Shinigami War - O eclipse
34 Capítulo 28
Notas iniciais
Sawada ainda estava no chão com as mãos na cabeça, Todos que estavam ali olhavam para aquela forma humana tão parecida com o Sawada, só diferenciando pelos cabelos e olhos roxos. Nami despertou-se do transe e ajudou Sawada a levantar.
– Não interfiram por favor, eu acho que preciso lutar contra esse cara. — Disse Sawada com o rosto sério, raramente ficava assim.
– Mas ... — Começou Gom, mas foi interrompido.
– Sem mas, eu preciso fazer isso sozinho.
– Oh, não quer ajuda? Você não é forte o suficiente pra me derrotar sozinho. — Falou Lawliet sorrindo em tom de deboche.
– Você sou eu seu idiota! O que você pode fazer, eu também posso.
– Poder acho que até pode, mas não sabe... — Alargou seu sorriso.
– Vamos lutar, mas primeiro, vamos sair do prédio do conselho, de acordo? — Perguntou Sawada ainda sério.
– Tudo bem, você vai morrer de qualquer maneira. — Disse Lawliet pulando a janela que tinha ali, o grupo arregalou os olhos.
– M-mas... NÓS ESTAMOS NO 7° ANDAR!! — Correram para olhar a janela, ele já estava no chão olhando para eles sem tirar aquele sorriso do rosto.
– O que foi? Não consegue descer? — Perguntou gritando e com tom de deboche.
– Claro que consigo! — Gritou Sawada sério e invocando o porquinho das asas. — Vamos! — Disse, o porquinho assentiu e eles começaram a se fundir, não do jeito normal, que voltaria para seu corpo, mas fundiram seus corpos, Sawada ganhou um par de asas azuis claras e uma adaga rosa clara de 10 centímetros com uma longa atadura presa no cabo. Pulou pela janela mergulhando de olhos fechados e quando estava para chegar no chão abriu suas asas e planou, pousando perfeitamente.
– Que incrivel essa sensação. — Disse abrindo os olhos e começando a bater suas asas, ficando cerca de 1 metro de distância do chão.
– Hehehe! Vamos lutar seu baka! — Falou Lawliet antes de cuspir em Sawada, durante o trajeto o cuspe ficou sólido e afiado, Sawada rapidamente pegou sua adaga e cortou aquilo.
– Nossa cara, você é nojento. — Comentou o garoto.
Sawada investia jogando sua adaga e controlando-a pela atadura que estava agora levemente amarrada em seu pulso. Lawliet só esquivava por não saber com o que atacar, olhava de um lado para o outro, não achava nenhum pouco de água ou qualquer outro líquido. Olhou para o céu e sorriu, sua vitória estava quase garantida. Sawada não entendeu o por que dele sorrir e acompanhou seu olhar, olhando para o céu também, seus olhos se arregalaram, várias nuvens carregadas estavam sob a cidade, olhou para o eclipse e suspirou, desceu novamente até o chão e puxou sua adaga, segurando-a habilmente, dobrou suas asas, deixando-as pouco visivel, e avançou no mano a mano, Sawada tinha de aproveitar, Lawliet ainda não podia lutar livremente, jogou sua adaga visando acertar a garganta do mesmo, mas teve azar, Lawliet desviou e deixou que seu rosto fosse levemente cortado na bochecha, fazendo-o sangrar. Estendeu a mão direita até o rosto e fechou o punho, começou a afastar o punho do rosto formando uma espada. Nesse momento, Nami,Alessa,Shiro,Soya e Gom saíam do prédio, iam tentar ajudar até que Sawada grita.
– NÃO INTERFIRAM! ESSA LUTA É MINHA E SOMENTE MINHA — Sawada estava um pouco zangado, coisa que provavelmente nunca acontecera. A chuva começou, molhava totalmente Sawada, que não fazia nada pra se proteger, pois não sabia, e Lawliet não deixava a água tocar sua pele. Demônios fracos começaram a aparecer pelo lugar, Nami, Alessa e Shiro se encarregavam deles, Gom recebeu uma ligação, disse que era de seu tio e que ele estava sendo atacado, então teve que correr para tentar ajudá-lo, Soya foi procurar o seu irmão. Ninguém sabia onde estavam Kira e Goru. Sawada continuava lutando contra Lawliet, mas agora estava totalmente em desvantagem, foi derrubado agora novamente por um chicote de água no joelho. Lawliet andava calmamente até Sawada no chão e coloca o pé em seu peito. Sawada fez uma pequena careta de dor.
