Shinigami War - O eclipse
52 Capítulo 43
Notas iniciais
- Que bobagem.- DIsse Linth encarando Hanabi.- Você e esse seu pássaro inútil fazem muito escândalo.
- *gota* COMO OUSA FALAR ASSIM DA MINHA HANABI SUA VADIA! — Gritou Bai enfurecido enquanto corria em direção a Linth.
- Pare Bai.- Disse Hanabi.
O pavão apenas a obedeceu e parou no mesmo instante.
- É engraçado...Mesmo você estando com seus braços incapacitados você consegue ser tão arrogante.- Disse Hanabi.- Isso é determinação?
- Determinação? — Disse Linth levando sua mão esquerda com certa dificuldade até seu ombro direito.- Não é determinação, eu apenas estou lutando para que os sonhos da Senhora Muriel se tornem realidade.
- Você a ama não é? — Disse Hanabi chegando mais perto da loira.
- E-eu não amo ninguém! — Disse Linth sendo ríspida e arrancando a adaga que estava cravada em seu ombro.
- Não é isso que eu vejo.- Disse Hanabi, que agora encarava a loira com um olhar de tédio.
- Como assim você vê? Você não sabe nada sobre mim! — Gritou Linth jogando a adaga contra Hanabi.
A menina de cabelos azuis não moveu um musculo, a adaga a acertou e uma nuvem de fumaça fina e semelhante a do último clone surgiu.
- Eu vejo dentro da sua mente! — Disse Hanabi encarando a loira no fundo dos olhos.- Eu vejo que você sofreu muito e encontrou conforto na amizade com Mathew.
- SAIA DA MINHA CABEÇA! — Gritou Linth acertando um chute contra a cabeça de Hanabi, porém, era apenas mais um clone.
A loira olhou em volta e viu-se cercadas por várias Hanabis e por vários Bais. Não sabia diferenciar a verdadeira das falsas, só havia um meio de fazer com que todos aqueles clones sumissem de uma só vez.
- LUZ REVELADORAAAAAAAAAAAAA! — Gritou Linth levando suas mãos a cabeça e fechando seus olhos com força, fazendo com que sua aura emitisse uma luz branca e se propagasse por todos os lados.
A loira abriu os olhos e viu que todos os clones continuavam ali parados encarando-a. Só haviam uma coisa que Linth odiava mais do que pessoas escandalosas e metidas, era ser o centro das atenções.
Todas aquelas Hanabis e Bais encarando-a com a mesma expressão fizeram com que a loira caísse no chão de joelhos com um olhar insano e com as mãos na cabeça, ela não parava de repetir : "Não olhe pra mim! Não olhe pra mim! Não olhe pra mim!"
Linth estava a beira da insanidade, lembrava-se da sua infância no orfanato quando sofria muito por conta das provocações das outras crianças.
- Olhem! — Gritava um menino.- É a Linth brilha-brilha!
A loira quando era criança não tinha um controle muito grande sobre sua aura, muitas vezes quando estava feliz ela emitia um brilho branco e é claro que isso chamava a atenção de todas as crianças para a pequena menina loira que se encolhia embaixo da árvore abraçada a seus joelhos.
Flash back on
- Linth brilha-brilha! — Dizia um coro de crianças em volta da pequena menina loira que estava sentada em baixo da árvore.
- Não olhem pra mim! Não olhem pra mim! Não olhem pra mim! — Sussurrava Linth para si mesma.
A aura da pequena menina se expandia e logo se propogava conforme suas emoções, ela começava a perder o controle, e perder o controle significava que ela jamais seria capaz de executar uma missão de auto nível. Pelo menos era esse o destino de Linth antes de um certo garoto de cabelos brancos entrar em sua vida.
- Deixem-na em paz! — Gritou Mathew adentrando a rodinha e empurrando algumas crianças.- Seus invejosos! A aura dela é tão grande que ela não consegue controlar! Isso é inveja! O poder de vocês é limitado! — Gritava Mathew com raiva.
- Ma-mathew...- Sussurrou Linth se levantando com algumas lágrimas ainda escorrendo pelas suas bochechas com algumas sardas.- Feche seus olhos agora, por favor.- Completou a menina levando a mão até o ombro do maior.
- Linth tem um namorado! Linth tem um namorado! Linth tem um namorado! — Voltava a cantar o coro.
- Mas por que? — Perguntou Mathew franzindo a testa.
- Apenas faça o que eu digo! — Disse Linth de um jeito áspero.
Mathew assentiu fazendo um sinal com a cabeça e fechou os olhos com força. Sentiu um brilho muito forte atravessar suas pálpebras e uma leve queimação em sua vista. O coro agora não poderia ser mais ouvido, apenas gemidos de dor e grunhidos haviam tomado o lugar do coro de crianças que se silenciou bruscamente.
