrimas nos olhos.]
Fuyuka: Onii-chan!
Yukimaru: Fuyuka?
Fuyuka: É horrível! É horrível!
Yukimaru: Horrível?
Fuyuka: Aqueles pensamentos. Quanto mais eu penso, mais eu tenho vontade de chorar...
Yukimaru: E o que foi então?
Fuyuka: Eu me imaginava como alguém tentando proteger uma certa pessoa, e então...
[Fuyuka abraça Yukimaru.]
Yukimaru: Pronto, pronto... Não chore, vai ficar tudo bem...
[Yukimaru passa a mão na cabeça de Fuyuka.]
Fuyuka: Mas é estranho... Eu tenho o mesmo pensamento e ele parece ser tão real. Quero dizer, a este ponto eu já devia ter morrido, não devia?
[Yukimaru começa a ficar preocupado.]
Fuyuka: Eu não consigo entender... Porque aquele cara malvado estava atrás de mim? Porque eu estava defendendo aquele garoto... E como eu cheguei aqui?
[Yukimaru não diz nada.]
Fuyuka: Onii-chan...
Yukimaru: Está na hora de contar toda a verdade.
[Yukimaru e Fuyuka vão para o quarto.]
Yukimaru: Sabe, Fuyuka-san... Você pode parar de me chamar de Onii-chan.
Fuyuka: Como assim? O que está acontecendo?
Yukimaru: A culpa é toda minha. Todo esse alvoroço... É por minha causa. Não tenho nenhum motivo para me justificar.
Fuyuka: Onii-chan...
Yukimaru: Eu não sou seu irmão!
[Fuyuka fica triste ao ouvir o que Yukimaru disse.]
Yukimaru: E nunca vou ser... Porque não carregamos o mesmo sangue.
Fuyuka: Então... Não somos família?
[Entristecido, Yukimaru balança a cabeça pra cima e pra baixo respondendo a pergunta de Fuyuka.]
Fuyuka: Então... Quem sou eu? E porque estou aqui?
Yukimaru: É complicado, mas... Eu sou a razão porque você está aqui... E cuidar de você é o único jeito de me perdoar de meu pecado...
[Fuyuka não diz nada.]
Yukimaru: Bem, nós não nos conhecemos no hospital. Foi há muito tempo, em um colégio.
Fuyuka: Espera aí... Colégio? Tipo aquele...
[Yukimaru balança a cabeça pra cima e pra baixo dizendo que sim.]
Fuyuka: Não! Quer dizer que...
Yukimaru: Exatamente...
[Um flashback acontece. Fuyuka, vestindo um seifuku azul com laço e saia amarelos corre em desespero.]
Yukimaru narrador: Você é uma das estudantes daquele colégio.
[Fuyuka então se encontra com uma silhueta grande que aparenta ser de alguém que usa uma jaqueta longa. Um garoto de cabelos loiros e olhos castanhos vestindo um gakuran cinza-azulado aparece atrás dela.]
Yukimaru narrador: Você e seu amigo estavam tentando escapar de um ataque, quando vocês foram encurralados.
Garoto de cabelos loiros e olhos castanhos: Foge!
[Fuyuka fica paralisada de medo.]
Garoto de cabelos loiros e olhos castanhos: Essa não é você! Você precisa fugir!
Yukimaru narrador: Mesmo com a corda no pescoço, você preferiu ficar ao lado de seu amigo.
Fuyuka: Eu não vou! Eu vou ficar com você! Não quero que fique sozinho!
Garoto de cabelos loiros e olhos castanhos: Mas...
[A silhueta então atira no garoto loiro, mas Fuyuka o protege com a sua vida. Ela cai no chão.]
Yukimaru narrador: Sendo assim, você foi assassinada na frente de seu amigo, que chorou em seu corpo falecido.
[A silhueta então se revela como o Terror de Osaka.]
Yukimaru narrador: Seu assassino foi o Terror de Osaka, um infame delinquente que agora assombra a cidade. E não é só isso...
[O flashback acaba.]
Yukimaru: Desde então eu tive que protegê-la para que você não fosse morta novamente. Inclusive eu até te levei ao médico. Para minha sorte, você perdeu suas memórias, e achou que tudo isso era um pesadelo. Mas tudo o que eu disse é verdade.
Fuyuka: Então... Como eu estou aqui?
Yukimaru: Quando você foi morta pelo Terror de Osaka, eu rapidamente peguei seu corpo e a levei ao médico o mais rápido possível. Eu sabia que ele iria longe demais em atacar o colégio, mas não a ponto de matar alguém.
Fuyuka: Ele... Fala do Terror de Osaka.
Yukimaru: Sim. Você é mais uma das vítimas dele. E não é só isso. O homem que você vê agora não se chama Yukimaru Imai. Yukimaru era apenas um pseudônimo.
Fuyuka: E quem é você?
Yukimaru: Nishiki Iuchi... O Terror de Osaka original.
[Fuyuka fica horrorizada ao saber que Yukimaru, seu cuidador, era na verdade o responsável que a matou. Fuyuka começa a chorar.]
Nishiki: Me desculpe, mas não pude fazer nada. Era uma questão de moralidade.
Fuyuka: Não,você tem razão. Você não é meu irmão... Você é um assassino!
[Fuyuka continua chorando. Nishiki também fica triste.]
Fuyuka: Mas porque... Porque você faria uma coisa dessas?
Nishiki: Nunca foi minha intenção. Já você...
Fuyuka: Não! Não quero ouvir mais nada sobre você. Demônio!
Nishiki: Seu verdadeiro nome é Michiya Matsugae. E seu amigo era Ryuzaki. Vocês eram estudantes do Colégio Himejima.
[Michiya para de chorar.]
Michiya: Então... Esta sou eu de verdade?
Nishiki: Sim.
Michiya: Me desculpe! Me desculpe!
Nishiki: Não. Eu é que te devo desculpas.
[Michiya e Nishiki se reconciliam.]
Michiya: Mesmo que você seja uma pessoa malvada, você me salvou. Você ainda tem uma fagulha de bondade dentro de seu coração.
[Nishiki não diz nada.]
Michiya: Você pode não ser meu irmão de verdade... Mas ainda assim você deu o seu melhor pra me salvar. Por causa disso, você é um grande amigo.
[Nishiki, ao ouvir a palavra “Grande Amigo” ecoando em seus ouvidos, tem uma descoberta.]
Nishiki: (Não pode ser, será que...)
[Nishiki se lembra do Terror de Osaka, e então tem a visão de uma pessoa... Kazuto Ohara. O flashback acaba.]
Nishiki: (Então foi mesmo você... Meu velho amigo.)
[Cenário: Ruas de Osaka.]
[O capítulo acaba com Kazuto encarando Akemi, que agora sabe da verdade sobre o delinquente.]
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