– A única pessoa que te impede de ser forte, é você mesmo. — Disse Lawliet, depois suspirou e olhou Sawada nos olhos.
– Por que você está me dando dicas seu maldito?
– Hahaha, você não é suficientemente bondoso para eu ser somente maldade. — Sorriu Lawliet.
– Que tal fazermos uma trégua? — Perguntou Sawada esperançoso.
– Hahaha, nem pensar. — Falou Lawliet cruelmente. Nesse momento Shiro passou correndo perto deles indo para algum lugar, estava a procura de Kira e Goru. Nami e Alessa lutavam bravamente contra os demônios e ganhavam, tinham alguns machucados no corpo, mas nada de grave.
– Vamos lá, por que recusa tão fortemente? — Perguntou Sawada esboçando um minúsculo sorriso.
– Por que se eu te derrotar aqui, seu corpo será permanentemente meu, se eu não te derrotar, eu volto pro seu corpo.
– Não seja idiota, quando o eclipse acabar, se eu estiver morto, você vai morrer também, e se você estiver morto, eu também vou morrer, ninguém sobrevive só com metade de sua alma.
– Talvez seu argumento seja válido, mas não é o suficiente. — Falou Lawliet, suspirou e Sawada ficou com raiva e separou o porquinho de asas do seu corpo, fazendo-o voltar para sua alma, invocou dessa vez o Hibari, fundindo os corpos com ele, ainda no chão, duas luvas apareceram, junto com as luvas, duas tonfas e orelhas de porco, usando a tonfa, deu um golpe no tornozelo de Lawliet que gemeu de dor e pulou pra trás, Sawada se levantou e encarou Lawliet. Mas seus olhos se desviaram para Nami e Alessa, elas aparentemente derrotaram todos os demônios.
– Hehe, elas conseguiram. — Sorriu Sawada.
– Você é fraco... Não está sentindo a presença de mais dois? — Perguntou Lawliet.
– Não estou sentindo nen- — Duas sombras começaram a tomar forma, elas criaram dois clones negros de Alessa e Nami, cada uma foi lutar contra o próprio clone.
– C-como? — Perguntou Sawada olhando de olhos arregalados para Lawliet.
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Gom estava chegando até o lugar combinado pelo seu tio, um campo de baseball, tinham algumas máquinas de lançar bolas desligadas e carregadas, mas nenhum sinal do seu tio, ficou no meio do campo e procurou ao redor, até que seu tio aparece e grita para ele.
– OLÁ SOBRINHO! — Gritou com um sorriso em seu rosto, Stark vestia seu uniforme de jogador de Baseball. Exatamente como o que Gom usava quando pequeno. Em sua cabeça, um boné escrito Bear's, cobria seus cabelos negros.
– Tio Stark, há quanto tempo. — Falou Gom calmamente, sem entender por que o tio falou que estava sendo atacado.
– Bom lugar este... Para sua morte. — Falou olhando Gom nos olhos, Gom arregalou os olhos ao ver que os olhos do seu tio estavam totalmente negros, do boné de seu tio surgem grandes chifres enrolados como de carneiros.
– Merda! Ele foi possuído! — Xingou Gom já puto da vida.
– Sim... Agora faça um favor, e MORRA! — Stark pegou seu taco de baseball de ferro e com um controle ligou as máquinas de lançar bolas que estavam atrás de Gom, ele desviava das bolas que vinham por trás, Stark rebatia-as com força de volta para Gom, que foi atingido muitas vezes por não conseguir acompanhar o ritmo, eram muitas máquinas. Estava muito machucado pelas bolas de baseball, então decidiu lutar, invocou Kenji.
– O que quer Gom? — Perguntou Kenji se desviando fácilmente das bolas de baseball.
– Preciso que você se transforme, rápido! Não temos tempo porra!