- Pode abrir.- Disse Linth, agora mais calma.
- O que você fez? — Perguntou Mathew assustado.
- Esse é o meu poder.- Respondeu Linth encarando o garoto.
Todas as crianças que estavam a volta deles estavam paradas e caladas. Seus olhos tinham um brilho branco e perolado, como se estivessem cegos.
- Eles são meus escravos agora.- Disse Linth sorrindo docemente.
- Traga-os de volta, por favor.- Disse Mathew encarando a loira.
- Eu os trarei, mas, vou fazer com que eles nunca mais mexam com a gente.
A aura de Linth expandiu-se e propagou-se mais uma vez, os olhos cegos das crianças começaram a voltar ao normal. Elas esfregaram seus olhos e encararam Linth e Mathew, era possível ver o medo em seus olhares.
Flash back off
Linth abriu os olhos e viu-se em um lugar diferente da cidade, estava presa a uma árvore. Olhou a sua volta e viu o que parecia ser o orfanato onde havia passado sua infância e grande parte de sua adolescência. Estava presa na árvore por algo que pareciam ser galhos que saíam do tronco e se entrelassavam pelo seu corpo. Tentou mover seu braço,mas, era inútil, estava completamente presa e imobilizada.
Viu uma figura distorcida ao longe que se aproximava, logo reconheceu. Com um kimono rosa e com cabelos azuis a balançar ao vento, estava Hanabi.
A menina carregava em sua mão direita algumas flores que por sua vez, em suas pontas tinham algo semelhante a pontas de pregos. Em sua mão esquerda um martelo. Hanabi chegou bem próxima ao ouvido da loira e sussurrou :
- Linth Brilha-Brilha.
Aquilo fez com que o sangue de Linth fervesse como magma que é expulsa de dentro do centro da terra. (Gom : Mais metáforas :3)
- Vadia...- Sussurrou Linth.
Hanabi não respondeu, apenas levou sua mão até o pulso de Linth e colocou ali uma flor com ponta de prego. Linth tentava desesperadamente mexer seu pulso,mas, era inútil. Hanabi com sua outra mão martelou o prego contra o pulso da loira que urrou de dor.
O sangue escorreu pelo braço da garota que urrava e gritava devido a dor. Hanabi não se deixou abalar pelos gritos da loira, levou mais um prego a um lugar próximo onde já havia perfurado antes.
Hanabi continuou até que todo o corpo da menina estivesse coberto por flores. A menina de cabelos azuis encarou Linth com uma expressão de imenso tédio. Logo abriu um sorriso como quem admira uma obra de arte.
- Hanabi, já chega.- Disse Bai despertando a menina do transe.
- Ah, estava tão divertido.- Disse a menina sem desviar o olhar da garota que estava na mesma posição.
Bai tocou a testa de Linth que permanecia na mesma posição de antes. A loira virou para trás e então desmaiou.
- Os danos a mente dela foram graves.- Disse Bai encarando a loira estirada no chão.
Os olhos de Hanabi brilharam de um roxo brilhante, a menina virou-se para a esfera e apontou dizendo :
- Eu queria saber o que está acontecendo lá dentro.
- Hum... Eu acho que não é uma boa, você já gastou magia demais lutando contra essa menina.- Disse Bai pensativo.- E além do mais, desfazer o dano criado gasta muito mais energia do que você pensa.
A esfera de sombras se desfez e de lá saíram os dois irmãos. Mathew viu Linth jogada no chão e correu até o local.
- O que você fez com ela!? — Gritou Mathew encarando Hanabi e colocando a cabeça de Linth sobre seu colo.
- Eu apenas me defendi...- Disse Hanabi corada pela presença de Shiro.
- Não se preocupe, ela vai ficar bem.- Disse Bai encarando o menino de cabelos brancos.
- Então Mathew, pra onde você vai agora? — Perguntou Shiro agachando-se ao lado de seu irmão.
- Eu não sei...- Disse Mathew um pouco triste.
- Pode ficar na casa onde eu moro.- Disse Shiro sorrindo.
Shiro já havia deixado o orfanato de seu clã a muito tempo, agora morava junto de seu mestre em uma casa afastada da cidade. Era o local perfeito para morar com seu irmão, poderiam treinar juntos e poderiam ficar juntos até terem suas próprias casas, ou matarem um ao outro.
- Obrigado,mas, eu sou obrigado a recusar.- Disse Mathew ainda triste.
- Por que? Não quer viver junto do seu irmão depois de tanto tempo estando separado? — Perguntou Shiro com um pouco de raiva e tristesa.
- Não é que eu não queira, é que a Linth...- Sussurrou o garoto de cabelos brancos.- Ela não tem mais ninguém, eu sou o que ela tem de mais próximo de uma família.
- Não tem problema lá sempre tem espaço pra mais um.- Disse o moreno sorrindo.