– Tá, tá. — Falou se transformando numa katana, Gom pegou rapidamente a katana e começou a cortar algumas das bolas ao meio, mas ainda levava muito dano.
– CHEGA, AGORA EU VOU BATER COM TODA MINHA FORÇA! — Gritou Stark, fazendo seu taco brilhar e ficar totalmente negro, rebateu mais algumas bolas, e Gom sabia, que se fosse acertado, não seria nem um pouco bom, precisava pensar em alguma coisa. "Vamos Gom, pense, pense... Como você pode fazer para não levar tanto dano? O anel escudo não iria conseguir defender por não ter magia no ataque..." Seu raciocínio foi cortado por uma bola que acertou o seu ombro esquerdo, ouviu o barulho do osso quebrar, não poderia mais usar esse braço. Estava tudo perdido, ele ia morrer ali, mais uma bola acertou o cabo da katana, fazendo-a voar longe.- Droga Kenji! Volte! — Disse Gom, Logo a katana voltou para dentro de seu corpo. Mais uma bola o acertou na barriga, agora caiu no chão, não iria consegui levantar.
– VOCÊ NÃO VAI ME MATAR FILHO DA PUTA! — Gritou Gom liberando a energia de seus yokais. Um rabo e orelhas negras apareceram nele, suas chamas azuis se juntaram as chamas vermelhas do seu outro yokai, estava envolvido com chamas roxas. Agora as bolas não o afetavam mais, antes de encostar seu corpo, elas eram queimadas, seu ombro também curou. Foi se aproximando lentamente de Stark, que estava ficando desesperado, ele recuava andando de costas, até que tropeçou e caiu de bunda no chão. Gom se aproximou dele no chão e se abaixou.
– Pobre alma. — Falou encostando o dedo no pé de Stark, lentamente o corpo de Stark começou a congelar de dentro pra fora, depois começou a derreter, em menos de 2 minutos, o corpo de Stark não passava de um líquido estranho. Gom começou a correr de volta para onde deixou seus amigos, provavelmente estão precisando de ajuda.
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– PARA COM ISSO! NÃO VÊ QUE ELAS PRECISAM DE AJUDA? — Gritava Sawada, mas Lawliet não o ouvia.
– Eu não ligo para elas, eu quero matar você. — Falou Lawliet sério.
– Merda... TUDO BEM, ME MATE SE TIVER CORAGEM, MAS SAIBA QUE SE VOCÊ ME MATAR, VOCÊ VAI DESAPARECER NO MESMO MOMENTO. — Gritou Sawada sem paciência. — VAMOS, ME MATE!
Lawliet cerrou o punho esquerdo e se aproximou com sua espada de sangue na mão direita. Posicionou a espada no pescoço de Sawada, mas não se moveu mais depois.- VAMOS! O QUE ESTÁ ESPERANDO? — Perguntou Sawada, Lawliet olhou nos olhos de Sawada e suspirou.
– Maldito... — Sussurrou levemente. — Tudo bem! Eu vou te ajudar, moleque maldito!
– Desculpe por isso Lawliet... — Disse Sawada colocando a mão na testa de Lawliet.
– O quê? Você não vai...
– Sim, eu vou.
– NÃO FAÇA ISSO! EU JURO QUE NÃO VOU MAIS TENTAR CONTROLAR O SEU CORPO!
– Desculpe, volte para minha alma, onde é seu lugar. — Sawada abaixou a cabeça e depois sua mão brilhou fortemente, não era possível enxergar com tanta luz. Quando a luz cessou, Só tinha Sawada ali do lado de um porquinho com dois chifrinhos roxos e um rabo longo e com a ponta em forma de seta.
– MALDITOO!! POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? — Gritava o porquinho.
– Desculpe Lawliet, mas isso é necessário, se eu não fizesse isso, não poderíamos interagir um com o outro.
– QUE DROGA! SEU MALDITO! — Gritava o porquinho Lawliet espetando Sawada com o rabo.
– Chega disso, eu vou usar o seu poder agora. — Sawada começou a fundir seu corpo com o de Lawliet, depois da fusão, seu olho esquerdo estava roxo e seu cabelo possuía agora mechas roxas também.