Enquanto isso em um outro lugar...
- SEU DEMÔNIO NOJENTO! DEVOLVA O CORPO DA MINHA IRMÃ! — Gritou Gom enfurecido e explodindo em chamas.
- Por que não vem pegar? — Sôou a voz de Alessa um pouco distorcida.
- Sawada, você corre e pega a Nami, ela ta desacordada. Eu não posso usar todo o meu poder se aquela coisa estiver perto da Nami.- Sussurrou Gom baixinho perto do garoto que trincava os dentes de raiva.
- Gom! Não se esqueça que eu também estou aqui! — Disse Soya irritada.
- Me desculpe meu amor.- Disse Gom virando-se com um sorriso bobo no rosto.- Mas essa luta é minha! — Disse Gom determinado.
- Você já lutou demais! — Disse Rin mal humorado.- Deixe a minha irmã lutar também!
- *veia pulsando na testa* Cala a boca pivete! — Disse Gom encarando o menor.
- Vou contar pro papai! Aí ele não vai deixar você namorar a Soya! Há!- Disse Rin com um sorriso malicioso nos lábios.
- Se você sobreviver até lá, pode contar o que você quiser.- Disse Gom estalando os punhos e sorrindo e um olhar maligno para o menor.
-*gota* Tá bom eu fico quieto! — Disse menor assustado.
- Deixa eu pegar a Nami! — Disse Soya, o braço da garota que por poucos segundos emitiu um leve brilho verde.
O braço de Soya se estica como se fosse feito de borracha e desvia dos diversos ataques disferidos pelos tentáculos que saíam das costas do demônio que possuíra Alessa, a mão de Soya agarra Nami pela gola da camisa e a puxa para perto de Gom.
- EI! ESSA ERA A MINHA TAREFA! — Gritou Sawada fazendo um escândalo.
- *gota* Se acalma porquinho.- Disse Gom dando um peteleco na testa do menor.- Eu deixo você dizer que foi você que a salvou.
- Hunf!- Bufou Sawada irritado.- Agora vamos lutar com força total! — Disse ele determinado correndo em direção ao demônio.
- EI SEU PORQUINHO FOMINHA! — Gritou Gom com um sorriso no rosto.- DEIXA UM POUCO PRA MIM!
Gom e Sawada partiam pra cima do demônio com toda a determinação possível, queriam terminar logo com tudo aquilo para poderem irem pra casa descançar. O maior não queria demonstrar,mas, estava muito preocupado com sua irmã.
Os tentaculos que saíam das costas do demônio atingiram os dois que foram lançados contra um prédio.
- Parece que só sobrou eu.- Disse a morena sorrindo enquanto corria velozmente na direção do demônio.
- SOOOOOOYAAAAAAAA! — Gritou Gom desesperado enquanto saía de alguns escombros.- VAMOS LUTAR JUNTOS AO EXTREMO! — Completou ele fazendo com que Kenji surgisse em forma de Katana.
Sawada saiu de alguns escombros e correu até Nami, agachou-se perto dela e a beijou na testa. Sorriu por ela estar segura e então olhou para Rin de um jeito sério, o que era raro ver aquele olhar surgir no rosto de Sawada.
- Proteja ela.- Disse Sawada encarando o menor.- Por favor.
Rin assentiu com a cabeça estendeu as duas mãos no chão e disse :
- TORRE SURJA!
Uma torre feita de blocos de pedra surgiu e do alto dela era possível um Rin sorridente fazendo sinal de positivo com o polegar.
Sawada não confiava muito nele,mas, era a única pessoa ali que não estava ocupada. Tomado pela vontade de lutar, Sawada dá as costas para a torre e corre em direção ao demônio conjurando Lawliet.
Enquanto isso em outra parte da cidade...
- Olha quem tá escalando o prédio...- Disse Isis olhando para baixo.
- Mas que merda...- Sussurrou Satou.- Não podemos fazer nada, não sabemos o que pode acontecer quando ele voltar ao normal.
- Eu posso ajudar! — Disse Lucy séria.- Eu posso pedir para a Lebre Maluca colocar ele no chão!
- Conhecendo o seu controle sobre suas conjurações, eu acho que é melhor não.- Disse Isis preocupada.
- Okay então...- Disse Lucy meio triste.
- O mínimo que podemos fazer é mudar de prédio.- Disse Satou caminhando até a borda.- Vou fazer uma ponte...
Satou estendeu seus braços e com sua aura começou a condensar as moléculas de água que estavam presentes no ar. Logo uma ponte de água se formou e se congelou.
- Isso não parece muito firme...- Disse Lucy com um pouco de receio.
- Não importa, é tudo que temos nesse momento.- Disse Satou correndo pela ponte.
- Vem Lucy.- Disse Isis pegando a pequena no colo e caminhando pela ponte.
Continua...
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