– Que incrível... Eu posso sentir todos os líquidos ao meu redor, mas não é hora disso. — Falou olhando para Nami apanhando para seu clone, o único motivo de ter adiantado a luta contra Lawliet fora ela, ela estava em problemas, ele precisava ajudá-la, prometeu pra ela que iria protegê-la, não podia falhar. Decidiu fazer algo novo, e com a água da chuva, formou duas asas cristalinas e usou elas para dar impulso e planar até onde estavam elas duas, chegou com uma voadora no rosto da Nami falsa. Que caiu alguns metros para trás.
– Nami! Você está bem? — Perguntou Sawada estendendo a mão para a garota no chão. Ela o olhou e hesitou um pouco, pois viu que um olho seu estava roxo, assim como parte de seu cabelo, mas decidiu pegar na mão dele mesmo assim.
– S-sim! Nada de grave... — Disse ela. — E e-essa aparência?
– Eu de certa forma derrotei o Lawliet. — Falou Sawada, Nami suspirou aliviada. — Desculpe Alessa, não vou poder te ajudar agora. — Sussurrou Sawada vendo que Alessa também se encontrava com alguns problemas. "Merda Shiro! Por que você foi ter que sair?" Pensou consigo. Mas tinha que lutar.
Sawada apontou a mão para a Nami falsa e a água da chuva foi se tornando uma espada gigante, indo na direção dela, que se esquivou. "Tsc" Sawada desfez sua espada e invocou os três porquinhos ao mesmo tempo e os transformou em um machado. Nami estava a seu lado, temia que seus poderes não funcionariam contra a falsa, pois ela sabia todos os seus ataques. Nesse momento Alessa estava sendo derrotada por ela mesmo.
– Que patético. — Falou a Alessa falsa.
– O que foi? — Perguntou zangada.
– Você perde para seus próprios ataques. Isso é patético. — Falou a falsa debochando.
– É meio difícil quando você sabe o ponto fraco de todos os meus ataques, alguns que nem mesmo eu sei. — Falou ela suspirando.
– Sua vida acaba aqui. — Falou Alessa falsa congelando a ponta dos seus dedos, formando garras de gelo, e avançando contra o coração dela.
Mas antes de conseguir avançar muito, um disparo foi ouvido e ela foi acertada no ombro, urrou de dor e olhou de onde veio o tiro. Lá estava Gom, com sua pistola negra e suas chamas roxas.
– Desculpe, eu estou muito puto. Eu vou terminar com sua raça em um só tiro. — Falou parecendo calmo, mas podia se notar o ódio em suas palavras.
Mirou na Alessa falsa enquanto a verdadeira estava no chão olhando de olhos arregalados aquilo, ele havia conseguido, estava usando os dois ao mesmo tempo. Gom começou a concentrar toda as suas chamas na sua pistola, pouco a pouco as chamas foram sumindo de seu corpo, suas orelhas e rabo sumiram, se aquele disparo acertar alguém, seria o fim. A Alessa falsa estava paralisada de medo. Gom mirou calmamente a sua pistola na cabeça dela.
– Adeus, impostora maldita. — E atirou, o disparo atravessou a cabeça da falsa Alessa, na verdade, fez um buraco gigante, cerca de 20 centímetros de largura. A Alessa falsa se ajoelhou e caiu sem vida, virou uma substância negra e foi lavada pela chuva. Gom desmaiou pelo esforço, Alessa correu para ajudá-lo.
– EI! Aguente firme Gom! — Dizia ela.
Sawada lutava contra a Nami falsa, cortava as chamas dela usando a própria água da chuva, ele tinha vantagem pelo terreno. Então, cansado de continuar com a luta, estende a mão até a Nami falsa, e um pequeno buraco aparece em seu peito. A mesma olhou arregalada para o seu peito, tentando descobrir de onde aquele ataque tinha vindo.
– Desculpe, mas eu não tenho tempo a perder aqui, você está em desvantagem de território. — E logo uma rajada de água começou a passar pelo buraco alargando-o, até o coração batendo da Nami falsa aparecesse, Sawada fechou o olho direito, mas o olho esquerdo, o qual era roxo, continuou aberto contra sua vontade, e então fechou a mão, fazendo a água esmagar o coração da impostora.
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